Notas iniciais
Oi gente!
Sei que o capítulo anterior estava péssimo e entendo os poucos reviews e sinto dizer que este também esta um horror, então nem precisa deixarem reviews...
Estou sem criatividade, mas prometo que no próximo capítulo teremos muito drama e algumas surpresas... como o que tem dentro da caixa que a Isabella esconde e a primeira briga do casal... já falei demais... rsrs
Mas por enquanto só tem esse capítulo com uma cena meio hot, a qual eu não iria colocar na fic, pois achava que não combinava, mas acabei colocando para animar um pouco o capítulo ¬¬
Ah, e sei que o ano letivo nos EUA termina em junho, mas decidi deixar igual ao brasileiro, terminando no começo de dezembro.
Espero que gostem

Isabella's POV

Sentada ali vendo cada um que subia ao palco para receber seu diploma confesso que senti uma pontada de inveja. Porém independente se eu tivesse terminado o segundo ano, ainda faltaria um ano inteiro para depois conseguir entrar na universidade e acho que não vou vive tudo isso.

Vi Edward receber seu diplomar e seus olhos encontraram os meus nos poucos minutos que esteve sobre o palco e senti aquela culpa que sempre sentia quando ele me olhava, aquilo não era justo. Não era justo não podermos ter um futuro, porém já tinha me conformado com isso.

E assim foram apresentados os formandos da Forks High School e vi cada um tirar seu chapéu, sendo surpreendida por Edward que me entregou o seu.

– Joga para mim? — perguntou com aquele sorriso torto nos lábios e sorri, jogando o chapéu de formatura para o alto, o qual se misturou aos outros que já começavam a cair.


Chegamos em casa já se passava das nove da noite e sentia-me exausta. Deixei meu corpo cair do sofá, aproveitando o ambiente quente e aconchegante.

– Está cansada, né? — perguntou e encarei seus olhos verdes, vendo-o se sentar e colocar minhas pernas sobre seu colo.

– Um pouco, não sei porque mas hoje foi um dia cansativo. — falei enquanto ele tirava a bota de cano curto que eu usava.

– Mas finalmente acabou. Agora que me formei e nossa casa ficou pronta podemos nos mudar ou se preferir podemos ficar aqui até o Natal...

– Nossa casa ficou pronta? — indaguei sem entender sua frase.

– É que precisou de algumas reformas, para ficar mais ao seu jeito. — respondeu e sorri quando vi aquele sorriso torto em seus lábios.

– Ao meu jeito? — indaguei. — Como assim?

– Vai entender quando ver. — respondeu baixo e aproximou-se. — Tenho certeza que vai adorar. — sussurrou, roubando-me um beijo e puxando-me para seu colo. — Acho que precisa de uma boa noite de sono. — afirmou, abrindo o casaco que eu usava. — Já que amanhã será um grande dia.

– É, acho que preciso. — respondi tocando seus lábios com os meus, antes dele se levantar e caminhar comigo em seu colo, enquanto me perguntava porquê amanhã seria um grande dia.


Acordei e abri os olhos lentamente sentindo os braços de Edward ao meu redor, sua mão acariciando meus cabelos. Afastei-me um pouco para poder olhar em seus olhos e pensei que ainda está dormindo ao ver aquele lindo sorriso torto em seus lábios.

– Feliz... — ouvi ele começar a frase.

– Shh! — falei fazendo-o parar, só então percebendo e entendendo porque hoje era um grande dia. — É meu aniversário... — murmurei.

– É. — ele afirmou, afastando a mecha de cabelo que caia sobre meu rosto. — E sei que não gosta desse dia, mas estou disposto a mudar isso. — falou e os flashs de lembranças invadiram minha cabeça. — Posso? — perguntou.

– Pode. — respondi com um suspiro ao olhar naqueles lindo olhos verdes.

– Feliz aniversário. — sussurrou.

Passamos o dia inteiro juntos, passeamos pela cidade, visitamos Carlisle e Edward me entregou meu presente, um lindo colar de pedras, as quais tinha certeza que eram muito caras. Então saímos de casa as sete da noite e Edward dirigiu até a casa da sua mãe, falando que ela queria me desejar feliz aniversário pessoalmente. Ele abriu a porta da casa para mim e estranhei como tudo parecia quieto.

