Notas iniciais
Bom, realmente não queria ter que ficar acelerando a história, porém tenho que terminá-la logo, pois vai começar as aulas e com vou conseguir dar conta de tudo, já que também tenho que cuidar do meu blog o Fanfics Awards. Então vão perceber que vou pular algumas partes, eu queria muito escrever sobre o Natal e o Ano Novo, já que é a primeira fez que Bella realmente se torna parte de algo, no entanto não tenho tempo... Acho que isso, não queria terminar logo essa fanfic, sempre fico criando mais história para não ter que terminá-la, mas vou ter que caminhar rapidamente para o fim e decidir de uma vez por todas o que acontecerá com Isabella... mas por enquanto espero que gostem desse capítulo ;D

Isabella's POV

Encarava o médico talvez um pouco novo para ter uma carreira tão grande, ele aparentava ter uns vinte e oito anos e seu nome era Riley Biers, mas apesar de sua aparência jovem ele tinha expressão profissional, a qual não me convencia. Algo nele era muito estranho e fazia com que eu quisesse sair o mais rápido dali.

- Não vejo problemas no seus exames, você tem condições de passar por uma cirurgia e por um tratamento mais forte. — ele falou com convicção.

- E qual seria o tratamento? — Edward perguntou.

- Já ouviram falar do Gliadel Wafer?

- Não. — ele respondeu, já que permaneci calada, encarando os olhos escuros do Dr. Biers.

- Bom, o Gliadel Wafer é uma modalidade de tratamento única para o Glioblastoma Multiforme, são pequenos discos contendo o agente citotóxico BCNU, que seria a carmustina. O disco de Gliadel é implantado no leito tumoral após a remoção cirúrgica do mesmo. — explicou e pegou um papel na gaveta ao seu lado. — Aqui, é mais ou menos assim. — falou passando uma foto com uma animação de como seria a colocação. — O lado bom desse tratamento é que ele age diretamente no local do tumor, eliminando todas as células cancerígenas.

- E os efeitos colaterais? — falei pela primeira, passando a foto para Edward, pois não queria olhar.

- Acho que deve saber que tudo tem efeitos colaterais, a quimioterapia pela qual já passou, a cirurgia, então não deve se preocupar com eles. — falou e aquilo me irritou tanto, mas não tanto quanto o que ele disse depois. — Em minha opinião devemos começar esse tratamento o mais rápido possível, então o que acha de falarmos sobre o preço.

- Preço não é um problema. — Edward falou e levantei-me.

- Então acho que podemos ir. — as palavras saíram sem que eu percebesse.

- Mas vamos marcar os exames para o pré-operatório.

- Acho que não precisamos fazer isso agora. — afirmei.

- O quanto antes fizermos isso...

- Edward. — chamei o rapaz que ainda estava sentado interrompendo o homem de branco, as duas esmeraldas apenas encontraram meus olhos por segundos e ele se levantou.

- Tenho certeza que podemos discutir isso depois. — falou.

- Claro. — o doutor Biers respondeu de mau humor e abriu a porta para nós.

Saí o mais rápido possível da clínica e quando pisei na calçada vendo as várias pessoas ali senti um certo alívio.

- Isabella? — senti a mão de Edward em meu braço. — O que houve?

- Quero ir embora. — murmurei e desviei o olhar quando senti seus olhos me analisarem. — Por favor. — sussurrei antes que ele dissesse alguma coisa e senti sua mão deslizar de meu braço para minha cintura, mantendo-me perto de seu corpo enquanto caminhávamos até o carro.

Algo parecia me sufocar e tentava não encarar a paisagem que passava rapidamente do lado de fora do carro, levei a mão ao meu pescoço e suspirei, tentando afastar aquela sensação... tentando afastar o medo. Retomei a imagem do procedimento, do qual Alec já havia falado e senti uma vertigem horrível. Estava em uma rua sem saída, o que aconteceria se fizesse o tratamento? Se não suportasse a cirurgia? Algo me diz que talvez... não, não posso pensar assim, talvez... mas... Nossa minha cabeça parecia que iria explodir a qualquer momento.

Saí rapidamente do carro assim que Edward o estacionou e entrei em casa, indo direto para o banheiro, abrindo a torneira e molhando o rosto com a água fria, levando a mão gelada por causa da água até minha nuca, tentando fazer aquele mal estar passar.

- Isabella? — ouvi a voz de Edward e vi ele segurando a pequena toalha para mim. — Você está bem?

- Estou, é apenas um mal estar. — respondi baixo secando meu rosto. — Acho que vou me deitar um pouco.

A última coisa que iria fazer era descansar, mas precisava ficar um pouco sozinha, precisava decidir o que iria fazer. Então deixei um Edward confuso para trás e fui para o quarto, deitei-me fechando os olhos e pude ouvir a voz de Alec no dia que ele falou sobre o Gliadel Wafer:

"- Sinceramente não gosto muito desse procedimento, acho ele talvez muito agressivo e como todo tratamento tem efeitos colaterais.

