Notas iniciais
Em primeiro lugar, quero agradecer a todas que votaram em mim: muito obrigada!!!
E também quero agradecer aos muitos reviews que recebi ¬¬ -> isso foi sarcasmo.... xD
Espero que gostem do capítulo.

Bella's POV

Renée e Carlisle se separam e agora o ex-marido de minha tia tem minha guarda.

– Nossa! Como a vida dá voltas. — Murmurei para mim mesma, enquanto dobrava a última peça de roupa que estava dentro do armário e colocava-a em minha mala.

Meu computador, abajur e peças decorativas do meu quarto já tinham sido levados. Encarei meu quarto vazio e lembrei de quando estava deitada ali naquela cama, com Edward ao meu lado. Fechei os olhos voltando no tempo.


Flashback ON

Abri os olhos e percebi que havia dormido. Movi-me um pouco e senti os braços dele ainda ao meu redor, me virei e Edward estava ali, seus olhos estavam presos nos meus, estávamos tão próximos.

– Oi. — Ele sussurrou. — Está melhor?

Apenas balancei a cabeça assentindo e sua mão acariciou meu rosto delicadamente. Edward se aproximou mais e seus lábios se juntaram com os meus em um beijo apaixonado.

– Vai ficar tudo bem, acredite em mim. — Ele falou baixo assim que nos separamos um pouco.

– Eu quero acreditar.

Seus lábios se juntaram aos meus novamente e então Edward se afastou e se levantou.

Flashback OFF


Estava sentindo falta de Edward, faz dias que não o vejo, mas é melhor assim. Fechei minha mala, segurei firme na alça e a carreguei para fora do quarto. Caminhei pelo corredor e desci as escadas.

– Deixe que eu levo. — Carlisle falou, pegando a pesada mala de minha mão. — É só isso?

– Sim, é só. — Respondi.

– Então vamos. Fecha a porta para mim. — Ele pediu e depois de passar fechei a porta trancando-a.

Entrei no carro e Carlisle se sentou ao volante, logo depois de fechar o porta-malas.

– A chave. — Falei passando para ele a chave da casa.

– Ah, não posso esquecer de entregar essa cópia para Renée. — Comentou enquanto guardava a chave no bolso.

Ele ligou o carro e fiquei olhando a paisagem pela janela durante o caminho todo, até minha nova casa. Renée quis ficar com a casa, na divisão de bens, então tivemos que nos mudar, mas Carlisle já tinha um apartamento duplex em Forks, só levou alguns dias para mobiliar e decorar todo.

Chegamos ao grande prédio e assim que Carlisle estacionou o carro na garagem, vi o meu carro na vaga ao lado. Sai e peguei as malas mais leves, enquanto ele carregava as mais pesadas. Entramos no elevador e subimos para a cobertura. Carlisle abriu a porta e me deparei com uma sala muito bem decorada.

– Deixe as malas aqui, depois eu as levo para o segundo andar.

– Ok. — Falei colocando as pequenas malas no chão.

– Vem, vou te mostrar seu quarto. — Ele falou e segui-o, subindo as escadas de madeira e então chegamos à outra sala, a qual tinha uma parede de vidro que dava uma vista das várias árvores de Forks.

Caminhamos por um corredor e Carlisle parou em frente a uma porta, abrindo-a. Ele fez sinal para eu entrar e quando entrei no quadro paralisei completamente vendo a grande cama com um edredom branco e almofadas listradas de rosa, ao lado uma penteadeira branca onde estava um vaso com flores cor de rosa, o quarto possuía uma pequena sala intima, com um sofá bege e duas cadeiras com o estofado listrado de rosa como as almofadas da cama, havia uma mesa de centro em madeira rosa, sem contar o abajur rosa e branco que havia perto da janela. Basicamente a decoração ficava entre o branco, bege e talvez muito rosa para meu gosto, mas era isso que o tornava perfeito... Um quarto dos sonhos.

– Gostou? — Ouvi Carlisle perguntar.

