Nurarihyon + Vampire

4 Sejam bem vindos, ao clube de jornalismo! Parte II


Notas iniciais
Finalmente! Depois de séculos de espera aqui está a segunda parte do capitulo 3, eu humildemente imploro seu perdão caro leitor (sempre quis dizer isso) pela demora gastronômica, mas eu queria que esse capítulo fosse perfeito. Escrevi e o reescrevi 3 vezes por isso a demora (além da minha preguiça, faculdade/ que parece que vai ser ainda pior esse ano/ o estágio /que termina um julho, mas que provavelmente vou ser forçada a continuar por sei - lá quanto tempo/). Mas depois conversamos sobre isso. Uma ultima coisa, eu gostaria de avisar que apesar dos meus esforços para fazer a história realista acabei tornando-a mais dramática e talvez um tanto mórbida (eu nunca soube que era capaz disso, normalmente eu repugno esse tipo de coisa), eu sei sou a pior (lágrimas de desespero/ Não há esperança pra mim!) sinto muito. Outra coisa queiro que saiba, sou uma fangirl: obcecada, raivosa e extremamente possessiva sobre Rikuo, então não ria da minha descrição fantasiosa do seu personagem. Não sou nenhuma pervertida (na maior parte do tempo). Eu queria permanecer nos personagens, mas acho que dei uma bela escorregada (eu me odeio!) nesse capítulo, mas sinceramente, foda-se, se os outros podem esculhabar os personagens porque eu não posso escorregar um pouquinho?! Só isso por enquanto. Boa leitura!

CAPITULO III

PARTE II

Sejam bem vindos, ao clube de jornalismo!

ou

Rikuo x Gin

–-

– Bem, estamos aqui Rikuo-kun.

Aqui?

O jovem de quinze anos de idade olhou em volta em descrença. De alguma maneira a dupla haviam acabado nos fundos da Academia Youkai.

O lugar parecia razoavelmente limpo apesar de alguns sacos de lixo, folhas secas e objetos enferrujados e descartados jogados aleatoriamente contra os cantos das paredes cuja tintura se descascara ou rachara. Mas fora isso, por mais que Rikuo procurasse não podia encontrar nada suficientemente interessante que pudesse ter chamado a tensão do senpai.

O que o segundo anista pretendia lhe mostrar em um lugar abandonado como esse?

Rikuo lançou um olhar indagador ao menino mais velho, se era isso que Gin queria mostrar lhe, não estava nenhum pouco impressionado.

Em respostar a pergunta silenciosa de Rikuo, Ginei balançou a cabeça com uma piscadela apontou para algo a costas do primeiro anista.

– Lá, você está vendo aquela janela? O que acha de dar uma espiada?

O moreno virou-se para examinar a janela apontada. A coisa era bastante longa, tinha um pouco menos de 2m de comprimento por 60 de largura, que era espaço o suficiente para um corpo passar com certa facilidade, dependendo de sua estrutura física. Muito mais parecida com dois vitrôs grudados do que uma janela normal, um dos seus vidros estava semi aberta para facilitar a entrada do ar e arejar o ambiente.

Rikuo franziu a testa, um pouco incerto com a proposta do jovem mais velho. Ele não achava que era uma boa idéia, e se alguém o visse tentando espiar ou pior se houvesse alguém lá dentro?

– Hm, senpai. Eu não acho que seja uma boa idéia...

– Há, vamos lá Rikuo-kun. É apenas uma espiadinha, não vai te morder. – Falou Ginei enquanto colocava seu braço sobre os ombros do menino menor e o arrastava mais para perto da janela, abaixo dela havia um caixote de madeira descartado, perfeito para servir de apoio para qualquer um que estivesse curioso o suficiente para espionar o que quer que houvesse do outro lado da janela. — Vale apena, confie em mim. — completou.

Rikuo hesitou um pouco mais, ainda incerto do que fazer, mas finalmente suspirou e assentiu. Se ele quisesse permanecer no clube de Ginei, junto a Moka e Kurumo era melhor tentar conviver pacificamente com o homem mais velho, apesar desse deixar Rikuo extremamente desconfortável.

Com todo o cuidado do mundo e tentando fazer menos ruído possível, o jovem de quinze anos de idade subiu no caixote. Por um momento ele parou, segurando na borda da janela tentando se convencer que nada de mais aconteceria.

Mas, se isso fosse mesmo verdade, porque de repente o meio ayakashi sentia-se como se estivesse fazendo a coisa mais errada do mundo?

– Oh, mais uma coisa Rikuo. — Voltou sua atenção para Gin-senpai, que estava de costas para ele com as mãos enfiadas no bolso da calça de seu uniforme. Seu tom de voz disparou um sinal de alerta em Rikuo. A voz de Morioka senpai, soava mais sério, mais escuro do que o normal. – Moka-san é mais bonita do que eu ouvi falar... E sabe, eu realmente gosto dela!

Rikuo não disse nada, seus olhos castanhos fixos nas costas do menino youkai um pouco confuso com a confissão repentina. O que deveria disser? Ele não entendia o que Gin-senpai pretendia confessando-lhe coisas que diziam respeito apenas ao próprio Ginei e Moka.

– Senpai?

Morioka Ginei voltou-se ao seu rival com um brilho estranho nos olhos escuros, ele ezalava uma aura quase ameaçadora.

Rikuo arregalou ligeiramente os olhos, o que...

– Estou falando sério. — Gin deu um sorriso torto, surpreendendo Rikuo que apenas olhou para ele ainda em confusão. — Eu farei Akashya Moka minha garota.

Rikuo piscou e franziu a testa, a maneira de que o jovem mais velho falava fazia parecer que Moka era mais um prêmio do que um interesse romântico. Apesar de não ser nada mais do que um amigo, Rikuo não poderia deixar de se preocupar com o bem estar de Moka, eles eram amigos depois de tudo. Ele sempre colocara a segurança de seu Clã e amigos acima de sua própria segurança, e agora não seria diferente.

Ele havia prometido que cuidaria dela, afinal como seu amigo Rikuo simplesmente não poderia deixar que nada de ruim acontecesse a Moka.

Irritado, Rikuo abriu a boca para argumentar, mas parou quando ouviu ruídos vindos de trás da janela. Por reflexo o jovem de olhos castanhos voltou-se para janela e olhou para o seu interior.

Seus se olhos arregalaram e ele engasgou com a visão.

– I-isso é...

A frente dele havia inúmeras garotas distraídas algumas delas conversavam e riam com suas companheiras, enquanto outras se ocupavam com o que estavam fazendo, mais o que mais horrorizava o adolescente meio demônio era que todas elas estavam semi nuas, seus corpos esbeltos e seios roliços estavam cobertos com apenas peças finas quase transparentes (em alguns casos) de Lange ri de diversas cores tamanhos e formas.

Rikuo não pode evitar que seus olhos traidores caíssem sobre a cena por alguns segundos, mas rapidamente desviou os olhos suas bochechas queimando de vergonha, seu corpo repentinamente aquecido, ele poderia jurar que havia fumaça saindo de suas orelhas, fazendo-o se sentir como um bule fervendo, ele se esqueceu completamente de onde estava e do que estava prestes a dizer.

O som de um flash o despertou do seu torpor.

– O vestiário feminino. — Completou Gin com um sorriso vitorioso ainda segurando a câmera que havia usado para fotografar Rikuo na sua posição comprometedora. — Espiar é crime Rikuo-kun. — Zombou Ginei, segurando a câmera de costas para que o rapaz pudesse ver a prova do seu crime.

Rikuo olhou com os olhos arregalados para sua própria imagem incriminadora. Ainda chocado e meio horrorizado. Ele havia sido pego completamente de surpresa e a única coisa que poderia pensar no momento é que estava muito, muito ferrado se alguém visse essa imagem ou pior se as garotas do outro lado da janela notassem a presença de dois meninos ao lado da janela de seu vestiário.