- Quais são? — Carlisle, que estava sentado ao meu lado, perguntou.

- Bom, os mais comuns são: convulsões, edema cerebral, problemas na cicatrização e infecções intracranianas."

Abri os olhos puxando o travesseiro do Edward e abracei-o, sentindo seu perfume ali e de repente já tinha me decidido.

Acordei e surpreendi-me ao perceber que realmente tinha dormido, olhei no relógio e já eram quase sete da noite. Sentia-me muito melhor, o mal estar parecia ter desaparecido e de algum jeito minha cabeça não doía. Virei-me na cama, estava feliz e sorri de repente, sentindo algo estranho, uma sensação estranha. Por que não? Por que não aproveitar o resto de tempo que ainda tenho? Por que ficar pedindo a cada minuto uma cura? Por que ter medo?

E foi com esses pensamentos que entrei no escritório, vendo Edward concentrado em algo que via em seu notebook.

- Oi. — falei. — O que está vendo?

- Oi. — percebi a surpresa em sua voz e vi ele abaixar a tela do computador antes que eu pudesse ver algo. — Não é nada. Como está se sentindo?

- Muito bem. — respondi sendo recebida em seus braços, porém havia algo errado ali e ao olhar em seus olhos que agora pareciam estar mais escuros que o normal tentei me convencer que era apenas minha imaginação. — Bom, estou fome, o que acha de prepararmos o jantar juntos? — perguntei e quando toquei seus lábios com os meus realmente vi que havia algo errado.

- Isabella, precisamos conversar. — seu tom de voz fez um tremor de medo percorrer meu corpo e toda felicidade que estava sentindo a segundos atrás desapareceu.

- Já estamos conversando. — falei levantando-me de seu colo, caminhando pelo escritório, arrumando uns livros que estavam fora das prateleiras e ficando de costas para ele.

- Você entendeu, ficamos mais de uma semana sem tocar nesse assunto, mas agora não dá mais. — afirmou. — Estive pensando e sei que não vai querer começar o tratamento agora, faltando menos de dois meses para os Jogos Olímpicos, mas pode começar com os exames e todo procedimento pré-operatório.

- Eu não vou fazer esse tratamento. — falei convicta ainda sem olhar para ele, encarando a prateleira com vários livros e o silêncio que se instalou foi assustador.

Fechei os olhos e posso jurar que naquele momento eu podia ouvir qualquer coisa, até o tecido da cortina se movendo por causa da janela mal fechada.

- Como assim? — perguntou depois do que pareceu ser uma eternidade, então suspirei e virei-me encarando seus olhos.

- Eu não vou fazer esse tratamento.

- Isabella, você nem pensou direito, acho que talvez seja um pouco cedo para falar nisso, já que conversamos com o médico hoje...

- Eu não vou fazer. — falei interrompendo-o. — Não importa se me perguntar hoje, amanhã, na próxima semana... minha resposta será a mesma.

- E como decidiu isso?

- Edward não se engane, isso não é a cura, é apenas um experimento.

- Não, isso é uma chance que está jogando fora Isabella.

- Fala isso porque não é a sua cabeça que eles vão encher com discos de carmustina! — exclamei e segurei as lágrimas que teimavam em querer aparecer.

- E não é pior ficar se intoxicando de remédios, fora os que você toma para o tumor tem que tomar os antiácidos, antieméticos, anticonvulsivantes, sem contar os analgésicos. — falou e desviei o olhar, sentindo o peso de suas palavras que pareciam querer me ferir. — Acha que não vejo o tanto de analgésicos que toma durante um único dia, rezando para que eles tirem a dor de cabeça, mas sabe que nunca irá resolver. E devo lembrar que ainda existe os corticosteróides, os quais você ainda não toma, mas é só uma questão de tempo e acho que sabe o que eles fazer com o seu psicológico, com seu físico.

- Então é com isso que está preocupado, em como meu corpo vai ficar depois que começar a tomar os corticosteróides?

- Estou preocupado se vai conseguir se olhar no espelho depois disso! — a voz de Edward me assustou de tal modo que acabei esbarrando na mesinha que tinha ali no escritório e o pior de tudo é que ele tinha toda razão.

- Já tomei minha decisão. — falei baixo sem olhá-lo, limpando uma lágrima que desceu por meu rosto.

- QUAL DECISÃO?! — ele praticamente gritou. — Não está tomando uma decisão Isabella, você está desistindo, porque sua escolha não é uma das opções.

- Então me diga quais são as opções? Porque até agora não encontrei uma. — continuei com um tom baixo fitando o tapete de cores escuras e quando percebi que ele não diria nada voltei a falar. — Está vendo, minhas únicas opções é morrer ou morrer, apenas escolhi a qual irei sofrer menos.

- Sofrer menos? — indagou. — A cada dia essa doença aparece mais e mais, sei que faz de tudo para esconder, mas percebo sua falta de equilibro, seus lapsos de memória, as vezes a dificuldade para pronunciar palavras tão simples, tonturas... apenas vai esperar tudo isso piorar?

