Notas iniciais
Detalhe: Esse cap tá uma droga, mais é importante ler mckay'?

POV: Katy.

Ao acordar, fui lavar meu rosto e no computador para ver se havia alguma e-mail de Derek, e infelizmente, havia.

"Amor, o que está acontecendo? Quando eu ligo aí quem atende é Alex, e ela me diz que você saiu.
O que eu fiz? Você está tentando me ignorar? Foi por causa da ligação passada?
Olha, sobre a ligação passada eu juro que o telefone caiu. Eu estava usando o telefone da faculdade e de repente deu um apagão aqui eu juro que não desliguei o telefone na sua cara, juro mesmo!
Eu estou morrendo de saudades. Eu te amo.

Derek."

Apesar das palavras dele demonstrar que isso é verdade, ainda há com o que desconfiar né? Não se pode confiar em homens, ainda mais quando eles estão bem longe de você.

"Derek, por favor, dá pra parar? Eu estou me divertindo com meus amigos. Ninguém mandou você ir fazer a faculdade aí, você poderia estar aqui se divertindo junto comigo. Saudades? Eu também tô com saudades, mas fazer o que, né?
E sobre aquela ligação passada, eu te perdôo. Fica tranquilo e termina logo a faculdade ai.

Katy."

E então, essa foi a minha resposta para o e-mail dele. É, foi pequeno o e-mail, eu sei, mas no próximo e-mail eu conto as novidades.

- Posso entrar? — disse Alex batendo na porta.

- Claro, entra aí! — respondi colocando o notebook embaixo da cama.

Ela entrou, se sentou na minha cama e me olhou.

- Como foi ontem no acampamento? — perguntou.

- Foi bem legal. Apesar dos meninos ficarem com graça e naquele momento eu ter me arrependido de ter ido, foi legal.

- Você não voltou de noite, onde você estava nessa hora?

- Eu encontrei com uma amiga com quem eu havia estudado e fomos em um restaurante EXTREMAMENTE chique. Eu ODIEI ir pra lá. Mas para a minha sorte, eu estava com o Kyle.

- Por que você não gostou de ir pra lá?

- Porque essa minha amiga, a Amy, ela mudou completamente. Ela tá parecendo com aquelas meninas que chamam a atenção dos outros por ser drag.

- Como? Pela aparência ou a atitude?

- Os dois.

- Entendi. — disse antes de rir.

Ri um pouquinho e depois ela se virou para mim:

- Katy, Derek ligou para você como doido ontem e antes de ontem.

- Eu sei.

- E quer saber o que eu acho? Que ele tá muito estranho...

- O que ele te disse no telefone?

- Nada além de me perguntar se você tava em casa, mas eu respondia que você saiu.

- Acho que eu vo terminar com ele, Alex. O que você acha?

Ela respirou fundo.

- Mas por que?

- Não tá dando certo o nosso namoro, só isso.

- Por que você não pede um tempo para ele? Você está indecidida, Katy.

- Como assim "indecidida"?

- Dá pra perceber que você está começando a ficar afim do Kyle.

- Não! Isso é mentira! Eu amo o Derek!

- Katy, dá pra parar de mentir para você mesma? Eu sei disso porque eu sou a sua melhor amiga e te conheço melhor que você mesma.

Talvez ela tinha razão. Só pelo fato de eu ficar, praticalmente, hipnotizada pelos olhares dele, ficar com ciúmes dele, dormir do lado dele, sorrir, praticalmente, só pra ele meio que me deixava louca. Eu também gosto do Derek.

Respirei fundo.

- Pode ser verdade. Mas eu também amo o Derek.

- Katy, vou ser sincera com você, não me leve a mal. O Derek, é um cara muito estranho. Se ele realmente te amasse, você acha que ele não faria a faculdade aqui, ou te levaria para Berlin com ele? Ele te deixou sozinha aqui! E além do mais, ele com certeza, passaria o Natal e o ano novo aqui com você, mesmo se o babaca do diretor daquela faculdade fosse católico ou não ou se o vôo estivesse tranquilo somente no Natal. Você não reparou nisso? Qual aeroporto abriria no Natal?

- Ele me disse que pegou um jato.

- E quem dirigiria para ele no Natal?

Foi então que a ficha caiu.

- Você tem razão, Alex, essa situação tá muito estranha.

- O que me deixa confusa é que, já que você quer ser detetive, por que não reparou nisso antes.

- É que, quando uma pessoa tá apaixonada, ela não repara em nenhum erro ou coisa estranha da pessoa que ama. Se você estivesse apaixonada entenderia.

- Bem, se eu tivesse né. — disse sorrindo. — Mas e agora? O que vai fazer?