– Essa foto é uma evidencia clara! – Continuo Morioka, chamando novamente a atenção de Rikuo. — Se Moka-san ver essa foto ela irá te odiar para sempre. — Sorrindo de orelha a orelha Ginei guardou a câmera em seu bolso.

Rikuo desceu do caixote (praticamente pulou) tremulo ainda muito chocado e vermelho para fazer muito mais do que olhar como um idiota para o youkai mais velho vitorioso. Se não soubesse melhor Rikuo poderia jurar que um ou dois neurônios haviam torrado em algum lugar do seu cérebro, pois ele não se sentia como a si mesmo nesse momento.

O menino menor respirou fundo para acalmar seus nervos, Gin aproveitou seu silêncio para continuar seu discurso.

– Se não quer que eu mostre essa foto pra ninguém é melhor ficar quieto sobre o que sabe ao meu respeito.

Rikuo apenas olhou para ele com desgosto, mais o verdadeiro objetivo do seu senpai, não, de Morioka Ginei era bastante claro agora. Ele estava usando essa foto comprometedora para chantageá-lo, mante-lo com a boca fechada e longe de Moka. Com Rikuo fora do caminho o youkai de cabelos escuro estaria livre para se aproximar da vampira de cabelos rosa e fazer o que quiser com ela. Não era o plano mais inteligente do mundo, mas funcionava e Rikuo sentia-se um completo idiota para cair numa armadilha tão obvia como essa.

Nesse momento ele queria estrangular a si mesmo, ainda mais do que o próprio Gin.

– Heh, nada vai me parar até eu ter Akashya Moka na palma da minha mão! Até mais Rikuo-kun.

Sem esperar por uma resposta, Gin desapareceu em um flash como se nunca estivera ali.

Deixando para trás um pálido Rikuo.

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Eu sou um grande imbecil.” — Pensou Rikuo pra si mesmo, seus olhos ainda fixos no lugar onde Gin acabara de desaparecer, o sangue youkai que herdara do avô pulsando furiosamente em suas veias. Como um animal selvagem furioso tentando escapar de suas amarras, lutando para ignorar o desejo cada vez maior de cassar Gin e cortá-lo em cubinhos minúsculos com Nenekirimaru.

“Como pude ser tão idiota.”

Ainda ignorando o desejo de bater em alguma coisa ou esmagar sua cabeça numa parede, Rikuo suspirou repentinamente exausto. O que ele deveria fazer agora?

Gin havia desaparecido (literalmente) num momento estava na frente do menino se gabando de sua vitória (temporária) sobre o neto de Nurarihyon, no próximo havia desaparecido com um flash, como se nunca estivera ali.

Rikuo não tinha a menor idéia pra onde o youkai mais velho poderia ter ido. Mas, quando ele encontrá-lo, Rikuo iria fazêlo corrigir toda essa confusão. Primeiro a foto e depois Kurumu e Moka, especialmente Moka que parecia estar mais ofendida com esse mal entendido. Ele iria se certificar que isso aconteceria, mesmo se Rikuo tivesse que apelar para a força bruta.

Com sua decisão formada Rikuo se preparou para começar sua procura (caçada) pra Gin, mas, de alguma forma seu pé ficou preso em uma mangueira de borracha e o menino caiu com um grande estrondo contra dois grandes latões cilíndricos, que provavelmente eram utilizados para guardar óleo ou algo do tipo, mas no momento estavam cheio com folhas secas.

Antes mesmo de Rikuo conseguir processar o que acabara de acontecer, ouviu se um grito agudo feminino, seguindo por outros, três garotas assustadas surgiram na janela olhando para fora. No momento que viram Rikuo esparramado ao lado dos latões de folha, elas gritaram em uni soro.

– PERVERTIDOOOOOOOOOOO!

Os gritos se tornaram ainda mais agudos com essa palavra, juntamente com exclamações de raiva e surpresa.

– Ele estava nos espiando...

– Peguem ele!

O menino estremeceu no volume e seus olhos se arregalaram em horror, quando um bando de garotas alucinadas rugiu em resposta. No minuto seguinte, Rikuo viu se fugindo por sua vida, enquanto era perseguido por garotas ayashi furiosas.

– Foi um mal entendido! — O menino gritou por cima do ombro, quando uma escova de cabelo passou zumbindo por sua cabeça.

– Mentiroso! Como você ousa nos espiar! — Rugiu a garota que parecia ser a líder, empunhando um taco de beisebol como se fosse uma espada, (aonde ela conseguiu encontrá-lo em um vestiário, ele não fazia idéia). — Nós iremos capturar e matar você. Depois ressuscitá-lo e matá-lo novamente. — Rikuo empalideceu.

– Não o deixem escapar!

Rikuo engoliu em seco e continuo a correr tão rápido quanto suas pernas exaustas o permitiam ir.

Onde eu fui me meter!” — Pensou.

Esquivando-se de um banco. Como? O menino conseguiu ganhar alguma distancia de suas perseguidoras implacáveis e virou uma esquina, só para quase colidir com Moka. A menina de longos cabelos rosa olhou assustada e um tanto surpresa com o aparecimento súbito do melhor amigo.

A menina sorriu docemente para o rapaz, mas Rikuo pareceu na perceber enquanto se curvou ofegante e se encostou contra parede para recuperar o fôlego. Um pouco preocupada, Moka deixou seu sorriso cair e perguntou:

– Você está bem, Rikuo-kun?

O menino simplesmente assistiu sem ar o suficiente para responder. A vampira de olhos verdes soltou um suspiro de alívio e voltou a sorrir brilhantemente para ele.

Aparentemente Moka havia finalmente superado o mal entendido e voltara a falar com ele, Rikuo se sentiu feliz por um momento, mas sua felicidade logo se transformou em desespero quando ele se lembrou da sua foto incriminadora na posse de Gin e o bando de mulheres enlouquecidas o cassando.

Ho, Deus, Buda. Ele estava ferrado!

– Né, Rikuo-kun. Eu só...

O resto de sua fala foi sufocada por um grito de alerta. Tanto Moka quanto Rikuo se viraram para ver uma menina de cabelos castanhos aparecer onde estavam. Ela usava apenas a blusa de seu uniforme e uma calcinha rosa bebê.

– Eu o encontrei! — Praticamente rugiu a menina apontando o dedo acusadoramente a Rikuo, o rapaz deu um passo pra traz temendo o que iria acontecer em seguida.

– O pervertido está aqui. Peguem ele!

Os olhos de Rikuo se arregalaram quando o bando de garotas o cercaram. Apesar do medo de ver um bando de meninas youkais furiosas atrás do seu sangue, o que mais importava nesse momento era a reação de Moka. Pelo canto dos olhos ele viu a menina rosada parecia estar em algum lugar entre surpresa e incredulidade.

– Isso é verdade Rikuo-kun? Você estava espiando?

O olhar de cachorrinho ferido que Moka estava lhe dando poderia ser traduzido perfeitamente com “Por favor, me diga que isso não é verdade.” Rikuo desviou os olhos, envergonhado demais para encará-la diretamente.

É claro que ele não havia propositalmente espiado o vestiário feminino, Gin o havia enganado, mais isso não mudara o fato de que ele havia visto muito mais do que o seu orgulho desmoronando iria lhe permitir admitir.

– Tecnicamente. Q-Quero dizer... — Se atrapalhou o menino, ele queria se estapear por sua falta de tato quando viu o olhar ferido no rosto de Moka. — N-Não é isso Moka-chan. Foi um mal entendido, eu...

Mas a vampira não o deixou se explicar.

– Não pode ser... Não importa a razão! Não se pode fazer esse tipo de coisa. — Falou a menina com os olhos lacrimejantes, o sentimento de culpa no peito de Rikuo só piorou quando ela o encarou com os olhos verdes cheios de lágrimas. — Nunca... Certo?