– É bom que goste, pois foi muito difícil decorar esse quarto, já que sempre queria colocar algo rosa, mas sabia que você não gostava de rosa, então... — Virei-me ao ouvir a voz de Alice. — Carlisle pediu minha ajuda para decorar seu quarto. — Ela explicou, ao ver minha cara de confusa. — Então, gostou?

Suspirei olhando mais uma vez o quarto, deixando um clima pesado de dúvida no ar. Vi a expressão de preocupação no rosto de Carlisle e sorri.

– Eu amei! — Exclamei vendo os dois rirem de alívio. — Obrigada, Carlisle. — Falei abraçando-o. — Eu nunca pensei que... — Não sabia exatamente o que queria dizer, mais mesmo a assim disse. — Não pensei que iria decorar todo o quarto para mim... — Falei ainda sem acreditar no ambiente ao meu redor.

– Você merece. — Ele falou baixo enquanto me afastava.

– Não ficou muito rosa não né? — Alice parecia falar com ela mesma, enquanto encarava o quarto com um olhar analítico.

– Está perfeito! — Falei a abraçando também. — Obrigada.

– Bom, vou buscar suas malas. — Carlisle falou enquanto eu e Alice nos separávamos.

– Ok. — Falei, vendo-o sair.

– Eu sabia que você ia gostar, nem estava preocupada. — Alice falou com seu melhor sorriso.

– Sei.. — Falei e ela revirou os olhos. — Edward perguntou de você hoje cedo. — Comentou.

Sentei-me na cama ainda olhando o maravilhoso quarto ao meu redor.

– E o que você disse? — Perguntei.

– Falei que não te vi essa semana e que não tinha nenhuma notícia, mas tenho certeza que ele não acreditou. — Falou se sentando ao meu lado. — Edward está preocupado, Isa.

– Eu sei. — Murmurei sem saber exatamente o que fazer em relação a ele, já que não conseguia decidir direito.

O silêncio se formou, mas logo Alice o quebrou.

– Então... Sabe que daqui a três semanas é o meu aniversário, né? — Ela começou.

– Sei. — Falei olhando-a e sabendo que ela estava planejando algo.

– Então, já estou preparando uma festa à fantasia e você como minha convidada de honra tem que ir fantasiada, não adianta dar desculpas. — Ela falou rapidamente e olhei-a assustada.

– Festa a fantasia?! — Exclamei e Carlisle entrou no quarto com minhas malas, deixando-as no chão.

– Preciso sair para resolver algumas coisas. — Carlisle falou. — Mas eu chego antes das seis, ok?

– Ok, até. — Falei.

– Tchau. — A baixinha ao meu lado falou e Carlisle também se despediu com um "tchau".

Alice ficou em silêncio até que ouvimos a porta do apartamento se fechar e então ela me olhou, arqueando a sobrancelha perfeitamente delineada de lápis.

– Está pensando o mesmo que eu? — Perguntei e ela sorriu.

– Se estiver pensando que é hora de testarmos a cama, então estou. — Ela respondeu e nós duas subimos na cama, pulando igual a duas crianças.

Começamos uma guerra de travesseiros onde Alice ganhou e acabei deitada quase morrendo de tanto rir.

– Você vai na minha festa né? — Ela perguntou, deitada ao meu lado com o rosto virado me olhando com aqueles olhos de cachorrinho.

– Vou, Alice. — Acabei cedendo.

– AAaahh! — Ela gritou se sentando e eu também me sentei. — Vai ser maravilhoso. Só estou pensando do que vamos nos fantasiar.

– Podia se fantasiar da fada Sininho. — Falei e ele me olhou com os olhos semicerrados.

– Se isso tiver alguma haver com minha altura, fique sabendo que não foi legal. — Ela falou balançando o dedo e a cabeça, fazendo seu cabelo curto se agitar, lhe dando uma aparência meiga e infantil.

– Não tem nada haver com sua altura, Alice.

– Ah bom, pois você é quase da minha altura. — Ela falou. — Só uns cinco centímetros maior.

O pior que ela tinha razão, eu não era tão alta e acho que foi a patinação e o ballet que parou meu crescimento.