- Vou falar com a Sra. McPhill, ela vai nos ajudar.

- Então tá.

- E o trabalho?

- Ah, vai bem.

- Ah, em falar em trabalho, você não sabe... Eu me tornei a chefe da loja em que eu trabalho.

- Que legal! Por que você não está feliz com isso?

- Até você?

- Peraí... Eu não tô entendendo o motivo de você estar "chorando" agora...

- Meu chefe morreu, e ele pediu para que eu me tornasse a chefe daquela loja. E ele era como se fosse meu pai. Mas eu não quero me tornar a chefe dessa loja, senão eles vão pensar que eu matei o meu chefe para me tornar a chefe da loja.

- Apenas fique calma. Investigue um pouco sobre esse assunto, e então comunique á polícia. — disse Alex. — Acho melhor a gente conversar com gente que entende desse assunto.

- É, vamos chamar a Sra. McPhill.

Nos trocamos e descemos na recepção para chamar ela.

Primeiramente, ela nos olhou com uma cara preocupada e depois nos acompanhou até a nossa micro sala.

- E então? Qual é o problema? — perguntou quando se sentou no sofá.

Eu me sentei do lado dela e Alex ficou em pé, voltada para a gente.

- Os problemas. — corrigiu Alex.

- Tá, quais são? — disse a Sra. McPhill.

Explicamos toda a situação para ela.

- Meu Deus... Katy! E agora? — disse com a mão na boca.

- E se contratássemos um hacker para vigiar o Derek? — sugeriu Alex.

- É uma boa idéia. Ele vai ficar monitorando as redes sociais do cara, vai monitorar os sites que ele entra... — complementou a Sra. McPhill.

- Tá, mas e o que a gente faiz com o caso do meu chefe?

- Bem, aí temos que fazer um contato com a polícia. — disse Alex.

- É melhor a gente não fazer um vexame. Vamos contratar um detetive.

- Mas a gente já tem uma pequena detetive aqui... — disse Alex.

- Ela não pode ser a detetive. Ainda não... — disse sorrindo pra mim.

- Mas você tem idéia de alguém? — perguntei.

- Tenho. Meu marido tem um amigo detetive. Posso fazer um contato com ele agora e pedir para ele solucionar o caso.

- Ok. Katy, você por enquanto, tente manter a calma. Vai dar tudo certo. Mas deixe-me perguntar... Você pode me dar a certeza de que não foi você que matou o seu chefe?

- Absoluta, Sra. McPhill...

- Por favor, me chamem de Luize ou de mãe. — interrompeu sorrindo.

- Que seja... Eu posso te dar certeza, mãe... Eu estava acampando com Kyle. — respondi.

- E vocês vão precisar de um hacker né? Bem, eu arrumo isso também.

- Ok, então é só você fazer o contato com o detetive lá e arrumar um hacker, tá mãe. Qualquer coisa, chama a gente. — disse.

E então, ela deu um beijo no meu rosto e da Alex e saiu.

- Ainda tá preocupada? — perguntou Alex.

- Na verdade não. — respondi sorrindo. — Tô mais aliviada.

- Então tá. Vamos relaxar agora. Afinal, eu trabalhei até o meu limite. O que você tá afim de fazer?

- Sei lá. O que você está afim de fazer?

- Vamos tomar um açaí?

- Vamos.

E então fomos na sorveteria do centro, a pé para conhecer melhor a cidade, apesar de somente ir na sorveteria ser uma chatice.

POV: Kyle.

Hoje, acordei seis horas. Acho que nem preciso mais falar que tô acordando cedo porque está ficando normal isso já.

Tomei um banho, fui tomar café e assistir TV. Logo, Kenny apareceu, ele estava com uma exspressão ruim.

- O que houve, Kenny? — perguntei preocupado.

- Eu fiquei até tarde lendo um livro.

- Que livro?

- Prefiro nem comentar... — disse corando.

Preferi não perguntar mais nada, apenas dei um risinho pro Kenny.

Logo Stan e Cartman chegou.

- Bom dia. — disse.

- Bom dia. — disse Stan e Cartman se sentando no sofá também.

- Aí, hoje eu tava pensando em assistir uns filminhos SÓ A GENTE, SEM O KYLE SAIR COM ALGUÉM OU TRAZER ALGUÉM AQUI... — disse Stan. — O que vocês acham?

- Okay. Quem vai lá alugar o filme? — perguntou Cartman.

- Eu! Eu! — disse Kenny desesperadamente.

- Tá bom Kenny, trás lá Atividade Paranormal 3. — disse Stan.

- Traz American Pie. — disse.

- Vê se lá tem do Terrance and Phillip. — disse Cartman.

- Na boa, eu já tinha esquecido desse filme. — disse Stan.

