Nunca mais me deixe
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Estrela – Mãe, o que aconteceu? – ela estava de pé perto de Maria.
Estevão nessa hora sai do banheiro – O que houve?
Maria saiu do transe – Nada, não houve nada.
Estrela – Como não? Eu perguntei a senhora se tinha ouvido uns gritos e gemidos – Estevão começou a rir baixo – e a senhora ficou desse jeito.
Estevão não conseguia mais se conter e ria descontroladamente
Maria – Estevão??!!
Heitor – Ah não, eu não acredito.
Nessa hora a ficha de Estrela caiu – Meu Deus, eram vocês – ela põe a mão na boca e começa a rir.
Maria estava vermelha de tanta vergonha e Estevão só ria.
Heitor – Mas mãe, pai, nós estamos aqui no quarto, ou vocês se esqueceram disso? Pelo visto sim. – ele começou a rir.
Estevão – Heitor, filho...
Estrela interrompe seu pai – Mamãe, o que é isso? – ela apontou para a grade marca vermelha no pescoço de Maria.
Heitor – Não está vendo que é um chupão Estrela? Que isso hein? – continuou a rir.
Estrela – Papai seja mais cuidadoso da próxima vez. Uma hora dessas um arranca um pedaço do outro. – deu uma gargalhada forte e Estevão não se aguentou e riu também.
Maria – Podem parar os três. – disse alterada e todos calaram a boca – Eu não gosto desse tipo de brincadeira e exijo que isso não se repita. Se eu e Estevão estávamos fazendo amor o que há que mal? – Maria olhou para Estevão – Depois quero conversar com você Estevão — e entrou no banheiro para terminar de se arrumar.
Heitor, Estrela e Estevão ficaram parados, um olhando para o outro.
Estevão – Peço que vão para seus quartos. Vou conversar com Maria.
Estrela – Boa sorte papai.
Estevão – Eu vou precisar.
Estrela – E muita hein...
Estevão abriu a porta do banheiro e encontrou com Maria na frente do espelho.
Estevão – Maria.
Maria – O que quer? Eu vou conversar com você depois, não agora.
Estevão – Não, nós vamos resolver isso agora. Meu amor foi só uma brincadeira dos meninos.
Maria vira para Estevão – Que você estava adorando né. Você sabe muito bem que eu não gosto dessas brincadeiras.
Estevão – Maria, minha vida, não fique brava.
Maria – Tá bom, Estevão. Agora me responde como eu vou esconder isso. – ela levanta um pouco mais o pescoço e mostra o chupão.
Estevão – Maria...
Maria – Me deixe um pouco Estevão. Eu vou terminar de me arrumar e tentar esconder o que fez. Vou ver se tenho um lenço ou cubro com a maquiagem.
Estevão – Não entendo essa sua reação Maria. Já passamos por situações piores que essa.
Maria – Estevão são nossos filhos, nossos filhos. Que exemplo estamos dando a eles?
Estevão – Estamos mostrando a eles como os pais deles se amam e se desejam apesar dos anos.
Maria – Estevão!!!
Estevão – Chega dessa história, meu amor – ele pegou nas mãos de Maria e as beijou.
Maria – Está bem. – ela sorri
Estevão – Vamos descer para tomar café da manhã?
Maria – Nem sei como vou olhar pros meninos...
Estevão – Como sempre meu amor.
Maria – Vou tomar meus remédios e já descemos.
Maria tomou seus comprimidos e tentou disfarçar o chupão com um pouco de maquiagem, sem muito sucesso por sinal. Logo, assim, desceram.
Maria e Estevão – Bom dia.
Estrela, Carmem e Heitor – Bom dia – os irmãos se entreolham.
Estevão leva Maria até uma cabeceira da mesa e se senta na outra. Eles estavam tomando café tranquilamente quando Alba aparece na sala de jantar.
Maria levanta seu olhar e vê Alba – Posso saber o que ainda faz na minha casa? Pelo que me lembro, ontem pedi para você sair daqui.
Alba – Acalme-se Maria querida, eu só vim me despedir, ou vou ser privada disso?
Maria a olhou desafiante como se dissesse “ se despeça logo e suma da minha frente.”
Dissimuladamente, Alba foi abraçar Heitor e Estrela que não aceitaram o abraço.
Alba – Estrela, não vai...
Estrela – A senhora acha que depois do mal que a senhora fez a minha mãe eu vou te dar um abraço de despedida?
Alba – Garota me respeite. Eu te criei enquanto sua querida mãe estava presa por ter matada uma mulher.