- Essa é a minha escolha. — afirmei e virei-me caminhando para a porta, não via a hora de sair dali, mas sua mão segurou meu pulso. — Ai, Edward. — murmurei e ele me puxou para bem perto de seu corpo, sua mão contornava perfeitamente meu pulso fino que doía com o aperto de seus dedos e seu rosto ficou a centímetros do meu.

- Essa é a sua escolha? — questionou e realmente me assustei quando vi aquela escuridão em seus olhos, a raiva. — E eu, onde fico nisso tudo?

- Edward me solta. — pedi. — Por favor. — implorei.

- Eu não aceitei viver ao seu lado para te ver morrer um pouco a cada dia, eu aceitei estar ao seu lado para te ajudar a lutar contra essa doença. — sua voz era fria, o que fez com que eu quisesse sair dali o mais rápido possível e agradeci mentalmente quando ele soltou meu pulso, o qual segurei contra meu peito ainda sentindo a marca de sua mão.

Senti a lágrima desce pela minha bochecha e o medo daqueles olhos verde escuro se apossou de mim, porém mesmo assim respirei fundo tomando coragem para falar:

- Então se não pode viver ao meu lado e aproveitar o resto de tempo que tenho a solução é não vivermos junto. — encarei seus olhos pela última vez e saí daquele lugar.

- Ah! — arfei, encostando-me na parede, com o susto que levei ao ouvir a porta do escritório bater com toda força e pude escutar o som de vidro se espatifando.

Caminhei pela casa aos prantos, de repente meu porto seguro tinha desaparecido... de repente me senti sozinha como a muito tempo não me sentia. Subi a escada tropeçando em meus próprios pés e assim que fechei a porta de meu quarto minhas pernas falharam, fazendo-me cair no chão. Cobri meu rosto com as mãos tremulas e deixei que todo o desespero tomasse conta te mim.

Acho que se passaram alguns minutos ou podem ter sido horas, mas finalmente consegui me levantar e segui direto para o closet, pegando algumas de suas roupas e colocando-as sobre o aparador que havia no corredor, voltando para o quarto e trancando a porta. Não queria ver, muito menos falar com Edward... agora queria apenas deitar ali naquela cama que parecia grande demais para mim e deixar que o cansaço tomasse conta de meu corpo, porém isso não aconteceu e inconscientemente abracei o travesseiro ao meu lado, sentindo seu cheiro e achei que estava delirando quando ouvi sua voz, mas não estava.

- Isabella? — ele me chamou, batendo de leve na porta. — Sei que está ouvindo e... me desculpa. Preparei o jantar... — houve um silêncio e pensei que ele já não estivesse mais ali, mas então ouvi sua voz grave e ao mesmo tempo suave. — Também trouxe a água, não esqueça. — falou mais baixo e pude escutar seus passos se afastando.

Levantei-me e ao abrir a porta vi ali sobre o aparador a bandeja com uma das receitas que mais gostava, o maravilhoso filé de frango ao molho ferrugem que Edward sabia fazer, mas depois de tudo tinha perdido a fome, então só peguei a pequena jarra com água e o copo, os quais sabia que ele tinha colocado ali para que eu pudesse tomar meus remédios. Voltei a entrar fechando a porta, respirando fundo, ainda ouvindo a voz de Edward que parecia ecoar em minha mente, ele nunca tinha falado naquele tom comigo e realmente me assustei com o que podia ter acontecido. Agora era apenas meu pulso que doía, mas e se.... será que podia mesmo confiar tanto em Edward? Tentava não acreditar no que ele tinha digo, mas era tudo tão óbvio, era tudo a mais pura verdade e nesse exato momento encarava a realidade ao abrir a gaveta em que guardava os vários potinhos de remédios. Peguei todos que deveria tomar e olhei os cinco comprimidos em minha mão, entre eles duas cápsulas talvez um pouco grande mas já estava acostumada e sem esperar mais, tomei um a um e assim que engoli o último sequei a lágrima que teimou em cair.

Deixei meu corpo cair sobre o colchão macio e fechei os olhos, inconscientemente abraçando aquele travesseiro com um perfume doce e envolvente. Então relembrei as últimas palavras ditas:

"- Eu não aceitei viver ao seu lado para te ver morrer um pouco a cada dia, eu aceitei estar ao seu lado para te ajudar a lutar contra essa doença.

- Então se não pode viver ao meu lado e aproveitar o resto de tempo que tenho a solução é não vivermos junto."

Lembrei da raiva em seus olhos antes de meu corpo ceder ao cansaço, a dor, a solidão.

Eram exatamente oito horas quando vi pela janela ele ligar o carro e sair, virei-me ainda segurando a tolha ao redor de meu corpo. Caminhei até meu closet e peguei uma calça de moletom, procurando uma blusa confortável, porém não achei o que procurava, então abri o armário de Edward, pegando uma de suas várias camisas e assim que vesti senti seu suave perfume, o que me fez fechar os olhos e sonhar... de repente lá estava eu novamente com aquele lindo vestido branco, caminhando ao lado de Carlisle, até o rapaz parado no altar com um sorriso radiante nos lábios.