– Estranho. — Edward murmurou. — Acho que ela está na área dos fundos. — falou e caminhei até a porta que dava passagem para o jardim no fundo da casa, porém quando abri a porta senti meu coração disparar no peito.

– Surpresa! — todos gritaram e vi a linda decoração da festa.

– Ah meu Deus! — exclamei e olhei para Edward que sorria ao meu lado.

...


Como a vida não é só festa e alegria, visitei a clínica de Alec dias depois e passei por vários exames como sempre, não recebendo notícias boas. Ele me indicou um médico de Nova Iorque que poderia assumir meu tratamento, mas notei em sua voz... Eu não tinha mais saída e sabia que precisava passar por outra cirurgia, porém não aguentaria e isso foi comprovado depois dos três exames cardíacos que fiz. Mas não contei nada a Edward, não queria vê-lo preocupado ainda mais com o Natal se aproximando.


Chegamos a Nova Iorque no sábado junto com praticamente todas as roupas, objetos pessoais e os presentes que tínhamos ganhado no casamento, as únicas coisas que levaríamos para a casa nova. Uma BMW nos esperava e aconcheguei-me no banco olhando pela janela a linda cidade, enquanto Edward dirigia. Então comecei a me lembrar de tudo que acontecerá nos últimos dias, entretanto tive dificuldades de lembrar. Acho que Edward estava certo e devia marcar logo uma consulta com o médico que Alec indicara, já que minhas dores de cabeça tinham aumentado, porém ele não sabia de nada. Suspirei e vi aquele par de esmeraldas me olharem com tanto amor que senti uma dor no peito, de medo, esperança... vontade viver. Sua mão encontrou a minha e ele entrelaçou seus dedos nos meus.

Percebi que o bairro em que moraríamos era um pouco afastado porém não me surpreendi ao ver as grandes mansões, com certeza era uma área nobre da cidade. Então Edward entrou no caminho que devia ter um lindo jardim de ambos os lados, porém no momento a grama não estava tão verde, pois já se preparava para a neve que em breve começaria a cair em Nova Iorque.

– Chegamos. — ele falou baixo e afastei-me, vendo-o sair do carro e vir abrir a porta para mim.

Porém senti todo meu corpo paralisar ao ver a linda casa na cor cinza assim que sai do carro, talvez ela fosse enorme mas ali naquele momento me pareceu no tamanho exato.

– Vem. — falou segurando minha mão e levando-me até a entrada.

Edward abriu a porta e pegou-me no colo, segurando em minhas costas e passando seu braço atrás de meus joelhos, com a habilidade que já tinha adquirido depois de fazer aquilo tantas vezes e acabei rindo.

– Bem-vinda a nossa casa. — falou e encostei minha cabeça em seu ombro, olhando ao redor.

– É linda. — falei baixo e afastei-me ao ver uma foto em um porta-retrato.

Ele me colocou no chão com cuidado e caminhei até o aparador, pegando o lindo porta-retrato com a foto onde eu e Edward dançávamos a valsa em nosso casamento.

– Alice? — perguntei e ele sorriu.

Voltei a olhar a foto onde eu aparecia vestida de noiva e suspirei colocando-a novamente sobre o aparador.

– O que foi? — ouvi a voz preocupada atrás de mim e seus braços me rodearam.

Apenas sorri, sem dizer nada e passei meus braços ao redor de seu pescoço, puxando-o para um beijo. Ele afastou o casaco que eu usava, empurrando-o pelos meus braços e quando notei já estava no chão.

– Edward... — falei rindo quando tropeçamos e caí no grande sofá.

Ele se deitou sobre mim, seus lábios tomando conta da minha boca e um tremor percorreu meu corpo, porém era de frio, já que estava usando uma blusa compridas mas era de uma malha fina. Segurei seu lábio inferior entre os meus e senti ele puxar minha perna, colocando-a ao redor de seu quadril.

– Preciso pegar as malas. — murmurou quebrando nosso beijo.

– Pode fazer isso depois. — afirmei e ouvi sua risada.

