Nunca Vou Deixar Você Partir
9 Acampamento e Jantar
Notas iniciais
Outra coisa, a música que o Kyle canta é essa aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=a-8Jr61A9vY (Tá em espanhol a legenda, desculpeem u.u)
POV: Katy.
- Tchau, linda! — disse Alex se despedindo de mim para trabalhar de manhã. — Se cuida, viu? E vê se não me troca pelo Kyle.
Ri e ela saiu.
Arrumei minhas coisas, coloquei na minha bolsa e tomei um banho.
Depois que saí, fui na recepção e Kyle estava lá.
- Puxa! Pensei que não ia sair! — exclamou Kyle.
- Se eu te conheço bem, você iria ao meu apartamento ao chegar e não ficar aqui me esperando. Você acabou de chegar. — comentei.
- Vai virar detetive agora?
- É o que eu pretendo.
Ele pegou minha bolsa e colocou no porta-malas do taxi, e então entramos no carro e fomos.
Nem percebi o quanto a viagem demorou, apenas fiquei do lado dele, sendo hipinotizada novamente, mas dessa vez com o perfume dele.
Quando chegamos no campo, ele apenas pagou o taxista e saimos juntos com as coisas.
O estranho que o frio daqui não era de nevar, mas quase nevava.
- Stan está lá no fundo, vamos? — disse Kyle pegando minha bolsa.
Respirei fundo e começei a andar com ele até o fundo.
- A noite aqui deve ser muito fria, não é? — comentei.
- Na verdade, a temperatura aqui só permanece a mesma, de dia e de noite.
Andamos mais um pouco em silêncio e achamos Stan montando a barraca.
Cumprimentei os meninos e ajudei Stan a montar a barraca.
- E então, Katy? Vai ser o que? — perguntou Stan.
- Detetive. — respondi.
- Essa profissão é bem perigosa, sabia?
- É claro que eu sei.
- Acho que Derek vai precisar colocar uns dez seguranças atrás de você. — disse Stan antes de rir.
- Nem me lembre de Derek. Ontem ele teve a capacidade de desligar o telefone na minha cara.
- Vish, então o carinha tá ferrado. — disse Kyle rindo.
Dei um sorriso e continuei o que estava fazendo.
Logo, terminamos e fomos almoçar perto de um rio. Sentamos em cima de um pano e almoçando com as piores gracinhas que meninos podiam fazer.
Eu agora me arrependi de ter aceito o convite.
Depois de almoçar, eles ficaram lá fazendo as mesmas gracinhas.
Eu resolvi entrar na minha barraca e ficar lá moscando.
Quando percebi, já estava dormindo. No momento que eu levantei, os meninos estavam na frente, preparando as coisas para fazer uma fogueira.
Olhei no relógio do celular, e era umas quatro horas.
- Bom dia, princesinha! — disse Stan. — Gostaria de nos ajudar a montar a fogueira real?
- Não, mas obrigada pelo convite. — disse brincando. — O que eu posso fazer?
- Você ajuda a gente a pegar lenha para fazermos a fogueira real?
- Ok. — disse.
Todos fomos pegar lenha.
Quando chegamos perto das barracas, juntamos as lenhas e os meninos começaram a fazer a "fogueira real" enquanto eu fui arrumar alguns panos para sentarmos no chão em volta da fogueira.
Quando eles terminaram, eram umas sete horas da noite.
Kyle pegou um violão e a gente se reunia em volta da fogueira, em silêncio, na verdade, em expectativa.
- Desde quando você toca violão? — perguntei.
- Desde a minha oitava série. — respondeu.
- Sério?!
- Que musica você vai tocar? — perguntou Stan.
- Uma acústica do Simple Plan. — respondeu começando a tocar.
Logo ele começou a cantar. A música que ele cantou era um tanto bonitinha.
Quando ele parou, foi aplaudido por mim, apenas por mim. Todos menos o Kyle me olharam bem assim: "¬¬'".
- Que foi? — perguntei.
- Você tem certeza que gostou dessa música? — perguntou Kenny ainda com aquela impressão.
- Gostei, ué! É bonitinha... — respondi dando de ombros.
- Kenny, acho melhor você ficar quieto, porque eu também tô sabendo do seu caso com o controle. — chantageou Kyle.