"Eu, Edward Cullen Masen, te recebo Isabella Swan, como minha esposa na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, para amar e respeitar por toda a eternidade." Ouvi suas palavras como se ele realmente estivesse ali, sussurrando-as próximo ao meu ouvido.

Por que mesmo aceitei me casar com Edward? Eu o amava e ainda o amo, enquanto ele me ajuda a caminhar e a única coisa que faço é colocar cada vez mais responsabilidade em suas costas. Ele não tem capacidade de aguentar tudo isso e agora ao entrar no escritório, vendo o copo quebrado e a garrafa de uísque que tinha sido jogada contra a parede entendo que Edward chegou ao seu limite. Caminhei até o computador, que estava do mesmo modo que o deixou antes de começar nossa discussão, levantei a tela e iniciei-o novamente, vendo tudo ser restaurado e em pouco tempo vi as seis páginas da internet abertas, cada uma em um site diferente, mas todos tinham o mesmo assunto: glioblastoma. Saí dali o mais rápido possível indo até a cozinha e parei ao passar pela mesa toda arrumada, cada detalhe. Aproximei-me, tocando a rosa branca colocada delicadamente ao lado da xícara e senti a lágrima descer por minha bochecha. Porém não queria comer nada, então peguei a caneca decorada com desenhos de florzinhas que me lembrava a Alice, servi-me um pouco de chá e caminhei até a sala, aconchegando-me no pequeno sofá ao lado da janela, vendo a neve que começava a cair, enquanto me perguntava quando ele chegaria. A casa ficava tão vazia, tão fria, sem ele aqui. Mas... eu queria mesmo que ele chagasse? Não sei se conseguiria encarar Edward...

- ...não depois do que aconteceu ontem. — falei em voz baixa analisando meu pulso esquerdo, o qual estava um pouco dolorido.

Suspirei encostando-me no vidro e fechei os olhos ouvindo o "tic tac" do relógio pendurado na parede próxima.

Nove horas... dez... meio-dia... uma... duas... três... quatro da tarde e nada dele aparecer, porém continuava ali sentada como idiota relembrando suas palavras:

"- Isabella? Sei que está ouvindo e... me desculpa."

"me desculpa... me desculpa... me desculpa... me desculpa" Por que isso me soava tão falso? Por que não conseguia acreditar?

Então com dificuldade me levantei, sentindo meu corpo doer, deixei na mesinha ali ao lado a caneca praticamente cheia de chá e subi as escadas em meu estado completamente entorpecida, perdida, de repente não sabia mais de nada.

- Meu casamento vai acabar assim? — perguntei para mim mesmo, enquanto olhava pela janela do quarto o jardim lá fora e tive medo da resposta, porém eu já tinha.

Olhei para a aliança em minha mão e tirei-a, olhando a pequeno coraçãozinho de diamantes, partindo-o ao meio ao abrir o anel e ver a mensagem escrita:

"Eu te amo, meu anjo".

Suspirei abraçando meu próprio corpo, sentindo algo estranho no quarto, estava frio ali como se não houvesse o teto e o desespero apareceu novamente, fazendo meu corpo deslizar pela parede em que estava encostada e levei as mão ao rosto tentando impedir de alguma forma as lágrimas que apareceram, mas afundei meu rosto ao máximo nos punhos das mangas da camisa que ficava grande para mim, sentindo seu perfume, seu cheiro. Levei a mão lentamente a minha cabeça, podendo ainda sentir a cicatriz praticamente invisível e meus dedos se enrolaram em meus cabelos puxando-os.

- Por que? Por que tinha que ter essa porcaria dessa doença?! — murmurei e ao olhar aquela cama, lembrando dos momentos ali nos dias que se passaram consegui forças para levantar, coloquei minha aliança em meu dedo, onde era seu lugar e caminhar até o closet.

Peguei um edredom, junto com um lençol e saí daquele quarto, já que ali era o último lugar onde queria ficar e desci os degraus, tropeçando e chegando a sala afastei o sofá, estendendo o edredom sobre o tapete felpudo, logo depois acendendo a lareira. Deitei e cobri-me, tentando fazer daquele lugar meu casulo onde não sentiria medo, mas não funcionou muito bem e continuei ali vendo o fogo queimar, vendo a sombra que o sol projetava na sala ao se pôr e um arrepio de medo percorrer meu corpo quando tudo escureceu, mas continuei ali. Já não chorava mais, sentia-me de um jeito estranhamente forte, mas sabia que estava apenas tentando me enganar...

- Ah! — arfei, sentando-me com o susto as ver as luzes se acenderem e ao olhar para trás vi o par de esmeraldas me encararem, reparando que seus olhos pareciam meio avermelhados.

- Desculpe se te assustei. — falou.

- Tudo bem. — murmurei.

- Tem lugar para mais um aí? — perguntou e levantei-me, dando alguns passos em sua direção.

- Onde esteve?