Com isso a vampira de cabelos rosados fugi.

– Espere Moka! — Rikuo a chamou.

Mais a garota já estava muito longe para ouvi-lo. Frustrado ele tentou segui-la mais o bando de garotas (finalmente o havia alcançado) bloqueado seu caminho impedindo uma fuga.

– Nós finalmente o pegamos. — Falou a líder brandindo o taco de beisebol, um sorriso assustador cheio de desejo de sangue enfeitava seu rosto bonitinho, ela parecia um demônio saído do inferno, sem eufemismo. O menino engoliu em seco e se preparou para o que estava por vir, não havia mais para onde fugir.

– Meninas, acabem com ele.

Com um grito de guerra elas investiram contra sua presa encurralada.

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Akashya Moka olhou tristemente para a paisagem abaixo de si, o telhado dos dormitórios da Academia Youkai era um bom lugar para ir, se você quisesse estar sozinho e usufruir da paz e sossego do silêncio.

E nesse momento solidão era tudo o que a garota mais bonita da academia precisava para pensar no que acontecera há uma hora. Seus olhos verdes esmeraldas haviam escurecido por causa da falta de luz solar. Há poucos minutos atrás o sol havia sido substituído pelo crepúsculo e agora à lua já havia se tornado presente na cena que se desenrolava.

As únicas coisas que Moka conseguia ver estavam em locais onde os raios púrpura da lua cheia conseguiam alcançar. Mas a jovem vampira não se importava em estar solitária na escuridão, não, muito pelo contrario a negritude silenciosa ao seu redor era perfeita para acalmar sua mente confusa.

No que ela deveria acreditar? O que ela deveria fazer? Eram as questões que assombravam a sua mente dês do momento em que presenciava cena de seu melhor amigo sendo acusado de espiar os vestiários femininos.

Será que isso é realmente verdade?“

– Oh! Então era aqui que você estava Moka-san?!

A menina vampira olhou surpresa para o recém chegado, Morioka-senpai sorriu para ela enquanto se aproximava.

– Já escureceu! Olhe uma bela noite de lua cheia. — Cumprimentou o rapaz mais velho jovialmente.

– Gin-senpai. O que esta fazendo aqui?

O youkai olhou pra ela com um meio sorriso, seus olhos escuros estavam límpidos sob a luz rubra da lua adquirindo um tom castanho avermelhado que assustou Moka um pouco.

– Você já soube que Rikuo-kun foi pego espiando o vestiário feminino, e depois trancafiado?

Imediatamente Moka olhou para baixo, seu coração doía com a memória. Apesar da jovem de cabelos longo dizer a si mesma que não era verdade, que seu amigo poderia ser inocente e que isso tudo era um grande mal entendido.

Ela não podia deixar de se sentir ferida toda vez que era lembrada das acusações que caiam sobre os ombros de Rikuo-kun.

Gin sorriu pra si mesmo quando viu a vampira ruiva se afetada por suas palavras. Seu plano estava funcionando melhor do que esperava.

– Eu não sei quem tirou isso, mas... — O rapaz mais velho deu de ombros aparentemente desinteressado e tirou algo do bolso de sua calça e entregando-o a Moka, a garota a tomou meio hesitante. — Essa foto está circulando.

Olhando para a foto em suas mãos, seus olhos verdes se arregalaram e ela engasgou. Não poderia ser. Isso era impossível!

– Esse é...

A imagem mostrava Nura Rikuo da cintura pra cima, seu rosto extremamente vermelho enquanto ele olhava, pra dentro do vestiário feminino.

– Nura-kun espiando é claro. — Confirmou Gin, tentando esconder seu sorriso perverso que insistia em enfeitar o seu rosto.

Mas, Moka não estava prestando atenção. Seus olhos verdes se recusaram a deixar a fotografia, indo de cima para baixo na imagem tentando encontrar algum tipo de edição ou qualquer outra coisa de errada que pudesse provar que a imagem era remotamente falca, mas para o seu grande pesar não encontro nada que poderia apontar a falsificação.

A menina estava tão distraída lutando contra as lágrimas que ameaçavam trasbordar que não notou Gin passar o braço sobre seus ombros finos e a puxou para o seu peito, Moka sufocou um grito assustado quando o rapaz mais velho falou.

– Bem, guarde bem essa foto e lembre-se, ele é patético. Moka-san, você precisa se esquecer logo desse cara. — Consolou ele, dando-lhe um sorriso falsamente compassivo.

Moka apenas olhou incerta e um tanto desconfortável com a posição em que se encontrara, mas não pode deixar de se sentir grata para a maneira estranha do senpai consolá-la.

– Esta noite, eu irei consolar você.

O sussurro rouco do ayakashi soou pela a noite, sob a luz púrpura da lua.

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– Droga.

Resmungou Rikuo enquanto usava Nenekirimaru para romper as cordas que o prendiam seus braços. Aquelas garotas não eram nenhum pouco gentis, as cordas grossas que mantinham seus pulsos unidos haviam sido amarradas com uma força tremenda, ele mal podia mover os braços sem sentir a pele queimar contra a corda. Foi um verdadeiro milagre que ele conseguira alcançar a katana exorcista para ajudá-lo.

Seu corpo todo doía da surra que recebera há pouco mais de uma hora atrás, duas de suas costelas haviam rachado (graças ao taco de beisebol), ele mal podia respirar sem receber uma dor aguda em suas costelas. Seu lábio inferior havia sido cortado e o lado esquerdo do seu rosto tinha um grande hematoma roxo, felizmente elas não haviam quebrado nada de importante, além de seu orgulho.

Rikuo não tivera espancado tanto dês de sua primeira luta humilhante contra Tsuchigumo. Dizer que o jovem senhor da noite estava irritado era um eufemismo, ele estava além de irritado, ele estava humilhado e envergonhado tudo ao mesmo tempo. Mas não era isso o que mais o incomodava, ele estava preocupado com Moka, à uma hora dessas a garota poderia estar nas garras pervertidas de Gin, enquanto estivesse preso aqui Rikuo não poderia fazer nada para ajudá-la.

– Isso! – Suspirou de alívio quando a corda se soltou de seus pulsos doloridos. “Isso vai deixar uma marca.” - Pensou, com uma careta enquanto esfregava os pulsos doloridos.

O menino se levantou do chão e pegou a katana exorcista. O movimento brusco mandou uma onda de dor de suas costelas feridas, Rikuo sufocou um gemido, mas fora isso ele ignorou suas outras lesões.

Meio mancando o menino andou até a porta (o mais rápido que suas costelas o permitiam ir sem protestar muito) orando a todos os deuses existentes ou inexistentes que a porta de sua “cela” estivesse destrancada (que obviamente não estava) se não ele teria de abri-la da maneira mais difícil.

Quando o meio youkai conseguido chegar até a porta, ele puxou a maçaneta, mas como ele previa, ela não se mexeu.

– Droga!

Resmungou, quando socou a porta estúpida que se recusava a cooperar. A esse ritmo ele chegaria tarde demais...

–... kuo-kun...

Rikuo levantou a cabeça quando ouviu uma voz conhecida, será que ele estava imaginando coisas?

– Rikuo-kun! – Ele se virou para onde se localizava a minúscula janela de sua “cela”, seus olhos se arregalaram quando viu uma mão feminina acenar-lhe do outro lado.

– Kurumu!

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– N-não, senpai?!... O que você está fazendo? Me solta!

O gritou de medo da bela vampira de cabelos rosados sou pela sombria escuridão, Moka se debateu loucamente, tentando escapar do aperto doloroso de Morioka Ginei sobre seu corpo esguio, ela estava muito assustada e começando a entrar em pânico, tudo estava acontecendo tão rapidamente, em um momento ela e Gin estavam conversando e no próximo ele estava tentando agarrá-la.

– O que foi Moka-chan? Eu não estou segurando-a ternamente? — Perguntou o ayakashi, sua voz soando doentiamente doce, a menina engoliu em seco.

