Nunca mais me deixe
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Vamos parar de falar e bora ler??
Ana Rosa acabava de entrar no quarto de número 10 de um Hotel não muito distante das empresas San Roman. Lá se encontrava um casal bastante apaixonado que havia tido a sua reconciliação algumas horas antes. Na noite anterior Maria e Estevão se amaram com fervor, paixão e acima de tudo amor. Juras e mais juras foram trocadas enquanto aqueles dois corpos, que agora se encontravam surpreendidos com a presença daquela mulher, rolaram várias vezes debaixo de lençóis e repetiram um ao outro o quanto se amavam...
Mas agora na cabeça do casal, se passava algo que nem os próprios poderiam decifrar...
Ana Rosa – Estevão? O que você faz aqui?
Maria a olhava incrédula... Ela não acreditava que depois de uma noite de amor com seu marido, “descobriria” que ele trazia para aquele mesmo quarto, a sua amante. Maria foi embora e Estevão logo correu atrás...
Estevão – Maria... Maria espera – Ele corre até alcança-la e a vira para si
Maria – Me solta – Ele o faz — O que você quer?
Estevão – Eu quero que você acredite em mim. Eu nunca trouxe ninguém a esse hotel a não ser você, Maria.
Maria – Ah não e como a Ana Rosa tinha a chave do quarto? A chave do NOSSO quarto Estevão.
Estevão – Eu não sei como ela conseguiu. Nada do que ela disse é verdade. Quando você entrou no banheiro ela riu, ela mostrou ser quem realmente é.
Maria – Mais eu não acredito.
Estevão – Maria, por favor... Acredite em mim. Juro pelos nossos filhos.
Maria – Engraçado não é Estevão? Há anos atrás eu fiz o mesmo, eu jurei pelos nossos filhos e você não acreditou em mim, na minha inocência. Não jure pelos nossos filhos Estevão, eles não merecem um juramento falso ao nome deles...
Estevão – Está bem Maria...
Estevão, de todas as formas fazia para Maria acreditar nele, mas ele sabia que não ia ser tão fácil assim. Pelo olhar de Maria podia ver decepção, o sofrimento diante dos fatos. Podia ver e sentir uma profunda magoa.
Estevão – Eu juro pelo nosso amor... – Ele disse do fundo do coração. Uma lágrima saiu dos olhos dela –... Eu te amo Maria.
Maria não respondeu. Virou-se e foi embora. Antes que Estevão pudesse ir atrás dela, um dos seguranças o chamou para dizer que Ana Rosa tinha cortado os pulsos.
Maria pensou em ir para casa, mas não foi isso que fez. Começou a andar lentamente pelas ruas até que encontrou uma pequena praça. Não era muito grande. Havia alguns brinquedos como escorrega, balanços, gangorras... Lá se encontravam um grupo de crianças brincando alegremente. Entre as arvores existentes ali, havia vários bancos de madeira. Maria sentou-se em um daqueles bancos e começou a pensar em tudo que tinha acontecido com ela em menos de 24hrs... De seus momentos de amor com Estevão até a chegada de Ana Rosa.
PENSAMENTO ON
“Por que tudo isso tinha que acontecer? Por que logo agora que estávamos tão felizes. Eu tinha certeza que íamos seguir juntos pra descobrir o verdadeiro assassino da Patrícia, mas agora tudo mudou de novo e não vou me deixar vencer por esse amor que ainda trago no peito”.
PENSAMENTO OFF
Maria ainda permaneceu alguns minutos naquela pequena praça. Tomou um táxi e rumou até seu apartamento. Vivian não estava lá no momento. Tinha ido logo cedo fazer uma viagem para loja de Prataria. Maria sabia que debaixo do tapete da porta, existia uma chave reserva. Quando chegou ao apartamento, não hesitou em pega-la e entrar. A casa estava em perfeita ordem. Logo quando entrou, colocou sua bolsa na mesinha de centro e deitou no sofá... As lembranças invadiam novamente a sua mente e a fizeram chorar... As lembranças se congelaram em certo momento:
“Eu juro pelo nosso amor. Eu te amo Maria”.