- Achei que precisa de espaço, ficar um pouco sozinha para pensar. — falou colocando sobre a mesa a chave do carro que ainda segurava na mão e tirou seu casaco.

- É, eu precisava.

- Espero que tenha pensado melhor sobre o tratamento. — ele falou e respirei fundo, desviando meus olhos dos seus.

- Por favor. — pedi. — Alec já disse que eu não vou aguentar outra cirurgia.

- Mas o Dr. Biers viu seus exames e ouviu o que ele disse, você tem condições de passar por várias cirurgias, não há problemas.

- EDWARD VOCÊ NÃO ENTENDE!! — gritei e senti as lágrimas traidoras apareceram. — Eu não vou conseguir! Sei que pareço forte mas não estou, estou fraca...

- Isabella. — ele me interrompeu, mas não deixei.

- Não Edward, eu não consigo... eu não aguento mais...! — falei alto. — Eu estou com medo! — sussurrei, confessando o que sentia, tampando meu rosto molhado com as lágrimas e senti meu corpo falhar mas lá estavam seus fortes braços para me segurar.

- Está tudo bem. — ele falou, segurando-me. — Shhhh... está tudo bem.

- Eu tenho medo... tenho medo do que pode acontecer.... tenho medo da morte Edward. — murmurei abraçando-o fortemente e afundando meu rosto no espaço entre seu pescoço e seu ombro, sentindo seu perfume, seu cheiro, que automaticamente me acalmou.

- Está tudo bem, eu estou aqui. Não precisa ter medo, não vou deixar que nada aconteça, eu prometo.

- Não prometa o que não pode cumprir. — falei.

- Quem disse que não posso? — indagou afastando-me, olhando em meus olhos e vi ele se aproximar, tocando seus lábios nos meus e só então me dei conta de como queria que isso acontecesse... de como desejava seu beijo, de como almejava seu toque.

- Acho que tem lugar para mais um. — murmurei separando nossos lábios e olhando para o lugar arrumado perto da lareira, Edward sorriu aquele sorriso torto que eu tanto amava, passando seu braço atrás de meus joelhos e carregando-me até o edredom esticado no chão.

Ele se sentou, colocando-me em seu colo com tanto cuidado e sorri ainda secando algumas lágrima enquanto me agarrava a seu corpo e encostava minha cabeça em seu peito. Ouvi seu coração batendo e aquele som me deu força para respirar novamente, fez com que me sentisse viva. Senti ele depositar delicados beijos em meus cabelos, suas mãos acariciando-me e de repente estava segura, nada poderia me atingir.

- Me perdoa... pelo que falei, pelo que fiz ontem, eu não tinha o direito. — falou baixo segurando minha mão e levou-a até seu rosto, logo depois depositando um beijo na palma da minha mão, fazendo uma trilha até meu pulso, onde seus lábios se demoraram um pouco e dessa vez notei a sinceridade em sua voz.

Então afastei-me, não muito, mas o suficiente para olhar em seus olhos e tomei seus lábios para mim, minha boca se moldando a sua e quando nos separamos Edward encostou sua testa na minha, foi nesse momento que fechei os olhos e sussurrei tão baixo que pensei que ele não ouviria: — Faz amor comigo.

E quando seus olhos fitaram o meus com tanta doçura, com tanto amor, tive a certeza que ele tinha ouvido. Seu lábios beijaram os meus e ele me deitou no edredom, esvaziei minha mente e concentrei-me apenas em sua boca deslizando por minha pele, em suas mãos que me despiam e nas coisas delicadas que sussurrava em meu ouvido.

Cada gemido, cada murmúrio, cada declaração, cada jura de amor, cada suspiro.

Ele me abraçava fortemente mantendo seu corpo grudado ao meu, enquanto senti ele me completar e cada vez mais apertava minhas penas ao redor de seu quadril, sussurrando... pedindo para que me abraçasse mais forte e minhas unhas se cravavam em suas costas cada vez que ele fazia o que eu pedia.

- Humm... — gemi sentindo sua mão deslizar pela lateral do meu corpo já suado que ainda se movimentava no mesmo ritmo que o dele.

Sentia suas estocadas que me levavam cada vez para mais perto do prazer e ao mesmo tempo me deliciava com a intimidade que tínhamos, eu confiava meu corpo a Edward, confiava que ele nunca me magoaria e agora sentindo seus lábios nos meus, apenas roçando-se sabia que ambos estávamos com medo e entendia sua reação de ontem.

- Ahh Isabella... humm... — ele gemeu e deixei meu pescoço exposto, como um pedido para que seus lábios tocassem ali, enquanto fechava meus olhos.

Minhas mão se fecharam automaticamente amassando o edredom e gemi alto sentindo ele aumentar o ritmo e a força com que me preenchia.

- Isa..bella... olha para mim. — Edward pediu com dificuldade ao falar e abri os olhos fitando aquele par de esmeraldas. — Eu te amo. — sussurrou.

Vi em seu olhar todo desejo, paixão, preocupação, cuidado, amor e ambos alcançamos o ápice do prazer.

