Nunca Te Esquecerei - Fanfic (concluída)
60 É bem mais do que você imagina
Notas iniciais
Isabella’s POV
Quinta-feira, eu sai do quarto e apressei-me para alcançar o rapaz musculoso que já começava a descer a escada.
― Emmett! ― chamei-o.
― Oi, como está? ― perguntou, parando e olhando-me.
― Bem ― respondi. ― Eu não te agradeci por...
― Não precisa.
― Preciso te agradecer e te pedir desculpas. Quando você falou do Thomas naquele dia, sei que só estava tentando me proteger, eu não devia ter começado a discutir.
― Já passou ― afirmou e abaixei a cabeça, de repente sentindo seus braços ao meu redor e abracei-o, ainda sentindo o vazio dentro de mim. ― Você é importante para mim, independente do que acontecer, eu sempre vou cuidar de você, Bella.
― Obrigada ― sussurrei.
Descemos os degraus da escada e entramos na cozinha, onde todos conversavam alegremente e de repente dois rostos desconhecidos me encararam.
― Isabella! ― uma mulher, que tinha os mesmos traços maternais de Esme, falou sorrindo e aproximou-se de mim.
― Essa é Carmen, minha irmã ― Esme se colocou ao meu lado e apresentou-me a mulher de cabelos escuros. ― Você a conheceu a... muito tempo atrás ― ela sorriu.
― É tão bom, te ver novamente ― a mulher afirmou e me abraçou fortemente, enquanto eu permanecia calada, sem saber o que dizer, então apesar sorri.
A cozinha voltou a ser preenchida por conversas e olhei cada um ali, sentindo-me um pouco deslocada, então caminhei até a sala, encontrando com uma menina de longos cabelos escuros.
― Isabella? ― a garotinha com um rosto angelical me encarou confusa ― Gostava de seus cabelos castanhos ― falou baixo e depois sorriu. ― Você não se lembra de mim, sou Bree, filha da Carmen ― ela me cumprimentou.
― Bree ― repeti e tentei sorrir. ― Quantos anos têm?
― Tenho doze, mas vou fazer treze ainda esse ano ― informou.
― Quando nos conhecemos? ― perguntei e ela caminhou até o sofá, sentando-se e sentei-me ao seu lado.
― Foi em Forks, você e Edward estavam namorando, eu tinha só sete anos, mas lembro perfeitamente de você ― ela falou e sorri. ― E depois nos vimos de novo no seu casamento, você estava tão linda de noiva ― suas palavras me atingiram de tal forma que chegou a doer.
O fato de eu ter me casado com Edward, nunca pareceu tão real como agora. Encarei seus olhinhos escuros e ela pareceu olhar no fundo da minha alma.
― Não gostei que vocês se separaram ― falou baixo.
― Nem eu ― falei e então me dei conta do que tinha dito, eu tinha concordado com ela. Eu tinha mesmo dito aquilo? ― Quero dizer... ― quis arrumar, mas ouvi passos se aproximando e quando olhei para a entrada da sala, vi Edward parar de repente ao ver nós duas conversando.
― Já peguei ― Bree informou e só então notei a carteira de couro que ela segurava.
― Então vamos? ― ele indagou.
― Vem com a gente Isabella? ― aqueles olhos ainda de criança caíram sobre mim e olhei para Edward parado na entrada da sala.
― Eu... ― tentei pensar em uma desculpa.
― Vamos comprar sorvete.
― E algumas outras coisas ― ele avisou, mostrando a pequena lista que segurava. ― Vem também ― sorriu e concordei automaticamente.
― Eu vou pegar uma sapatilha ― falei, já que estava de chinelo.
― Estaremos no carro ― Edward avisou e Bree sorriu, seguindo-o até a garagem.
Subi as escadas sem pensar, não questionaria se devia ou não ir com eles, pois sabia que a parte que implorava para que eu ficasse perto dele sempre teria melhores argumentos. Coloquei minhas sapatilhas e desci rapidamente, encontrando Edward encostado no carro de Alice e fique sem reação quando ele abriu a porta para mim. Vi Bree no banco de trás, mexendo no celular e aproximei-me dele, com medo de olhar em seus olhos e ficar presa a eles.
― Obrigada ― sussurrei e entrei.
Em pouco tempo já estávamos na rua e encarei suas mãos, percebendo que as veias saltadas em seus braços seguiam até seus dedos e cada vez que ele segurava o volante com um pouco mais de força, as veias ficavam mais evidente nas costas de suas mãos.