– N-não! V-você me agarrou!

– Haaaa. – Os escuros de Gin passaram pela lua cheia quase púrpura da Academia Youkai e caiu novamente sobre Moka, dando-lhe um sorriso predador. — É noite de lua cheia não é? — Falou.

– Em noites de lua cheia, sou submetido a certas sensações... Eu perco completamente o meu controle.

Os olhos esmeraldas de Moka se arregalaram com a confissão e terror.

– Então, vamos logo com isso! – Falou quase babando. — Quando fico selvagem, meus instintos me deixam louco... — Com um olhar quase enlouquecido, Gin tentou puxar Moka para um beijo luxurioso.

Mas esta impediu a aproximação usando os seus braços para manter-lo afastado.

– NÃO! — Gritou a menina desesperada. — Não pare!

Em um ato de puro instinto e pavor a jovem usou sua força de vampiro, para dar um violento empurrão no jovem mais velho, Gin soltou um gruído de dor quando foi arremessado pra longe da garota e colidir com um estrondo ensurdecedor contra a parede que levava para a escadaria.

Todo o corpo de Moka tremia quando ela olhou mais uma vez, com mãos tremulas, a imagem do seu melhor amigo, seus belos olhos verdes brilhavam com lagrimas que ameaçavam transbordar.

– Rikuo-kun...

O sussurrou rouco de sua voz mal conseguia sair de sua garganta seca.

– Disse que não espiou.

Ela levantou os olhos da imagem mordendo os lábios, ela não podia acreditar, por mais que tentasse...

Essa imagem, essa foto era a prova de que ela estava errada em confiar em Rikuo-kun, mas...

Por algum motivo, ela não podia aceitar essa realidade, simplesmente não parecia certo!

De maneira nenhuma a jovem mulher simplesmente não poderia acreditar, só, não podia. Seus olhos brilharam novamente quando ela se lembrou do sorriso gentil do meio youkai lhe dera quando se tornaram amigos. Nura Raikuo sempre foi gentil e honesto com ela mesmo quando Moka duvidou de sua amizade por causa de seu pré-conceito mesquinho, não isso estava errado, essa foto, essa realidade...

Estavam erradas.

Não, ela não acreditava no que estava diante de seus olhos, mesmo se essa foto era verdadeira ela ainda queria confiar nele, queria ouvir a verdade de sua boca, ela não fugiria mais, estava casada disso. Pela primeira vez em um longo tempo, Moka se sentia segura de sua decisão, principalmente de seus sentimentos afinal, Rikuo-kun era o seu primeiro e melhor amigo.

– Eu ainda estou esperando por ele. — Falou a menina vampira com determinação descartando a foto grafia em sua mão. Ela finalmente havia feito sua decisão, e não iria voltar atrás agora.

Seus olhos verdes esmeraldas faiscaram com determinação enquanto encara Morioka Ginei, ela mal podia ver a silueta escura do rapaz de cabelos escuros graças à fumaça.

– Especialmente por causa dessa foto, eu ainda desejo acreditar em Rikuo-kun.

O youkai de cabelos escuros riu sobriamente enquanto se aproximava aparentemente ileso do golpe que recebera, Moka sentiu o corpo sacudir com calafrios quando o senpai lhe deu sorriso predatório.

– Está falando sério? Mais que admirável! — Moka tremeu ainda mais com o tom glacial na voz de Gin. – Me apaixono cada vez mais por você... Mokasan.

Os olhos da vampira se arregalaram de medo quando o youkai sorriu mostrando presas pontiagudas.

Ele estava se transformando!?

– Mas... Eu já disse certo?

Morioka-senpai saindo cada vez mais de trás da cortina de fumaça que lentamente ia se esvaindo na escuridão sob a luz fantasmagórica da lua.

– Em noites de lua cheia... Meu autocontrole fica um pouco fraco!

Moka engasgou e cambaleou quase caindo para trás quando com uma intensa explosão de youki bateu-lhe empurrando a bela primeiro anista para trás, iniciando a transformação.

A menina de olhos verdes assistiu estática quando a mandíbula do rapaz começou alongar se transformando em um focinho animalesco, suas orelhas ficaram pontudas como de um cão pareceram subir para o topo de seu cranio e suas unhas se transformaram em garras afiadas e letais.

O corpo outrora esbelto e musculoso parece triplicar de tamanho e se encher de pelos negros e se espalhar por todo o seu corpo rasgando seu uniforme em alguns lugares.

Moka estava paralisada de medo quando os olhos agora vermelhos de Morioka Ginei-Senpai se fixaram nela, fazendo a menina vampiro prender a respiração.

– Quando minhas emoções me excitam muito... Eu possoperder todo o meu controle repentinamente!

– S-sen-senpai?

Muito bem então. – rosnou perigosamente, com uma voz animalesca. — Se você não quer ser minha mulher... ENTÃO TE TOMAREI A FORÇA!

Moka soltou um grito de terror absoluto quando a besta que outrora fora seu senpai avançou pra ela, seus olhos escuros brilhavam cheio de malícia e desejo.

Com o corpo todo tremendo Moka tentou recuar, mas antes que pudesse ir muito longe uma mão peluda com garras afiadas se fechou entorno do seu pulso fino, prendendo-a no lugar.

Imediatamente a menina começou a se debater.

– Não! — gritou quando foi puxada pra mais perto do youkai lobo, a vampira gritou novamente quando seu outro braço foi preso, imobilizando-a completamente. — Não! Por favor, pare senpai.

Lágrimas de medo começaram a se formar, com o rosário ainda preso em seu pescoço ele anão teria a menor chance de se defender.

Não se preocupe. – Sussurrou Gin, sua voz carregada com luxuria. — Eu serei gentil...

Moka queria gritar quando o animal monstruoso desceu lentamente sobre ela, a menina vampira fechou os olhos preparando-se para o seu destino.

– Pare agora mesmo senpai.

Os olhos verdes cheios de lágrimas da vampira se arregalaram em reconhecimento e súbita esperança quando uma voz masculina soou pelo telhado. Ambos Gin e Moka se viraram para encarar os recém chegados.

Moka soltou em suspiro chegando até a dar um pequeno sorriso de alívio, Ginei por outo lado ferveu de raiva quando viu quem havia gritado.

O que você está fazendo aqui? – Rosnou o lobisomem entre dentes, quando viu Nura Rikuo e Kurono Kurumu aparecer na escadaria de emergência. -Não deveria estar trancafiado?

Rikuo estreitou seus olhos castanhos para o monstro na sua frente, com toda a certeza que essa besta gigantesca era Gin, agora ele entendia o porquê do seu outro eu achar que o cheiro do ayakashi mais velho parecia tão familiar.

O Gin fedia a cachorro, um lobisomem aparentemente.

Nesses últimos ele nunca havia enfrentado um lobisomem puro antes, apesar do menino Inugami havia tentado matá-lo na escola um pouco mais de três anos atrás.

– Era isso que você queria, certo senpai? — Respondeu Rikuo friamente nenhum pouco intimidado pela criatura poderosa enfurecida a sua frente. — Por sorte, Kurumu viu tudo e me ajudou.

Moka olhou surpresa (mas ainda assustada) para a succubus de cabelos azuis, a garota estava completamente transformada e planava ao lado de Rikuo encarando o lobisomem com seu próprio brilho.

– Rikuo-kun é inocente, eu vi quando Gin-senpai praticamente o arrastou lá fora e o enganou!

Moka engasgou com a revelação, aliviada, então seu amigo era inocente depois de tudo “Graças a Kami-sama.” Não pode deixar de pensar. Ginei soltou os braços de Moka e a menina aproveitou a oportunidade para recuar o mais longe possível do youkai lobisomem esfregando os pulsos doloridos.

