Nunca Vou Deixar Você Partir

11 O Verdadeiro Problema Começa


Notas iniciais
Oi gente!!! Tava com saudades kkkkkk'
Boa leitura!

POV Katy.

- Bom dia querida Nova Iorque! Cidade dos justos! Agora são sete da manhã. Vamos começar o dia com... -e então, tocou Price Tag, da Jessie J.

Acordo, aperto o botão do despertador para desligar o barulho, olho ao meu redor e vejo Alex na porta do meu quarto.

- Foi você que colocou o despertador para me acordar á essa hora né? — perguntei.

- Foi! Você ia dormir mais de quinze horas! — destacou.

Me levantei e sentei na cama, ela fez o mesmo.

- A Sra. McPhill veio aqui ás seis e meia, assim que chegou no hotel. — começou. — Ela disse que arrumou o detetive e o hacker, mas como você não estava acordada, não podíamos organizar nada.

- Pensei que o detetive só ia chegar quando eu começasse a fazer a faculdade.

- Eu também.

- Você contou para ela sobre ontem?

- Contei, é óbvio.

- E o que ela falou?

- Você está sendo muito repreensiva, denovo. E ela disse que sabia que você ia perguntar " E o que eu posso para melhorar isso?", é só deixar as coisas rolarem. Você repreende muito as coisas.

- Bem, é verdade que eu ia perguntar isso... Mas o que vamos fazer hoje?

- Na verdade, nada. Eu estou cansadíssima ainda. Se você quiser me substituir com o Kyle, dessa vez eu deixo.

Me aproximei dela e a abracei.

- Você é a única melhor amiga insubstítuível que eu já tive na vida. Não começa com drama você também! — disse.

- Ok, ok... vá tomar seu banho e comer o meu pudim. — disse nos separando do abraço e saindo do quarto fechando a porta.

Passei a mão pelo meu cabelo e respirei fundo.

Me levantei, fui tomar um banho rápido, me arrumei, comi o delicioso pudim da Alex e liguei pro Kyle.

- O que você quer? — atendeu irritado.

- Nossa! Desculpa, eu não sabia que você estava de mal humor hoje... — disse brincando.

- Ah! É você. Desculpa. Pensei que fosse o Cartman me provocando.

- Por que eles te provocariam?

- Eu to dormindo quase vinte e quatro horas!

- E eu tava dormindo quase quinze. Seu dorminhoco!

Rimos.

- E então? Tá afim de sair? — perguntei.

- Pra onde?

- Pro shopping? — eu ia sugerir outra coisa, mas isso veio primeiro na minha cabeça.

- Topo. Fazer o que lá?

- Comprar presentes de Natal pra vocês e pra Alex e conversar.

- Já falamos que não precisa!

- Mas eu quero. E além do mais, são presentes surpresa e você vai ter que me ajudar!

- Tá, tá, eu ajudo. Vamos agora?

- É óbvio!

- Tá, daqui a pouco eu tô passando aí.

- NananinaNÃO. Eu vou estar aí quando você tiver pronto.

- Hum... ok. — disse antes de rir.

- Ah! Eu também gostaria de agradecer por ter respondido minha mensagem ontem... a minha mensagem piegas.

Ele riu.

- Então eu devo agradecer por enviar sua mensagem piegas ontem. — disse.

Ficamos um minuto em silêncio.

- Então até logo! Tchau! — disse.

- Tchau!

E então desligamos o telefone.

Peguei minha bolsa e fui até a recepção, mas a Sra. McPhill me parou.

- Katy! Espero que tenha ouvido o que eu disse pra você através da Alex. — disse me segurando pelos ombros.

- Eu ouvi sim. E a senhora tinha razão. Eu repreendo muito as coisas porque eu tenho medo do pior acontecer.

- Querida, siga o meu lema: Se tiver que acontecer, que aconteça. Sendo bom ou ruim o que vai acontecer.

Respirei fundo.

- Já dei os e-mails do Derek para o hacker e pro detetive. Eles já estão em ação. — comentou.

- Como você conseguiu o e-mail dele?

- Aqui no prédio tinha uma menina afim dele. Ela pegou os e-mails das contas sociais dele. Mas calma, ela já sabia que vocês dois estavam namorando e não quis paquerar ele.

- E como você sabe de tudo isso?

- Derek me contava.

- Será que o detetive consegue descobrir alguma coisa hoje?

- Calma Katy! Pelo menos, quando você tiver tendo faculdade, as primeiras descobertas vão surgir.

Respirei fundo.

- Agora você vai sair com aquele cara, vai deixar as coisas fluirem e ver no que vai dar. — disse me passando a mão no meu cabelo. — Não repreenda em nada.

