Notas iniciais
Então gente, esse cap ficou QUASE PERFEITO se não fosse pelo sinal. Podem chingar o sinal, eu deixo, mas eu prometo que não vai demorar muito para acontecer o que vocês quererem ;);)
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Esse cap é pov só da Katy. Vamos dar um dia feliz pra ela, né? :P
Boa Leitura ! =D

POV: Katy.

Eu e Lily fomos acordadas pelo seu radio relógio.

- Bom dia pequena South Park! Cidadezinha do Colorado que...

Lily desligou o radio relogio da tomada sem levantar ou sentar na cama.

- Bom dia, Katy! — disse.

- Bom dia. — disse sorrindo.

- Katy, Eu posso te perguntar uma coisinha?

- Claro!

- Você fugiu de casa?

Respirei fundo. Aquela garotinha é persistente!

- Não. Meu papai e minha mamãe foram para o céu — disse escolhendo as palavras para explicar para ela — e eu tive que ficar com meus tios maternos em Nova Iorque.

- Depois disso você nunca mais voltou pra cá?

- Não. Em Nova Iorque eu estava estudando bastante. E ainda vou estudar bastante. — disse sorrindo.

- Pensei que você tivesse fugido de casa.

- Por qual motivo?

- Sei lá. Você deve ter brigado com seu papai e sua mamãe. — disse. — Me desculpe por eles.

- Não foi culpa sua, minha priminha linda! — disse indo a abraçar.

Ela deu um beijo na minha bochecha.

- Bem, vamos ver que horas são... — disse pegando meu celular. — São sete e cinco. Temos que estar no aeroporto sete e meia! Estamos quase atrasadas! — disse me sobressaltando. — Pode arrumar suas coisas rapidinho?

- Claro, claro! — disse ela se levantando, também sobressaltada, e colocando tudo em suas malas.

Me levantei, troquei de roupa e fui conversar com vovó, que estava na cozinha tomando seu café.

- Bom dia, vovó! — disse dando um beijo nela.

- O que houve? Perdeu o vôo? — perguntou.

- Não. Temos que estar lá daqui a alguns minutos...

Ela respirou fundo e me abraçou.

- Apesar de tudo, eu te amo, viu? Você é a melhor neta que eu tive em toda a minha vida. Se eu morrer, saiba que eu te amo muito.

Quando ela me soltou, disse para ela encabulada:

- Ah, por favor, vovó! Não pense em uma coisa dessas! Você tem que fazer o máximo possível para não morrer! Não precisamos de outra morte na família!

- É o ciclo da vida, minha querida. O meu está acabando. -disse vovó. — Vão e façam uma boa viagem. Em falar nisso, onde está Lily?

- Ela está arrumando suas malas. Logo logo ela desce.

- Vá ajudá-la enquanto isso então, senão demorarão muito tempo só arrumando as coisas dela.

Fui e subi as escadas correndo em direção ao meu quarto. Lá, Lily só estava arrumando sua malinha de brinquedos.

- Já terminou? — perguntei.

- Já. Até a malinha da Melissa. — disse sorrindo para sua bonequinha de pano, em que eu pisei acidentalmente ontem. — Comprou uma passagem para ela?

Bem, isso é que é vontade de ir embora.

- Pode apostar! — disse piscando.

Ela deu um sorriso. Logo, desci e perguntei para vovó:

- Vó, você sabe o número de algum taxista por aqui?

- Conheço. O cartão com o número dele está perto do telefone.

Fui pra a sala, encontrei o cartão e liguei pelo telefone mesmo:

- Alô? — disse o cara.

- É o taxista Marcos?

- É ele mesmo.

- Aqui é da casa da Dona Celine, poderia vir me buscar?

- Dona Celine, a Sra. Está passando mal?

- Não sou a dona Celine, sou a neta dela. Poderia vir me buscar?

- Oh, claro. Já estou á caminho!

E então desliguei o telefone.

Fui até o meu quarto novamente, peguei as malas e coloquei perto da porta de entrada.

Vovó, de repente apareceu e se despediu de Lily, eu disse que ia no banheiro e já voltava. Fui no meu quarto pegar a foto que estava embaixo do travesseiro.

