Nunca esquecerei meus tempos de colégio!
1 Por que elas preferem os cabeças-ocas?
Notas iniciais
Minna, decidi escrever essa fic porque eu simplesmente to num vcio ENORME por todos esses filmes kkkkkkk......... Espero que gostem, acompanhem, repassem e etc. :3
- Senhor Frost! Atrasado outra vez? – o professor Pitch falou.
Era essa a rotina de Jack. Ele chegava atrasado pelo menos três vezes na semana, mas ele não se importava, afinal, estava presente.
Ele simplesmente entrou na sala ignorando a bronca do professor sombrio e foi ao seu canto da sala com mais dois amigos, Toothiana e Bunnymund, ou somente Mund.
Mund era alto, praticava lutas, e tinha cabelos pintados de azul e branco.
- Devia parar de ficar faltando assim – Toothiana alertou.
- Como se eu ligasse para esse babaca – Jack riu – o Pitch é só mais um professor.
- É, está certo, um professor que dá a sua nota e te garante pra universidade, nada de mais – Mund enfatizou sua ironia.
Toothiana riu do comentário e do bico emburrado de Jack. Ela era uma menina descendente de indianos, mas não parecia uma indiana, seus cabelos negros tinham mechas azuis e esverdeadas, mas sempre usava roupas como blusas e saias coloridas, e um cachecol amarelo no pescoço, além de brincos com penas de pavão. Quem a visse, a confundiria com uma versão-pavão da filha da Barbie.
- Já que decide se atrasar senhor Frost, terá dever de casa dobrado – Pitch falou, entregando quatro folhas para Jack.
- O quê? Isso não é justo! – o rapaz de cabelos platinados retrucou.
- E chegar atrasado é justo?
Sobre esse argumento, Jack se calou. Pitch era assustador, era frio, explicava aritmética de forma estranha, e sempre usava roupas escuras, e o cabelo penteado para trás. No colégio ele tinha o apelido de “Bicho-Papão”.
Durante as explicações finais de Pitch sobre a tarefa, Jack via que, se fosse fazer aquilo tudo sozinho, iria se ferrar, e muito.
- Toothy – ele se aproximou mais da amiga, com uma mão em seu ombro – não vai me deixar fazer essas contas todas sozinho, vai?
A menina corou. Tinha algum sentimento por Jack, e quando ele chegava perto demais, ela se sentia estranha.
- N-não, e-essa vai fazer sozinho – ela pegou seus livros quando o sinal bateu e correu para fora da sala.
- Ei, ei, espera aí – Jack a seguiu, junto de Mund – você tem que me ajudar poxa.
- Ajudar é uma coisa, te dar as respostas é outra.
- Sim, sim, já entendi – ele riu, se afastando – é rebelião, já entendi.
Quando ele se afastou, Mund ficou encarando Toothiana.
- Que foi? – ela perguntou.
- Você vai dar as respostas pra ele não vai?
- Ele vai pegar meu livro mesmo – ela falou, andando para outra sala.
- Garota confusa... – Mund riu e se dirigiu à sua aula.
Na hora do almoço, Jack e seus amigos se sentaram à uma mesa junto de quatro colegas, Anna, Rapunzel, Merida e Astrid. Anna nunca parava de falar, e sempre prendia os cabelos ruivos em duas tranças.
- Gente, eu vou convencer minha irmã Elsa a entrar para a escola – Anna falou – meus pais já queriam muda-la, mas bem, ela ainda não quer.
- Sua irmã? – Astrid, a “esportista loira” da escola falou – acho que nunca falou dela.
- Ah, ela é demais – Anna se empolgou – ela gosta de coisas que envolvam neve, ela mesma faz bordados de flocos de neve nas bolsas.
- Mesmo? Que gracinha! – Rapunzel, uma moça de longos cabelos loiros, se manifestou.
- É, Elsa é uma graça, e no inverno ela gosta de sair e ver os flocos de neve caindo devagar.
- Ela deve ser mesmo uma gracinha – Jack falou, rindo – e ela é bonita?
Tooth deu uma garfada na perna de Jack, e quando o mesmo berrou de dor, Mund teve de abafar o riso.