- Eu também. Boa sugestão, Cartman. — disse.

- Tá Kenny, toma cinco pratas pra alugar os filmes. — disse Stan.

- Eu te dou oito. — disse.

- Toma Kenny, eu te dou 10. — disse Cartman após olhar para a gente. — Vocês são uns babacas pobres...

Kenny foi então. Eu e Stan olhamos para Cartman assim:"¬¬'" por achar que era uma competição dde quem era mais rico.

Enquanto o Kenny ia para a locadora, nós preparavamos os brigadeiros, as pipocas e arrumar a sala.

Estava com saudades da Katy. Seria maravilhoso, esse dia seria perfeito se ela ficasse aqui, mesmo que fosse por um segundo.

Respirei fundo.

- Cara, você se acostumou mesmo em sair com ela, hein? — comentou Stan.

- É. — respondi.

- Se você quiser convidar a Katy, tudo bem cara.

- Não, eu preciso ter um dia com vocês. Eu estou saindo muito com ela. — disse isso com a mais má vontade do mundo.

Stan ficou me observando por alguns segundos, como se procurasse uma resposta. Em vão, ele respirou fundo decepcionado e voltou a fazer o que estava fazendo.

Eu acho que sentia algo amais pela Katy. Isso é percebível por qualquer um que me ver olhando intensamente nos olhos dela, me ver batendo em um cara por ela, me ver sozinho com ela. Talvez isso seja somente um carinho excessivo que eu sinto por ela. Mas o que eu espero que seja isso mesmo, pois eu não posso estar apaixonado por ela.

Logo, Kenny chegou com os filmes e disse que tinha uma locadora pertinho dali. E mostrou para gente que trouxe cinco filmes.

Depois ele nos mostrou dois que ele pegou da parte dele, e com certeza, são aqueles filmes.

Enquanto eles iam lá, assistir seus filmes, me tranquei em meu quarto. Naquele momento, a minha vontade de ver filme acabou. Tudo isso por causa da Katy, aquela garota atraente, legal, uma amiga fiel, uma namorada perfeita e a melhor detetive que eu já conheci.

Entrei no msn. Queria ver se tinha alguém de interessante lá. Infelizmente, ninguém de bom estava online. Me desliguei do msn e começei olhar a janela, me torturar novamente. Estava fazendo um lindo dia ensolarado, com várias carinhas de crianças felizes, e eu aqui. Triste por um motivo que eu ainda não sei.

Eu queria saber se o que eu realmente sinto é amor. Ou se é apenas uma quedinha que acaba com o primeiro beijo.

Sinto meu bolso tremer. Acabei de receber uma mensagem.

"Oi! Tudo bem aí, Kyle?
Aqui em casa está uma droga, e infelizmente Alex não me deixa sair com você hoje, ela acha que eu estou trocando ela por você kkkkkk.
Eu só quis mandar essa mensagem porque... eu tô sentindo a sua falta. Tô sentindo falta das piadas idiotas que você faz, dos seus momentos de ciúmes, dos momentos em que você mosca olhando para mim... Tá, admito que isso foi totalmente piegas.
Me responda quando puder.

De: Katy
Para Kyle."

Naquele momento, meu coração acelerou.

"Aqui ta pior ainda, Katy kkkkk
Os caras aqui também não me deixam sair, eles acham que nós precisamos ter um dia pra gente.
A sua mensagem me salvou. Eu também tô sentindo falta de pagar micos com você por aí kkkkk.

De: Kyle.
Para: Katy"

E como eu havia dito que a mensagem dela me salvou, me deu ânimo, fui pra sala assistir filme com os caras, conversando bobagens com ela por SMS.

Eles nem estranhavam, na verdade, eles nem percebiam. Nem mesmo Stan.

Quando aquele filme acabou, fomos no restaurante do hotel (já que a gente tava com preguiça de ir a um restaurante perto do hotel) e almoçamos lá.

Depois do almoço, eles não queriam assistir mais filme, e sim dormir.

Fiz o mesmo. Me deixei cair na cama e não levantei mais de lá. Tirei um cochilo sem sonhos.

POV: Katy.

Depois de ir para as chatices de tomar o açaí, almoçar fora e voltar para a mesma chatice do apartamento.

Alex parece que não percebia o quanto eu estava entediada com aquilo. Eu entendo que ela estava esgotada e precisava descansar um pouco, mas por que não fazemos uma coisa diferente? Preferi não dizer nada disso para ela, resolvi fazer o que ela queria para satisfazê-la.

Quando chegamos no apartamento, resolvi mandar uma mensagem pro Kyle, enquanto Alex estava fazendo sua receita de pudim de chocolate.