– Não, está escurecendo e vai esfriar mais, é melhor eu buscar as malas e acender a lareira. — falou já se levantando. — Continuamos isso depois. — murmurou ao pegar meu casaco no chão, colocando-o sobre meus ombros e sorriu ao depositar um beijo em minha testa. — Por que não dá uma olhada na casa? — propôs e levantou-se indo para fora buscar as malas.

– Ok. — falei comigo mesma. — Vamos conhecer a casa.

Caminhei pela sala, chegando a escadas e suspirei pesadamente antes de subir, pensando no que poderia encontrar. A cada passo que dava descobria uma sala, um novo quarto e ao final de um corredor estava a grande porta de madeira, a qual abri lentamente vendo o grande quarto decorado em azul, bege e branco. Entrei, sentando-me na cama, tirando o casaco dos meus ombros e deixei minha mão deslizar pelo edredom macio... talvez seja isso, viver uma vida curta e feliz, rodeada de luxo. Era esse meu destino, porém se pudesse escolher com certeza escolheria uma vida longa ao lado de Edward, sem luxo e talvez não seríamos tão felizes a todo momento, mas não precisaria me preocupar com quanto tempo ainda tenho com ele, assim como sempre me pergunto quando ele me abraça, me beija... Será que é o última vez que sentirei seu perfume, o roçar da sua pele na minha?

Ouvindo o som abafado de seus passos e olhei para a porta, vendo-o entrar com as malas, colocando-as no chão perto da porta.

– E ai, o que achou?

– Perfeito. — falei sorrindo quando ele se aproximou e tremor de frio percorrendo meu corpo.

– O que acha de um banho quente? — perguntou.

– Acho que seria uma ótima ideia. — afirmei. — Eu preparo.

– Ok, vou buscar o resto das malas.

Edward saiu do quarto e me dirigi ao banheiro, vendo a grande banheira redonda, a qual abri a torneira, deixando-a encher com água em uma temperatura ideal. Fui até minha mala procurando tudo que precisaria e suspirei, voltando a pensar em meu tempo... isso era tão errado...

– Para Isabella. — murmurei para mim mesma. — Viva o presente.

Preparei o banho e tentava afastar todos os pensamentos ruins, pensando em apenas como ele tinha me feito feliz desde que nos conhecemos.

– Isso é tão bom. — sussurrei ao sentir suas mãos percorrerem meu corpo imerso na água quente.

Estava fazendo 5º graus lá fora, mas ali no banheiro, imersos na grande banheira a ultima coisa que sentíamos era frio.

– Espero que esse inverno demore a passar. — Edward sussurrou ao pé de meu ouvido e depositou um beijo em meu pescoço, me apertando mais seus braços ao meu redor.

Estava sentada entre suas pernas e apoiada em seu peito, sentindo sua respiração em minha pele.

– Não me importaria se ele durasse para sempre. — murmurei, pegando um pouco da espuma que flutuava na água e soprando-a, fazendo com que ela caísse feito vários flocos de neve.

– Queria que esse momento durasse para sempre. — confessou e sua mão que estava em minha cintura deslizou para minha perna.

Senti um arrepio percorrer meu corpo, fazendo-me gemer baixinho.

– Eu te amo. — ele sussurrou. — Você é minha vida, Be... Isabella. — sorri ao ouvir ele se corrigi.

Edward me apertou contra seu corpo, sua mão direita deslizando para a parte interna de minha coxa e senti sua outra mão se fechar sobre meu seio. Deixei minha cabeça cair, apoiando em seu ombro, enquanto sua boca dominava meu pescoço.

Afastei-me um pouco e virei-me, ficando de frente para ele, tomando sua boca para mim, enquanto apoiava um joelho de cada lado de seu corpo. Então suas mãos foram para as laterais da banheira, deixando-me no controle. Abracei seu corpo, puxando-o para mim, minhas unhas arranhando de leve seus ombros e pude ouvir seu gemido baixo quando nossos sexos se tocaram. Beijei-o, sentindo sua língua tocar a minha de um jeito maravilhoso e suas mãos se espalharam por minhas costas, fazendo um tremor percorrer meu corpo. Foi quando ouvi um celular tocar.

