Notas iniciais
Edward's POV
Vi a expressão de surpresa no rosto de Bella e nesse momento tive certeza que ela não iria aceitar minha proposta.
- Isso é loucura, Edward! — ela exclamou.
- Bella, pense bem...
- É loucura. — ela me interrompeu.
- Ok, tem razão. — cedi, pelo menos por enquanto, pois sabia que não conseguiria um "sim".
Vi em seus olhos algo que talvez fosse arrependimento, mas deixei passar, sem perguntar nada. Apenas puxei-a para meus braços e depositei um beijo casto no topo de sua cabeça. Observamos a linda vista por mais algum tempo até que percebi como Bella estava cansada.
- Vem, vou te levar para casa. — falei e voltamos ao carro.
O caminho de volta foi silencioso e quando percebi Bella havia adormecido no banco ao meu lado.
Eram quase sete da manhã quando estacionei em frente ao apartamento de Isabella, sai do carro e abri a porta dela lentamente, com medo dela te se apoiado ali. Passei meu braço direito sob suas pernas e coloquei meu outro braço em suas costas tirando-a do carro com facilidade. Bella apoiou a cabeça em meu ombro e carregando-a enquanto o porteiro, que já me conhecia abria a porta de vidro para mim.
- Bom dia, Sr. Cullen. — ele me cumprimentou.
- Bom dia. Obrigado. — falei.
- Acho que vai precisar de ajuda. — ele afirmou.
- É, vou. — falei rindo baixo.
O porteiro abriu a porta do elevador para mim e apertou o último número. Agradeci e vi a porta se fechar. Senti a leve respiração de Bella em meu pescoço e percebi que suas mãos delicadas seguravam minha camisa em um ato de possessão.... Sai do elevador, apertei a campainha e Carlisle abriu a porta, o qual segurava uma caneca de café na mão.
- Segundo andar, terceira porta a direta. — ele falou e apenas assenti, carregando Bella, enquanto subia as escadas.
Entrei no quarto com decorações em cor de rosa e lembrei de Alice falando que ajudaria Carlisle a decorar o novo quarto de Isabella. Coloquei-a cuidadosamente sobre a cama, vendo a grande saia do vestido se espalhar sobre o colchão, logo em seguida tirei os sapatos pesados de seus pés, colocando-os no chão. Antes de sair do quarto fui até a janela e fechei as cortinas, para o ambiente não ficar tão claro e sem fazer barulho encostei a porta. Desci as escadas e vi Carlisle esperando ali perto.
- Juro que ouvi você falando lá na festa que vocês viriam direto para casa. — ele falou.
- Sinto muito, Carlisle. — falei, ao terminar de descer os degraus. — É que.... — o que eu falaria para ele...?
- Tudo bem. — ele afirmou. — Para falar a verdade, gosto de quando vocês passam um tempo junto, parece que Isabella fica melhor, como se ficasse mais viva. — explicou e riu. — Acho que ela vê em você um motivo a mais para querer viver.
- Ela me contou sobre o que o médico falou sobre seu estado.
- Tudo parece ser um pesadelo, do qual vou acordar e perceber que Isabella está ali saudável, sem nenhuma doença.
- Mas acredito que ela vai ficar bem. — afirmei.
- Invejo seu otimismo. — Carlisle falou e então me despedi saindo dali atordoado. As palavras de Carlisle ainda ficaram rondando minha mente e tive medo do futuro, do que ele reservava para Isabella.
Bella's POV
Acordei atordoada, olhei no relógio, já era duas da tarde e ainda me sentia muito cansada. Levantei-me indo direto para o banheiro e tirei aquele vestido pesado, tomando um banho e lavando os cabelo, sem esquecer de tirar a maquiagem.
Ao desligar a ducha peguei minha toalha e coloquei-a ao redor de meu corpo, foi aí que senti algo estranho. Senti o chão se mover e vi a parede a minha frente cair sobre mim. Apoiei-me na pia sentindo tudo a minha volta se agitar. Então veio a náusea, mas não havia nada em meu estômago, não havia o que vomitar e devagar sentei-me ali chão sobre o tapete e encostei-me no azulejo gelado do banheiro. Sentia o mal estar passando aos poucos, mas ainda sentia um tontura horrível. Eram aqueles remédios, tinha certeza... Alec aumentou as doses e eles eram muito fortes. Com dificuldade consegui sair do banheiro e vesti uma roupa, então Carlisle apareceu.
- O que aconteceu? — perguntou.
- Nada. — afirmei. — Só senti um pouco de tontura. — falei ao me sentar na cama.