– Concordo. — Falei. — Se fantasia de Power Ranger rosa. — Sugeri.

– Pensei nisso, mas acho que a armadura vai fazer eu parecer meio gorda.

– Ok. — Falei revirando os olhos. — O que acha de se fantasiar de Barbie, pode colocar uma peruca loira.

– Por incrível que pareça, eu nunca gostei muito da Barbie.

– Ok, desisto! — Falei e ela riu.

Alice me mostrou um pouco do enorme apartamento e logo as horas se passaram.



~*~



Acordei no meu segundo dia no quarto novo, encarando o abajur rosa e branco, sem contar o vaso com lírios rosa. Levantei-me mais alegre que o normal e fui tomar um banho. Meu banheiro não tinha nada rosa, apenas coisas brancas e beges, dando uma aparência elegante. Depois de tomar banho e coloquei uma roupa confortável, sem esquecer de pegar um lenço e amarrá-lo na cabeça. A vitamina que Alice falou para eu tomar realmente fazia efeito, já tinha engordado um pouco e meu cabelo cresceu bastante, minha franja estava só um pouco acima de minhas sobrancelhas. Sai de meu quarto e desci as escadas, logo chegando à mesa onde Carlisle já tomava seu café.

– Bom dia. — Ele falou sorrindo. — Como está?

– Bom dia. — Falei me sentando. — Estou bem. — Respondi e peguei um pouco de leite e café.

– Bom, eu tenho que ir, já faz alguns dias que não apareço na empresa. — Falou.

– Ok. — Disse, vendo-o levantar.

Carlisle se aproximou depositando um beijo em minha testa antes de sair.

Tomei meu café e quando estava retirando a mesa, o telefone tocou. Era o porteiro, o qual Carlisle já havia me apresentado, ele disse que tinha um rapaz chamado Edward que procurava por mim, falei para deixá-lo subir e assim que desliguei o telefone me dirigi à porta, abrindo-a.

Fitei as portas do elevador fechado e a insegurança me tomou. Não tinha a menor ideia de como seria seu comportamento e o que ele falaria. Talvez ele me abraçasse... Talvez ele passasse o resto da tarde comigo... Era tudo o que eu queria, mas ao mesmo tempo era tudo o que não podia acontecer. Vi as portas do elevador se abrirem lentamente revelando um Edward pálido, com expressão cansada e com olheiras escuras em baixo dos olhos. Mas mesmo assim ele esta lindo, com uma camisa de cor escura, as mangas dobradas até o cotovelo e uma calça jeans. Edward se aproximou rapidamente.

– Poderia pelo menos atender minhas ligações. — Ele falou alto com uma voz irritada, com a qual eu me assustei.

– Oi. — Cumprimentei-o.

– Agora se importa com isso? — Ele perguntou irônico. — Pois você não se importou em me ligar e falar "Oi, pode ficar tranquilo, não estou internada em um hospital."

Vi o medo em seu olhar e me odiei por fazer aquilo com ele.

– Como acha que fiquei?! Carlisle não aparece na empresa, não tenho nenhuma notícia de você e quando vou na sua casa ela simplesmente está à venda. — Ele falou desesperado, com a voz ainda alta.

Vê-lo assim preocupado me deixou péssima, não devia ter feito isso, mas era o certo, não era? Não sei se era o certo ou não, só sei que me aproximei dele e o abracei. Precisava disso, precisava dele... Senti Edward suspirar em meu pescoço e seus braços me apertarem fortemente. Senti-me segura, forte e destemida.

– Desculpe. — Ele sussurrou contra a pele de meu pescoço. — Fiquei com medo de algo ter lhe acontecido. — Percebi sua voz um pouco estranha e quando me afastei vi seus olhos vermelhos e tive vontade de me matar por fazer aquilo com ele.

– Edward acho melhor você ir embora. — Falei e vi a tristeza... a decepção em seu rosto.

– O que...?

– Eu tenho que terminar de arrumar as coisa para viajar amanhã à tarde. — Falei.

– Mas eu posso ir co...

