Nunca Te Esquecerei - Fanfic (concluída)
51 Sempre Juntos
Notas iniciais
Isabella's POV
Suspirei enquanto tentava entender como eles podiam complicar coisas tão fáceis. Ouvi Edward e Emmett discutirem novamente, mas agora por telefone e procurei no closet uma camiseta que ficasse grande o bastante para usar como um quase vestido.
― Está tudo bem? ― perguntei me aproximando da cama, assim que terminei de me vestir, e Edward passou as mãos no rosto, parecendo um pouco perturbado quando passou os dedos pelos cabelos, levando os fios para trás. ― Não devia ficar tão nervoso com isso, sabe acho que de certa forma tudo o que aconteceu foi por uma boa causa ― falei, sentando-me na cama.
― Emmett foi expulso e Alice entrou em uma briga, Isabella.
― E agora vocês estão juntos, como deve ser ― exclamei. ― Se coloque no lugar de Emmett, como ele ficaria lá sozinho, e Alice... vocês devem ficar juntos, cuidando um do outro ― o vi tentar um sorriso, mas não teve um bom resultado. ― Não gosto desse clima, não quero vê-los assim, discutindo...
― Eu sei ― ele falou me interrompendo ― vem cá ― pediu estendendo a mão e segurei-a, aproximando-me dele, que me puxou para seu colo e apoiei um joelho de cada lado do seu corpo, sentado em seu colo.
Deixei minhas mãos pousarem sobre seu peito nu e senti seus dedos acariciarem minha bochecha enquanto seus olhos me analisavam atentamente, como se buscassem decorar cada detalhe em mim.
― Meu anjo ― sussurrou e sorri.
Edward apagou as luzes e nos deitou, abraçando-me, apertando os braços ao meu redor assim que pedi por isso.
"Acordei assustada e a claridade fez meus olhos arderem, porém quando fui levantar a mão para protegê-los percebi que estava presa. Foi quando bati os cotovelos e percebi que estava em um lugar minúsculo.
― Edward? ― chamei-o e com dificuldade consegui levar as mãos ao rosto.
Não recebi nenhuma resposta, então tentei encarar luz que quase me cegava, me acostumando aos poucos e percebi que ela diminuiu, como se o sol estivesse se pondo. Foi nesse momento que vi todos... Carlisle, Esme, Emmett, Alice, Edward, todos de preto.
― Edward? ― voltei a chamá-lo, o desespero aparecendo em minha voz.
Mas eles continuaram ali parados, Alice e Esme chorando, Carlisle olhando para o chão, Emmett soluçando como uma criança e Edward...
Edward parecia inconsolável, com os olhos sem vida, o rosto marcado pela tristeza, como se estivesse morto. Morto por dentro.
― Edward! ― chamei mais alto ― O que está havendo? ― perguntei e o alivio me dominou quando ele se aproximou.
― Eu não posso... não posso dizer adeus... ― ele disse baixo com a voz falhando.
― O que? Do que está falando? ― indaguei.
― Até logo ― murmurou, soltando a rosa que só então percebi que ele segurava e ela caiu sobre mim, fazendo-me perceber que estava deitada.
― Não! Não! Edward! ― gritei e jogaram terra sobre a tampa de vidro do meu caixão ― Aah!!! ― gritei batendo contra a tampa, as lágrimas me impedindo de enxergar alguma coisa ― Edward!!!!
Nesse momento senti algo andando pelo meu braço e com um pouco de dificuldade vi as larvas entrando em minha pele."
― AAaaahhh!!! ― meu grito ecoou e levantei empurrando o edredom, passando as mãos em meus braços.
― Isabella, o que houve?
― Tira, tira isso de mim! Aaahh! ― gritei alto saindo da cama ― Edward está entrando em minha pele!
― Isabella! ― ele me segurou com força, então parei, olhando meus braços sob a luz do quarto já acessa ― Foi só um sonho, o que quer que tenha visto não passou de um pesadelo.
Lentamente relembrei pelo que tinha acabado de passar e as lágrimas vieram sem que eu pudesse fazer alguma coisa para impedi-las.
― Eu estava sendo enterrada, ― falei ― e eu gritei, gritei, mas você não me ouviu. Eu estava viva.
― Meu anjo, me desculpe ― ele murmurou e me encolhi em seus braços ― eu devia ter ouvido.
Passei o resto da noite sentada entre as pernas de Edward e encostada em seu peito, enquanto seus dedos traçavam caminhos pelos meus braços. Tentava me manter acordada, não queria dormir e correr o risco de voltar aquele sonho, então fazia de tudo para manter os olhos abertos.
― Precisa descansar ― ouvi sua voz baixa em meu ouvido.
― Estou com medo ― murmurei, suspirando antes de esfregar os olhos que teimavam em fechar.