- Ok, desculpe... — disse Kenny corando.
- Bem, Katy, nós, os irresponsáveis que não demos para vocês presentes de Natal, estamos te presenteando agora, meio atrasado, mais fazer o que né? — disse Kyle me entregando um presente.
E então houve a troca. Ganhei dois presentes: Um perfume do Kyle e um ursinho de pelúcia de Stan.
- Seus bobões, se eu soubesse, já havia comprado para vocês também. — disse.
- Não precisa. Bem, vamos comer? — disse Stan.
Então ele trouxe a cesta de comida e os meninos começaram a atacar, principalmente Cartman. Eu peguei um ruffles.
- Hey gente! Vamos contar lendas para assutar a Katy? — disse Kenny.
- Kenny! Não dá idéia besta! — exclamei.
- Ok, eu começo! — disse Cartman.
E então, ele falou de uma alma penada que saia por aí matando as pessoas que entrassem na sua casa. Apenas fingi que estava dando a mínima. Poxa, se eu tivesse dez anos, isso me assustaria. Mas, como eu vou ser uma detetive, eu tenho que ser durona, de acordo com a Sra. McPhill.
E depois, todo mundo começou a contar suas lendas, mas infelizmente, nenhuma teve o prazer de me deixar com medo.
Quando todos fomos dormir, fui ao rio para lavar o rosto para dormir. E Kyle encosta as mãos no meu ombro.
- Ér... O que você tá fazendo? — perguntei.
- Tentando te assustar, ué! — respondeu.
- Vou tentar fingir que me assustei. — disse voltando para as barracas.
- Qualé Katy! O que você tem? — perguntou indo atrás.
- Nada, é que uma detetive tem que ser durona e sangue frio.
- Tá, e você quer ser detetive?
- É claro!
- Tá, então... pode me dizer o que descobre desse relógio? — disse Kyle me dando um relógio de pulso.
- Aqui não tem luz suficiente, deixe-me chegar perto da "fogueira real".
Quando chegamos, me sentei o mais próximo da fogueira para não deixar nada para trás, e Kyle se sentou do meu lado. Kenny e Cartman já haviam ido dormir.
- Hey! O que vocês estão fazendo? — perguntou Stan.
- Shhhhhhhhhhhhhhhhhhh! — disse Kyle.
Stan se sentou do meu outro lado.
- O dono desse relógio era um bêbado, olha só para essas marcas de batida? — disse mostrando para Kyle. — E pelo fato de ser puro ouro e por ser velho, devo dizer que é passado de pai para filho. Um de seus donos era um cara dependente de alcool, porque cada vez que uma ela que ingeria alcool, batia o copo com força em algum lugar, e provavelmente batia o relógio sem perceber. Pela aparência dessas marcas, sugiro que seja seu avô ou bisavô que seja ou era dependente de alcool. E consigo perceber também que você tem esse relógio desde a sua infância, por ter cola seca nessa borda. — disse antes de entregá-lo o relógio.
Os dois parceram um tanto impressionados.
- O que foi? É tudo questão de observação! E vou dormir, boa noite! — disse indo em direção á minha barraca.
- Hey Katy! Me espera! — disse Kyle se levantando. — Boa noite, Stan!
- Boa noite, Kyle! — disse Stan também indo para sua barraca.
Kyle entrou comigo na barraca e se deitou.
- Sou eu que vou deitar aí! Pode ir saindo daí! — exclamei.
- Qualé? Deixa eu dormir com você? — disse com os olhos do gato de botas.
- Já tá pensando que alguma assombração vai vir aqui, é? — disse antes de rir baixinho.
- É que Cartman e Kenny com certeza vão zoar comigo.
- Tá, pega lá a sua coberta então.
Enquanto ele foi pegar a coberta, eu tentava arrumar a barraca.
Logo ele chegou, eu coloquei a coberta dele em cima da minha e nos enfiamos debaixo dela.
- Se você começar a zoar comigo também, você vai ver! — alertei.
- Com o que que eu poderia zoar com você?
- Não vou dar idéia.
- Ok, boa noite.
Nos viramos cada um para um lado e dormimos.
POV: Kyle.