– Não. — O interrompi, não deixando ele ir junto. — Você tem o colégio. — Argumentei.

– Isabella...

– Eu estou bem... E a gente se vê quando eu voltar de Nova York. — Afirmei o interrompendo de novo.



Alice's POV

Era quase uma da manhã quando meu celular tocou.

– Esme, aconteceu alguma coisa? — Atendi assim que vi o nome de minha tia no visor.

– Alice, você por acaso sabe onde Edward está? — Sua voz soou preocupada do outro lado da linha.

– Não, falei com Edward cedo.... — Falei. — Ele falou que ia ver Isabella. Mas depois disso não o vi mais.

– Ele ainda não chegou em casa e não atende o celular. — Ela falou. — Hoje é quarta feira, meio da semana, ele não pode estar em uma festa.

– Eu vou tentar localizar ele, ok?

– Ok, obrigada Alice.

– Tchau.

– Tchau. — Ela falou e desliguei, já discando o número do Emmett.

Chamou apenas duas vezes e então ele atendeu com uma voz de sono.

– Realmente não se pode dormir tranquilo, né? — Ele falou.

– Emmett, você sabe se Edward ia em alguma festa ou algum lugar hoje? — Perguntei já abrindo meu guarda-roupa e pegando umas roupas.

– Se ele foi, aquele sem vergonha não me chamou para ir junto. — Ele falou e revirei os olhos colocando uma sapatinha no pé.

– Esme acabou de ligar preocupada, pois ele ainda não apareceu em casa. E acho que isso tem alguma coisa haver com a Isa, já que eles estão meio que dando um tempo... Entende?

– Wow! Volta. — Pediu. — Eles estão separados?? Que babado, miga!

– Para de ser idiota, Emmett! — Reclamei saindo de meu quarto.

– Então conta alguma coisa recente, pois essa notícia sobre o Edward e a Isabella já é mais velha que andar para frente!

– Há, há... — Falei irônica. — Estou saindo de casa. — Avisei.

– Ok, passa aqui para me pegar, pois não estou a fim de dirigir. — Falou. — Acho que tenho uma ideia de onde ele está.

– Ok. — Falei e desliguei.

– Alice? — Ouvi a voz de minha mãe enquanto descia as escadas.

– Que foi? — Perguntei quando ela apareceu, perto dos degraus.

– Que foi, pergunto eu. Onde você vai? — Perguntou.

– Edward sumiu, vou atrás dele. Emmett vai comigo.

– Edward voltou com isso de novo. Pensei que ele tinha entrado na linha. — Ela falou desanimada.

– Pois é. Estou com o celular ligado, ok? — Falei me aproximando da porta.

– Ok, vou ligar para Esme.

Sai de casa e entrei no carro, dirigindo para a casa do Emmett. Assim que entrei em sua rua o vi parado na calçada, parei o carro e ele entrou rapidamente. Percebi que ele usava uma calça jeans e uma blusa de pijama.

– Para onde?

– Tem uma boate na saída da cidade, que tenho quase certeza que ele está lá. — Ele falou então acelerei o carro, vendo a leve neblina que encobria a rua.

– Fala sério! Se Edward tivesse nos pagado cada vez que buscamos ele em uma festa, nos teríamos mais dinheiro que o Bill Gates.

– Para de reclamar.

Emmett me indicou o caminho até a tal boate e então parei o carro.

– Você vai buscar ele. — Falei pois sempre odiei encontrar Edward bêbado.

– Eu? — Emmett perguntou indignado.

– Lógico, da última vez eu fui buscar você e ele. — Falei.

– Já faz tempo, desde a última vez. Então acho que você devia ir, enquanto eu tiro um cochilo. — Ele falou se recostando no banco.

– Eu vou ser barrada na porta como sempre. — Falei.

– Então vamos os dois. — Ele disse saindo do carro e vindo abrir minha porta.

Bufei antes de sair do carro e então caminhamos até a porta de entrada onde se encontravam dois seguranças.

– Fala Emmett! — Um dos seguranças o cumprimentou com um aperto de mão.