Estávamos ali a horas, abraçados, completamente nus, nossos corpos suados e exaustos. Toquei seu rosto, sentindo sua pele macia e deixei minha mão deslizar até seu peito, então senti seus dedos secarem a lágrima que desceu por minha bochecha.

- Me perdoa. — pediu num sussurrou e nos virou ficando sobre mim, mas tomando muito cuidado com o peso de seu corpo

- Não tenho o que perdoar. — respondi. — Ambos estamos com medo Edward. Você se desesperou, chegou ao seu limite. — falei acariciando seu rosto perfeito.

- Nada explica o que fiz. — a dor era evidente em sua voz e senti seus dedos tocando meu pulso.

- Foi horrível ficar sem você aqui, fiquei com medo, me senti sozinha, abandonada... e cheguei a pensar que você não voltaria. — murmurei deixando as lágrimas caírem.

- Como pôde pensar isso? Se esqueceu do que sempre digo?

- Como assim?

- Isabella eu te amo e não sei viver sem você. — falou encostando sua testa na minha. — Eu não posso te perder. — ouvi suas palavras e fechei os olhos enquanto o sentia levar minha mão até seu pescoço, onde ela deslizou até sua nuca, meus dedos se enroscando em seus cabelos.

- Não vai me perder. — afirmei e seus lábios beijaram os meus de um jeito tão delicado que nem parecia real e não contive um sorriso.

- Já disse que amo te ver sorrindo? — indagou e sorri mais ainda deixando meus dedos entrarem em seus cabelos completamente bagunçados. — Diz que me perdoa. — pediu, segurando meu pulso com cuidado.

- Eu te perdoo. — falei bem baixinho, vendo-o depositar um beijo em meu punho, sentindo meus olhos começarem a pesar.

- Obrigado. — respondeu no mesmo tom baixo. — Parece cansada.

- Não dormir nada na noite passada. — confessei e ele sorriu.

- Nem eu. — ouvindo isso me virei em seus braços, deitando-me de lado, olhando para a lareira ainda acessa, deixando claro o que queria e tenho certeza que aquele sorriso torto tomava conta de seus lábios quando ele puxou o lençol até em minha cintura e me abraçou por trás, moldando seu corpo ao meu, colocando seu braço sob minha cabeça... um travesseiro improvisado e muito bom.

Abri os olhos lentamente e aconcheguei-me mais nos braços de Edward, deixando minha mão descer pelo seu abdômen, entrando em baixo do lençol, porém ele me parou quando minha mão se aproximou de seu quadril.

- O que pensa que está fazendo? — perguntou baixo e acabei rindo envergonhada, enquanto escondia meu rosto no espaço entre seu pescoço e seu ombro.

- Não sei, acho que ainda estou dormindo. — murmurei contra sua pele.

- Ah, ainda está dormindo? — falou com uma risada divertida que preencheu a sala.

- Aham... — afirmei virando-me na cama improvisada no chão e sentindo todo meu sangue subir para meu rosto. Nunca tinha... enfim acho que realmente estava meio dormindo.

- Então, também acho que não acordei totalmente... — falou e seu corpo se moldou ao meu, enquanto sua mão deslizava pela minha cintura e seus dedos pararam onde normalmente ficava o cós da minha calcinha.

- Bobo. — falei dando um tapa de leve em sua mão. — Que horas são?

- Hora de levantar. — respondeu prendendo o lóbulo da minha orelha entre seus lábios, fazendo um arrepio percorrer cada centímetro da minha pele.

- Já?

- Já. — afirmou sorrindo ao ouvir minha voz manhosa. — Hora do café da manhã, pois tenho a impressão que não comeu nada ontem.

- Ok. — murmurei e não contive a risada quando ele me levantou facilmente, carregando-me no colo enquanto subia as escadas em direção ao nosso quarto.

Encostei minha cabeça em seu peito, fechando os olhos e ouvindo seu coração que parecia me dar força. Então senti ele me colocar no chão e ligar o chuveiro, em minutos ambos estávamos sob a água morna, enquanto sentia suas mãos explorando meu corpo.

- Ei, café da manhã lembra? — falei afastando-me, rindo da sua cara de criança que acabou de quebrar algo que não devia.

- Eu sei. — afirmou pegando o shampoo para mim.

Acho que demoramos bem mais do que devíamos no banheiro e tratei logo de achar uma roupa, rapidamente, assim que entramos no closet. Vesti-me, colocando uma calça que mais parecia um pijama e uma regata, apesar de lá fora estar nevando a casa parecia estar quente e aconchegante.

Edward's POV

O que eu fiz? Perguntei-me enquanto via pelo reflexo do espelho Isabella se vestindo. Depois de tudo.... depois da noite de ontem, não consigo acreditar que perdi o controle, que assustei ela a ponto de ver aquele medo em seus olhos novamente. A única vez que vi aquele medo, aquela angustia em seus olhos foi quando ela falou sobre seu pai e agora eu era o motivo daquilo. Respirei fundo e terminei de me vestir, aproximando-me dela que procurava seu secador.