- Bom dia! — disse me virando para ela.
- Bom dia... — disse colocando o livro de lado e se voltando para mim.
- Dormiu bem? Viu alguma coisa estranha por aí? — disse me espreguiçando.
- Não vi não. — disse ela sorrindo.
- Foi incrível o que você fez ontem, sabia? — comentei. — Como alguém pode tirar tantas conclusões de um relógio que, praticalmente, todos da minha família já usaram?
- Bem, tem que ser observativo e fazer muito jogo dos 7 erros. — disse dando um risinho.
- Você assim, rindo á toa, não é normal. — comentei. — O que já aconteceu?
- Ainda é cedo para acontecer as coisas, não acha?
- Derek te ligou?
- Não. Aquele filho da mãe feliz... — agora a felicidade dela se transformou em raiva.
- O que ele te fez?
- Desligou o telefone na minha cara quando eu perguntei uma coisa que eu desconfiava dele.
- Bem, vai ver que era verdade, ou então, tenha caído a ligação. — disse dando de ombros.
- Espero que seja sua última alternativa, Kyle.
-Porque?
- Porque senão eu vou terminar com ele.
Não falei nada. Sei o quanto é difícil romper desse jeito. Justo eles, que faziam um casal perfeito.
- Bem, vou trazer alguma coisa para a gente comer. — disse saindo de lá.
Vi Stan e Kenny arrumando novamente as coisas.
- Bom dia! — disse.
- Bom dia. — responderam.
- Cadê o Cartman?
- Vê se ele não tá atacando a comida lá. — disse Stan.
Procurei Cartman, e provavelmente, ele estava perto da cesta atacando.
- Cara, eu preciso preparar um café da manhã pra Katy. — disse.
- Leva ela pra ir em um restaurante com você, ué? — disse Cartman.
- Dá pra você entender que estamos muito longe da cidade?
- É por isso mesmo, quero que vocês morram de fome.
Bati no braço dele, e como na infância, só faltou chorar e dizer que vai contar tudo para a mamãezinha dele.
- Dá a cesta! — falei.
Ele me deu e eu preparei um lanche para mim e para Katy o mais demoradamente que eu pude.
Quando terminei, dei a cesta novamente ao Cartman, que estava puto da vida, e depois voltei para a barraca, mas não entrei.
- Desculpe, Mary, mas eu não posso continuar nesse emprego, eu tenho que arrumar outro... Não pode ser eu! Eu nem consigo parar um dia no emprego!... Todo mundo quer que seja justo eu?... Desculpe, eu não posso aceitar isso. Por que a Courtney não pode ser? Ela sempre quis isso!... Sério?!... Hum... Ok, é, todas as meninas podem fechar as lojas pra descansar. Vamos voltar no dia 3, beleza? Então tá... Tchau... — disse Katy antes de desligar o telefone e respirar fundo.
Entrei na barraca, vi que ela estava de cabeça baixa, me sentei perto dela e perguntei:
- Katy, o que houve?
- Eu sou a chefe daquela loja que eu trabalho. — respondeu. — Eu juro que eu não queria ser a chefe, eu tô faltando emprego! Eu nem responsabilidade tenho!
- Calma! Calma! O que aconteceu com o chefe de verdade?
- Ele morreu mas antes disse que o cargo dele era para ser passado para mim.
- Que notícia excelente! E por que você não está feliz?
- Por que ele era o pai que minha adolescência não teve. Ele substituiu meu pai e fez até mais um pouco. Ele era a pessoa perfeita, uma das duas que pessoas que eu devia tudo o que eu sou hoje, agora morreu. — disse deixando rolar um lágrima.
- Calma, Katy! — então eu a abraçei e ela chorou mais ainda.
Eu tentava acalmar ela. Contava piadas sem graça, dancinhas idiotas, imitava vozes diferentes, a abraçava e graças á Deus, ela parou de chorar.
Tomamos nosso café da manhã e ela me fez prometer que não contaria isso á ninguém. Ela achava que os outros poderiam pensar que foi ela que matou o chefe dela para poder ocupar o cargo dele.
Quando Katy saiu da barraca, ela foi até o rio lavar o rosto e se sentar um pouco lá. Fiquei na cola dela.