– Oi, por acaso sabe se meu primo entrou ai?

– O Cullen?

– Sim, esse mesmo. — Emmett confirmou.

– Agora eu não o vi, mas ele pode ter entrado antes de eu chegar. Acho melhor você entrar para dar uma conferida.

- Ok. — Ele falou e então entramos no ambiente escuro, onde tocava uma música eletrônica alta.

Nos separamos e procuramos pelo salão inteiro e nada de achar o Edward, então seguimos para outra boate, que ficava um pouco longe de Forks. Entramos novamente em um recinto escuro, com luzes coloridas por toda parte, pessoas dançando e outras se agarrando.

– Vou por aqui e você para o outro lado. — Emmett falou já se distanciando.

Comecei a andar, sempre esbarrando em alguém, até que cheguei no bar e vi ele, encostado na bancada, com um copo de uísque na mão. Aproximei-me e ele pareceu nem perceber minha presença, ja que olhava para uma garota morena que o encarava com uma sobrancelha arqueada e um sorriso malicioso no rosto.

– Não tem vergonha não? — Perguntei.

– Vergonha do que? — Ele falou sem me olhar e então vi que ele já tinha percebido minha presença muito tempo antes.

Sua voz estava perfeita, como se não tivesse bebido nada, mas sabia que ele já estava bêbado.

– Você tem namorada. — Falei e ele me riu sem humor.

– É verdade, tenho uma namorada que não me quer. Obrigada por me lembrar. — Ele falou ainda rindo e me olhou nos olhos.

Fitei seus olhos um pouco vermelhos, não sei dizer se ele havia chorado ou isso era consequência das várias doses de uísque. Então a, desculpe pela palavra mas não tem outro jeito de chamar aquela garota a não ser de vadia, o chamou mexendo o dedo. Edward terminou de beber o conteúdo de seu copo e o colocou sobre a bancada, já indo em direção a vadia.

– Edward! — Chamei-o segurando seu braço.

– O que foi Alice?! — Ele falou alto o que me surpreendeu. — Se Isabella não me quer, têm outras que querem.

– Sei que não gosta em falar dela, mas queria ver se Jane estivesse aqui. Ela iria odiar esse seu comportamento. — Falei e soltei seu braço, virando-me para ir embora.

– Alice. — Ele me chamou e eu me virei. — Desculpe. — Ele sussurrou, quase não consegui ouvi-lo por causa da musica alta e me aproximei abraçando-o. — Não posso perder Isabella.

- Tem que parar de pensar que vai perdê-la, Edward. — Falei.

– Eu sei. — Ele concordou e vi Emmett assim que me separei de Edward. — Eu vou embora.

– Não vai dirigir assim. Eu te levo e Emmett dirige o Volvo.

– Eu estou bem, Alice.

- Edward! — Exclamei já começando a ficar irritada, ele estava bêbado.

– Por favor. — Ele pediu e então saiu caminhando para a saída.

– E agora? — Emmett perguntou.

– Deixa ele. — Acabei falando. — Edward precisa de um tempo sozinho.



Edward's POV

Assim que comecei a dirigir na estrada escura em direção a Forks e Isabella me veio à cabeça. Aqueles olhos que me lembravam a chocolate derretido, eles me hipnotizavam, me torturavam.

Em menos de uma hora estava entrando na garagem de minha casa. Olhei no relógio em meu pulso e vi que já era quatro e meia da manhã. Sai no carro e entrei em casa, notando da minha mãe não estava em lugar nenhum. Subi as escadas e me surpreendi ao abri a porta de meu quarto.

– Tânia? — Indaguei surpreso.

– Oi, lindo. Sentiu minha falta? — Ela perguntou sempre tentando empregar um tom sexy a voz.

Fiquei parado sem entender o que ela fazia ali, até que ela me beijou, grudando seus lábios nos meus, empurrei-a de leve e quando vi seu rosto novamente, não era mais a Tânia e sim Rafaela.

– Me chama de vadia, chama. — Ela pediu em sua voz levemente aguda e me empurrou, fazendo eu cair na cama.