- Como eu sinto a falta de vocês... — disse olhando para a foto, olhando para os meus pais.

Peguei a foto e desci, escondendo ela. Na sala, coloquei a foto na minha bolsa.

- Lily, vá aproveitando para comer. — disse.

Ela foi até a cozinha com vovó.

- E você, Katy? — disse vovó. — Você não vem tomar café?

- Não estou com fome. Estou preocupada com Lily.

Ela assentiu e deu atenção para Lily.

– Eu... eu tô gostando de uma garota.

As palavras do Kyle invadiam a minha mente no momento.


– E ela é bonita?
– Pra caramba.

Me deixei sentar perto das malas.

– Você já conversou com ela?
– Já. Converso com ela todo dia.
– E nunca se declarou?
– Não. Acho que, apesar dela parecer retribuir, seja só... uma quedinha.

Passei a mão pelo meu cabelo tentando esquecer essa idéia. Respirei fundo.

Me lembrei do dia em que eu estava namorando com Derek, e ele havia me magoado, e eu fora conversar com minha tia.

- Vê se acorda logo dessa ilusão pra não ficar mais magoada! Aliás, não tem motivo para você ficar magoada. Você é jovem e incrivelmente bonita! Eu quero que você saia dessa casa com um sorriso no rosto, se divertindo o máximo que puder, sem esquecer das responsabilidades, e arrumar alguém certo para você, se o Derek realmente não valer a pena, como você diz... Apenas não desista de quem você é e dos seus maiores sonhos. As barreiras mais difíceis são as pessoas que mais amamos que coloca na nossa vida...

Parece que as palavras da minha tia me deram uma energia extra.

Quando caí em mim, o taxista já estava na porta. Abri a porta. Um homem velho com bigode e com um boné vermelho estava na porta. Tenho a impressão que conheço essse cara de algum lugar...

- Por um acaso, é a senhorita que precisa de carona? — perguntou.

- Sim, sou eu mesma... — disse.- Poderia levar essas malas até o seu carro, por favor? — pedi.

Ele deu um sorriso como reposta e começou a pegá-las.

De repente, vovó e Lily sairam da cozinha. Lily foi para perto de mim.

- E então, Marcos? Como vai a vida? — perguntou vovó.

- Bem. E a sua? — respondeu.

- Apenas levando. — respondeu minha vó sorridente.

- Comeu bastante? — perguntei á Lily. — Vamos fazer uma longa viagem.

- Vamos ficar muito tempo no avião?

- Vamos.

- Sem comer?

- Vamos comer algumas porcarias, mas isso não enche barriga. — disse.

Ela deu um sorriso.

Como eram poucas malas, logo o motorista terminou e fechou o porta-malas. Eu e Lilu abraçamos vovó e depois entramos no carro.

Me sentei com Lily atrás.

- A senhorita é neta de Dona Celine? — perguntou o taxista.

- Sim.

- Seu nome é Katy Marshal?

- E se não me engano, você é o Sr. Mike Black.

Ele se impressionou:

- Na mosca. Como sabia que era eu?

- Não sei. Impressão?

- A senhorita é sensacional!

- Bem, posso perguntar o que está fazendo aqui?

- Essa cidade é onde eu moro.

- Tem certeza que eu posso confiar que você não está me seguindo?

- Caramba. Tá, eu tô te seguindo.

- Á pedido de Alex ou da Sra. McPhill?

- Nenhuma das duas. É interessante o seu passado, senhorita Marshal.

- Okay... — disse preferindo não continuar o assunto.

E então o silêncio pairou.

Quando chegamos no aeroporto, Mike não aceitou nenhum pagamento meu, afinal, eu já descobrira seu segredo, e esse segredo era em relação á mim, portanto, a minha vitória merecia algum prêmio.

Faltava ainda uns dez minutos para o vôo. Decidi comprar algumas bsteirinhas para comermos durante o vôo.

No avião, quando já estávamos no ar, Lily começou a dormir. Peguei uma coberta e coloquei em cima dela.

Peguei meu celular, coloquei os fones de ouvido e começei a escutar música. Tirei um cochilo escutando música.

Quando acordei, tirei o foninho dos ouvidos e guardei o celular. Percebi que todos estavam dormindo, menos eu e Lily, que estava olhando na janela.