- Você não acha que deveria lavar o rosto com uma água mais quente? — perguntei.
- Na verdade, para mim, sendo água tá bom. — disse sorrindo.
- É esse sorriso que eu gostaria de ver! — disse olhando para os olhos dela, o ponto perigoso.
Infelizmente, o perigo me atraiu. Os olhos castanhos dela conseguiu me hipnotizar novamente. Eu nunca me canso de praticar esse "Ato Perigoso", esse doce ato...
- Kyle, tem alguma coisa no meu rosto? — perguntou me tirando do transe.
Como alguém pode me colocar em perigo e depois me tirar dele?
- Não tem não... é só eu que tô moscando aqui, hehe... — disse sem graça.
Ela deu um sorriso e depois se voltou ao lago.
- Katy, tô sentindo que você deve descansar, sabe. Vamos a um jantar de noite? — convidei. — Eu sei que estamos saindo demais mas... é inevitável.
- Como assim "inevitável"?
- Somos jovens, não conseguimos ter um dia sem se divertir, a não ser se estivermos sofrendo problemas tristes.
- Tem razão.
- E então?
- Eu vou sim, mas antes de mais nada, vamos ajudar Stan a desmontar as coisas.
Ela se levantou e eu fui junto. Stan estava desmontando as barracas, mas ele deixou a gente ir, porque a gente ajudou a montar, diferentemente de Cartman e Kenny, que só ficaram fazendo bobagens e quando tentavam ajudar, faziam tudo errado. Contudo, eu e Katy pegamos nossas coisas e chamamos um taxi (que dessa vez, Stan havia me passado um númeto de taxi COMPORTADO), que nos levou para o meu apartamento.
No apartamento, ele me apresentou seu amplo e bagunçado quarto e se sentou na sua cama, eu já me deitei nela.
- Hey, precisamos marcar lugares diferentes para sair.- comentei.
- É verdade. A gente até agora não foi no shopping, em um cinema, em uma festa... — completou.
- Tá livre hoje á noite?
- Tô sim, é claro...
- Vamos para um restaurante?
- Que não seja chique, né?
- Por que? Você não gosta de ser sofisticada algumas vezes?
- Não é isso, é que eu não fui para um salão arrumar meu cabelo, comprar um vestido e um sapato para poder usar.
- Por que toda mulher tem que ser a mesma coisa? Katy, você não precisa dessas coisas, é só você colocar um vestido e já está... pronta! — disse escolhendo bem a última palavra.
- Hum... então está bem. Vamos lá no meu apartamento agora?
- Fazer o que lá?
- Lá tem alguma coisa de bom para fazer.
Então saímos da cama, ela pegou sua bolsa e fomos pro elevador.
Estranhamente, mais um casal entra no elevador, e ela parece estar inconformada...
- Katy! Como você tá linda! E o Derek? — pergunta a garota, que pelo tom da voz, é pior que garota nojenta e mimada.
Essa estava acompanhada com mais um garoto. Pra ser sincero, eu nunca vi esses dois nesse lugar.
- Er... Oi Amy, obrigada. O Derek tá na Alemanha fazendo faculdade. — respondeu Katy sem graça, mas imagina eu.
- Imagino como você deve estar sentindo uma falta IMENSA dele né? Já que você não se desgrudava dele... Mas e esse aí?
- Ah! O Kyle é um amigo. Um amigo de infância, hehe... — responde Katy passando a mão no cabelo.
- Hum... que tal você e ele vir comigo e com Michel pra um restaurante, hein?
Ela olhou para mim, e eu falei para ela:
- Se você for, eu também vou.
- Okay, nós vamos. Que horas?
- Que tal ás sete e meia, no melhor e mais chique restaurante de Nova Iorque?
- Bem... eu acho que pode ser... — respondeu Katy.
- Ah, lembrei. Que péssima educação eu tenho né gente? Esse aqui é o meu namorado Michel.
Ele deu um sorriso para a gente.
- Mas e o Maicon?
- Ah, foi só uma dança. E além do mais, eu queria dar uns pega nele... Até mais, lindos! — disse quando o elevador se abriu.
Amy e seu namorado sairam e fizemos o mesmo. Katy disse impressionada:
- Caramba! Como a Amy mudou! Ela não era assim!