- Certeza? — perguntou.
- Alec aumentou as doses dos remédios e meu corpo ainda não acostumou com isso. — expliquei.
- Eu vou ligar para ele. — Carlisle afirmou, saindo do quarto.
E algum tempo depois Alec chegou.
Eram mais ou menos nove da noite, eu e meu tio estávamos na sala assistindo TV.
- Vou para o quarto, estou muito cansada. — falei.
- Ok, também vou dormir daqui a pouco, qualquer coisa me chame. — Carlisle falou e me dirigi as escadas.
- Boa noite. — falei.
- Boa noite. — ouvi a voz de meu tio.
Ao entrar em meu quarto caminhei até a poltrona que ficava perto da janela. Sentei-me de modo confortável, abraçando meu próprio corpo e dali pude observar, através da janela, os carros que passavam na rua. Mesmo usando uma blusa de mangas compridas, uma calça de moletom e meias, ainda sentia frio. O tempo tinha mudado tão de repente, olhei para o céu e vi grandes nuvens, as quais pareciam fazer parte de uma tempestade. Ouvi meu celular tocar, peguei-o sobre a mesa.
- Pronto. — atendi a chamada.
- Oi, Isabella. — reconheci a voz de Adam. — Poderia descer aqui rapidinho.
- O que? — indaguei sem entender.
- Estou aqui em frente ao seu prédio. — ele falou e me levantei, apoiando a mão na janela e olhando para baixo.
- Ah, só um minuto. — falei.
- Ok, estou esperando. — falou e desliguei logo depois.
- Ótimo. — sussurrei irônica.
Peguei um casaco e saí de meu quarto, logo entrando no elevador. O porteiro abriu a porta para mim e vi Adam ali, e havia um táxi parado alguns metros dali.
- Oi. — falei ao me aproximar.
- Oi, desculpe vir a essa hora. — falou, caminhando até mim e cumprimentando-me com um beijo na bochecha.
- Não tem problema.
- Só vim me despedir, amanhã pego o avião para Nova Iorque.
- Já? — indaguei, ao mesmo tempo agradecendo mentalmente por isso.
- Pois é... mas assim que puder novamente, virei passar alguns dias aqui. Acho que acabei gostando de Forks.
- Que bom. — falei.
- Bom, então até a próxima. — Adam falou se aproximando novamente e me abraçando.
- Até. — despedi-me já me afastando dele rapidamente.
Vi Adam entrar no táxi e voltei para o prédio. Entrei em meu quarto e fui direto para a cama. Sem querer pensar em nada.
Acordei eram sete horas, tomei um banho e vesti uma calça jeans, uma blusa de mangas compridas e coloquei um casaco. Peguei em meu guarda-roupa a pequena mala onde guardava meus patins e sai de meu quarto, pelo jeito Carlisle já havia saído para trabalhar, passei perto da mesa do café da manhã, mas não comi nada, não sentia um pingo de fome, então fechei a porta do apartamento e entrei no elevador, descendo até o estacionamento. Entrei em meu carro e segui para o colégio. Assim que cheguei, fui direto para sala do diretor de esportes.
- Senhorita Swan! Que bom revê-la aqui. — ele falou.
- Olá, Sr. Olzen.
- Que motivo a traz aqui?
- Eu queria saber se a pista de gelo esta disponível. — informei. — Vou voltar a treinar.
- Bom, vamos ver. — ele abriu o caderno de horários. — A pista esta fechada para as equipes de hóquei todos o dias a partir das quatro da tarde e de manhã a Carla esta dando aulas de patinação artística. Desculpe, o único horário disponível é antes das aulas, mas nesse horário a pista ainda não foi alisada, sabe que André só a alisa às dez da manhã.
- Por mim tudo bem. — interrompi ele. — Posso vir das oito às nove.
- Bom, se estiver tudo bem para você...
- Está ótimo. Já vou lhe pagar o primeiro mês. — falei pegando dentro da bolsa os cem dólares para poder usar a pista.
- Ótimo. Se quiser já pode usá-la. — informou.
- Obrigada. Até mais. — falei saindo da sala.
Passei pelo estacionamento do colégio praticamente vazio e fui até meu carro, o qual deixei meio afastado pois não queria que me vissem assim evitaria perguntas. Peguei meus patins e segui para o ginásio, abrindo as portas grandes e sentindo a brisa gelada. Fechei as portas e me sentei em uma cadeira, tirando os tênis e colocando os patins e fazendo um laço. Tirei os protetores das laminas e caminhei até a entrada da pista, percebi que o gelo estava riscado e tinha pequenos buraquinhos, com certeza causados pelos patins de hóquei. Dei um pequeno impulso e apenas deixei-o levar até onde pudesse, deslizando lentamente. Até que fui perdendo a força, parando no meio da pista, então fechei os olhos e de repente estou nas regionais. A musica começou, iniciei minha apresentação em estilo livre... Pude ver cada movimento meu, os saltos e sinceramente não encontrei meu erro.
