Notas iniciais
Um capítulo para conhecer melhor a Bella e o Edward. Desculpa se tiver algum erro.

BELLA’S POV

Como sempre acordei e fiquei olhando o teto, relembrando tudo que passei durante meus 16 anos de vida. Me levanto e vou tomar um banho, hoje é o primeiro dia de aula e não posso me atrasar, coloco uma calça jeans, uma blusa de mangas compridas e um tênis. Desço as escadas e minha tia, Renée, esta tomando café.

― Se quiser tomar café terá que preparar o seu, Isabella. ― Ela fala como sempre sem nem olhar para mim.

― Não, eu não estou com fome. Eu já vou indo, tchau. ― Falei e não recebi a resposta dela, isso já era rotina.

Entrei em meu carro, um Porsche conversível, o qual meu tio Carlisle, que era casado com a Renée, meu deu de presente de aniversário. Ele era muito legal, era um pai que eu não pude ter.

Quando cheguei no colégio, já haviam muitos alunos. Sai de meu carro e como sempre caminhei direto para sala que teria a primeira aula, me sentando na ultima carteira. Eram praticamente os mesmos alunos do ano passado. Até o Edward estava lá. Ele já havia pegado todas as meninas do segundo e terceiro ano, eu era a única que ele nunca havia convidado para sair e iria permanecer assim, nunca sairia com ele.

A aula passou rapidamente, sem nada novo. Hoje também retomaria meus treinos de patinação. Então logo que a aula acabou fui para o grande ginásio que tinha no colégio, onde ficava a pista de gelo. Segui para o vestiário, coloquei minha calça legging e uma blusa comprida que mais parecia um vestidinho. Coloquei meus patins e fui para a pista. Minha técnica, Lindsey já me esperava, ela passou a ser uma mãe para mim, conheço ela desde meus 10 anos. Lembro dela me ajudando, seis anos atrás, a ficar de pé nos patins.

― Quanto tempo! ― Ela disse e nos abraçamos. ― E ai está pronta para começar? ― Ela perguntou quando nos afastamos.

― Prontíssima.

― Então só para aquecer, faça o que quiser. A pista é sua, vai lá.

Comecei a deslizar no gelo, aquilo me fazia tão bem. Aquele leve vento que tocava meu rosto, a sensação que dava é indescritível. Logo começamos a treinar, precisava estar preparada, esse ano vou competir e quero chegar nas nacionais. Logo o meu tempo acabou e tive que deixar a pista para o time de hóquei.

Voltei para casa e fui direto para meu quarto. Tomei um banho e fui ler um de meus livros preferidos: Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Começo a ler e me assusto quando alguém bate na porta.

― Posso entrar? ― Era meu tio Carlisle.

― Claro.

― Então, como está? ― Ele me pergunta.

― Bem.

― Não vem jantar?

― Não estou com fome.

― Você precisa se alimentar, Isabella. Você não anda se alimentando muito bem ultimamente.

― Depois como alguma coisa.

― Ok. ― Disse ele saindo.

Olhei no relógio e já eram 7:30 da noite. Então me deitei e acabei adormecendo.

"Ele me joga na cama com força, sinto uma dor insuportável na cabeça pois acabei batendo―a na cabeceira da cama. Suas mãos ásperas passeiam por meu corpo, começo a chorar, grito para ele parar, recebo um tapa no rosto e uma ordem para ficar quieta. Ele retira minha blusa e lambe meus pequenos seios."