― O que realmente te assustou? O sonho ou o seu significado?
― A morte ― respondi. ― Por que ela tem que ser tão solitária, tão vazia?
― E como sabe que ela é assim? ― indagou e permaneci em silêncio ― As almas iluminadas são acompanhadas pelos anjos.
― Tenho uma alma iluminada?
― Acho que não preciso responder ― sussurrou antes de depositar um beijo em meu pescoço e bocejei, o sono querendo me vencer. ― Durma um pouco.
― Eu não...
― Confia em mim? ― ele me interrompeu e sorri, puxando seus braços ao meu redor e apertando suas mãos que mantinham os dedos entrelaçados aos meus, em uma resposta silenciosa ― Eu vou ficar aqui, eu prometo. Não terá nenhum pesadelo ― afirmou e respirei fundo, me acomodando em seu peito.
Acordei com a claridade que entrava no quarto, mas Edward não percebeu, pois permaneceu em silencio continuando a acariciar as costas da minha mão. Levantei a cabeça, saindo de seus braços e vi um pequeno sorriso em seus lábios.
― Bom dia ― falou docemente e reparei em seus olhos cansados.
― Não dormiu nem um pouco?
― Eu prometi que ficaria aqui cuidando para que você não tivesse nenhum pesadelo ― ele respondeu e voltei a me aconchegar ao seu corpo.
― Obrigada ― sussurrei e Edward entrelaçou nossos dedos. ― Hum... sabe o que eu queria?
― O que?
― Algodão doce.
― Algodão doce?
― É ― afirmei rindo e seu celular começou a tocar.
Edward atendeu a ligação e levantei-me, indo até o banheiro e lavando o rosto, percebendo que meus olhos estavam um pouco inchados por ter chorado a noite.
― Isabella, eu tenho uma reunião inadiável ― ouvi sua voz que parecia querer se desculpar. ― Mandei uma mensagem para Alice, ela vai ficar aqui com você até eu voltar.
― Não precisava.
― Não quero que fique sozinha.
― Se Alice estivesse faculdade, eu ficaria sozinha ― disse ao voltar para o quarto.
― Tudo tem seu lado bom, não acha? ― ele brincou.
Alice insistiu em pintar minhas unhas e passamos a manhã rindo de suas histórias, mas seu olho ainda roxo me incomodava.
― Certeza que está bem Alice?
― Estou, já disse ― ela afirmou. ― Então, o que achou?
― Perfeito ― disse ao olhar minhas unhas agora de um rosa coral. ― Eu senti sua falta.
― Eu sei, é impossível viver sem mim.
― Convencida ― falei, abraçando-a fortemente ― Ah, comprei algo para você.
― O que é?
― Calma, vou buscar ― avisei, levantando-me pegando meu copo de suco.
― Fala o que é.
― Deixe de ser curiosa ― acabei rindo de sua ansiedade, enquanto passava pela sala, indo em direção a escada e terminava de beber o suco de laranja.
Comecei a subir os degraus e foi quando faltavam apenas dois que minha perna travou, a fincada que senti em minha cabeça me fez pensar que ela seria dividida ao meio e então tudo apagou.
Edward's POV
― Tudo bem, você ficará aqui em Nova Iorque, contará ao seu pai que foi expulso da Califórnia e vai dar um jeito de entrar na faculdade aqui, eu te ajudarei a se manter.
― Não fala assim. Eu não fui "expulso da Califórnia" ― Emmett me corrigiu ― falando assim parece ser pior do que realmente é.
― É ruim de qualquer forma. Mas enfim, você e Alice ficarão aqui, não importa o quanto ela reclama, mas irá fazer o curso de moda aqui.
― Bom sorte em tentar convencê-la ― avisou e meu celular começou a tocar.
Procurei-o sobre minha mesa e atendi assim que vi o nome de Alice na tela.
― Oi, já saí da reunião, logo eu e Emm...
― Edward estou no hospital ― ela falou, interrompendo-me.
― O que aconteceu?
...
Isabella havia caído, rolado quase vinte degraus e, o pior de tudo, estava segurando um copo, que se espatifou e um caco de vidro perfurou sua perna, a parte interna da coxa.
― Ela perdeu muito sangue e precisa de uma transfusão ― o médico informou. ― Mas temos um problema, Isabella é O- (O Negativo), está em falta no hospital.
― E agora?
― Estão trazendo de outro hospital, mas por acaso algum de vocês...
― Eu... ― Emmett o interrompeu ― sou O- e saudável.
Liguei para Alec, já que Isabella havia batido a cabeça na queda e em pouco tempo ele já estava ali no hospital, examinando-a, e por algum motivo desconhecido senti uma angústia e tive medo quando os dois médicos se aproximaram.
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