“Eu juro pelo nosso amor. Eu te amo Maria”.
E essa frase foi repetida várias vezes pela mente de Maria.
De tanto chorar caiu adormecida naquele sofá.
Estevão, depois do ocorrido com Maria acompanhou Ana Rosa ao hospital. Ele não pensava em mais nada a não ser em Maria. Em como a faria acreditar que ele nunca havia levado Ana Rosa naquele hotel e muito menos naquele quarto.
Não demorou no hospital. Saiu apressado logo após a chegada de Daniela. Pegou seu carro e foi direto a Mansão onde acreditava que Maria pudesse estar. Quando chegou a casa se deparou com Estrela.
Estrela – Onde estava papai?
Estevão – É bem... Isso não vem ao caso agora.
Estrela – Sabia que sua esposa também não dormiu em casa? – Disse com arrogância.
Estevão – É... Sim... Vou subir pra falar com ela. – Estevão já ia subindo as escadas quando Estrela o interrompeu.
Estrela – Ela ainda não chegou.
Estevão – COMO ASSIM AINDA NÃO CHEGOU??? – Estevão perguntou descendo as escadas exaltado com medo que possa ter acontecido alguma coisa com Maria.
Estrela – Não sei. Ela somente não chegou. – Estrela parou de dizer e tomou coragem – Papai você acredita que ela possa estar com seu amante?
Estevão – Com seu o que, Estrela? – Perguntou ele nervoso e preocupado
Estrela – Seu amante papai. Olhe. Ontem logo que cheguei o Sr. Geraldo Salgado ligou perguntando por ela. Ela não dormiu em casa e nem voltou até agora. Só pode ser. É isso papai.
Estevão – Isso é invenção da sua cabeça. Maria nunca me trairia. NUNCA...
Estrela – Então onde ela pode estar?
Estevão – Eu não sei, mas eu vou procura-la... – Estevão já ia saindo de casa quando parou e se virou novamente a Estrela – Filha, se ela chegar aqui você me liga?
Estrela somente assentiu com a cabeça em sinal de confirmação. Estrela naquele momento sentiu algo diferente dentro de si. Viu que seu pai realmente amava Maria e decidiu não dizer nada a sua Tia Alba como ia fazer.
Estevão saiu à procura de Maria. Primeiro a procurou pela Prataria, mas não a encontrou. A cada hora que passava sua angustia crescia e não sabia onde mais procurar. Parou em uma lanchonete, onde se sentou e pediu um café.
PENSAMENTO ON
Onde você está Maria... Preciso esclarecer muitas coisas com você. Eu nunca levei Ana Rosa no nosso hotel, mas como, como ela tinha a chave do quarto?
PENSAMENTO OFF
Estevão não demorou muito na lanchonete. Estava disposto que naquela noite recuperaria o amor e confiança de Maria.
O tempo passava depressa e a angustia de não saber o paradeiro de Maria, deixava Estevão cada vez mais nervoso. Talvez o próprio nervosismo não o deixasse pensar. Um lugar tão óbvio veio à mente de Estevão e imediatamente se dirigiu a esse lugar.
Quando chegou, uma alegria enorme tomou conta do seu ser quando o porteiro disse às palavras que tanto desejava escutar.
Pegou rapidamente o elevador e se dirigiu a certo apartamento. Tocou a campainha insistentemente, despertando a pessoa que dormira porta adentro. Ela se levantou assustada, mas rapidamente dirigiu-se a porta, a destrancou e rodou a maçaneta. Ao abrir a porta se deparou com homem emocionado, desesperado, que ao vê-la, caiu em seus braços em um abraço que jamais havia recebido.
Estevão segurando no rosto de Maria – Meu amor, meu amor, finalmente te encontrei – Estevão falava distribuindo vários beijos por todo o rosto de Maria.
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