Eu realmente estava com saudades dele. Apesar de termos ficado alguns dias juntos, eu já me apeguei totalmente á ele.

"Oi! Tudo bem aí, Kyle?
Aqui em casa está uma droga, e infelizmente Alex não me deixa sair com você hoje, ela acha que eu estou trocando ela por você kkkkkk.
Eu só quis mandar essa mensagem porque... eu tô sentindo a sua falta. Tô sentindo a sua falta das piadas idiotas que você faz, dos seus momentos de ciúmes, dos momentos em que você mosca olhando para mim... Tá, admito que isso foi totalmente piegas.
Me responda quando puder.

De: Katy
Para Kyle."

Logo, ele respondeu:

"Aqui ta pior ainda, Katy kkkkk
Os caras aqui também não me deixam sair, eles acham que nós precisamos ter um dia pra gente.
A sua mensagem me salvou. Eu também tô sentindo falta de pagar micos com você por aí kkkkk.

De: Kyle.
Para: Katy"

Dei um risinho com a mensagem dele. E, a partir daí ficamos trocando mensagens idiotas, mas que dava esperanças que o dia ficaria melhor.

Quando ele disse que ia parar, eu aceitei e voltei a olhar para a TV.

E, então, o telefone toca.

- Katy! Deve ser o Derek! Eu esqueci de te avisar que ele te ligaria agora! — disse Alex.

- Tudo bem. Sem problemas! — disse antes de atender o telefone. — Alô?

- Oi linda! Tudo bem? — disse Derek.

Respirei fundo.

- Tudo. E você?

- Apenas sobrevivendo enquanto pode. — riu. — Finalmente você parou em casa.

- E qual é o problema de não estar? — disse sarcástica.

- Oras, eu pensava que você queria que eu fizesse contato com você todos os dias.

- E eu queria isso, infelizmente. Mas agora, só quando você estiver disponível. — disse seca.

- O que tá havendo, Katy? Você nunca foi de me tratar tão secamente assim.

- Derek, eu acho que nosso relacionamento não está dando certo á distância e eu tô pensando em...

- NÃO! Não pense em fazer isso, por favor... — disse me interrompendo

- E o que vamos fazer, Derek?

- Me dê um tempinho, ok? Juro que vou arrumar isso.

- O que você prentende fazer?

- Eu não sei, eu realmente não sei! Mas eu juro que vou arrumar uma solução para arrumar isso! — exclamou isso chorando.

Enquanto ele dizia isso chorando, eu não conseguia chorar e é óbvio que eu estava triste com isso.

- Bem, eu é o que eu espero...

- Por que? Já tem outro? — perguntou no meio do choro.

- Não, é que a nossa relação tá afundado. Derek, eu gostaria de não fazer isso, juro por tudo nesse mundo.

Ele não respondeu por um momento e depois se virou ao telefone:

- Eu vou voltar para Nova Iorque, vou ficar uma semana aí por mês. Juro!

- Derek, eu não quero isso. Quero que você complete a sua faculdade com sucesso. Você vai ficar aí, entendeu?

- Ok, eu fico aqui... mas me dá um tempo? Só pra mim resolver as coisas, eu prometo que vou arrumar tudo!

- Eu te dou o seu tempo, Derek. — disse antes de respirar fundo. — É, vou sair. Tchau. — e desliguei.

Passei a mão pelo meu cabelo e me sentei no chão. Logo, Alex veio e se sentou do meu lado.

- É difícil, né? — disse.

Eu não respondi.

- Você foi muito forte, Katy. Você não chorou. — continuou.

- É porque eu não consegui chorar. — justifiquei.

- Não se preocupe, Katy, tudo vai voltar ao normal e...

- Vai voltar ao normal? Quando? Daqui a uma hora, amanhã, ano que vem ou depois que eu morrer? — perguntei a interrompendo.

- Calma! Katy, você tá muito nervosa! — exclamou.

- Descobriu isso sozinha?

- Vamos direto ao ponto. Quem você ama de verdade?

Respirei fundo.

- Eu não sei.

- Katy, se abra comigo! Eu sou a única que pode te ajudar!

- Eu estou me abrindo com você! Se você não está satisfeita com a minha resposta, então aí vai outra: Eu estou entre o Kyle e o Derek. Pronto!

Ela abriu a boca, surpresa, e disse:

- Eu sabia! — exclamou.

Me levatei revirando os olhos e fui pro meu quarto.

Me joguei na cama e tentei pegar no sono. Tive um cochilo sem sonhos. As menganes de Kyle me deram falsas esperanças.

Notas finais
OMG! *---* Obrigada por lerem esse cap tão chato, mas acho que vocês já perceberam a importância dele, né?