– Não... — ele murmurou apertando-me mais contra seu corpo.

– Tem que atender, pode ser importante. — falei afastando-me, mas ele não deixava.

– Não é importante. — afirmou beijando meu pescoço.

– Edward. — falei ao ouvir o aparelho ainda tocando.

– Ok. — murmurou e saí de seu colo, vendo-o pegar uma toalha e caminhar para fora do banheiro.

Sorri como uma boba com a situação e deixei meu corpo afundar na água, enquanto um sorriso bobo tomava conta de meus lábios. Assim que Edward voltou ele me ajudou a sair da banheira e tomamos um banho rápido para tirar a espuma do corpo e não me surpreendi quando ele contou que era a Esme no telefone, ela ficou tão preocupa com eu e Edward morando longe de todos.

Sai do banheiro enrolada na toalha e entrei no closet e enquanto procurava um pijama confortável acabei olhando Edward apenas com uma cueca boxer e reparei em cada músculo de suas costas de, vendo seus cabelos molhados pelo recente banho. Ele me olhou por sobre o ombro, seu olhar me fitando desde meus pés, subindo e parando em meus olhos, imediatamente senti minhas bochechas queimarem. Olhei para o chão e ouvi a risada baixa de Edward.

– Faz isso de propósito. — sussurrei e sua risada ficou mais alta. — Por que gosta de me deixar envergonhada?

– Porque adoro quando fica vermelha. — respondeu se aproximando e não sei porque minhas mãos apertaram mais a toalha ao meu redor.

Dei alguns passos para trás até sentir o guarda-roupas em minhas costas, então ergui o olhar e pude ver aqueles olhos verdes que brilhavam.

– Ah! — arfei quando ele me puxou pela cintura e colou sua boca na minha em um beijo urgente.

Minhas mãos soltaram a toalha, que agora estava presa entre nossos corpos colados, e foram para os cabelos de Edward. Senti sua língua pedindo passagem que concedi e acabei gemendo baixinho quando nossas línguas se tocaram, ele passou o braço por trás de meus joelhos me pegando no colo e acabei sorrindo enquanto Edward caminhava até a cama. Ele ajudou a me livrar da toalha e rimos entre beijos calmos e despreocupados.

– Quero fazer um coisa. — ele falou afastando-se um pouco. — Mas se não gostar ou se sentir desconfortável é só pedir que eu paro.

– Ok. — respondi e ele voltou a me beijar.

Então passou a beijar meu pescoço, logo descendo para meus ombros e senti todos meus músculos relaxarem sentindo aquela sensação de sua boca sugando e mordiscando meus seios.

– Aaa... — gemi baixo.

Edward continuou descendo, pude sentir seus lábios deslizarem por minha barriga e meu corpo inteiro estremeceu ao entender aonde ele queria chegar. Ele ficou entre minhas pernas e não acreditei quando ele depositou um beijo sobre minha cicatriz que ficava na parte interna de minha coxa. Um gemido alto escapou por entre meus lábios quando senti sua língua em minha intimidade. Imediatamente as lembranças de meus punhos amarrados e de meu pai possuindo meu corpo me veio a cabeça, mas logo foram esquecidas quando o prazer dominou todos os meus sentidos.

Eu só conseguia gemer, sentindo a boca quente de Edward em minha intimidade, sentindo ele me penetrar com sua língua. E quando meus músculos se contraíram e minhas costas se arquearam, fui levada ao ápice do prazer. Edward voltou a beijar minha barriga, passando lentamente por meus seios e parando um pouco em meu pescoço, dando uma pequena mordida ali.

– Seu gosto é maravilhoso. — ele murmurou, ofegante, bem perto de meu ouvido. — Doce... e viciante.

Minha respiração era descompassada e meu corpo ainda tremia um pouco pelo recente orgasmo. Edward depositou mais um beijo em meu pescoço, me encarando logo depois, posso jurar que me perdi na imensidão verde de seus olhos e quando aquele sorriso torto apareceu em seus lábios meu coração parou e ele me beijou de um jeito ardente, o qual foi interrompido quando arfei sentindo-o me penetrar lentamente.