- Vou preparar seu café. — falei baixo, afastando os fios castanhos de seu cabelo molhado e depositando um beijo em seu pescoço. — Algum pedido especial?

- Hum... — ela fez uma expressão pensativa. — Quero panquecas e geléia...

- ... de morango, já sei. — completei sua frase. — Pode deixar.

- Edward. — ela chamou com aquela voz doce e única.

- Sim?

Vi Isabella dar dois passos em minha direção e tocar meus lábios com os seus, daquele jeito inocente que só ela sabia.

- Já disse que te perdoo, pare de se culpar, afinal todo casal tem que ter sua primeira briga. — falou baixo quebrando nosso beijo e olhando em meus olhos, fazendo-me rir.

- É, tem razão.

- Eu sempre tenho. — afirmou virando-se e voltando a procurar o secador.

Saí do quarto querendo de voltar lá e agarrá-la, beijá-la e fazê-la rir, porém segui para a cozinha, procurando nos armários tudo que iria usar, enquanto me recordava do que aconteceu a pouco tempo atrás.

"Acordei com Isabella se mexendo em meus braços e de repente senti sua mão que permanecia em meu peito começando a se movimentar. Seus dedos acariciaram minha pele, descendo por meu abdômen e decidi ver até onde ela iria, porém quando sua mão entrou sob o lençol acabei tendo que pará-la.

- O que pensa que está fazendo? — perguntou baixo e ouvi sua risada enquanto ela escondia seu rosto em meu pescoço.

- Não sei, acho que ainda estou dormindo.

- Ah, ainda está dormindo? — acabei rindo de sua desculpa.

- Aham... — ela resmungou, virando-se."

Acabei rindo sozinho ali na cozinha enquanto preparava as panquecas, não queria ter parado sua mão, mas também sabia que tinha que ir devagar. Claro que já fizemos muitas coisas, mas Isabella ainda era um pouco receosa quando o assunto era sexo e sabia que para certas coisas ela ainda não estava preparada.

Pensando no que Isabella está preparada e no que não está, fez com que eu me lembrasse da nossa discussão e de como perdi o controle, o desespero de saber que podia perdê-la fez com que eu quase a machucasse.

- Claro que o álcool também ajudou. — murmurei para mim mesmo, lembrando que devia limpar a bagunça que fiz no escritório com a garrafa de uísque.

Mas deixei isso para depois, agora tinha coisas mais importantes e uma delas já estava terminando, pensei enquanto ligava o liquidificador para fazer uma vitamina de morango, colocando em uma jarra logo em seguida. Esvaziei minha mente e comecei a fritar as panquecas, de repente sentindo aquelas pequenas e delicadas mãos passearem por meu abdômen e seus lábios depositarem um beijo em meu ombro.

- Está quase pronto. — falei sorrindo. — Fiz vitamina de morango.

- Hum... — sorri enquanto ela pegava um copo de vitamina. — Vou arrumar a mesa.

- Ok.

Em pouco tempo terminei as panquecas e levei tudo a mesa, já arrumada com pratos, copos e a geléia de morango.

- Acho que não vamos precisar de dois pratos. — avisei e puxei-a para meu colo.

Tomamos o café da manhã assim, juntos e uma sensação de alívio tomou conta de mim ao ver que Isabella parecia estar com apetite, algo que não era muito comum por causa dos remédios.

- Precisamos conversar. — falei assim que acabamos de lavar a louça e guardá-la.

- Edward...

- Só conversar. — pedi.

- Está bem. — acabou concordando. — Vem. — falou baixo segurando minha mão e levando-me até a sala.

Sentamos no sofá e coloquei as pernas de Isabella sobre meu colo, trazendo-a para mais perto.

- Olha, você não vai fazer o procedimento Gliadel Wafer e entendo, mas sei que não é só isso, algo a está incomodando.

- Eu não gostei do Dr. Biers. — confessou.

- Tudo bem, podemos achar outro médico. — falei e acariciei seu rosto, vendo-a fechar os olhos. — Mesmo que não faça nenhum tratamento precisa ter um médico que acompanhe seu caso.

- Eu sei, mas não precisa ser agora. — murmurou olhando em meus olhos. — Olha, o Natal está chegando e eu nunca participei de uma ceia. Bom, minha mãe sempre preparava um jantar mas acho que pode imaginar como era... só o fato dele estar presente já estragava tudo. — ela contou e vi aquele medo em seus olhos quando se referiu ao seu pai adotivo. — Enfim, eu só queria uma ceia de Natal em família, uma mesa toda decorada com peru e tudo que tem direito. — ouvi seu pedido e vi a pequena lágrima escorrer em seu rosto delicado.

- E você terá uma ceia de Natal com a nossa família.

- Sua. — ela me corrigiu, desviando o olhar. — Sua família, Edward.