- Ei! – encarou a amiga – o que foi essa?
- Um... Mosquito – ela respondeu, inocentemente.
- Enfim... E essa Elsa, como é o cabelo dela? E os olhos? Ela gosta de chocolate?
- Ahn... – Anna o encarou – são bem claros, olhos azuis e... Acho que sim – riu.
- E gosta de neve... Ela deve ser um sonho – o rapaz ficou imaginando.
Tooth deu um suspiro final e se levantou, deixando a mesa e indo na direção oposta.
- O que deu nela? – Jack perguntou.
- É sério? – Mund o olhou feio.
- É... Ela tá com dor de barriga? Cólica? Aquela coisa de sangrar todo mês?
- Se quiser falar com a Elsa, não use palavras como “cólica” e “sangrar todo mês” – Anna sugeriu.
- É, a Elsa é barra pesada – Merida riu, ajeitando a cabeleira ruiva.
- Muito certinha? – Mund perguntou, comendo algo que parecia ser uma cenoura cozida.
- Ahn... É, se considerar certinha uma menina que está sempre fazendo as coisas na regra certa... Então é – Rapunzel falou.
- Como todas vocês conhecem essa tal de Elsa? – Jack perguntou.
- Elas vão na minha casa toda semana – Anna falou – Elsa já tem certo afeto por elas.
- Entendi... Convence logo a sua irmã a vir aqui.
- Eu vou tentar, mas vai ser difícil.
Em um canto mais afastado, Toothiana estava na sala de artes terminando uma pintura, mas as pinceladas estavam um tanto... Agressivas. North, o inspetor de corredor, falava com ela na porta. Era um homem enorme, forte, com barba e cara de Papai Noel, e os dois braços eram tatuados, um dizia “Bonzinho” e o outro dizia “Travessos”.
- Sabe North, às vezes eu tenho vontade de pegar aquela cara pálida do Jack e amassar, e socar! – Tooth deu uma pincelada violenta na tela – e depois desamassar pra socar de novo!
- Pega leve mocinha – o homem falou – essa pintura vale metade da nota.
- Eu sei, eu sei – soprou um fio de cabelo do rosto – mas dá raiva, e ele ainda fica dando em cima de uma garota que nem conheceu ainda, a irmã da Anna Arendelle.
- Ah, até parece que não conhece o Jack Frost pequena – riu – ele é assim mesmo.
- É... Ninguém manda eu gostar dele – fez um bico.
- Bom, estão no ultimo ano, é agora ou nunca pra falar que gosta dele.
- Fala como se fosse fácil senhor Papai Noel de shopping...
North acabou rindo de novo, e a deixou dar suas pinceladas violentas no quadro.
***
Na saída, Anna falava ao telefone com a tal irmã Elsa, e com a mãe ao mesmo tempo. Ao fim da ligação, a ruiva sorria aberto.
- Consegui! A Elsa vai vir para cá daqui a duas semanas! – começou a pular, abraçando Rapunzel.
- Isso é legal – a loira respondeu – mas, me solta.
- Ah, desculpa – soltou a amiga e olhou para Jack – satisfeito?
- Talvez – ele riu – vamos ver a cara da sua irmã e depois te respondo – passou a sair, mas correndo.
- Vai julgar ela pela cara? Como ousa!
Anna o seguiu, correndo e ameaçando com um livro, e Rapunzel a seguiu. Atrás deles, Tooth tinha ouvido tudo, e agora pisava duro no chão.
- Ultimo ano...
Estava com notas boas, então poderia conciliar a escola e sua vida pessoal, afinal, tinha conseguido por dois anos inteiros, conseguiria por mais um. Olhou para Jack, correndo ao longe, e para o amigo Bunnymund chegando até ela.
- Pensando alto? – ele perguntou.
- É... Estou – ela sorriu.
- Agora chega de dar pinceladas violentas em quadros, sério – ele emburrou a cara.
- C-culpe o Jack – refez o bico e passou a andar.
Mund riu de Tooth de novo e a seguiu, ouvindo só os passos firmes dela no chão.
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