Estrela – Minha mãe não é uma assassina – levantou-se alterada.
Alba – Não levante a voz para mim – Alba levantou a mão para bater em Estrela.
Maria – Não ouse encostar um dedo na minha filha ou vai se arrepender amargamente.
Alba – Está me ameaçando Maria?
Maria – De forma alguma. Eu só estou te dando um aviso.
Estevão – Tia, por favor, não quero que cause mais transtornos em minha família. É melhor ir embora logo e seguir com a sua vida.
Alba sai da sala de jantar com a sua raiva por Maria multiplicada por mil. Na sala de jantar, todos olhavam assustados para Maria.
Maria – O que foi? Vocês não acharam que eu ia deixar a Alba bater na minha filha, não é?
Estrela correu até sua mãe e a abraçou – Obrigada, mamãe, obrigada.
Depois disso o café transcorreu normalmente, com poucas palavras.
Maria e Estevão já estavam a caminho da empresa. Maria estava calada, olhava para a janela fixamente.
Estevão – Meu amor, o que tem? Desde que saímos de casa está tão calada. Ainda é por causa do que aconteceu com os meninos?
Maria olha para Estevão – Não Estevão, não é por isso.
Estevão – Por que então? Pela tia Alba?
Maria – Prefiro guardar só pra mim — e volta a olhar para a janela.
Um sinal/semáforo se fecha.
Estevão para o carro e olha para Maria – Não confia em mim?
Maria – Vamos parar com essa conversa, Estevão. Sabe que confio em você mais do que ninguém na vida.
Estevão – Não é o que parece. – o sinal abre e Estevão arranca com o carro e acelera rapidamente quase batendo no carro que estava na frente deles.
Maria – Se quer nos matar me avise antes. Tenho coisas a resolver. – disse irônica.
Estevão não disse nada. Estava nervoso por pensar que Maria não confiava nele, mesmo que ela tivesse digo o contrário.
Quando chegaram as Empresas San Roman, Maria saiu rapidamente do carro deixando Estevão para trás. Cumprimentou Lupita e foi direto para sua sala. Estevão aparece minutos depois, com uma cara não muito boa, mas cumprimenta também sua secretária.
Alba quando saiu da mansão estava furiosa e não deixaria barato. Ela vai para um hotel no centro da cidade. Chegando lá pede um quarto e rapidamente lhes dão a chave. Já em seu novo “lar”, Alba segue pensando em como acabar com Maria.
Alba – Você vai me pagar Maria por tudo Maria, por tudo.
Alba pega o telefone que se encontra no criado-mudo ao lado da cama. Disca um número e espera ser atendida.
Alba – Até que enfim me atendeu, idiota. Preciso conversar seriamente contigo e preciso que seja hoje, não pode passar de hoje – diz autoritária.
Xx – Como hoje? Tenho coisas a fazer.
Alba – Não me importa. Quero você hoje e às 12h30min no “Hotel Pontal Plaza”.
Xx – Vou fazer o possível para estar aí.
Alba – Espero que consiga, por que senão...
Xx – Já vai começar com suas ameaças de novo? Já estou cansado delas.
Alba – Olha aqui...
Xx – Olha aqui você Alba. Se acha que é só você que tem trunfos na manga, está muito enganada. Eu sei muitas coisas sobre você. Sei como...
Alba – Você não sabe de nada imbecil. Vamos parar...
Xx – Viu como é bom ser ameaçada? Tome muito cuidado comigo, Alba.
Alba estava se remoendo de raiva, mas tinha que ter muita calma porque precisava de Xx para que seus planos se concretizassem.
Alba – Está certo, mas vai vir ou não vai? Preciso conversar com você. – disse aparentando estar calma.
Xx – Assim que eu gosto. – sorri – Muito bem, eu passo no “Pontal Plaza” na hora do almoço.
Alba – Estarei te esperando – e desliga o telefone – Ai, ai... Se você acha mesmo que eu vou ceder as suas chantagens, você está completamente enganado, completamente. – sorri triunfante – Vamos ver quem sabe mais então.
Passado algumas horas, no Hotel onde Alba estava hospedada, ela já se encontrava impaciente pela falta de pontualidade de seu querido amigo. Foram mais quinze minutos esperando, quando Xx chegou e foi direto para o restaurante do lugar. Quando encontra Alba, Xx se senta a sua frente.
Alba – Vejo que não cumpre horários – ironiza.
Xx – Não venha com seus joguinhos, porque não estou para eles.