- Nossa, pois a partir do momento que disse "sim" naquele altar aceitou se tornar parte dela. — afirmei e admirei seu lindo sorriso. — Me acostumo com você tão confiante e forte quando está comigo que as vezes esqueço como é frágil e tímida. — falei enquanto minhas mão foram rapidamente até sua barriga onde sabia que sentia cócegas.

- Ah, Ed..ward! — falou rindo. — Para! — pediu e deliciei-me com o som de sua risada. — Edward!!! — ela reclamou e então sua boca tomou a minha, seus lábios movimentando-se com os meus.

Isabella apoio um joelho de cada lado do meu corpo e sentei-me mais na beirada do sofá, colando seu corpo no meu, deixando minhas mãos apertarem sua cintura, foi quando ela quebrou o beijo em busca de ar.

- Ah, descobri como fazer você parar. — falou sorrindo, enquanto se levantava saindo do meu colo e acabei rindo.

Dias Depois....

Isabella's POV

Ouvia todos conversarem alegremente, via os sorrisos em seus lábios e via os olharem entre Esme e Carlisle. Notei a paixão entre, o tio de Edward, Josef e sua namorada Lauren e também notei carinho ali entre as brincadeiras bobas de Emmett e Alice. Porém ao olhar para o rapaz ao meu lado e encarar aqueles olhos verdes vi algo único que nunca saberia explicar.

E de repente percebi que eu realmente tinha uma família, eu fazia parte de algo...

- Repararam que meu priminho está só no suco hoje? — Emmett perguntou durante o jantar, fazendo com que todos olhassem para o copo de Edward.

- Isso é muito bom, já que nenhum de vocês tem idade para beber. — Carlisle falou.

- Quem disse que eu não tenho? Se quiser posso mostrar minha identidade.

- Mas tem que mostrar a verdadeira. — Alice riu.

- Mas não sou o único aqui que usava identidade falsa.

- Vamos mudar de assunto? — Edward propôs, fazendo alguns rirem.

- Então, quando vai realmente assumir a empresa? — Josef perguntou.

- Final do ano, quando já estiver mais ou menos no meio da faculdade. Por enquanto só vou aprender como tudo funciona.

- Como se fosse um estágio?

- Exatamente.

- Mas em um estágio não ganhamos o salário que ele ganha. — Emmett falou rindo.

- E quem disse que tenho um salário? — Edward indagou.

- Ok, desculpe, esqueci que já é rico, não precisa jogar na cara. — falou e todos riram, porém notei algo ali, naqueles olhos verdes e ao olhar para Alice percebi que ela também tinha notado.

- Então, mudando o assunto, quando meu tio favorito vai vir morar em Forks? — a baixinha perguntou.

- Fala assim porque sou seu único tio, o resto é só tias. — ele respondeu e ela riu. — Mas de qualquer forma, não vou me mudar para esse fim de mundo.

- Ei, Forks é um ótimo lugar. — Esme falou.

- Eu gostei daqui. — Lauren afirmou bebendo um pouco de vinho.

- Está vendo... — ouvi a voz de Alice, mas não prestei atenção, apenas vi Edward encarar sua taça com suco.

Acho que tinha total consciência do porquê dele não estar bebendo... era impossível não me lembrar da garrafa de uísque quebrada no escritório, mas não entendia aquilo que vi em seus olhos segundos atrás quando o assunto de empresa, herança... começou a lembrar seu pai.

- Gente, se o problema é porque Forks é muito pequena a solução é se mudar para Nova Iorque. — Carmen falou. — Fiquei sabendo que a casa de um certo casal aqui é enorme.

- Está aí, uma boa ideia. Vamos passar a virada do ano na Times Square. — Emmett propos.

- Nada disso, ninguém vai viajar. Vamos passar o ano novo aqui em Forks. — Esme falou firme.

- Ah... — Emmett e Alice reclamaram.

- Mas temos que conhecer a casa do novo casal.

- Carmen, sabe que pode ir nos visitar quando quiser, nossa casa estará de portas abertas. — Edward falou.

A ceia foi perfeita e ver todas aquelas pessoas ali, era tão lindo... poder sentir aquilo que as unem. Agora sei o que é realmente uma família, porém apesar de todos deixarem claro eu que fazia parte daquilo, apesar de me sentir bem ali, não fazia parte da família, era apenas a esposa de Edward, aquela com câncer. Engraçado como a algum tempo atrás podia afirmar que era uma Cullen e alguém especial na família Masen, porém hoje nesse exato momento não sinto isso. No entanto afastei esses pensamentos, não tinha tempo para ficar pensando nisso, a partir de agora preciso me concentrar nas Olimpíadas e ao encarar aqueles olhos verdes tive a certeza, que apesar de tudo, eu não estava sozinha. Tinha medo, sentia-me morrendo aos poucos por dentro, mas não desistiria... não desistiria do meu sonho... da minha medalha de ouro.

Notas finais
Próximo capítulo preparações para as Olimpíadas.
E por favor não se esqueçam de deixar um review e se tiver um tempinho não custa nada deixar uma recomendação para a fanfic :D
Até a próxima
Beijoss