- E como o detetive e o hacker vieram assim, tão cedo?

- Ah, eu propus uma quantia generosa pela tarefa. — disse sorrindo maliciosamente.

Ela depois disso me soltou e eu fui á procura de um taxi. Achei um taxi dando sopa e entrei. Indiquei o hotel do Kyle.

- Você namora com o O'Conner, não é? — perguntou dirigindo.

- Sim. Como sabe disso? — perguntei desconfiada.

- Eu já levei meu carro para ele concertar e já levei vocês até o seu hotel. — respondeu.

- Bem, já que você sabe o nome do meu namorado, eu gostaria de saber o seu.

Percebi que ele tirou uma mão do volante e colocou no bolso.

Desconfiada de ser alguma arma, me aproximei de uma porta.

- Sou Mike Black. — disse olhando para trás.

De repente, ele tirou do bolso um pano para enxugar seus suor. Respirei aliviada e voltei para o centro.

- Por um acaso, você não seria Katy Marshal? — perguntou.

- Sou sim. — respondi dando de ombros.

Ele se virou para trás sorrindo e disse:

- Prazer. Sou seu detetive.

Fiquei sem palavras, apenas sorri.

- Já descobriu alguma coisa? — perguntei.

- Ainda é muito cedo. O único jeito de descobrir alguma pista é entrando nas redes sociais dele com o hacker.

- E aquele lance sobre você já ter ido concertar o carro com ele e nos levar até o meu hotel?

- É mentira. Coisa de detetive.

- Bem, eu também vou me tornar detetive.

- Verdade?

- Aham. Eu acho essa profissão muito legal.

- É muito perigoso para você, mocinha.

- Por que todo mundo diz isso? E daí? Eu sei que é perigoso!

- Então tá...

- Qual é o nome do hacker?

- David Richard. Ele é o melhor hacker que eu conheço.

- Ah...

- E só uma perguntinha... você visita as redes sociais dele?

- Não. Por que eu deveria?

- Coisa de namorada.

- Eu não sou tão ciumenta assim!

- Bem, então tá.

Respirei fundo.

Permanecemos o restante da viagem em silêncio. Até que para um detetive ele é bem... extrovertido.

Quando chegamos no hotel, ele não me deixou pagar ele e me deixou ali.

Fui á recepção e quem me atendeu foi uma loira oxigenada com uma maquiagem forte.

- Poderia me dizer onde Kyle Broflovski se hospeda? — perguntei.

- É claro né, queridinha! Andar 7 quarto 327.- disse mascando um chiclete como vaca.

Olhei para a garota com nojo e fui até o elevador.

De repente me lembrei do susto em que o Sr. Richard me deu no taxi e dei um risinho. E então o elevador abriu e bati na porta do quarto 327.

Quem atendeu foi Kenny:

- Ah! Oi Katy! Entra aí! — disse me dando passagem.

- Obrigada. — disse entrando e me sentando no sofá.

- O Kyle está no quarto dele ainda. Quer alguma coisa? — perguntou.

Nesse momento, percebo que Kenny estava segurando um livro.

- Kenny, deixa eu ver esse livro que você está segurando? — perguntei.

- Ah! O Cartman tá me chamando, peraí... JÁ VÔ CARTMAN! — disse Kenny saindo da sala sem graça.

Dei de ombros e levantei. Fui até o quarto de Kyle e dei três batidas.

- Stan, agora não quero conversar, cara... — disse Kyle.

- Mas eu não vim aqui para conversar, eu vim aqui para sair com você! — disse fazendo uma voz grossa.

Ele nada respondeu. Apenas deu para ouvir seus pés batendo no chão com força e depois dando alguns passos até chegar até a porta.

- Desculpe, pensei que você era Stan... — disse abrindo a porta.

Ele estava com o cabelo todo molhado e com uma calça jeans escura e uma blusa azul escura também.

Entrei e me sentei na cama. Ele pegou as meias e enfiou nos pés seguido dos tênis.

- Você até que chegou cedo. — disse.

- É porque eu tenho que falar com você.

Na verdade, ele também tinha que ficar sabendo, afinal, ele é praticalmente meu melhor amigo homem.

Ele respirou fundo.

- Vamos conversar sobre isso em um restaurante. — disse.

Esperei ele terminar de se arrumar em silêncio. No elevador também ficamos em silêncio. Na recepção eu ficava encarando a loira oxigenada que ficava olhando pro Kyle. Acho que é sempre assim mas ele nunca percebe.

Quando entramos em um taxi que estava dando sopa perto do hotel, ele pegou seu celular e começou a digitar algumas coisas.

