Notas iniciais
Postando antes que o site entre em manutenção para dar tempo de pegarmos um portal e ir para Nyah! City XD

Lucas corria o mais rápido possível para chegar ao portão de entrada sem ser percebido. Não tinha ninguém no pátio, mas era melhor não correr o risco. O garoto passa direto pelo banheiro e segue sue caminho a secretaria. Esta ficava entre os banheiros e a sala de informática. A sua entrada era por uma pequena porta de vidro por onde Lucas passa rapidamente. As secretárias, que estavam ocupadas usando o computador, não percebem Lucas passando, que chega tranquilamente ao portão, onde do outro lado o garoto de cabelos azuis esperava com um gato no colo.

— *Por que você trouxe o Max com você?*

— *Tenho culpa se ele me seguiu?*

— *OK, não tem problema. * — Lucas puxa o portão e percebe que ele estava trancado.

— *Não me diga que você não sabia que o portão estaria trancado?* — Shini dá um tapa na sua própria cara.

— *Espere, se esconde* — Shini olha para trás e vê um homem de uniforme verde com uma caixa nas costas. Em seguida o garoto se esconde atrás de um carro. Lucas, também não querendo ser visto, se esconde atrás de um vaso de uma árvore ao lado do portão.

*Ding-dong* fez-se o som assim que o homem apertou com dificuldade a campainha.

Uma das secretárias nota a presença do homem e abre o portão através de um botão, após isso ela volta novamente sua atenção ao seu computador. O homem de cabelos castanhos empurra lentamente o portão com a perna esquerda e logo entra deixando a porta aberta.

Lucas acena com a mão para Shini entrar ao perceber que o homem ia voltar para pegar mais caixas. Shini entra correndo na escola e se esconde no mesmo lugar que Lucas.

Em seguida o homem volta e passa pelo portão novamente, mas desta vez o fechando.

— *E agora?* — pergunta Shini.

— *Me siga.*

Os dois atravessam a secretaria e chegam ao pátio da escola.

— Uou, sua escola é bem maior que a minha.

— Primeiro, deixe o Max comigo, eu vou levá-lo para minha mãe e dizer que ele fugiu. Segundo, se esconda no almoxarifado. O único que entra lá é o zelador, mas ele só chega depois do intervalo, então não tem perigo de te descobrirem. Quando eu vou voltar a gente vê o que vai fazer para te mandar de volta para sua cidade.

— Ok, mas onde é isso?

Enquanto isso...

*Ding-dong* toca novamente a campainha da escola.

— José? — pergunta uma das secretárias antes de apertar o botão para abrir o portão – Você não ia vir só depois do recreio do ensino fundamental?

— Sim, mas me pediram para ajudar os rapazes a levarem as caixas de livro para o almoxarifado.

— Oh, estão bem ali, ao lado do sofá.

— Obrigado.

....

— Aqui é o almoxarifado? – pergunta Shini observando a minúscula sala cheia de materiais escolares.

— É apertado, mas você é pequeno, com certeza você cabe aí dentro.

— Haha, não se esqueça que você é só dois centímetros mais alto que eu.

— Tá, agora me dê o Max. – ele apanha o Max do colo de Shini – Agora vai...

— Não, espera! – Lucas fecha a porta, deixando Shini sozinho naquele quarto escuro – Eu tenho claustrofobia...

Tudo fica em silêncio. Shini sabia que não podia sair dali, mas se ficasse ali ele surtava.

“Se acalme, Shini, vai ficar tudo bem.” – pensava ele mesmo. De repente ele se lembra do livro que a senhora havia lhe dado na livraria. Ele se lembra que o havia posto em seu bolso. Ele o pega e procura por algum raio de luz para poder ler. – “Talvez lendo eu me acalme.” – ele sobe em uma caixa ao seu lado e coloca o livro na direção da luz e começa o ler. Como no livro do Mágico de Oz, a personagem principal também ia para um mundo mágico, talvez muito mais louco do que a do livro de Maemi.

De repente Shini ouve alguém abrindo a porta. Assustado ele se desequilibra e cai de cima da caixa justo na hora que o zelador abria a porta, fazendo-o cair para o lado de fora.

— Ai.

— Ei, garoto. O que você estava fazendo lá dentro?

— Ahn? – Shini se assusta ao ver o senhor de mais ou menos 55 anos.

— Quer ajuda?

— Ah claro. – ele estende a mão e o homem o puxa.

— Como você se chama?

— Shini. Obrigado.

O garoto se abaixa e pega seu livro de volta.

— Gosta de ler?

— Sim, gosto. – ele olha a sua volta a procura de algum sinal de que Lucas tenha voltado. Mas nada.

— Meu filho também gosta bastante de ler. Só que ele tem o triplo da sua idade. – ele dá uma leve risada – Meu nome é José.

— Ah, prazer.

— Vocês são bem parecidos para falar a verdade.

— Sério?

— Sim. Quando ele tinha sua idade ele adorava ir a bibliotecas e livrarias. Assim como a namorada dele.

Ele faz uma breve pausa.

— O que foi?

— Ahn? Nada.

Enquanto isso em Nyah! City...

Hiroshi e as outras meninas atravessavam tranquilamente às ruas de Nyah! City enquanto os carros passavam tranquilamente por seu caminho.

— Interessante. – o rapaz lia o livro enquanto caminhava – Nunca vi um livro assim, geralmente manuais como esse vem em vídeos.

— Verdade, os livros daqui são muito chatos, não sei como minha mãe consegue trabalhar naquela biblioteca. O único livro que presta foi o que eu dei ao Shini...

— Você o quê?! – pergunta Kori.

— Eu dei o livro da minha mãe ao Shini, algum problema?

— Que tipo de livro era esse? – disse Kaline.

— Era um livro de contos de fadas, acho que era o Mágico de... alguma coisa.

— Mas livros assim são só feitos na Terra, não são? – pergunta Vivian.

— Então temos um problema. Como sua mãe conseguiu esse livro?

Eles já estavam chegando à praça central.

— Ela disse que o achou num rio do parque da cidade.

— Ela te disse isso? – pergunta seu primo – Maemi, sinceramente. Eu nunca vi a tia Jin entrar no parque sozinha. Tem certeza que ela disse isso?

— Sim. Por que ela mentiria para mim?

As três moças ficam em silêncio.

— O que houve?

— Para ela ter um livro da Terra ou alguém de lá a deu... – dizia Kaline.

— Ou ela já esteve lá, e quem sabe ela seja da Terra. – complementa da Terra.

— Minha mãe?!

— Kori, eu juro que eu estava acreditando em vocês até o portal, mas isso já é demais! Como assim minha tia ser da Terra?

— Isso é só uma possibilidade, e a mais impossível de todas, pois ela tinha que conhecer a mulher da estátua.

Nesse exato momento eles chegam à frente da estátua que ela se referia.

— Chegamos.

Notas finais
Consegui! Se tiver algum erro me avisem que eu estou saindo para um compromisso e não deu tempo de eu revisar tudo. Bem, até o capítulo que vem, com mais um de onde vem!