- Tá triste? — sussurei.

Ela se virou para mim e respondeu sussurando:

- Não. Só to pensando.

- Posso perguntar no que você tá pensando?

- Tô pensando se a gente cair lá embaixo... — disse olhando para a janela novamente. — Todo mundo ia pro céu, não ia? Vovó me dizia que quando você cai de um lugar muito alto, você vai pro céu.

Dei um abraço.

- Vamos esquecer disso um pouquinho e comer um salgadinho bem quietinho de baixo das cobertas? — disse pegando silenciosamente um fandangos de queijo e indo com ela para debaixo das cobertas.

Na verdade, deixei o salgadinho com ela. Não estava com fome.

- Quando estiver com sede, me chama, tá bom? — avisei.

Ela assentiu e voltou a comer o salgadinho. Saí de baixo das cobertas

Para a minha sorte, havia deixado minha bolsa comigo, e lá estava a foto dos meus pais.

"Tudo o que Deus dá, Deus tira.
Mas de alguma forma, quando Deus tirou, uma pessoa machucou profundamente.
Ela está perdida por dentro, pedindo por piedade e salvação.
Deus, agora, deve ter sorrido para essa pessoa de alguma forma.
Como um raio de luz na escuridão."

Quem será que poderia ter matado eles?

Será alguém que meus pais tinham amizades? Não, meus pais, praticalmente, não tinham muitas, pra falar a verdade, nenhuma verdadeira. São vizinhos e colegas de trabalho, no máximo. Se não foi algum amigo, praticalmente, foi alguém da família. A única que havia ficado com a casa depois da morte de meus pais, fora a minha avó que ficara com a casa, mas ela não tinha idéias que a casa ainda havia o sótão, e aí vai uma prova que minha avó é inocente.

Vamos para uma pergunta diferente... Quem deixou as marcas de sangue na foto?

Não pode ser minha avó porque ela nem sabe onde é o porão. Então só pode ser o assassino. Bem, pode ser, as marcas de sangue na foto é uma prova disso. Agora eu tenho que descobrir quem é o assassino. Peguei meu celular e tentei iluminar a foto, para ver se conseguia digitais além das minhas. Em vão, não consegui nada.

Coloquei meu celular no bolso novamente e começei a pensar: quem não gostava dos meus pais? Eu não conhecia ninguém, mas, pode ser alguém da família. Crimes só são cometidos quando conhecemos a pessoa. Não precisa conhecer tipo, onde ela trabalha, o nome dela, a família dela, é só conhecer pela roupa, objetos pessoais e comportamento em público. Mas no caso dos meus pais, foi um tipo de vingança. E, como meus pais não tinham amizades, é alguém da família. Quando meus tios chegarem do Brasil, vou pedir informações sobre a minha família.

Coloquei a foto na bolsa e encostei a cabeça, tentando relaxar. De repente, Lily tira a coberta de cima dela e me dá o pacote de salgadinho vazio.

- Me dá um pouco de água? — pediu.

Peguei a garrafinha da bolsa e dei para ela. Que tomou e logo me deu a garrafa, que tornei a guardá-la.

- Vai demorar muito? — perguntou entediada.

- Já estamos chegando. Passamos a maior parte da viagem dormindo.

- Sério?!

- Aham.

- Que horas são em South Park?

Peguei meu celular e coloquei no horário mundial.

- São onze horas da manhã e quinze minutos.

- E em Nova Iorque?

- São seis horas da manhã. — disse voltando a colocar o celular no bolso. — Parece que vamos ter que dar um jeito na nossa jet lag.

- O que é isso?

- Fadiga de viagem.

- O que é "fadiga de viagem"?

Dei um risinho.

- Nao sei explicar. Um de seus sintomas é quando você não se acostuma com a hora. por exemplo, lá no japão já é de noite. Se fossemos para lá, eles iam nos chamar de morcego por ficarmos acordados á noite e dormindo de dia. — disse a fazendo rir. — e tem também o enjôo de viagem. Esses são os únicos sintomas que eu sei.

- Então é como se fosse uma doença?

Dei outro risinho.

- É, quase...

Ela deu um risinho e se voltou para a janela.