Mas quando ela se ajoelhou, com uma perna de cada lado do meu corpo, sentando-se sobre meu quadril vi seu rosto de transformar. Era Daniella, com seus cabelos ruivos.

– Nossa, já esta animado hein?! — Ela falou e notei que já estava excitado.

Queria ter alguma reação e tirá-la de cima de mim, mas não conseguia. Daniella se abaixou e mordiscou o lóbulo de minha orelha.

– Eu te amo sabia? — Não era a voz dela, era a voz da Fernanda.

Ela se levantou e pude ver seus olhos azuis escuros de desejo. Fernanda sorriu e me beijou, sentei afastá-la mas meu corpo não fazia o que eu mandava.

– Seu beijo é maravilhosamente doce, fico imaginando como é o Edward júnior. — Ao olhar aquele rosto reconheci a Emanuela, que nos girou na cama.

Assim que olhei para o rosto da garota que estava sob mim, vi que não era mais Emanuela, era a Camila, que tomou meus lábios em um beijo ardente, nos virando e ficando sobre mim. Vi Raquel, Valéria, Nathalie, Juliana, Angela. Os cabelos loiros e o rosto de Rosalie, que se transformou em Andressa, que beijava meu peito e percebi que já estava sem camisa. Então todo o ambiente mudou, de repente estava vestido novamente, dentro de meu carro e olhava para o banco do passageiro e ali começou a passar uma por uma.

Cada garota que já sentou ali e por fim, Isabella. Com sua pele pálida e diferente das outras, ela não usava maquiagem. Seus cabelos ondulados castanhos, com algumas mechas vermelhas, sua boca rosa, talvez mais avermelhada do que rosada, seus olhos cor de chocolate intenso que no fundo mostravam uma grande tristeza. Bella sorriu para mim e suas bochechas tomaram um tom avermelhado que eu tanto gostava. Então ela saiu do carro, sem entender sai também, vendo que estávamos na garagem de minha casa, Isabella entrou e eu a segui, vendo que seguíamos para meu quarto. Ao entrarmos vi minha cama com os lençóis todos bagunçados e havia algumas embalagens de preservativo vazias pelo chão, algumas em cima da cama. Bella se virou para mim olhando em meus olhos e tirou sua blusa, jogando-a no chão.

– O que... — Me interrompi quando vi ela desabotoar a calça jeans que usava e tirá-la, ficando apenas calcinha e sutiã. Isabella caminhou até a cama e se deitou, me olhando.

– Edward, o que foi? — Ela perguntou com sua doce voz. — Você sabe que logo eu não estarei mais aqui e me tornarei apenas mais uma que você trouxe para sua cama.



Sentei-me na cama de repente e lembrei-me do sonho... Ou seria pesadelo?

Então me lembrei das palavras de minha mãe hoje de madrugada.


Flashback On

Cheguei em casa e estacionei o carro na garagem, olhei em meu relógio de pulso e já eram quatro da manhã. Entrei em casa e encontrei minha mãe na cozinha, sentada a mesa com uma xícara de chá na mão. Ela me encarou por alguns minutos e então se levantou vindo até mim.

– Sabe, pensei que tudo mudaria. Você tinha parado de chegar tarde em casa e depois que conheceu Isabella, tudo ficou melhor ainda, pois pensei que você abandonaria as festas de vez. Mas então isso...

Olhava em seus olhos que mostravam nervoso, preocupação e cansaço.

– Não sei se a bebida e as festas é realmente revolta por perder uma irmã que amava muito. — Ela falou. — Tente entender Edward, você perdeu uma irmã, mas eu perdi uma filha! — Vi seus olhos de encherem de lágrimas. — E eu não quero perder você também, não suportaria isso.

– Não perdi só uma irmã. Perdi um pai, não importa se ele não ligava para mim, ele ainda continua sendo meu pai. E agora vou perder Isabella.

– Edward, vai perdê-la se continuar agindo assim. — Ela falou. — Vai perdê-la se voltar a levar para cama toda garota que achar.