Alba – Acalme-se. Mas vamos ao que interessa. Eu pedi para que viesse até aqui para lhe informar que meus – Xx olha para Alba a desafiando –, que nossos planos serão adiantados.
Xx – Mas por quê? Tudo já estava sendo planejado e...
Alba – Eu sei, já sei, mas aconteceram algumas coisas e vai tudo redefinido.
Xx – Me conta então. Eu quero ficar a par de tudo que está acontecendo.
Então, Alba, começa a contar toda a história a seu comparsa.
~ Empresas San Roman – Sala de Maria ~
Maria estava distraída com todos os documentos que estava a sua frente. Estevão bate na porta e Maria o manda entrar.
Estevão – Maria...
Maria – Ah Estevão. Se veio me acusar com suas desconfianças já pode ir embora. Tenho muito trabalho a fazer.
Estevão – Não vim discutir com você Maria. Não precisa falar desce jeito comigo. Vim te pedir desculpas, mas não, vejo que quer que continuemos nos tratando dessa forma.
Maria se levanta e vai rumo a Estevão – Perdão Estevão, mas é que não gostei nem um pouco o modo que falou comigo no carro.
Estevão – Maria me entenda, eu fiquei possesso em pensar que não confia em mim.
Maria – Já disse que confio em você e muito. Eu não queria te dizer o que era porque...
Estevão – Desconfia da tia Alba?
Maria – Estevão...
Estevão – Também cheguei a pensar nessa possibilidade.
Maria – Não quero que fique com isso na cabeça.
Estevão querendo e já mudando de assunto – Bom, então vamos almoçar? Já são quase uma hora da tarde e estamos desde o café sem comer nada.
Maria – Vamos então. Vou guardar esses papéis e pegar minha bolsa.
Os dois saíram da sala de Maria e foram para o elevador. Quando ele veio, Estevão deu espaço para Maria entrar e entrou logo em seguida. A porta fechou-se. Estevão foi se aproximando de Maria e a agarrou.
Estevão – Não está se esquecendo de nada, Sra. San Roman. – a olhou com a aquela cara de safado e riu.
Quando Maria ia dizer algo, Estevão a prendeu contra ele e a parede do elevador. Estevão pegou Maria totalmente desprevenida. A beijou de um jeito intenso, feroz. Estevão só a soltou quando o elevador se abriu. Maria estava sem palavras. Estevão a pegou de um jeito, de uma forma que ela ficou desconcertada.
Estevão a olhou e lhe deu um selinho – Vamos! – pegou em sua mão e saíram bem juntos. Foram a um restaurante perto da empresa. Almoçaram calmamente, entre alguns risos e beijos.
Estevão – Meu amor, o que acha de sairmos hoje, hein? – ele pega as mãos dela e as beija.
Maria – Acho ótimo, mas...
Estevão – Mas nada, vida. Só vamos jantar fora, longe de todos.
Maria – Está bem. – sorri – Nós vamos.
~ Hotel Pontal Plaza ~
Xx – Então Maria te expulsou de casa? – disse e deu uma forte gargalhada – O que você fez hein?
Alba – Só disse algumas verdades, mas isso foi antes da infeliz ir parar no hospital. Não por que não morreu nos faria um grande favor.
Xx – Mais agora Heitor e Estrela aceitam Maria. Ela deve estar feliz da vida.
Alba – Vou acabar com essa felicidade, ah se vou, ou não me chamo Alba San Roman.
Xx – Tá bom, mas agora chega desse papo furado. Quando vamos começar a agir?
Alba – O mais rápido possível. Não vai ser muito difícil. Aquela idiota sai frequentemente sozinha, ela não gosta de ninguém atrás dela.
Xx – Sei, e acho que já sei como atraí-la sem levantar suspeitas.
Alba – Então me diz logo.
Xx – Ela vai muito à loja de prataria, não vai.
Alba – Vai, mas o que isso tem a ver?
Xx – Tudo querida Alba, tudo.
Eles conversam mais um bom tempo e Xx vai embora e Alba volta para sua “residência”.
Logo depois do almoço, Maria e Estevão voltam para as empresas. Estevão faz questão de levar Maria até a porta de sua sala. Maria da um selinho em Estevão e o ele o aprofunda. Estevão vai empurrando a porta devagar e entrando aos beijos com Maria. Ele bate a porta e vai levando Maria até o sofá. Eles se sentam e continuam com seus beijos e amassos.
Maria – Acalme-se meu amor – ofegante.
Estevão – Está bem – ele da um selinho em Maria.