- Atenção, passageiros! — disse uma voz feminina do avião. — Apertem os cintos!

E então apertei o de Lily e depois o meu. Senti um friozinho na barriga quando o avião pousou. Quando saímos do avião, eu e Lily fomos pegar nossas malas e depois, comer na lanchonete do aeroporto.

Quando chegamos lá, ela comentou rindo:

- Vamos tomar dois cafés da manhã!

- A não ser que você esteja sem fome. — disse. — Está com fome?

- Eu quero um sorvete!

Como está frio e eu não posso deixá-la doente, resolvi contar uma história para ela mudar de idéia:

- Vou te contar um segredo... venha mais perto! — e então ela se aproximou de mim. — Você sabia que o sorvete pode te deixar doente? Ele adora dia frio para deixar as crianças doentes, sabia?

- E o que acontece se eu ficar doente?

- Você vai tomar injeção.

Dei um beijo no rosto dela, que se desatou a sorrir. Parece que eu tenho jeito com crianças...

- O que eu posso pedir, então? — perguntou.

- Hum... Vai querer chocolate quente e biscoitos?

- Vou!

Então chamei a garçonete, que sorriu para Lily e foi fazer nosso pedido.

Quando chegou, Lily contou algumas piadas que sabia e se desatou a rir. Após terminarmos de comer, paguei pelo lanche e fomos atrás de um taxi. Até o taxista sorria para Lily. Quando chegamos no apartamento, Alex não estava acordada ainda. Peguei as malas de Lily e coloquei no meu quarto.

- Você vai dormir comigo, está bem? — disse.

- Tudo bem. Eu também não gosto de dormir sozinha. Eu tenho medo.

Dei um abraço e ela pegou a Melissa na sua mala. Logo, Alex acordou e veio até meu quarto.

- KATY! COMO EU SENTI A SUA FALTA!! — exclamou me abraçando.

Dei um sorriso e a abraçei. Logo ela me soltou e se virou á garota:

- É você a Lily que ela falou no telefone? — perguntou a Lily.

- Eu acho que sim... — respondeu corando.

Alex foi lá e deu um abraço. As duas já se gostavam.

Olhei no relógio e...

- SANTA MAE DE DEUS, ALEX! ESTAMOS ATRASADAS! — berrei.

- Pra quê, criatura? — perguntou Alex se separando do abraço de Lily.

- PRA FACULDADE! — respondi.

Ela saiu do quarto correndo.

- O que tá acontecendo? — perguntou Lily assustada.

- Eu só estou atrasada pra minha faculdade, lindinha. — respondi.

- E eu vou com você?

Ah não...

- ALEX! VOCÊ ARRUMOU UMA BABÁ? — berrei.

- ONDE VOCÊ QUER QUE EU ARRUME UMA BABÁ ÁS DUAS DA MANHÃ?

- Vou ligar para Stan pra ver se ele conhece alguém para ficar com você. — disse para Lily. — Vai ficar aí ou vem comigo?

- Vou ficar. — respondeu.

Peguei o telefone e disquei pro apartamento do Stan.

- Atende! Atende! Atende! Atente!... Alo, Stan? Sou eu, a Katy!

- Ah, oi Katy! Tudo bem?

- Tudo sim, mas eu preciso de uma ajudinha...

- Pro que?

- Eu preciso de uma babá.

- Bem, babá a gente não conhece mas... — e então ele saiu da linha.

- Oi, Katy! Tudo bem? Aqui é a namorada de Stan, Addie.

- Ah! Oi Addie! Tudo bem sim, olha, antes que pense qualquer coisa, eu...

- Calma Katy! Fica tranquila... Você precisa de uma babá? — perguntou me interrompendo.

- Sim... — disse.

Bem, como que alguém que nem sabe da situação quer me oferecer ajuda?

- Eu posso ser a babá? É para vocês irem para a faculdade, né? Não se preocupe que eu faço faculdade de noite.

- Hum... Ok, você pode ficar com minha priminha então?

- É claro!

- Ok, eu chego aí já já... Até logo!

- Ok.

E então desliguei o telefone.

- CONSEGUIU UMA BABÁ? — berrou Alex.

- CONSEGUI, A NAMORADA DO STAN. — respondi.