Flashback Off


Levantei-me irritado sentindo uma dor de cabeça terrível e ainda estava com muito sono, mas não ficaria deitado naquela cama. Tomei um banho demorado, sentia nojo de mim mesmo, não queria ter o passado que tinha, mas não podia voltar atrás...

Depois de me vestir olhei meu quarto e não pensei duas vezes antes de ligar para a decoradora que tinha decorado a casa e falar que queria um quarto todo novo, para hoje ainda. Minha mãe não estava em casa, então foi mais fácil receber a decoradora, assim que ela terminou de tirar as medidas de meu quarto e foi embora, eu peguei a chave de meu carro e quando abri a porta sinceramente não quis entrar. Peguei meu celular ligando para Emily e dizendo que eu precisava de um carro novo, ela perguntou se eu tinha preferência a algum modelo e disse apenas que queria um esporte. Olhei no relógio e já eram onze horas da manhã, tinha perdido mais um dia de aula, tenho que parar com essa mania.



Eram umas quatro da tarde quando um caminhão parou em frente a minha casa, trazendo os moveis novos. E demorou cerca de três horas e meia para os cinco funcionários tirarem os antigos moveis e montarem os novos.


Minha mãe chegou logo depois que o pessoal que estava montando meu novo quarto foram embora e antes que ela pudesse entrar em casa chegou uma BMW em estilo esporte preta. Esme me olhou sem entende e eu foi até o funcionário que havia trazido o automóvel ainda sem placa.

– Sr. Cullen. — Ele cumprimentou.

– Olá. — Falei.

– Todos os documentos estão no porta-luvas, o senhor precisa de mais alguma coisa?

– Não, obrigado. — Agradeci. — As chaves do Volvo. — Falei lhe passando as chaves do carro que ele levaria para vender.

– Ok. — Ele falou e em pouco tempo vi meu antigo carro ser tirado da garagem e levado embora. Aproximei-me de meu novo carro e abri a porta, sentando no banco do motorista. Era muito bonito dentro e acabei gostando, tinha que ligar depois para Emily para agradecer.

Toc, Toc. Ouvi alguém bater na janela ao meu lado, abri vendo minha mãe.

– Por que o carro novo? — Ela perguntou.

– Você falou que eu precisava mudar, certo? — Falei. — Então vou abandonar de vez minha vida antiga e não quero nada que me lembre dela.

Minha mãe sorriu de leve.

Depois de colocar o carro na garagem, entrei em casa e fui para meu quarto, já que precisava arrumar meu guarda-roupa novo que ainda estava vazio. Entrei em meu quarto vendo a cama, colchão e lençóis novos. Com minhas roupas tudo em cima da cama. Comecei a colocá-las nos cabides e vi a porta se abrir vendo a cara de surpresa da minha mãe. De agora em diante de uma coisa eu tinha certeza: Isabella não seria mais uma a passar em minha vida. Não deixaria que ela fosse.



Eram mais ou menos dez horas quando pegue meu celular no bolso e liguei para Alice.

– E então, como está a ressaca? — Ela perguntou ao atender o celular.

– Muito bem. — Respondi irritado e ela riu.

O bom de Alice é que sei que ela não falaria sobre o que aconteceu.

– Onde você esta? — Perguntei ao ouvir um barulho do outro lado da linha.

– Eu?

– Não Alice, eu.

– Vou fazer de conta que não notei o sarcasmo. — Falou. — Estou em New York, com Isabella, Carlisle e Lindsey.

– O que? — Indaguei surpreso ao perceber que havia esquecido que Bella viajaria.

– Eu sou a estilista da Isa, então tenho que acompanhá-la.

– Isabella está ai perto de você?

– Tenho que desligar.

– Alice... — Chamei-a.

– Tchau. — Ela se despediu e desligou. Joguei o celular no chão, que acabou batendo na parede e vi visor de meu Iphone trincar.