Gin soltou um rosnado irritado quanto olhava com ódio para o pirralho intrometido que atrapalhava sua conquista, ele estava tão perto de conseguir o queria. Mas aquele moleque idiota havia entrado no seu caminho novamente...

Morioka Ginei não iria perdoá-lo.

Não iria perdoá-lo, NUNCA!

Como você ousa aparecer no melhor momento...– Gruiu o lobisomem furioso quase enlouquecido pela raiva. — SAIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

A criatura gigantesca uivou para lua.

Moka e Kurumu gritaram e os três cobriram o rosto quando outra onda maciça de youki engoliu vários metros do telhado fazendo todos a desaparecer na luz.

Kurumu engasgou, não agüentando a força maciça de energia espiritual sendo lança em sua direção, ela e desabou de volta no chão em sua forma humana. Moka foi lançada contra a certa de proteção, com um grito de dor.

Rikuo sentiu seus tênis escorregar alguns centímetros para trás com o poder furioso que estava sendo lançando pra eles, seus braços que ainda estavam protegendo seu rosto formigaram dolorosamente. Quando a onda maciça de poder diminuiu, o grito de Moka chamou a atenção do menino de cabelos castanhos.

– Moka!

Os olhos de Rikuo se arregalaram quando viu a vampira de cabelos rosa se segurar precariamente na grade de proteção para não ser lançada pra fora do telhado.

– Segure firme eu estou indo.

– Espere Rikuo-kun! — Gritou a succubus (ainda um pouco tremula) se levantando do chão e agarrando o braço do rapaz impedi-lo de se aproximar. – Lobisomens e vampiros são de níveis iguais entre monstros! Mesmo se ela conseguisse um ataque direto nele, suas chances são...

Com um sorriso tranqüilizado, o menino soltou delicadamente a pequena mão da succubus de cabelos azuis, Kurumu corou com o gesto.

– Não se preocupe com isso, eu vou cuidar de tudo. — A succubus abriu a boca, mas Rikuo a impediu de falar, quando completou. -Vai ficar tudo bem.

Antes mesmo que a menina pudesse fazer muito mais do que olhar o rapaz já estava correndo para Moka, a vampira de cabelos rosa estendeu a mão para agarrar o braço estendido do amigo, mas antes de suas mãos setocaremum borrão escuro parece voar em direção a Rikuo.

Moka engasgou olhando algo que o menino não podia ver, Rikuo congelou quando sentiu o youki do homemlobo desaparecer de repente e reaparecer a trás dele, por instinto começou á se virar, mas ele foi lento demais. Com um zumbido cortante de vento, garras afiadas desceram sobre Rikuo com uma velocidade assustadora cortando superficialmente sua bochecha esquerda juntamente com seu ombro (que recebeu a maior parte do golpe), com o impacto o meio youkai foi arremessado pra longe, a parte de trás de seu crânio colidiu dolorosamente com o chão de concreto do telhado.

Seus óculos voaram do seu rosto e bateu no chão com um pequeno creck, felizmente as lentes eram bastante resistentes e não foram afetadas.

– Rikuo-kun! — Moka e Kurumu gritaram ao mesmo tempo, a preocupação sobre o bem estar do seu amigo e futuro esposo era evidente em seus rostos.

Não pense que tem uma chance seu idiota. –Zombou Gin para o menino caído.

Rikuo gemeu, seu ombro pulsava dolorosamente e seu cabeça girava, ele podia sentir o sangue escorrer do corte em sua bochecha e pingar sobre a camisa do seu uniforme destruído, com uma careta ele tentou se sentar piscando os olhos numa tentativa de clarear sua cabeça girando, sua mão tocou a parte de trás de sua cabeça e engoliu outro gemido de dor quando sentiu outra pontada de dor no local ferido, felizmente a pele não havia quebrado por tanto não havia sangramento, apesar de que haveria um galo bastante feio na manhã seguinte.

Rikuo sabia que era sua própria culpa por baixar a guarda para um oponente. Quanta vezes Itaku havia dito isso a ele chegando até perfurar isso em sua cabeça, através da força bruta, mas é claro que ele nunca ouvia.

Patético e você ainda se chama de youkai?! – Riu o menino lobo, obviamente satisfeito em ver o seu rival no chão, sua boca se abriu em um sorriso predatório cheio de dentes imperolados e letalmente afiados. Rikuo o ignorou enquanto tentava se levantar letamente evitado colocar muita pressão sobre o braço esquerdo, mas seus olhos frios nunca deixaram o lobisomem.

Ginei ignorou o arrepio que correu por sua espinha com a intensidade no olhar do mais jovem, seus olhos se estreitaram furiosos seu sangue youkai queimava em suas veias quase em ebulição, mesmo praticamente derrotado o moleque ainda se atrevia a olhá-lo daquela maneira, como se pudesse vencer-lo, não ele o encarava com superioridade, com se o desafiasse a continuar.

Morioka Ginei, um lobisomem bonito, extremamente sexy (em sua própria opinião) e um demônio lobo puro sangue, de classe S, estava sendo desprezado por um oponente mil vezes mais fraco do ele próprio. Gin rosnou pra si mesmo, aquele maldito moleque iria pagar por zombar dele.

Cegado por sua raiva, Gin deixou seus instintos animalescos dominá-lo com um uivo enlouquecido o lobisomem se atirou para sua presa cambaleante em seus pés, como um raio o youkai praticamente desaparece no ar e reapareceu uma fração de segundos depois sobre o adolescente menor, Rikuo só teve tempo de olhar surpreso antes que uma mão monstruosa cheia de garras afiadas desceu sobre ele...

– Rikuo-kun, Abunai!

Nesse momento o tempo pareceu desacelerar, os segundos se tornaram minutos, minutos se tornaram horas e horas se tornaram dias. Nura Rikuo desejou desesperadamente se levantar e empurrar a garota de cabelos rosa do caminho mas suas pernas tremulas se recusaram a se erguer apesar do enorme esforço que o rapaz fazia, seus lábios se entreabriram com intenção de gritar por sua nova amiga, fazê-la se afastar do perigo.

Mas já era tarde demais.

Com um grito silencioso, ele assistiu quando as garras viciosas do lobisomem acertaram violentamente a vampira rosada jogando-a para o lado como uma boneca de trapos, a jovem rolou alguns metros e bateu contra as grandes de proteção do telhado onde permaneceu inconsciente.

– !

Pelo que pareceram horas ninguém falou, então o som estridente de uma risada histérica encheu o telhado despertando Rikuo e Kurumu do seu estupor chocado.

– Moka!

A succubus de cabelos cor de safira foi a primeira a se recuperar completamente quando ela soltou uma exclamação horrorizada correu em direção a amiga/rival e caiu de joelhos ao seu lado verificando a extensão dos seus ferimentos.

Rikuo levantou-se tremulo, e correu em direção as garotas ignorando seus próprios ferimentos e suas pernas tremulas que pareciam gelatinas.

– Kurumu! Ela está bem? Por favor, diga que ela está bem!

A pequena jovem soltou um suspiro de alívio, colocando uma mecha de cabelos safira atrás da orelha e então sorriu para o menino.

– Foi só um pequeno corte, o ataque acertou-a de raspão. Ela teve sorte de não ter sido mais sério. Acho que está inconsciente por causa da força do ataque, mas devemos levá-la para a enfermaria se ela não acordar em breve.

O menino assistiu ainda preocupado mais bastante aliviado.

Rikuo não pode deixar de tremer o pior vendo o sangue púrpura escorrer pela testa da jovem alegre e pingar no seu uniforme anteriormente imaculado causando uma mancha escura na gola branca e no blazer verde.

Sangue, Moka estava machucada. E tudo por causa do seu descuido.

Rikuo cerrou os dentes. Essa loucura estava indo longe demais. Moka acabou ferida tentando salva-lo da sua própria estupidez e Gin estava aparentemente fora de si.