- Eu só precisava ser melhor que Mirai Nagasu... — falei a mim mesma e percebi qual foi meu erro.
Acabei, talvez até inconscientemente, patinando não porque queria ir para as Olimpíadas, mas sim porque queria provar que era melhor que as outras patinadoras ali presentes. Não devia ter feito isso...
- Bom dia, minha princesa. — ouvi aquela voz que eu amava bem perto de meu ouvido e me virei rapidamente, quase caindo. Mas os braços fortes de Edward me seguraram. — Nossa, como você é desastrada. — exclamou rindo, passando os braços ao redor de minha cintura e acabei rindo também.
- Você chega sem fazer nenhum barulho e queria que eu não me assustasse? — indaguei e ele riu mais.
- Não, não venha dar desculpas. — falou, me puxando para mais perto e abraçando-me.
- É, são desculpas. — falei irônica, enlaçando seu pescoço com meus braços.
- Como está? — perguntou.
- B-Bem. — gaguejei e me odiei por isso.
- Não esconda as coisas de mim. — pediu.
- É que... passei um pouco mal ontem, Alec foi até minha casa e falou que foram as doses mais fortes de remédio que ele me passou, nada de mais...
- Mas, está melhor? — notei a preocupação em sua expressão.
- Estou sim. — afirmei. — Não tinha que estar na aula? — mudei de assunto e Edward riu de minha pergunta.
- Não muda de assunto. E por favor, olhe nos meus olhos. — pediu e fitei seus olhos. — Você está bem?
Agora olhando Edward mais de perto, com um olhar detalhista pude perceber em seu rosto traços de cansaço que o deixavam com uma aparência mais velha, além das leves olheiras. Não respondi sua pergunta, apenas o abracei e por causa dos patins estava quase da altura dele, o que facilitava. Encostei minha cabeça em seu ombro e respirei lentamente, sentindo seu perfume e deliciando com a sensação de estar em seus braços. Senti quando ele depositou um beijo em meu pescoço, fazendo minha pele se arrepiar.
- Senti sua falta. — sussurrou e sorri, me afastando um pouco e fitando aquele par de esmeralda. — Mesmo tendo passado apenas um dia longe de você, ou até menos.
Sorri mais ao ouvir cada palavra e Edward encostou sua testa na minha, então fechei os olhos e me permiti dizer aquilo que sempre quis dizer a ele.
- Eu te amo. — falei baixo. Edward se afastou, olhando em meus olhos e então sorriu. — O que foi? — indaguei.
- É que... é a primeira vez que diz isso. — falou pausadamente, seus dedos entrelaçado-se aos meus. — Fala de novo. — pediu sorrindo, enquanto se aproximava.
Apenas ri e repeti aquelas três palavras: "Eu te amo", então senti seus lábios se moldando aos meus e suas mãos apertarem de leve minha cintura, meus dedos se infiltraram em seus cabelo, ali perto de sua nuca, puxando-o para mais perto e então ouvimos o sinal, anunciando o início das aulas. Empurrei-o de leve, interrompendo o beijo.
- Você precisa ir. — falei.
- Não, não preciso. — ele disse antes me puxar para um beijo novamente. Sentir seus lábios se movendo com os meus era algo surreal, maravilhoso.
- Edward, eu tenho que ir. — falei sorrindo e quebrando o beijo novamente.
- Ok. — ele falou. Sorri e fomos até a saída da pista.
- Sabia que não pode pisar na pista, sem estar de patins. — informei.
- Vou me lembrar disso. — falou e ri ao notar o tom de ironia. Sentei-me, tirando os patins e colocando meu tênis.
- Como sabia que estava aqui? — perguntei.
- Vi seu carro estacionado. Vai voltar a patinar?
- Só para passar o tempo. — informei, e vi Edward pegar a pequena mala onde guardei meus patins.
- Te acompanho até o carro.
- Já está atrasado para a aula. — avisei.
- Nem tanto. — falou e caminhamos para a porta de saída do ginásio. Edward passou o braço ao redor de meu corpo e logo passávamos pelo estacionamento do colégio. Chegando ao meu carro Edward abriu a porta para mim. — Passo na sua casa depois do colégio. — avisou.