― Isabella, qual sabor de sorvete que você gosta? ― Bree perguntou e analisei o perfil do rosto de Edward, que parecia estar em outra dimensão no momento.
― Morango.
― Eu também ― ela afirmou e sorri, voltando a olhar a rua. ― Não podemos esquecer de comprar cobertura de chocolate, não esquece Edward.
― Não vou esquecer ― respondeu e conclui que talvez ele não estivesse tão absorto em seus pensamentos.
Entramos no supermercado e Bree foi andando na frente, segurando a pequena lista de Esme, enquanto Edward empurrava o carrinho e eu caminhava ao seu lado.
― Então, Alice falou que está na universidade com você ― ele comentou.
― É, eu disse que não precisava, mas ela não quis me deixar... sozinha ― respondi e percebi que devia dar mais valor a isso.
― Alice gosta muito de você, te considera uma irmã, tem que tomar cuidado para não magoá-la.
― Nunca farei isso, ela também é especial para mim ― afirmei e ele sorriu.
Por algum motivo, eu me sentia bem ali, não era tão difícil conversar com ele, como era conversar com qualquer outra pessoal e tentava entender isso. Sua presença me deixava mais forte.
Ajudei com tudo o que tínhamos que comprar e em pouco tempo acabamos com a lista, Edward só precisava ir pegar os refrigerantes enquanto eu e Bree pegávamos os potes de sorvete.
― Isabella ― ela me chamou quando nos distanciamos dele ― se vocês ainda estão apaixonados, por que se separaram?
― O que?! ― indaguei surpresa.
― É só notar como vocês se olham, é óbvio que ainda se amam ― afirmou com seu sorriso formando covinhas em suas bochechas e voltei a olhá-lo no fim do corredor por onde seguíamos.
― Está imaginando coisas ― avisei e ela riu alto.
...
O fogo crepitava enquanto Alice assava outro marshmallow e vi ao longe Bree e Emmett correndo na beira do mar, que parecia um pouco agitado, jogando água um no outro. Apertei a areia em minhas mãos e voltei a olhar o fogo, sentindo algo estranho, um medo repentino.
― Então, quem vai contar uma história de terror? ― perguntou a baixinha sentada ao meu lado.
― Não sou bom em contar histórias ― Edward responde.
― Nem olhem para mim ― David avisa e rimos.
― Emmett sabe ― Alice afirmou e gritou o rapaz, que veio rapidamente, todo encharcado.
― Vamos fazer um castelo de areia ― ele informou, apontando para a menina que já arrumava a base do castelo.
― Castelo de areia?
― É! Vamos colocar duas lanternas na frente, como holofotes, vai ficar muito demais ― ele falou todo animado, como uma criança e vi Alice balançar a cabeça.
― Você é o único que sabe contar histórias de terror.
― Sinto muito ― falou com a boca cheia de marshmallow e ao se virar para a direção onde Bree estava, ele paralisou. ― Cadê ela?
O silencio reinou e ouvimos as ondas que se quebravam fortemente na praia. De repente meu coração disparou e vi Edward sair correndo em direção ao mar, mergulhando na água e pegando garota que se afogava a alguns metros da praia.
Levantei-me sentindo todo meu corpo tremer, vendo David correr para ajudar o rapaz que carregou Bree até a areia, enquanto Alice e Emmett continuavam ali, totalmente paralisados. Esme e Carmen viram a movimentação pela janela da cozinha e saíram da casa rapidamente, mas ao contrário da irmã, Esme não foi até a garota deitada na praia, ela permaneceu ali com a gente, envolvendo Alice em seus braços e não entendi aquele gesto. Era Bree que precisava de atenção, alguém precisava chamar uma ambulância, ou sei lá.
― Temos que ligar para a emergência ― foi Emmett quem falou, com uma voz falhada ao ver Edward ao longe, fazendo respiração boca-a-boca e tentando reanima-la.
Então, do nada, Bree tossiu e mesmo de longe pude ver a água saindo de sua boca, enquanto ela se segurava em Edward e percebi que Esme respirou fundo, como se tentasse se controlar, só nesse momento ela e Emmett voltaram a se mover, caminhando até onde a garotinha estava deitada.
― Alice, está tudo bem? ― perguntei e ela passou a mão no rosto, secando as lágrimas e apenas assentiu, antes de ir rapidamente para dentro da casa.
― O que aconteceu? ― Carlisle apareceu, mas Alice passou por ele sem dizer nada.