– É uma pena... Eu queria me divertir um pouco com Moka-san! – Choramingou Ginei com os olhos cheios de lágrimas, ele parecia uma criança cujo o brinquedo favorito foi negado. – Isso é tudo culpa SUA! – Ele rosnou, olhando venenosamente pra Rikuo, que o ignorou mantendo sua atenção no rosto inconsciente de Moka.

Som de sucção.

– Mas...– A voz do youkai lobo havia se tornado fria e maliciosa, muito diferente do tom delirante usado minutos atrás.

Tanto Kurumu quanto Rikuo endureceram, se vê viraram pra Gin em tempo de presenciar uma cena grotesca. O lobisomem lambia as garras manchadas com o sangue, o sangue de Moka.

– Eu nunca soube... Que Moka-san tinha um gosto tão bom.

Era isso.

Rikuo não poderia segurar mais, com as pernas tremendo ele se levantou deixando seu sangue em chamas correr por suas veias como se fosse larva fervente no interior oco de um vulcão adormecido prestes a despertar.

Então uma onda avassaladora de youki rugiu, forçando Kurumu a tampar seu rosto e olhos para não ser afetada pela onda sufocante de poder que emanava do adolescente de cabelos castanhos. Os olhos do youkai lobo se arregalaram outra maciça de youki veio em sua direção.

Usando sua velocidade de relâmpago Gin conseguiu se esquivar e pousar em uma parte mais alta do telhado longe da aura violenta de energia espiritual. Mas apesar disso ele ainda não conseguia ver direito seu oponente, por causa do vento que batia violentamente contra o seu rosto.

O lobisomem cerrou os dentes, ele sabia que era só uma questão de tempo até que o pirralho arrogante revelasse seu verdadeiro eu, mas não esperava que o inseto irritante tivesse tanta potencia escondida naquele corpinho magricela.

Mas, Morioka Ginei era um demônio de classe S, ele não iria ser abalado por um pequeno festival de luzes criado por um pirralho patético. Lentamente a luz morreu revelando o demônio intimidante por trás do ser humano fracote.

O youkai imponente parecia exatamente com sua outra metade humana, mas havia diferenças obvias como seu longo cabelo que desafiava a gravidade que era em um tom mesclado de branco e preto que era ainda mais incomum mesmo entre youkais, Seus olhos estavam ocultos pelas sombras.

Mas, apesar de sua excentricidade o penteado original dava um ar de realeza, força e mistério. Seus belos traços haviam sido reforçados com a transformação, mudando sua beleza suave e quase tímida em um charme sobrenatural, uma beleza perigosa e pecaminosamente linda que poderia hipnotizar qualquer mulher que tivera a sorte de avistá-lo.

Um feito quase impossível, é claro.

Afinal Nurarihyon só poderia ser visto, se ele quisesse ser visto. O que raramente acontecia.

Os músculos se tornaram mais definidos, e ele também havia ganhado alguns centímetros apesar de ser quase imperceptível. O blazer verde do seu uniforme estava aberto e esvoaçava a suas costas como uma capa. Apesar da distancia entre eles Gin podia praticamente sentir a aura de poder, autoconfiança e acima de tudo autoridade que imanava do homem sobrenatural, um contraste gritante com o garoto patético e fraco de segundos atrás.

Aquele era um Ayakashi a ser temido.

Nura Rikuo ergueu a cabeça e olhou diretamente pra Gin. O lobisomem engoliu em seco e deu um passo para trás, esse olhar gélido perturbador, era como se aquelas esferas de púrpura pudessem enxergar sua alma.

O lobisomem cerrou os dentes, sua fúria, seu orgulho, o impedia de recuar. Então ele lutou contra seus instintos e se obrigou a permanecer parado enquanto o youkai mais jovem se aproximou.

Ele caminhou em direção a Gin com passos firmes, seus olhos castanhos quentes agora se um vermelho ardente, estavam fixos na fera apavorante que o assistia se aproximar com um sorriso hipócrita.

– Ara? Nura Rikuo-kun. É proibido revelar sua verdadeira forma. –Debochou. – Você vai acabar sendo expulso.

Com um rosnado furioso, a criatura demoníaca atacou como um relâmpago, desaparecendo no ar e reaparecendo praticamente em cima do primeiro anista.

Mas, Rikuo estava preparado. Seus lábios torceram em um sorriso vitorioso, mas não se moveu nenhum centímetro, permitindo o ataque de Morioka Ginei acertá-lo diretamente.

Kurumu gritou e fechou os olhos não querendo ver os estragos que um ataque direto de um demônio de Classe S poderia fazer para o seu amigo e futuro marido.

O punho gigantesco de Gin atravessou o corpo de Rikuo direto através do seu coração, quando o corpo ficou mole arrancou seu braço da ferida com um gruído, ele se afastou e deixou o corpo despencar para o chão sem vida.

Sorrindo, um sorriso cheio de dentes. Gin começou a rir uma risada histórica cheia de satisfação e alegria torcida. Kurumu sentiu todo o seu corpo se arrepiar de horror, ela puxou Moka para mais perto de si, ainda evitando olhar em direção ao som e lutando contra as lágrimas que ameaçavam transbordar. Ela desejou que a escuridão engolisse a ela e Moka e as livrassem para bem longe daquele telhado.

E desejou desesperadamente que Rikuo estivesse vivo.

– Kukukuku. Finalmente esse inseto está fora do me caninho! KUKUKUKU, FINALMENTE!

Gin riu tanto que lágrimas de alegria escorriam de seus olhos, finalmente ele estava livre do incomodo que era Nura Rikuo, Finalmente!

Mas agora não era ora de comemorar, ele precisava reivindicar o seu prêmio. Ele olhou para as duas meninas encolhidas no canto do terraço, uma delas inconsciente. Uma onda de prazer atravessou o ayakashi lobo e ele imediatamente começou a salivar.

Prazer em dobro.

Depois de todo o trabalho que Gin teve de passar para conseguir seu prêmio, era mais do que justo. Essa noite seria memorável, ele teria certeza disso.

Com um sorriso predador a criatura aterrorizante começou a se aproximar de suas presas, mas, não teve chance de ir muito longe.

Alamina afiada de uma katana foi pressionada contra o pescoço exposto da fera, forçando Morioka Ginei a congelar.

Eu não faria isso se eu fosse você... Senpai. — Falou friamente seu algoz. O lobisomem arregalou os olhos em reconhecimento, aquele maldito bastardo ainda estava vivo.

Gruindo irritado, o segundo anista começou a se debater tentando escapar, mas parou imediatamente quando a lamina afundou ainda mais contra sua pele, quase abrindo uma pequena ferida.

A contra gosto Gin permaneceu paralisado ainda fervendo por dentro desejando desesperadamente arrancar a cabeça do maldito pirralho.

Rikuo sorriu debochado.

Bom menino. — O comentário foi recebido com um rosnado da parte de Gin, mas o meio demônio não foi abalado. — Então, o que eu deveria fazer com você? Cortá-lo em pedacinhos aqui e agora? Ou eu deveria ensinar-lhe modos e pouco respeito aos seus superiores, e só depois esquartejá-lo lenta e dolorosamente. – O Nuraruhyon fingiu pensar. – Difícil, muito difícil.

Gin engoliu em seco, moleque prepotente. Ahhh, como ele queria rasgar seu rosto arrogante com suas garras e usar sua própria espada para estripá-lo até o pirralho bastardo se tornasse irreconhecível.

– Você! Como se atreve. Seu bastardo, você deveria estar...

– Morto?! — Completou Rikou friamente. – Não, eu acho que não. Veja...

O ayakashi lobo olhou para onde o corpo do seu inimigo deveria estar o que viu o surpreender e chocou-o um pouco. Ali esparramado no chão estava Nura Rikuo, ou pelo menos deveria ser. O corpo de repente ondulou como se estivesse submerso e desapareceu, como se nunca tivesse existido.