- Vou esperar. — falei, aproximei-me e roubando mais um rápido beijo. — Tchau. — falei e entrei no carro, vendo aquele sorriso torto nos lábios de Edward que fechou a porta logo em seguida.
- Até. — falou e liguei o motor do carro, logo partindo.
~*~
Já era quinta-feira, como os dias passavam rápido... e lá estava eu deitada no sofá, com um cobertor, enquanto assistia TV. Olhei no relógio e já eram duas horas da tarde, então levantei-me decidida a fazer alguma coisa, além de ficar ali deitava.
Rumei a cozinha e abri os armários, vendo se tinha todos os ingredientes que precisaria e para minha sorte todos estavam ali. Assim comecei a preparar uma batata suíça, recheada com franco e queijo cheddar.
Depois de juntar todos os ingredientes e montar certinho dentro de uma forma, liguei o forno e coloquei para assar. Fui até a geladeira pegando um copo de suco e me sentei a mesa, sentindo uma exaustão repentina, só então percebi que tremia um pouco e um medo me possuiu... medo de passar mal e estar sozinha ali. Apoiei minha cabeça no encosto da cadeira e fechei os olhos, tentando respirar calmamente.
Assustei-me ao ouvir o time tocar, anunciando que a batata suíça estava pronta. Levantei-me ainda atordoada em como o tempo tinha passado rápido. Caminhei até o forno e abri-o, logo depois ouvindo a campainha tocar.
- A porta está aberta. — falei alto, já sabendo de quem se tratava.
Usando uma luva protetora tirei a batata do forno e coloquei sobre a pia.
- O que esta fazendo? — indagou, olhando curioso por sobre meu ombro.
- Algo para o lanche da tarde. — respondi, virando-me.
E recebi o melhor beijo do mundo.
...
Edward elogiou várias vezes a receita da batata suíça e agora estávamos no sofá, com a TV ligada, a qual não assistíamos.
- Já pensou para qual universidade você vai? — perguntei.
- Não sei, Bella. — respondeu e tive a impressão de que ele já havia escolhido, mas não queria me contar.
- Vai para Seattle esse final de semana? — perguntei, mudando de assunto.
- Depende do que você pedir. — ele falou sorrindo.
- Como assim? — indaguei sem entender.
- Minha mãe vai viajar para um congresso em São Francisco e acho que Carlisle também vai. Então se eu for viajar também você vai ficar aqui sozinha com a Alice.
- Por favor, fique. — implorei, irônica e ele riu. — É serio, Alice ainda vai me transformar em uma boneca viva.
- Posso ir para Seattle no próximo final de semana. — ele falou e sorri.
~*~
Sexta-feira a noite Carlisle quase se descabelava de preocupação em me deixar sozinha.
- Eu vou ficar bem. — afirmei.
- Bom, você tem o telefone do Alec, certo? — perguntou.
- Sim, tenho. — falei. — E Edward não vai viajar nesse final de semana, então...
- Certo.
- Fique despreocupado. — falei e Carlisle assentiu.
Meu tio me acordou no sábado de manhã, apenas para se despedir, pois já estava indo viajar. Logo depois que Carlisle saiu, fiz aquilo que ele recomendou: deitar e dormir mais um pouco, já que estava cansada.
Acordei e assim que me levantei meu celular tocando, era Edward:
- Oi. — atendi.
- Oi, está no apartamento?
- Sim, não fui a lugar nenhum.
- O que acha de almoçarmos juntos? — perguntou. — Posso ir te buscar. — propôs.
- É uma boa ideia. — concordei.
- Então, passo aí em meia hora? — perguntou e poderia jurar que nesse momento aquele sorriso torto tomava conta de seus lábios.
- Ok. — falei.
- Até logo. — ele disse antes de eu desligar.
Segui para meu quarto, tomando um banho rapidamente e vestindo uma roupa e peguei um casaco já que estava frio. Não demorou muito e o porteiro ligou dizendo que Edward me esperava. Saí, fechando a porta e em seguida entrando no elevador vazio e logo estava no térreo. Caminhei para a saída e pude ver Edward, através da porta de vidro, encostado em sua BMW.
Chegamos ao elegante restaurante e Edward pediu uma mesa mais reservada a recepcionista. Caminhamos pelo restaurante seguindo a recepcionista e me senti completamente deslocada... percebi os olhares das mulheres sobre mim, elas me analisavam com um olhar de desdém e pude perceber algumas fitando Edward ao meu lado. Agradeci mentalmente quando chegamos a mesa e nos sentamos. Sinceramente, sentia que não me encaixava ao lado de Edward.