Acordei assustada. Comecei a chorar, isso nunca sairia da minha cabeça, aquelas cenas sempre estariam ali. Me deitei de novo mas não consegui dormir, então fiquei ali pensando na minha vida. Logo amanheceu, tomei meu banho rapidamente e fui para escola. Caminhei de cabeça baixa pelos corredores que estavam um pouco vazios, pois ainda era cedo. Graças a Deus tudo passou rapidamente e logo eu estava patinando, deslizando e sentindo o friozinho que vinha do gelo. Lindsey não pode vir hoje então tive que treinar sozinha, tentaria um salto triplo. Caí várias vezes, até conseguir acertar uma vez. Consegui perfeitamente, fiz outra vez e repeti de novo. Logo tive que sair pois meu tempo tinha acabado, podia ficar só uma hora na pista, pois depois o time de hóquei tinha que treinar. Minha rotina era sempre a mesma todo dia.

EDWARD’S POV

As aulas começaram e estavam sendo uma droga. Já tinha ficado com todas as meninas da escola, que tinham mais ou menos minha idade, e não queria elas novamente. Pelo menos havia uma aluna nova, o nome dela era Angela. Claro que não perdi tempo e fui chamá-la para sair, como toda menina ela aceitou e acho que entendeu perfeitamente o duplo sentido na minha fala. Marcamos de nos encontrar em uma festa amanhã, mal posso esperar.

Me levantei, não adianta ficar ali na cama olhando para o teto, tenho que ir a aula de qualquer jeito. Pelo menos já era quinta-feira. Tomei um banho, vesti uma roupa e peguei minha mochila. Desci as escadas, tomei meu café e logo sai pegando a chave de meu Volvo. Entrei em meu carro e coloquei meus óculos escuros. Estacionei no lugar de sempre, sai do carro e caminhei em direção a entrada da escola, como sempre recebendo os olhares das meninas.

― E ai, cara? ― O Jasper disse ao me ver. Ele era um grande amigo.

― Olá. ― Falei para todos que estavam ali: o Jasper, a Rosalie, a Alice, o Jacob, e a Angela, que já havia entrado para nosso grupo.

― Então, eu vou dar uma festa no sábado e quero todos lá. Na hora do almoço vou chamar o pessoal das outras salas, e podem levar quem quiser. ― Alice anunciou.

― E assim que se fala Alice. ― Eu disse e o professor entrou na sala, mandando todos sentarem em seus lugares.

A aula como sempre pareceu demorar um século, nem acreditei quando estava entrando no carro para ir embora.

* * *

Me arrumei para ir me encontrar com a Angela. Cheguei na festa e logo a encontrei.

― Oi! ― Ela me cumprimentou.

A abracei e sussurrei em seu ouvido um "Olá", fazendo ela se arrepiar. Começou a tocar uma música lenta e dançamos um pouco.

― O que acha de sairmos daqui? ― Perguntei.

― Estou louca para sair daqui.

Levei ela para minha casa já que meus pais estavam viajando.

― Então não vai me mostrar seu quarto. ― Ela perguntou.

― Claro, vem. ― A levei até meu quarto e quando entramos ela me surpreendeu com um beijo. ― Pensei em ir mais devagar, mas pelo jeito você está com presa. ― Disse quando nos separamos em busca de ar.

― Com muita presa!

Joguei-a na cama, e comecei tirar sua roupa, ela desabotoou minha camisa e a tirou, a beijei enquanto tirava seu sutiã. Gemi ao sentir suas mãos nos botões de minha calça. Peguei uma camisinha no criado-mudo ao lado da cama, a coloquei e como nunca gostei das preliminares fui direto ao ponto. Tirei sua calcinha e a penetrei de uma só vez.

― Ahh! Está doendo. ― Ela disse.

― Logo vai passar. ― Não queria saber se ela era virgem e estava sentindo dor, nunca me importei com isso, nunca me importei com as mulheres na cama. E mesmo assim elas sempre queriam mais.

Meu ritmo era rápido e forte, ela ainda falava que doía, mas não me importava. Logo ela parou de reclamar e começou a gemer, cada vez mais, e rapidamente chegamos ao ápice.

― Está doendo. ― Ela murmurou.

― Vai passar. ― Falei, já deitado ao seu lado e com os olhos fechados.

Notas finais
Obrigada por lerem. Bjs