Já passava da meia noite e ambos ainda acordados, sua mão entrelaçada a minha e mantinha minha cabeça apoiada em meu peito, ouvindo seu coração acelerado, assim como o meu. Aquela intimidade que havia entre nós era a melhor coisa do mundo, confiava em Edward de jeito que nunca conseguirei explicar. Suspirei aconchegando-me mais a seu corpo completamente nu e senti ele acariciar minhas costas, então reparei na sua mão, que segurava a minha, o anel quadrado com o M gravado e sem muita dificuldade tirei-o de seu dedo, sentindo o peso que aquilo tinha.

– Nossa é pesado. — falei baixo.

– Tem que ser, assim nunca me esqueço da responsabilidade que carrego. — falou e notei algo estranho em sua voz.

– Sabe, acho que se preocupa com muita coisa, tem apenas dezoito anos, ainda não está pronto para tudo isso. — afastei-me um pouco, olhando em seus olhos e senti seus dedos deslizarem por minhas costas. — E ainda tem que lidar com todo esse drama que é conviver comigo... — murmurei.

– Ei, eu escolhi tudo isso, escolhi viver com você, escolhi aceitar o peso do anel. — afirmou e senti ele acariciar minha bochecha, puxando-me para um beijo lento e delicado.

– Então, vamos deixar toda essa responsabilidade de lado, pelo menos por essa noite, ou melhor madrugada. — falei quebrando o beijo e afastei-me colocando o anel sobre a mesinha de cabeceira.

– Como quiser senhorita Masen. — ele murmurou sustentando seu corpo sobre o meu e ri quando seus lábios tocaram meu pescoço, suas mãos deslizando pelo meu corpo.


Acordei e assustei-me ao olhar o relógio, já passava do meio-dia e talvez por isso Edward não estava ali. Olhei na mesinha ao lado da cama e notei que seu anel já não estava mais ali, suspirei, levantando-me e indo até o banheiro, tomei um banho e tentei dar um jeito no meu cabelo que parecia estar de mau humor.

Vesti uma roupa quente e confortável, logo saindo do quarto e caminhando pela casa completamente nova. Pode parecer estranho mais mal conhecia aquele lugar, porém me sentia em casa. Entrei na copa vendo a mesa arrumada para o café, então peguei uma xícara, colocando um pouco de café e leite que permaneciam quentes na garrafa térmica, em seguida pegando meu celular e digitando uma mensagem.

– Mensagem de texto? — ouvi a voz de Edward, que segurava o celular na mão.

– Fazer o quê? Não sabia por onde começar a te procurar. — falei e ele riu, depositando um beijo em meu pescoço, fazendo toda minha pele se arrepiar.

– Esqueci, ainda não te mostrei a casa. — falou. — Trouxe seus patins?

– Claro, preciso continuar com os treinos, só não sei onde.... mas por que?

– Tenho uma surpresa, onde eles estão?

– Na minha mala maior.

– Vou buscá-los, termine o café.

– Ok. — respondi revirando os olhos.

Edward me mostrou cada cômodo da casa e logo depois me levou até o grande jardim dos fundos, paralisei na porta.

– Isso... não... — tentei falar mas não consegui pois ainda encarava a enorme construção que mais parecia um ginásio.

– Vem. — falou segurando minha mão e levando-me até a grande porta, que ao se abrir revelou a enorme pista de gelo.

Abracei-o escondendo o rosto em seu peito, não querendo acreditar que era real.

– Só pode ser um sonho... — murmurei.

– Mas não é. — ele sussurrou e voltei a olhar a pista branca como leite, aproximei-me apoiando as mão no pequeno muro que separava o ringue de gelo. — Tem tamanhos oficiais da Olimpíadas. — Edward informou e suspirei tentando acreditar. — E aí, não vai estrear? — perguntou erguendo o par de patins.

– É claro. — falei sentando-me e tirando os sapatos e colocando com facilidade as botas com a fina lâmina em baixo.

Edward ajudou-me a levantar e caminhar até o gelo e olhei uma última vez para a pista completamente lisa, sem nenhuma marca que as lâminas deixavam e então pisei, deslizando pelo gelo como a muito tempo não fazia. Arrisquei um salto com giro e realizei-o com perfeição mesmo estando de calça jeans... aquilo só podia ser um sonho...