- Então, o que acha de irmos para minha casa? — ele perguntou depois que fizemos o pedido.
- Adoraria. — falei e vi ele sorrir.
Não sei se era hoje em especial, mas Edward estava engraçado, na verdade hilário. Estava começando a achar que ele tinha como objetivo me matar de rir, com todas as historias.
Em sua casa, conversamos sobre bobagens enquanto pesquisávamos na internet uma loja em Seattle de patins, já que a de Port Angeles tinha fechado e eu precisava de um par de patins novos.
Eram mais ou menos quatro da tarde quando preparamos um pouco de chocolate quente, já que parecia estar mais frio. Sentamos no sofá e começamos a assistir a um filme que passava, Edward pegou uma coberta e foi maravilhoso ficar bem pertinho dele, poder apoiar minha cabeça em seu peito, ouvir seu coração batendo e ter a certeza de que ele era real.
Assim que o filme acabou o celular de Edward começou a tocar e ele se levantou para ir atender. Levantei-me caminhando até a mesa ali próxima e vi uma pasta, acabei por abri-la e percebendo que eram partituras de musicas. Comecei a olhar as folhas e vi que elas tinham datas, algumas eram antigas, já outras recentes, que foras compostas na semana passada.
- Era minha secretaria da empresa. — ouvi sua voz atrás de mim. — O que esta fazendo?
- Você compõe? — perguntei.
- É, voltei a compor. — respondeu e achei uma folha com partituras e meu nome no topo.
- Por que meu nome está aqui? — indaguei.
- É... É que eu estava... — Edward enrolou.
- Estava? — incentivei.
- Eu compus essa melodia e ela me lembrou a você.
- Posso ouvir?
- Claro. — respondeu.
Subimos as escadas e Edward sentou em frente ao piano, puxando-me para me sentar ao seu lado. Logo depois começou a tocar a linda melodia, tão doce e delicada que parecia ser quebrável como um cristal. Quando percebi estava de olhos fechados apenas ouvindo a melodia que flutuava ao meu redor... tudo parecia tão perfeito... na verdade não tem como ficar mais perfeito do que já está.
- É linda. — falei baixo assim que ele terminou.
- Não está pronta, ainda. — Edward informou.
- Em minha opinião esta maravilhosa e não precisa de mais nada. — falei e ele sorriu.
- Lembra quando me perguntou por que o Edward Cullen que ficou com todas as garotas do colégio, que não saia das festas e baladas, ficaria com você? — senti uma dor no peito quando o ouvi pronunciar minhas palavras.
- Lembro. — sussurrei.
- Até a poucos dias achava que eu te amava por ser diferente de todas as outras garotas, por sua ingenuidade, seu jeito meigo e muito atrapalhado. — falou sorrindo e acabei rindo. — Mas depois que compus essa melodia, ao ouvi-la, percebi que te amo não pelo que tem em comum ou de diferente das outras garotas, mas sim pelo simples fato de ser você. — ouvi cada palavra e tive a impressão de estar em um sonho. — Não sei bem como fazer isso, já tentei uma vez... mas acho que não fiz do jeito certo. — falou baixo e se levantou.
- Do que está falando? — perguntei, me levantando também.
- Estou falando do fato de te querer ao meu lado todos os dias, de poder ouvir sua voz quando acordar, de poder te fazer feliz em cada minuto, em realizar cada sonho seu... — vi Edward tirar do bolso uma caixinha de veludo preto e acho que meu coração parou e voltou a bater rapidamente.
Acho que parei de respirar quando ele se ajoelhou a minha frente e começou a falar:
- Isabella Swan, você aceita se casar comigo? — Edward perguntou e abriu a caixinha revelando um lindo anel.
Não tinha o porquê eu pensar na resposta que daria, pois ela era única:
- Sim. — falei e minha voz falhou, saindo bem baixinho, mas o suficiente para Edward ouvir e sorrir o sorriso mais lindo do mundo. — Sim, eu aceito. — repeti e ele se levantou, me abraçando e girando-me no ar.
Quando ele me colocou no chão novamente nossos lábios se tocaram em um beijo doce e calmo, mas que logo foi quebrado, pois Edward se afastou pegando minha mão direita e deslizando o lindo anel pelo meu dedo anelar.
- Eu te amo. — sussurrou, para então colar seus lábios nos meus.
Eu tinha me enganado quando pensei que não tinha como ficar mais perfeito, pois Edward conseguiu deixar tudo mais que perfeito... Maravilhoso.
Notas finais
Não esqueçam dos reviews!
Beijoss
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