- Eu que o diga, nunca vi gente tão metida como essa aí! — disse apontando com o dedão para ela. — Mas eu ainda me pergunto como você aceitou ir ao jantar com ela.
- Apesar dela estar essa menina babaca, eu ainda a considero amiga, Kyle.
- Então tá...
- E além do mais, ela está muito mais bonita do que antes, quero dizer, ela está parecendo com aquelas meninas metidas que eu estudei.
Vi ela sorrir.
- Vamos esquecer um pouco ela e nos concentrar em pegar um taxi. — disse.
- Que tal aquele ali? — perguntou. — É aquele cara daquele dia. Eu o reconheci pela placa do carro.
- Melhor não irmos naquele taxi, senão eu vou acabar destruindo o carro dele e a cara dele.
- Okay... — disse antes de rir.
Revirei os olhos e de repente parou um taxi na nossa frente. Entramos, fomos pro apartamento da Katy, paguei o taxista e fomos.
- Onde vamos primeiro? — perguntei.
- Vamos lá no meu apartamento, vamos guardar minha bolsa.
Fomos ao elevador e de lá pro meu apartamento. Joguei minha bolsa no sofá e fomos até a cafeteria mais próxima.
Lá, tomamos um cafézinho com um doce qualquer e apenas olhavámos para as estranhices de outras pessoas.
Depois, voltamos para o hotel e fomos ficar em volta da piscina. Nós sentamos naquelas cadeiras.
- Bem que podíamos entrar aí dentro... Por que temos que ter inverno? — disse Katy.
- É verdade. Na minha infância, meus primos usaram a piscina vazia deles para andar de Skate. Meus tios deixaram eles de castigo por cinco meses.
- E se fossemos ficar um pouquinho só na pista de Skate?
- Não sei não... lá só tem gente doidona... Eu vi que aqui tem uma área de lazer com alguns jogos. Vamos ficar lá?
- Eu nunca entrei lá por vergonha. Lá só ficam os nerds e os filhinhos da mamãe viciados em jogar.
- Qualé? E se fisessemos amizade com eles, hein?
- Você quer ir tanto assim?
- É claro! Temos que nos divertir, lembra?
- Então tá...
Saimos de peto da piscina e fomos para a sala de jogos que estava vazia, e Katy não deixou escapar um "Graças á Deus!". Ficamos quase o dia inteiro jogando, comendo, descansando, conversando ou apenas zoando. A outra parte do dia, Katy se arrumou rapidinho em seu apartamento e depois fomos para o meu apartamento para mim me arrumar, e por fim, fomos para o restaurante.
A única coisa que era destacada no restaurante era Amy. Nos sentamos na mesa dela com vergonha e depois ela começou a falar:
- Boa noite, seus gatinhos! Vocês estão perfeitos, hein! E pela expressão de vocês, parece até que nunca viram aqui...
- É verdade, nunca viemos aqui... — afirmou Katy.
- Vocês vão gostar desse lugar. Tem várias surpresas I-NES-QUE-CÍ-VEIS.
- É? Que tipo de surpresa? Da Rebecca Black vir cantar aqui? Olha só para esse lugar! É certinho demais para o meu gosto. Por que vocês não escolhem algo menos chique para irem, hein? — disse, e então Katy pisa no meu pé discretamente e eu olho para ela pedindo desculpas.
Amy riu.
- Bem, eu sei que vocês não estão acostumados com tanta riqueza. Eu também era assim, pode crer, e se não fosse pelo Michel, eu nem sei se eu aguentaria esse lugar... — disse dando um selinho no seu namorado.
Eu e Katy reviramos os olhos.
Logo a comida veio e comemos. Quando terminamos, eu e Katy nos despedimos de sua amiga metidinha e pegamos um taxi para irmos embora.
- Graças á Deus saimos de lá. Você não tem idéia de como eu estava prestes a surtar... — comentou.
- Concordo. Aquela sua amiga também é muito metida...
- Ela não era assim. Fico me perguntando o que a fez mudar.
Permanecemos em silencio á partir daí. Olhavamos na janela, para frente ou pro celular.
Logo, Katy chegou no seu apartamento. Ela pagou o taxista e depois ele me levou para o meu.
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