O queixo de Gin caiu e Kurumu arregalou os olhos em reconhecimento chocado.

– Isso é...

– Uma ilusão. – Completou Kurumu, não sabendo se deveria ficar admirada ou chocada que seu futuro noivo tinha tal habilidade ilusória impressionante, no final ela escolher a admiração afinal isso era mais uma prova de que ambos foram feitos um para o outro.

O lobisomem adolescente cerrou os dentes, aquele pequeno bastardo traiçoeiro. Não era atoa que ela havia se safado sem nenhum arranhão apenas para se esgueirar sobre Gin. Nura Rikuo iria para por essa humilhação!

– kyouka Suigetsu. – Concordou Rikuo, não entrando em maiores detalhes mas sorriu com superioridade pra o ayakashi vulnerável que tremia descontroladamente tentando controlar sua fúria que ameaçava transbordar, ele precisava se libertar e se livrar dessa enguia escorregadia, AGORA!

Mas, Ginei não era tolo, um passo em falso e seria seu fim. O menino pareceu perceber o que o lobisomem estava pensando e pressionou ainda mais a lamina afiada da katana em sua garganta, provocando um pequeno arranhão.

O youkai lobo grunhiu quando sua feria chiou dolorosamente soltando uma pequena fumaça quase imperceptível. Era como se metal escaldante havia sido pressionado contra sua pele, mas era impossível uma katana com aparência tão comum fazer esse tipo de coisa a não ser...

Então você percebeu não é?– Falou Rikuo, como se tivesse lido a mente do lobisomem. – Nenekirimaru, é uma katana especial que só pode ferir demônios, ela é inútil contra seres humanos. Impressionante não é? Ela está na minha família há gerações e só recentemente foi... Atualizada. Ela foi feita por um velho amigo do meu avô que passou a ser um onmyouji.

Bem, essa não era a história completa, mas Rikuo não viu necessidade nenhuma de contar a um inimigo muito mais do que isso, afinal não era importante no momento.

Ginei arregalou os olhos com a afirmação, o que uma arma exorcista estava fazendo na posse de um youkai? Isso era totalmente errado, antinatural e extremamente perigoso. Normalmente ayakashis dependia apenas de suas habilidades naturais como Taijutsu ou outra habilidade específica de sua espécie.

Raramente um youkai poderia ser visto lutando com auxilio de armas, além de bruxas é claro, mas elas não contam, pois não são verdadeiros youkais. Bem pelo menos é o que alguns acreditam.

Normalmente aqueles que utilizam armas são em sua maioria vampiros, pois essas armas mágicas poderiam equipá-los e aumentar suas habilidades.

Arrogantes.

Mas isso não importa. Ele olhou com receio para a lâmina que brilhou perigosamente como se ansiasse por cortar sua garganta e esperava para a hora que seu mestre a usaria, Gin poderia até sentir a aura poderosa que emanava do objeto aparentemente frágil.

Como as aparências enganam.

Mas, como algo tão perigoso foi para nas mãos de um youkai qualquer, Rikuo disse que Nenekirimaru? Foi um presente para o seu avô feito por um onmyouji. Ele não sabia praticamente nada sobre eles, sabia apenas o que eles selavam (se o ayakashi tivesse sorte) e destruíam quaisquer demônios desordeiros que encontrassem, além de serem extremamente poderosos para seres humanos.

Mas, apesar do seu conhecimento tosco ele tinha certeza que um onmyouji qualquer não poderia criar uma arma tão sutil quanto essa katana exorcista, então esse “amigo” deveria ter sido um ser humano poderoso, um onmyouji a ser temido.

Que tipo de youkai maluco ou suicida faria amizade com um onmyouji, especialmente um tão poderoso, quem diabos era Nura Rikuo?

Agora o lobisomem tinha certeza que ele iria morrer lenta e dolorosamente, graças a essa maldita katana exorcista, se ele não encontrasse uma distração rapidamente.

Como agora!

– Rikuo-kun?

Como se para conceder seu desejo à voz grogue de Moka soou não muito longe, desviando uma fração de segundos a atenção de Rikuo, mas foi tudo o que Gin precisava.

Quando o aperto do mais jovem youkai afrouxou um pouco o lobisomem cravou as garras na mão que empunhava a katana e Rikuo não teve outra opção a não ser largar a arma e se afastar do demônio gigantesco segurando são não ferida. Felizmente os cortes não foram muito profundos. Morioka aproveitou para chutar a katana pra longe, ela desapareceu em algum lugar escuro do terraço deixando seu proprietário vulnerável.

Apesar dão latejar doloroso em sua mão direita, permaneceu firme pronto para um ataque que poderia ver a qualquer segundo. Não seria uma luta simples ambos eram intocáveis, Gin com sua velocidade e Rikuo com kyouka Suigetsu.

Então Ginei se virou e deu um sorriso predador para o jovem Nurarihyon que devolveu com um brilho gelado. Então antes mesmo que o meio demônio pudesse picar Gin desapareceu, tudo que Rikuo pode sentir era um vento forte passar por ele sabendo também que teria sustentado uma bela contusão se não fosse por kyouka Suigetsu.

Tão subitamente quanto desapareceu, o lobisomem reapareceu atrás do primeiro anista desavisado, Rikuo se virou o mais rápido que podia, sem perder o equilíbrio, com intenção de acertar o youkai gigantesco com um soco forte o suficiente para quebrar uma arvore resistente ao meio. Mas, já era tarde demais, Gin desaparecera de novo só para ressurgir sobre o telhado que levava para a escadaria.

Rikuo faz uma careta. Isso não estava indo pra lugar nenhum...

– Você está lutando com o caminho na sua frente? – Zombou o demônio lobo com uma risadinha. Rikuo deu-lhe um brilho de morte, mas Gin não se abalou. – Você tem uma habilidade impressionante Nura-kun, devo admitir. – Confirmou a contra gosto. – Nunca nenhum dos meus oponentes anteriores chegou perto do que você fez hoje, muito menos me ameaçar. – A ultima parte foi dita com um rosnado.

– Mas veja. – Continuou. – Nem mesmo sua habilidade impressionante poderá salva-lo de mim por muito tempo. Enquanto a lua brilhar no céu a vantagem será minha e esta noite a lua cheia está brilhando como nunca brilhou. EM NOITES DE LUA CHEIA LOBISOMENS SÃO INVENCIVEIS!

Como se para provar esse comentário o a criatura monstruosa desapareceu ainda mais rápido do que a minutos atrás desaparecendo e reaparecendo circulando sua presa encurralada que não poderia fazer muito mais do que ficar parado esperando por um ataque que poderia surgir em qualquer lugar no milissegundo que deixar cair sua guarda, Rikuo permaneceu tenso mais firme os vermelhos procurando por toda a extensão do telhado.

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Moka (agora consciente e coerente) e Kurumu assistiam a batalha dos bastidores com fascinação horrorizada, Gin parecia um borrão de preto e prata atacando Rikuo de segundo em segundo, mas suas garras o atravessavam como se o nurarihyon fosse feito de água, todas as vezes que os ataques do lobisomem o acertava ele ondulava e voltava ao normal como se nada nunca tivesse acontecido, mas apesar disso ele nunca atacava, pois a velocidade do lobo estava tão grande que mal conseguia enxergá-lo.

A luta pereceu durar horas, mas na verdade foram apenas alguns minutos, quando Moka finalmente percebeu.

As nuvens letamente começaram a cobrir a lua. Moka engasgou e voltou-se para a batalha para percebeu que a velocidade de Gin havia diminuído quase imperceptivelmente, mas Rikuo aparentemente também havia notado, pois agora ele estava atacando com chutes e socos que não chegaram a alcançar seu oponente, mas, eram o suficiente para distraí-lo.

Aproveitando a oportunidade, Moka começou a procurar desesperadamente pela katana e finalmente a avistou não muito longe dela e kurumu, escondida nas sobras no canto da parede.