Na terça- feira Emily, o "braço direito" de Edward na empresa, ligou marcando um almoço no shopping e ri ao ouvir seu plano.



Edward's POV

Saímos na terça-feira para almoçar com a Emily e gostei de ver que ela e Isabella se tornaram boas amigas, porém não gostei muito quando soube o real motivo de estarmos ali.

– Não vou mudar meu estilo. — falei.

– Edward... — Isabella começou mas foi interrompida por Emily.

– Não pode comandar uma empresa como a BMW usando jeans e casaco esporte.

– Me sinto bem assim.

– Desculpe, mas você não tem escolha. — Emily falou segurando em meu braço, enquanto Isabella segurava outro e ambas me levaram a loja de roupas sociais masculinas.

Elas só podiam estar brincando comigo, mas quando pensei que não podia ficar pior vi o tablet na mão de Emily, o qual mantinha uma conversa em vídeo com a Alice.

– Tente uma gravata preta. — ouvi a voz da baixinha e revirei os olhos.

– Não, nada de gravatas. — falei.

– Não precisa usar na empresa, mas com certeza terá que ir a jantares, eventos, onde terá que usar gravata. — Emily afirmou e vi Isabella rir, sentando na poltrona ali perto.

– Ok, terno... gravatas... o que mais?

– Sapatos sociais, nada de sapatênis, não é mais adolescente, é um homem casado que dirige uma grande empresa e tem que usar sapato social. — Alice falou.

– Por que mesmo está ai? — falei encarando a imagem dela no tablet e vi a baixinha revirar os olhos.

– Estou aqui para ajudá-lo a mudar seu guarda-roupas para roupas decentes e a Isa é a próxima. — afirmou.

– O que?! — ouvi a doce voz da Isabella que parecia assustada. — Meu guarda-roupas está ótimo Alice, obrigada.

– Isso é o que você acha. — a baixinha retrucou. — Agora prove os sapatos, Edward.


Chegamos em casa com várias sacolas e levei tudo para o quarto, sabendo que teria que tirar várias peças de roupa que com certeza a partir de agora não usaria mais.

– Sinto muito, devia ter falado sobre o que Emily planejava fazer. — ouvi a voz de Isabella e olhei-a encostada no batente da porta.

– Tudo bem, acho que no fundo sabia que precisaria mudar minhas roupas.

– Não é sobre isso que estou falando. — ela falou com seu jeito delicado de pronunciar as palavras e encarei o chão, sentando-me na poltrona que decorava o quarto.

– Está tudo bem. — murmurei.

– Não, não está. Isso te fez lembrar nele, né? — perguntou aproximando-me e sua pequena mão segurou a minha. — Sente falta dele, é normal Edward.

Senti seus dedos passar por meus cabelos e puxei-a para meu colo, depositando um beijo na costas de sua mão.

– Fala comigo Edward. — ela sussurrou pedindo.

– O problema... é que eu só me lembro disso, dos ternos que ele sempre usava, da pasta que carregava... mas não consigo lembrar da última vez que conversei com ele, qual foi a última coisa que ele ouviu de mim... eu não sei... — acabei contando.

– O importante não é a última coisa que disse ou fez e sim o que ele sentia por você. — ela falou baixo. — E tenho certeza que ele te amava muito, assim como você o ama.

– Obrigado. — sussurrei e seus lábios tocaram os meus.


Alguns dias se passaram e aproveitamos esse tempo para ficarmos juntos, tantando não pensar em nada que lembrasse a palavra "doença" ou aquela que começa com "C", preferimos não falar sobre aquilo pois teriamos bastante tempo depois, já que Isabella tinha marcado uma consulta com o médico de Nova Iorque na próxima semana, ele foi indicado pelo Alec e era praticamente o melhor da cidade e um dos melhor do país. Talvez seja bobagem, mas sentia que ele teria uma solução e que a partir de agora tudo ficaria bem.

Notas finais
Obrigada por lerem... quem quiser deixar um review ficarei feliz ;D
Até a próxima
Beijoss