― Bree se afogou ― informei assim que ele se aproximou e um tremor percorrer meu corpo, como um reflexo do susto.
Então vi Carlisle pegar o celular no bolso e chamar um médico.
...
Tenho quase certeza de que era possível ouvir até mesmo o bater das asas de uma borboleta de tão silenciosa que estava a casa. Vi todas as portas fechadas enquanto caminhava pelo corredor e bati delicadamente, para não fazer muito barulho, em uma delas. Ouvindo um “entre” logo em seguida.
― O que está acontecendo? ― indaguei ao entrar no quarto de David e vê-lo sentado na cama com seu notebook no colo. ― Bree está bem, por que esse clima estranho?
― Você notou? ― ele disse de um jeito triste e aproximei-me da poltrona perto da janela, sentando-me e esperando que ele continuasse. ― Eu não sei direito a história, Alice nunca fez questão de conta-la. O que sei é que, parece que uma prima deles morreu, em um acidente, ainda muito nova, acho que mais nova que Bree.
Tentei ligar aquilo a reação de Alice, mas ela não parecia estar apenas triste, o modo como Esme a abraçou e o jeito como ficou paralisada, foi como se ela estivesse traumatizada. Ao contrário de Emmett, que apenas ficou sem reação, com medo.
― Isso faz muito tempo?
― Não sei dizer quando, mas acho que foi antes de você entrar para a família ― ele respondeu enquanto eu olhava para além do vidro da janela e via as ondas traiçoeiras se quebrando com força na praia, foi quando vi alguém sentado na areia.
― Com certeza essa história é um pouco mais complexa que isso ― afirmei, forçando minha visão, tentando ver quem era.
― Tenho certeza que é, já que nenhum deles gosta de tocar no assunto.
― Bom, eu vou dormir, foi um dia e tanto ― falei baixo, já me levantando.
― Boa noite ― David falou também se levantando e abrindo a porta para mim, puxando-me para um abraço.
Caminhei em direção a meu quarto até ouvir meu irmão fechar a porta, então mudei meu caminho para a escada, andando pela casa que tinha apenas algumas luzes acesas e saindo na área dos fundos, logo pisando na areia, onde vi ele sentado, encarando o mar, e hesitei em me aproximar. O que eu estava fazendo ali? Não, eu não devia estar ali, então ignorei aquela voz gritando para que eu fosse até ele e virei-me, voltando por onde tinha vindo. Mas antes que eu pude me aproximar da casa, eu ouvi sua voz.
― Isabella?
― Droga ― sussurrei para mim mesma, sem saber o que dizer. Então apenas me virei e vi Edward de pé, encarando-me a alguns metros de distância. ― Oi... Desculpe, já estou indo ― falei.
― Veio até aqui por algum motivo ― ele falou, antes que eu tivesse a oportunidade de partir e suspirei, aproximando-me para que não precisássemos ficar falando alto demais.
― Eu vi você, pela janela, sentado aí sozinho ― confessei apontando para minha janela que também mostrava aquele lugar. ― Só queria saber se está tudo bem.
Então seus olhos prenderam os meus e senti a fincada em meu peito ao ver um pedido de socorro ali. Mas ele não disse nada, apenas voltou a se virar, encarando o mar e dei mais alguns passos em sua direção, parando ao seu lado e fazendo a mesma coisa.
― Acho que não está nada bem ― falei baixo vendo as ondas agitadas.
― Obrigado, mas não precisa se preocupar comigo ― suas palavras soaram de uma maneira um pouco áspera, sem o jeito cuidadoso com o qual já havia me acostumado.
― Me preocupo com quem se preocupa comigo ― afirmei, lembrando-me da atenção que ele sempre reservava a mim.
Senti seu olhar sobre mim e virei o rosto, encontrando seus olhos e um sorriso triste em seus lábios. Então lentamente ele levou seus dedos até minha bochecha, roçando-os em minha pele, levando uma mecha de meu cabelo para trás de minha orelha e senti um calafrio percorrer minha espinha. E por mais que eu tentasse lutar contra o medo, não contive o reflexo de dar um passo para trás, afastando-o de mim.
― O que sinto por você, é bem uma que um simples sentimento de preocupação ― Edward falou com uma voz baixa e firme e vi seu sorriso se desmanchar, vendo-o abaixar a cabeça, enquanto meu coração disparava com suas palavras. ― Esses dois anos me fizeram perceber isso e mais algumas coisas.