Sem pensar duas vezes ela correu para a arma exorcista pegando-a desajeitadamente sem querer cortando sua pele, ela se preparou para a dor angustiante mas nada veio, ela olhou para baixo e percebeu que não havia corte algum, chocada a vampira de cabelos rosados olhou com espanto para lamina, mas balançou a cabeça, esse não era o momento.

Correndo para perto da luta.

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– Rikuo-kun, pegue!

O primeiro anista estava no meio de socar o lobisomem quando Moka parecer do nada e jogou alguma coisa pra ele, por puro reflexo o terceiro chefe do clã Nura pegou o objeto arremessado e olhou com surpresa para arma.

Pelo canto do olho ele viu o homem lobo rugir enfurecido e investir, mas nesse exato momento a lua foi completamente oculta pelas nuvens fazendo o lobisomem tropeçar e derrapar até parar poucos milímetros da lamina exorcista apontada diretamente para o seu fossinho peludo.

Gin engoliu em seco sentindo o suor frio escorrer por seu pescoço.

Bem, Merda!

Hahahaha. — Riu nervosamente. — Né, Rikuo-kun, porque nós não conver...

Antes que pudesse ir mais longe a lamina desceu acertando o lobisomem dolorosamente na cara, a criatura soltou um grito horrível de dor quando foi arremessado violentamente contra a grade de proteção que não suportou o seu peso e cedeu levando o youkai consigo, Gin soltou um ultimo grito feminino antes de desabar.

Rikuo andou até a borda e olhou com desprezo e um pouco de satisfação para a criatura inconsciente que agora sustentava um grande vergão carmesim que ia da sua mandíbula esquerda até o meio da sua testa.

– Morioka Ginei. Da próxima vez não terei misericórdia.

Então deu as costas para o seu oponente derrotado e foi em direção as meninas que o assistiam se aproximar sem jeito, Kurumu com o rosto extremamente vermelho.

Houve um silêncio tenso.

– Vocês estão bem? – Rikuo finalmente falou, sua voz rouca anteriormente fria como gelo agora estava estranhamente quente cheia de preocupação, ele estava usando o mesmo tom suave que seu lado humano utilizava, mas seu tom de voz profundo fez as duas meninas que o observavam com olhos arregalados saltar um pouco e corar gaguejando um quase indizível sim.

O nurarihyon soltou um suspiro imperceptível de alivio.

– A-ano... Rikuo-kun? – Começou Moka ainda lutando contra um blush que insistia em permanecer no seu rosto pálido, graças à kami-sama que estava escuro. – Você, hm... Gin-senpai, ele está... Hm, bem...

O nurarihyon levantou as sobrancelhas para a garota, ela estava preocupada com aquele pervertido idiota?

– Ele vai viver.

Moka e Kurumu piscaram, como?

Rikuo suspirou de repente exausto e guardou nenekirimaru em sua manga onde ela desapareceu de vista. E começou sua explicação.

No ultimo segundo eu o certei com as costas da katana. Ele vai viver mais ficará dolorido por algumas semanas. – Ele queria acrescentar um bem feito, mas preferiu ficar quieto, pois a culpa não era totalmente do lobisomem que estava sendo controlado por seus instintos.

Seus olhos cairão sobre Moka que parecia estar mais pálida do que o normal a mancha vermelha brilhante no canto de sua testa ainda o preocupava apesar da jovem dizer-lhe que estava bem ele precisava dar uma boa olhar se não, não conseguiria dormir essa noite.

Sem pensar ele segurou delicadamente o queixo da menina de cabelos rosa (que soltou um gritinho surpreso e corou como um tomate) e o puxou até sua linha de visão. O corte não era muito profundo, o arranhão não era muito maior do que cinco centímetros e fino como uma agulha, provavelmente iria deixar uma pequena cicatriz quase invisível se fosse deixada curar sozinha.

Rikuo passou o dedo sobre a ferida com intenção de limpar o sangue (Moka sibilou de dor, mas ele a ignorou) então fechou os olhos e se concentrou. O que estava prestes a fazer não era fácil, afinal ele só descobriu essa habilidade recentemente pouco depois da batalha contra Abe no Seimei e esteve praticando-a por um longo tempo. Mas diferente de sua avó e seu pai ele não era tão hábil em curar, ainda, por isso ele precisava se concentrar muito só para curar pequenos cortes.

Lentamente a ferida se fechou deixando apenas uma pele nova e rosada no lugar, Rikuo abriu os olhos e fiscalizou o seu trabalho, então sorriu satisfação.

– Muito melhor.

Então soltou o queixo de Moka, a vampira muito vermelha tentou desesperadamente evitar os seus olhos, enquanto levantou a mão tremula de constrangimento para sentir sua ferida que misteriosamente parou de arder.

Para o seu espanto, ela não sentiu nada além da pele lisa. Ela arregalou os olhos pra Rikuo que assentiu. A vampira corou ainda mais.

– Obrigada, Rikuo-kun.

Disponha. – Sorriu.

Na mesma hora Kurumu fervendo de ciúmes ignorou sua súbita timidez e esqueceu a aparência intimidante do seu futuro marido. Então fez a única coisa que podia tirar a atenção de Rikou de Moka.

Ela saltou sobre o menino distraído dando-lhe um abraço sufocante.

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Uma semana depois

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NURA RIKUO INOCENTE

O verdadeiro criminoso por traz da confusão de

“Espiar garotas no banheiro”

É Morioka Ginei, segundo ano, sala 1.

Veja mais, pag.2/3

A primeira tiragem do clube de jornalismo da Academia Youkai foi muito além do que todos esperavam e as vendas foram às alturas.

– Eu nunca imaginei que o nosso jornal ficaria tão popular depois dessa notícia! – Exclamou Moka muito animada enquanto distribuía jornais para os alunos que se amontoavam para comprá-los.

Rikuo sorriu e concordo com a garota enquanto empilhava outro maço de jornais sobre a bancada para serem vendidos. Ele estava muito feliz que o clube estava tão popular, mais acima de tudo ele estava aliviado por ter se livrado de acusações tachando-o como um pervertido.

Kurumu sorriu alegremente enquanto guardava o dinheiro arrecado até o final do dia eles estariam ricos. Nekonome sensei estava muito feliz por seu clube estar indo tão bem, mas ao mesmo tempo ela estava um pouco triste pelo comportamento do seu presidente, ela estava meditando se deveria dar uma detenção para o menino indisciplinado, mas talvez ele já recebera punições o suficiente.

Ela assistiu com tristeza um Gin desgrenhado correr desesperadamente para salvar sua vida de um bando de garotas demônio enfurecidas armadas com qualquer coisa que pudessem colocar suas garras, o rapaz tinha um braço quebrado e ainda sustentava um vergão vermelho feio no meio do seu rosto.

– EU NÃO DESISTIREI! UM DIA AKASHYA MOKA SERÁ MINHA!

Uma vassoura acertou a sua cara de pau.

Notas finais
É só eu ou minhas notas são enormes? Acabei de perceber. Bem, semana que vem as aulas vão começar (NÃOOOOOOOOOO) então não faço idéia quando sai o próximo capítulo, por tanto não se assustem com a demora. Eu não abandonei a fic apenas ñ tenho tempo, coragem ou inspiração. Mas, talvez. SÓ T A L V E Z o capitulo 4 sairá mais cedo. Pq eu acho que vai ser pequeno em comparação aos seus irmãos. Resolvi então batiza-lo de "Magia, Amor e Travessuras". Mas não tenho certeza se vai permanecer, até lá eu posso ter uma idéia brilhante (duvido). Obrigada pela leitura, vcs são bem vindos para deixar sua opinião, comentários bom ou nem tanto, aceito também sugestões. Por hoje é só pessoal! Beijos, até a próxima. PS: Quaisquer duvidas ou sugestões mande uma MP.