O barulhinho de mensagem apareceu no meu celular.

"Hey! Você tá bem? Tá com uma expressão vaga.

De: Kyle
Para: Katy"

Mordi o canto do meu labio e respondi.

"Mais ou menos. Vamos conversar sobre isso no restaurante.
O que me deixa surpresa é como que você conseguiu pegar o número do meu celular.

De: Katy
Para: Kyle."

"Como você sabe, eu ganhei um celular quando era criuança. Eu peguei seu número no celular de Alex quando você tinha vindo pra cá. Eu ia mandar trotes pra você kkkk'
E como você conseguiu o meu?

De: Kyle
Para: Katy."

"Eu tinha o telefone de todo mundo da escola. Até da diretora Vitória kkkkk'. Eu tinha tudo em um caderninho.
Um belo dia desses, quando eu ganhei meu celular, resolvi copiar o seu número para caso você resolvesse mandar trote pra mim. Mas você nunca mandou.

De: Katy
Para: Kyle."

"É porque e saía muito com Stan, Kenny e Cartman. Eu só lembrava de você quando eu ficava perto da Alex, mas como ela estava triste, essa tristeza também era passada para mim, e com tristeza, ninguém manda trote, né?

De: Kyle
Para: Katy."

De repente, o taxista nos avisa que chegamos. Saimos do carro, fomos no restaurante do shopping e nos sentamos na primeira mesa que vimos.

- E então. O que temos que conversar? — perguntou.

Expliquei toda a situação pra ele, menos da parte dos meus sentimentos por ele. Apesar de eu me sentir dividida entre ele e o Derek, eu fiquei com medo dele não falar mais comigo, porque talvez, ele não esteja apaixonado (Se é que é paixão) por mim também e não queira alimentar essa paixão ou quedinha (eu ainda não tenho certeza dos meus sentimentos), é por isso que eu não falei.

No meio da conversa, a garçonete chegou e a conversa parou um pouco, fizemos nossos pedidos (Pastéis e limonadas) e continuamos a conversa.

- Nossa, eu... Sinto muito. — disse olhando para a mesa sem graça.

- Sem problemas. Não foi culpa sua.

- Mas me responda uma coisa. Você ainda tá apaixonada por ele?

- Eu... eu não sei, Kyle. É díficil explicar.

Ele respirou fundo.

De repente, a garçonete veio com nossos pastéis e limonadas.

- Kyle, com todo esse problema, eu queria que você estivesse ciente (já que é meu único melhor amigo homem) e me ajudasse...

- Tudo bem, Katy. Na verdade, foi bem você ter me avisado.

- Espero que, depois dessa nossa conversa, você não queira se distanciar de mim.

Ele pegou minha mão que estava segurando o copo e a pegou com as duas mãos.

- Eu vou ser sincero com você. Eu também não... consigo, eu não consigo ficar longe de você. Só ficamos quatro dias juntos, mas eu sinto que foi muito mais do que isso... — disse olhando bem nos meus olhos.

E então, seus olhos verdes penetráveis me hipnotizaram. Percebi que era sincero tudo aquilo que ele disse.

De repente, ele olha pra outra direção e a hipnotização para. Olho para baixo e depois nos soltamos as mãos e continuamos a comer em silêncio.

- Olha, não viemos para ficar em silêncio. Vou contar algumas piadas. — disse ele quebrando o silêncio.

As piadas dele, por mais idiotas que fossem, me faziam rir e tornavam aquele passeio melhor. Muito melhor que o normal.

Cada vez que eu ficava perto dele, é como se eu me sentisse infinitamente completa.

POV: Kyle.

Depois de sair do restaurante, andamos pelo shopping. Ela comprou quatro perfumes e um bichinho de pelúcia. Depois, ela queria ir ao banheiro, mas o banheiro estava lotado. Disse que ia sentar naquelas mesinhas da praça de alimentação esperando por ela, então, obviamente, peguei todas as sacolas de compras.

Lá, na praça de alimentação, via pessoas de todos os tipos. Era entediante ficar lá, olhando aquelas pessoas.

De repente, veio á minha mente, ela me dizendo: "Espero que, depois dessa nossa conversa, você não queira se distanciar de mim.". É claro que eu nunca ia ficar longe dela, a presença dela é viciante! É feliz, me deixa completo. É como se tudo o que eu precisasse naquele momento era somente ela. Mas eu tenho que desejar que seja apenas uma quedinha, afinal, ela já está com o Derek. Poxa vida! O cara é sortudo por ter uma namorada dessas, ela é, praticalmente perfeita, e ainda deixa ela ir facil, facil.