― Esses dois anos te fizeram muito bem ― comentei, um uma falha tentativa de mudar o rumo da conversa.
― Depende do ponto de vista ― afirmou. ― Boa noite, Isabella.
E ele simplesmente se foi, deixando-me ali, completamente perdida com suas palavras.
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Alice’s POV
― Adivinha? ― propus assim que Edward abriu a porta de seu quarto para mim e sorriu, deixando que eu entrasse.
― Também não consegui dormir até agora ― confessou e olhei o relógio, vendo que já passava das três da manhã.
― Eu fiquei com tanto medo ― falei baixo, vendo-o fechar a porta e então ele me puxou para seus, enquanto as lagrimas voltavam a rolar em meu rosto. ― Você sempre se culpou, mas sabe que a culpa foi minha.
― O que está dizendo, Alice? ― ele indagou, afastando-me para olhar em meus olhos.
― A bola escorregou da minha mão e foi em direção a rua, se alguém é culpado, esse alguém sou eu e você sempre soube disso ― falei, desviando os olhos dos seus.
― Ninguém teve culpa... Alice, olha para mim. ― pediu ― Por favor, olhe para mim ― acabei cedendo e encarei aqueles olhos verdes. ― Aconteceu... Você fala como se tivesse a empurrado na frente do carro. Ninguém teve culpa ― murmurou enquanto seus dedos limpavam minhas lágrimas.
― Aconteceu. Agora tenho que esquecer ― falei baixo, passando as mãos no rosto e sentando-me, quando vi um sorriso em seus lábios.
― Um dia uma pessoa me disse que não devemos tentar esquecer ― contou, sentando-se ao meu lado, com um olhar perdido em lembranças. ― Nunca conseguimos esquecer completamente e a qualquer momento podemos nos recordar e a dor será ainda maior.
― Então? ― indaguei quase sem voz.
― Ela disse que devemos superar e guardar os bons momentos, das risadas, das brincadeiras... Esses momentos sempre devem ser lembrados.
― Foi a Tanya quem te deu esse conselho? ― perguntei, passando as mãos no rosto.
― Não. Tanya não chega nem aos pés da pessoa que me disse isso ― afirmou sorrindo.
― Vai ficar tudo bem, não vai?
― Já está tudo bem, Alice. Não acho que tenha como ficar melhor que isso.
― Então, nada vai mudar? ― indaguei. ― Vai mesmo se casar com Tanya? ― minha voz praticamente nem saiu, mas sei que ele me ouviu, pois desviou o olhar, fitando o chão.
― Você vai entender quando chegar a hora.
~*~
Acordei deitada na cama de Edward e encarei-o, sentado ao meu lado, lendo algumas folhas que pareciam contratos.
― Serio isso? Trabalho? ― indaguei com a voz rouca.
― Não posso fazer nada se sou o único que consegue deixar aquela empresa na linha.
― Ok, senhor importante, que horas são?
― Já passa das oito, dorminhoca ― brincou, jogando um travesseiro sobre mim e levantei-me, pegando o travesseiro e batendo com toda força em Edward que riu alto, então ele me puxou, apertando-me em seus braços.
― Obrigada ― sussurrei.
― Pelo quê?
― Por existir ― respondi e ele sorriu. ― Te vejo na mesa do café ― avisei, já me levantando e saindo do quarto.
Tomei um banho e coloquei uma roupa confortável, estava cansada e sabia que não estava com uma aparência muito apresentável, pois isso nem me olhei no espelho.
― Oi, como você está? ― Bella perguntou assim que nos encontramos no corredor.
― Bem, obrigada ― murmurei e entramos na cozinha, encontrando Esme, Carmen tomando café e Carlisle concentrado em ler o jornal. ― Bom dia ― falei sorrindo e ouvi Bella os cumprimentando também.
― Adorei seu cabelo loiro ― minha tia falou, admirando Isabella que rapidamente corou. ― Às vezes é bom mudar radicalmente.
― Pois é, eu precisava disso ― ela respondeu. ― Eu iria pintar de preto, mas Esme... ― Bella parou de falar de repente e olhei para a entrada da cozinha, vendo Edward entrar, em seguida ouvindo-a continuar como se nada tivesse acontecido ― ... Esme deu a ideia do loiro, disse que combinaria comigo.
― E ela tinha toda a razão ― minha tia concordou sorrindo, fazendo Isabella corar levemente.