Maria – Anda muito fogoso Sr. San Roman — ela levanta seguida de Estevão e arruma o paletó no corpo de seu esposo.
Estevão – A culpa é sua – ele acaricia a cintura de Maria
Maria – Minha é? – ela da um sorriso – Hum, então mais tarde eu resolvo esse seu problema.
Estevão deu um beijo leve nos lábios de Maria e um em seu pescoço, não deixando de reparar na marca que fez essa manhã, mas resolve não dizer nada.
Estevão – Meu amor vou para a minha sala agora. Vou terminar um contrato e podemos ir embora.
Maria – Eu só termino de analisar aqueles documentos, que estava vendo antes de almoçarmos e vou passar na loja de prataria.
Estevão – E nosso jantar, minha vida.
Maria – Vou estar em casa antes das 18h30min, eu prometo.
Estevão – Vou te esperar ansioso.
Maria – Que horas saímos?
Estevão – Pode ser as 20h00min?
Maria – Perfeito.
Estevão – Vou para a minha sala agora. – deu um selinho em Maria e saiu.
Maria vai para sua mesa e continua a revisar seus documentos. Ela não demora a acabar e passa na sala de Estevão para avisar que já vai. Logo pega um táxi e ruma a prataria. Fica por lá o resto da tarde. Quando se deu conta já eram 18h25min. Lembrou-se do jantar que tinha com Estevão e pegou sua bolsa e rapidamente foi apagando as luzes da prataria, já que estava só. De repente, sentiu como se alguém a tivesse seguindo. Continuou caminhando a passos largos. Maria chegava perto da porta de entrada de sua loja, quando sentiu algo em seu nariz. Antes que pudesse tentar reagir, caiu desfalecida no chão depois do clorofórmio ser inalado.
Xx pegou seu celular e discou um número.
Xx – Já está feito. Tenho-a meu mercê.
Alba – O que está esperando? Leve-a para onde combinamos.
Xx – Está indo pra lá?
Alba – Não, vou dormir no hotel essa noite, para não levantar suspeitas quando derem falta dela. Amanhã bem cedo eu vou.
Xx – Melhor, assim posso aproveitar a noite – ele se abaixa e toca o rosto de Maria.
Alba – Não sei o que tanto vocês veem nessa mulherzinha. Só não a machuque... muito. Ainda tenho muito que acertar com ela.
Xx concorda e logo desligam os telefones. Ele pega Maria nos braços e a coloca dentro de seu carro. Seguem até uma casa abandonada que ficava depois da cidade, mais ou menos uns 6 quilômetros, não era longe. Com 25 minutos chegaram ao casebre que, mesmo não se vendo muito, percebia-se que era rodeado de plantas. Xx tirou Maria do banco traseiro de seu carro e a levou para a casa. Entrou e a deixou em cima da cama do único quarto existente.
~ Mansão San Roman – Quarto do casal ~
Estevão – Onde será que Maria está? Ela me prometeu estar em casa antes das 18h30min e já são 19h00min. Vou ligar pra ela.
Estevão ligou uma, duas, três vezes para o celular de Maria que só caía na caixa postal. Começou a ficar preocupado. Pegou novamente o telefone e ligou para a prataria, mas ninguém atendeu.
Estevão – Meu amor, onde você está? – disse a si mesmo – Vou esperar mais um pouco e se ela não aparecer eu vou atrás dela.
~ Casebre – “Cativeiro” de Maria ~
Maria continuava “dormindo” e Xx ficou a observando por um longo tempo. Acariciou seus cabelos, seu rosto, seus braços. Desceu as mãos até as coxas de Maria e as alisou por cima de sua saia azul-marinho. Seus olhos pararam nos seios de Maria e viu que mesmo com o passar do tempo, ela continuava sendo uma mulher deslumbrante. Aproximou-se mais da cama e de Maria. Encostou seus lábios nos dela.
Xx – Macios, como sempre imaginei.
Voltou a passar as mãos no corpo de Maria, mas agora de um jeito mais selvangem.
Xx – Vou parar por aqui. Vou esperar você esperar você acordar porque com você dormindo não há graça nenhuma.
Afastou-se de Maria e sentou na cadeira que estava encostada naquele quarto. Depois de alguns minutos, Maria foi despertando. Sua visão estava turva, estava tonta e só se lembrava de quando estava perto da porta da prataria.
Maria – Onde eu estou? – tentou levantar, mas estava fraca e tonta.
Xx – Onde pensa que vai Maria? – seus olhos seguiram a voz e se surpreendeu com o que viu.
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