~*~



Assim que cheguei do colégio liguei meu notebook e abri a página de esportes, vendo que daqui à uma hora seria transmitido ao vivo à competição regional de patinação artística. Como ainda tinha tempo, fui tomar um banho e depois de me vestir liguei a TV. Assisti o final de um jogo de futebol e então começou a transmissão da competição. Passou como o estádio de Nova York estava cheio de pessoas e um pouco dos bastidores. Então começou as apresentações das performances de cada patinadora. E quando vi Isabella entrar na pista de gelo, vestida com um vestido curto azul senti meu coração doer. Ela foi perfeita, em cada movimento e muito aplaudida quando encerrou a coreografia.



Assisti Bella no dia seguinte, já que ela tinha sido classificada e no sábado mal conseguia pensar direito de ansiedade para vê-la na fase final. Foram classificadas cinco patinadoras, das quais três já tinham estado nos Jogos Olímpicos de Inverno e uma já tinha sido vencedora. Estava com medo, Bella não podia perder. Liguei a TV, já que faltavam poucos minutos para começar. Diferente dos dias anteriores, hoje tinha um casal de especialista em patinação artística falando um pouco de cada patinadora que se apresentava. Infelizmente ou felizmente, depende de como analisa a situação, uma patinadora acabou se atrapalhando em um giro e caiu. Mas quando Bella entrou, com o mesmo vestido azul das outras etapas, a câmera passou bem em frente seu rosto. Ela estava com uma leve maquiagem e em volta de seu olho direito tinha várias pétalas azuis e seus cabelos, agora um pouco mais curto que o de Alice, estavam bem escuros contrastando com sua pele pálida e não na cor castanho avermelhado.

"Isabella Swan, vamos ver o que essa menina vai fazer hoje" Disse a mulher especialista.

A música clássica começou a tocar e Bella começou a deslizar pelo gelo, dando dois giros seguidos.

"Essa menina tem muito talento e vale lembrar que Isabella Swan tem apenas dezesseis anos!" O homem, comentarista falou. "Parece que, mesmo não tendo idade e nem experiência Isabella se inscreveu, e o júri notando sua coragem decidiram dar uma chance a ela. Então eles abriram uma exceção e deixaram-a fazer um teste, no qual é claro Isabella foi aprovada e pode entrar nas estaduais. E acho que ela tem grandes chances de ganhar."

"Ela pode ser talentosa, mas está competindo com profissionais. Não acho que consiga a medalha de ouro." A especialista falou e logo depois Bella foi aplaudida ao completar três saltos seguidos.

"Nossa! Viu isso!" O comentarista exclamou. "Certeza que ela não consegue o ouro?" Perguntou irônico.

"Ela até pode ser classificada para os Jogos Olímpicos de Inverno, mas lá ela terá que competir com patinadoras melhores ainda, como Kim Yu-Na." Ela respondeu e então Isabella finalizou a apresentação.

Isabella foi a última a se apresentar, então eles já teriam o resultado das três primeiras colocadas. Suas notas foram anunciadas, o que surpreendeu a todos, por serem praticamente iguais as notas de outra patinadora.

"Houve um empate! Isso é muito raro." O comentarista falou.

Foi decidido então, que elas fariam uma curta apresentação em estilo livre para o desempate. Filmaram Bella bem de perto e pude ver o medo em seu olhar.

"Será que Isabella Swan consegue ganhar de Mirai Nagasu?"

"Sinceramente, duvido muito. Mas veremos no que isso vai dar." A especialista no esporte respondeu e então foi para propaganda.

Peguei meu celular rapidamente e disquei aquele número que já havia decorado, na tela ainda quebrada de meu celular. Chamou... chamou... acho que ela não estava com o celular... ou talvez não queria atender, mas quando ia desligar ouvi sua voz maravilhosamente doce pronunciar meu nome.

– Edward?


Notas finais
E então, por que será que Bella atendeu o celular?
Será que ela se arrependeu de ter afastado Edward?
É pessoal, acho que daqui a uns dois ou três capítulos a gente já entra na reta final da fic... mas para quem não quer que a história acabe, pode ficar tranquila pois ainda vai demorar um pouco para Nunca Te Esquecerei chegar ao final xD
Esperando pelos reviews!
Beijoss
Até a próxima :D