― Bom dia ― a voz grave de Edward dominou o ambiente e ele voltou a repetir o “Bom dia”, porém mais baixo e direcionado a apenas uma pessoa.
Direcionando a garota loira, sentando-se à mesa, no lugar ao meu lado, de frente para ela e vi o breve sorriso de Isabella, que durou apenas o tempo dela levar seu copo aos lábios, tomando um pouco do suco de laranja. E de repente percebi que talvez eu tenha perdido algo. Eles estavam flertando?
― Bom dia, filho, como dormiu? ― Esme perguntou, passando as torradas para ele.
― Bem ― respondeu rápido demais, ensaiado demais. ― E a Bree, ela conseguiu dormir?
― Demorou mais que o normal, mas conseguiu pegar no sono ― Carmen sorriu. ― Obrigada por ontem, Edward ― ele apenas balançou a cabeça, como se não dissesse que não precisava agradecer.
― Pensei em fazermos cupcakes hoje, para sobremesa ― sugeri, quebrando o silencio que se formou na cozinha. ― Bree disse que adora.
― Ela ama cupcakes.
― A cozinha é toda sua, só não se esqueça de limpar depois ― Esme afirmou e todos riram.
― Ok ― concordei. ― Tem todos os ingredientes?
― Acho que sim, só não tem confeites e as forminhas.
― Edward pode ir comprar, enquanto faço a massa, tem uma mercearia aqui perto, pode ir andando.
― Sabe o que comprar para decorar cupcakes? ― Esme perguntou e Edward pensou por alguns segundos.
― Então... ― ele murmurou e Carmen riu.
― Alguém vai ter que ir com você.
― David poderia ir comprar, mas ele ainda está dormindo ― falei irritada.
― Eu vou com você ― Isabella falou de repente e Carlisle abaixou o jornal, que até então tinha toda sua atenção, encarando-a incrédulo, assim como eu e Esme.
― É maravilhoso que a amizade entre vocês ainda continue ― Carmen comentou sorrindo, parecendo não notar a surpresa no rosto de cada um ali na mesa, no entanto ao olhar o rapaz ao meu lado vi um sorriso... um pequeno sorriso torto e verdadeiro, mas que sumiu rapidamente.
― É, isso é muito bom ― ele falou pensativo, enquanto Isabella retribuía seu olhar.
Com certeza eu havia perdido algo. Não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo ali e não sabia se devia apoiar aquilo, ou tentar eu mesma colocar um ponto final naquela história, já que Edward deixou claro que não mudaria sua decisão em relação a Tanya.
― Isso é realmente maravilhoso ― forcei um sorriso e deixei meu corpo cair para o lado, sobre Edward, passando o braço ao redor do seu pescoço. ― Espero que saiba o que esta fazendo ― sussurrei perto de seu ouvido, disfarçando ao depositar um beijo em seu rosto e vendo que ninguém percebeu. ― Ok, já vou começar a fazer a massa daqui a pouco, então terminem o café e vão logo ― avisei, endireitando-me na cadeira.
...
David me encarou, enquanto eu preparava massa dos bolinhos, e revirei os olhos, já fazia uns dez minutos que Edward e Bella tinham saído para ir até a mercearia e o rapaz ao meu lado insistia que eu não devia ter incentivado que eles fossem juntos.
― Ela se dispôs a ir, o que eu podia fazer?
― Não quero que Isabella se machuque ― ele falou baixo. ― Ela ainda está muito confusa com tudo isso.
― Ela não pode se machucar, mas pode ferir Edward? ― indaguei, sem entender suas palavras.
― Ambos não podem se machucar ― David se corrigiu. ― Me promete que não vai mais se intrometer.
― Eu... não posso...
― Você já disse tudo que queria dizer para seu primo, não há mais o que fazer.
― Fiz Edward perceber que está vivendo uma mentira, só não sei se isso fez alguma diferença para ele. Mas ainda não falei com a Bella.
― Alice, se for para eles ficarem juntos, vão ficar. Caso contrário Isabella seguirá sua vida, Edward se casará com Tanya e você terá que aceitar isso.
― Eu sei, mas... ― murmurei perdendo minha voz, então suspirei, sentindo uma onde de raiva. ― Isso não está certo.
― Talvez esteja ― ele falou baixo e revirei os olhos. ― Prometa, Alice ― pediu.
― Ok! Não vou mais me intrometer. Eu prometo ― falei nervosa.
― É o melhor para eles ― David afirmou e assenti, mesmo sabendo que aquilo não era verdade.
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