Pego o meu celular e começo a jogar um jogo qualquer dele, mas que me prendesse a atenção por um tempinho.

Depois, de uns vinte minutinhos, ela volta com outra sacola de perfume e se senta na minha frente.

- O que é isso? — perguntei guardando o celular no bolso.

- Ah, é pra você. — disse me entregando.

Pego a embalagem e abro. Um perfume. Abro ele, espirro um pouco no meu braço e concluo:

- Muito bom o perfume. Obrigada. — disse sorridente.

Ela corou.

- Bem, esse perfume me lembrava você. Achei melhor dar ele á você de Natal atrasado. — disse sorridente.

Eu me levanto do lugar que eu estava sentado e fui abraçá-la. O perfume dela invadiu minhas narinas e ficou girando na minha cabeça, mas essa sensação é boa demais, então fico ali até ela me soltar.

- Vamos embora? Afinal, temos que nos preparar para amanhã. — disse após o abraço.

Dividimos as sacolas para nós levarmos e fomos ao meu apartamento.

Lá, ela deu os presentes para cada um deles seguidos de um abraço. Cartman foi o que ficou mais corado. Admito que fiquei com um pouquinho de ciúmes do Cartman ter corado por causa do abraço dela.

Depois, ela deu outro abraço em mim, me entorpeceu de novo com o seu perfume, e depois foi embora.

POV: Katy.

Depois de sair do apartamento dos meninos, sair da recepção e entrar em um taxi, respiro fundo aliviada. Olhei no celular, era umas cinco horas. Ficamos tanto tempo assim?

Quando cheguei no apartamento, não vi a Sra. McPhill na recepção, ela deve estar no meu quarto. Subo no elevador até o meu quarto e lá estava ela com o hacker e o detetive. Alex estava do lado da Sra. McPhill enboquiaberta.

- Katy! Você não vai acreditar nisso! — disse Alex me puxando.

Coloquei as sacolas com mais dois presentes perto da porta e deixei Alex me puxar pelo braço.

Me sentei á esquerda do hacker com seu notebook e á sua direita estava o detetive.

- O que houve? — perguntei preocupada.

- Bem... Parece que O'Conner tá aprontando alguma... — disse o detetive. — Vou mandar o Miller, meu detetive ajudante pra ir até Berlin para ver o que se passa com ele.

- É só isso? — perguntei.

- É. — respondeu o detetive.

Então eles sairam e a Sra. McPhill e Alex se sentaram do meu lado.

- Não se preocupe, querida. Se tiver que acontecer, vai ter que acontecer. Uma hora você supera isso. — disse a Sra. McPhill alisando meus cabelos.

Deixei as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.

- E se ele tiver me traindo, Sra. McPhill? Eu fui fiel á ele todo esse tempo! — quase berrei.

- Não exagera, Katy! Não pode ser isso! — exclamou Alex.

- Olha, o detetive vai dizer o que se passa com ele. Se ele tiver te traindo, você apenas fica com o Kyle, tudo bem? — disse Alex.

- Você pensa que é fácil assim esquecer as coisas? A única coisa que eu me arrependi de ter feito, até agora, é de ter deixado ele ir. — disse.

- Mas não foi você que deixou ele ir, foi ele que deixou você ir facilmente. — disse a Sra. McPhill. — Olhe bem, se o cara realmente te amasse, ele não estaria aqui, com você? Ele não desistiria de tudo por você?

Não respondi.

- Katy, agora é sério, você precisa deixar o Kyle e o Derek equilibrados. Ou então, você termina com o Derek. — disse Alex.

- Vou esperar pela resposta. — disse.

- Ok. Amanhã ele liga e vocês dois se resolvem. — disse Alex se levantando do sofá e ficando de frente para nós. — Por favor, amiga, não estou tentando ser ruim, mas faça as escolhas certas.

- Ela tem razão, Katy. Escute, vamos esquecer esse assunto por enquanto. — disse a Sra. McPhill enquanto eu enxugava meu rosto. — O que você já comprou?

- Peraí... — disse indo pegar as sacolas e dando uma para cada uma. — São seus presentes de Natal, atrasados. Desculpem!

As duas me abraçaram, agradeceram, abriram o presente, sorriram. Com isso, me senti mais feliz, e apenas entorpeceu a dor daquele momento.

Mais tarde, a Sra. McPhill saiu do apartamento. Alex me abraçou dizendo para mim ser forte.

Tomei um banho e fui dormir. Tive uma noite sem sonhos.

Notas finais
E aí? Gostaram?
Gente, eu vou demorar mais um pouquinho pra escrever o próximo cap porque eu vou ter prova de matemática, e vocês saber que prova de matemática é uma droga, né? kkkk'