Nunca diga nunca
7 Amigos 2
Notas iniciais
POV: Xaveco
Eram 15 horas, ainda tinha uma hora então pensei em dar uma passadinha lá na casa do meu pai, só via ele nos fins de semana mesmo, que diferença faria? Era sexta-feira de qualquer jeito.
Fui andando pela rua quase deserta, só tinha umas três ou quatro pessoas passeando com os seus cachorros, aquele era o horário em que todos estavam tirando uma soneca da tarde.
Cheguei à porta marrom sem graça, sorte que meu pai era o completo oposto disso, enfim, toquei a campainha, dei de cara com meu pai, meu pai de sempre, tentando me animar, e no fim das contas me animei mesmo, eu tinha outra opção?
No final das contas nem percebi o tempo passar, sorte que eu coloquei o celular pra alarmar quando fosse 15:50 então eu falei
“Falou pai, tenho que encontrar com um amigo de quatro horas, então eu preciso ir, tchau, a gente se fala amanhã”
“Tchau, filho até amanhã”.
Olhou pra mim e piscou
Demorei uns vinte minutos para chegar a padoca do Quim, cheguei e dei de cara com uma pessoa muito, muito irritado.
“Meu Deus, Xaveco, achei que não ia vir já tava indo embora“ Ele falou realmente muito irritado.
“Foi mal cara, é que eu passei lá na casa do meu pai”
“Ata, sendo assim beleza, enfim por que você me chamou aqui?”
“Ah, isso bom eu queria falar sobre...”.
POV: Denise
Eu não estava acreditando que a Carmem tinha dito aquilo, eu tava puta com ela, mas se eu gritasse todos os palavrões que eu conhecia seria expulsa do hospital, então furiosa eu apenas disse:
“Carmem, vai embora”
“Mas, Dê eu te avisei que você...”
“Carmem, vai embora”
“Mas...”
“VAI EMBORA CARMEM”
Vencida apenas pegou um papel de sua bolsa, rabiscou um bilhete e falou:
“Leia quando estiver mais calma”
E então saiu.
Então resolvi ligar para outra pessoa
“OI, gatz tá ocupada? ”
“Pra falar a verdade não, o que foi?”
“Nada de mais, pode vir aqui me visitar fofa?”
“Pode ser, não tenho nada pra fazer mesmo”
“Ok vem logo”
“Tchau, Denise”
Me senti mais livre e leve como se nada de errado pudesse acontecer
POV: Xaveco
““... Então, é isso, o que acha? “
“Olha cara, não tenho muita experiência com isso não”
“Vai, fala”
“Foi mal cara, acho que você devia falar com ela, que horas são?”
“quinze minutos pras cinco horas”
“Vou ter que ir, mas eu juro que não sou bom nisso, só tive uma namorada na vida, falando nela, não posso me atrasar pra ir encontrar a Aninha”
“Ah, achei que podia desabafar com você... mas obrigado mesmo assim
Saí pisando firme, sem parecer zangado, pensei que poderia voltar para a casa do meu pai, mas preferi ir para a casa da minha mãe.
POV: Denise
Como a pessoa que eu chamei não ia chegar tão cedo, fui ler o bilhete da Carmem nele dizia:
Foi mal miga, sabia que você ia ficar chateada, mas não fui eu que espalhei esses boatos, me liga quando estiver mais calma, bjs.
Ass.: Carmem
De repente me senti meio culpada, mas logo tirei esse pensamento da cabeça, tinha que ficar pronta pra quando ela chegasse, tava cansada de ficar nesse mimimi, ia falar com a pessoa que mesmo sendo quase completamente diferente de mim me entendia perfeitamente, eu tava me xingando por causa daquele acidente no quarto do hospital, mas eu percebi o que estava fazendo e disse a mim mesma [Querida Denise, escute, quem vive de passado é museu, agora tome vergonha nessa cara, seu celular de bom senso não toca?].
Me senti bem melhor depois daquilo, tinha recebido uma bronca, de mim mesma! Estava achando que ela não ia vir, então liguei de novo.
“Cadê você criatura?”
“Tô indo calma é porque eu vim visitar outra pessoa, mas já saí da casa dela, chego aí em uma hora”
“Tá bom, xorandolitros e te esperando”
Aí eu desliguei, pareceram anos que ela demorou pra chegar, quase liguei de novo, mas se eu ligasse eu ia parecer muito possesiva, então fui dar uma olhada nas redes sociais, cada babado forte, fiquei assim por mais meia hora, aí tirei os olhos do celular, vesti uma roupa normal (normal da Denise), e fui esperar ela na porta do hospital.
Claro que eu levei o celular, pra ver os babados sobre aquelas garotas famosas, credo, elas pareciam um fotoshop vivo.
Mais meia hora se passou, já estava ficando com medo de que ela não viesse, na hora que eu ia ligar pra ela minha querida amiga quase me deu uma amostra de infarto praticamente pulando em cima de mim
“Oi, Denise, miga há quanto tempo, você tá melhor?”
“Miga... eu não tô conseguindo... res...pirar”
“Ops, foi mal Dê, é que eu tava com saudades, então, a galera anda comentando sobre você e o...”
“Não quero falar sobre isso agora, vamos mudar de assunto”
“Ok, que tal a gente conversar sobre outra coisa na lanchonete do hospital? Já tá na hora do lanche”
“Só você mesmo viu, mas tudo bem, vamos abalar esse mundinho, Maitê!”
“MEU NOME É SOFIA!”
“Tenho culpa se você tem cara de Maitê?”
Então saí às risadas com a minha BFF
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