Peguei minha bolsa da faculdade, que eu havia planejado desde o ano passado, passei um perfuminho e um batom e estava pronta. Alex também estava.

- Vamos pro apartamento de Stan. — disse.

Pegamos o elevador correndo, saimos correndo até chegar em um taxi, que ficou assustado com a nossa pressa. Indicamos-lhe o hotel e ele foi para lá correndo, percebendo a pressa.

- Pegou a Melissa, Lily? — perguntei.

Ela então me mostrou a boneca.

- Qual é seu nome? — perguntou Alex.

- Liana. — respondeu.

- Quantos anos você tem? — perguntou Alex novamente.

- Cinco.

- Lily, vamos deixá-la com uma amiga. Se comporte lá, viu? — alertei-a.

- Onde vocês vão?

- Para a nossa escola.

- Vão demorar muito?

- Não. E não se preocupe, porque a sua babá não é tão chata! Ela até que é legalzinha! — disse dando um beijinho na bochecha dela.

Ela corou.

Depois de alguns minutos, estávamos no apartamento dos meninos. Pedimos para o taxi esperar e fomos até lá.

- Mas que linda! — exclamou Addie quando viu. — Venha comigo até a cozinha, fiz um bolo delicioso! — disse a pegando pela mão e levando para a cozinha.

- Tchau, Lily! — exclamamos eu e Alex.

De repente, Stan, Cartman e Kenny entram na sala.

- Vamos? — perguntou Stan.

- Claro! — respondi.

- Esperem por mim! — disse Kyle chegando na sala. — Katy! Eu preciso conversar com você.

Minha cabeça girava. A única coisa que vinha nela é: Fuja! Fuja daí o mais rápido possível e não olhe para trás. E fiz isso então.

- Espera aí! Katy! KATY! — berrou Kyle correndo atrás de mim.

Quando ele disse aquilo, entrei no elevador, que pareceu que ia demorar muito para chegar na recepção e então corri até a porta. Por fim, me senti mais relaxada quando estava correndo até a faculdade, que ficava próximo dali.

Na faculdade, me sentei em um banco e liguei para Alex.

- Alex, é a Katy, finja que é uma outra pessoa! — disse.

- Oi, Mike! Como vai? Por que você fugiu? — disse Alex fazendo o que eu pedi.

- Alguma coisa na minha cabeça falava para mim fazer isso, e então, fiz.

- O cara tá parecendo que vai ter um troço de tanta tristeza. Por que você não foi conversar com ele?

- Eu... Eu só não tô pronta pra conversar com ele ainda.

- Só tenta nao evitar ele, Ka... Mike. — disse quase dizendo meu nome.

- Vou tentar. Você conversa com ele pra ver se ele realmente tá apaixonado por mim?

- Nao vai dar, a gente já tá chegando.

- Ok.

E então desliguei. Acho que entendi a razão que minha cabeça me disse para fugir, eu não tô pronta para conversar com ele ainda. Eu tô muito magoada com ele ainda. E quando a gente tá magoada com uma pessoa, a gente foge dela, né. Respirei fundo e fazia contagem regressiva para ele vir até mim. Fiz isso com os olhos fechados.

- Ah! Você está aí! — disse Kyle.

Minha barriga começou a ficar fria novamente. Ele se sentou do meu lado e eu abri os olhos.

- Por que você fugiu? — perguntou.

- Meu amigo me mandou uma mesagem falando que estava me esperando e... e eu tive que vim, né? — menti.

- Correndo? — arqueou uma sombancelha.

- É! Porque... pra gente ter mais tempo para conversar! — menti novamente.

- Hum... -ele disse. — Será que eu posso conversar com você agora?

Meu coração estava saindo pela boca. O que ele ia me falar?

- Lembra do nosso último jantar, quando eu te pedi um conselho para conquistar uma garota?

Balancei a cabeça positivamente.

- Não sei se você percebeu, mas... A garota é você.

- O QUE?! — berrei espantada.

Ele me ignorou e continuou:

- Então, eu...

Bateu o sinal. Salva pelo gongo.

- Até mais, Kyle! — disse pegando minha bolsa e procurando a sala.

Notas finais
E então? Sinal idiota? ashuashuahsua