Notas iniciais
Capítulo 45 – Medos
Edward's POV
Assim que bati a porta do escritório perguntei a mim mesmo o que tinha feito e enchi o copo com o uísque que tinha ali ao lembrar o medo que vi nos olhos de Isabella quando acabei gritando. Bebi tudo de uma vez, sentindo que dessa vez o álcool não ajudaria em nada, pois nada que eu fizesse a salvaria essa era a realidade.
― Droga! ― exclamei ouvindo o copo se espatifar no chão. ― Ah meu Deus, o que eu posso fazer? ― perguntei e sem pensar peguei a garrafa de uísque virando-me e jogando-a com toda força contra a parede. ― Nada! ― gritei e tropecei no tapete, caindo no chão. ― Eu não posso fazer nada. ― murmurei.
Não sei quanto tempo fiquei ali deitado, mas me pareceu praticamente um século inteiro e ao me levantar senti como se minha cabeça pesasse uma tonelada. Olhei no relógio em meu pulso e levantei-me rapidamente indo para a cozinha preparando o jantar. Arrumei o prato de Isabella na bandeja, não esquecendo do copo com água para que ela tomasse os remédios e limpei a lágrima que quis cair de meus olhos. Peguei a bandeja e subi as escadas, porém ao me aproximar da porta de nosso quarto paralisei ao ver algumas de minhas roupas ali no corredor, coloquei a bandeja sobre o aparador e peguei as roupas, batendo de leve na porta.
― Isabella, eu... eu preparei o jantar. ― minha voz falhou e encostei-me na porta. ― Isabella, me desculpa... eu... ― não tinha o que falar, estava totalmente errado, não tinha o direito de ter falado como falei, de tê-la assustado como assustei, então apenas caminhei até o quarto mais próximo.
Não consegui fechar os olhos durante a noite e assim que o sol nasceu me vesti, indo até a cozinha, preparando o café. Arrumei a mesa com tudo que Isabella gostava e tomei apenas uma xícara de café, saindo logo depois pois sabia que se ficasse em casa ela não sairia do quarto, então entrei no carro e acelerei, só não sabia para onde estava indo...
Ainda tentava entender o que tinha acontecido ontem, porque tinha me descontrolado, eu podia ter machucado Isabella... sentia ódio de mim mesmo ao lembrar daqueles olhos castanhos que já estavam cheios de magoa e ver o medo ali... medo de mim. Por que fiz aquilo?
Talvez o desespero tenha tomado conta de mim por alguns minutos depois de ler mais sobre a doença de Isabella e perceber que não havia uma cura. Mas nada justificava.
Capítulo 48 – Um novo amigo
Isabella's POV
Aos poucos comecei a sentir novamente meu corpo, desde as pontas dos meus dedos dos pés até os dedos das mãos. De repente a gravidade se fez presente sobre mim, já que até então sentia como se estivesse flutuando na água. Foi nesse momento que notei algo em minha mão direita e movi meus dedos, sentindo uma leve pressão.
― Meu anjo? ― ouvi aquela voz e no mesmo momento pude sentir meu coração disparar no peito. ― Pode me ouvir? ― sua voz parecia cansada, angustiada e o desespero me tomou, precisava abrir os olhos, ver aquele par de esmeraldas, dizer para ele que estava bem, abraçá-lo e beijar seus lábios, mas não consegui e novamente fui tomada pelo entorpecimento.
~*~
Abri os olhos e vi ele ali, ainda ao meu lado, segurando minha mão. Minha cabeça doía muito e mal conseguia pensar, mas quando seus dedos acariciaram meu rosto soube que ficaria bem.
― Como está se sentindo? ― perguntou baixo.
― Depois do sonho que tive, não tem como falar que estou mal ― sorri.
― Com o que sonhou?
― Não foi bem um sonho, na verdade eu vivi novamente o momento em que me pediu em casamento e eu aceitei (capítulo 34 "Sim!") ― murmurei e ele sorriu ― Acho que nem se lembra do que me disse naquele dia.
― Como pode dizer isso? É claro que lembro ― afirmou.
― Então... ― falei e ele riu.
― Disse que eu te amo, não por ser diferente das outras mulheres, não por ser tão ingênua, meiga e atrapalhada, apesar de adorar isso você, mas na verdade não te amo pelo que tem em comum ou de diferente das outras por aí.... eu te amo pelo simples fato de ser você.
― Olha, você lembra! ― exclamei ouvindo sua risada.
― Ah, eu falei também que queria você ao meu lado todos os dias, queria ouvir sua voz quando acordar, fazê-la feliz em cada minuto e realizar cada um dos seus sonhos. Mas não sei se consegui...
― Como assim não conseguiu?
― Não sei se consegui te fazer feliz em cada minuto até agora.
― Ninguém é feliz a todo momento ― falei baixo.
― Mas você merece ser ― ouvi suas palavras e sorri.
― Me beija ― pedi em um sussurrou e ele se aproximou tocando meus lábios com os seus. ― Quero ir para casa ― murmurei assim que ele se afastou um pouco e em seguida me arrependi ao ver sua dor de não poder me levar para casa.
Capítulo 48 – Um novo amigo
Isabella’s POV
Acordei e no mesmo momento me arrependi ao lembrar da minha pequena crise em frente ao Edward. Abri os olhos devagar e o vi, sentando na poltrona ali no quarto.
― Ei, como está se sentindo? ― perguntou.
― Bem, eu acho ― respondi em um sussurro, alto o bastante para ele ouvir. ― Mas o problema é essa cama ― falei.
― A cama? ― indagou sem entender.
― É, ela fica tão fria sem você ― murmurei e ele sorriu.
― Posso resolver isso ― afirmou já se levantando e se deitando ao meu lado, puxando-me para seus braços e meu corpo estremeceu.
― Me beija ― pedi baixo e seus lábios encontraram os meus lentamente.
Sua mão deslizou de minhas costas até minha coxa, passando pela minha cintura e nosso beijo se tornou urgente. Só então percebi que estava de camisola.
― Você me vestiu? ― perguntei separando nossos lábios e ele passou a beijar meu pescoço.
― Para te deixar mais confortável ― respondeu e ri quando ele nos virou, sustentando seu peso sobre o meu.
Toquei seu rosto e deixei meus dedos entrarem em seus cabelos quando ele me beijou, sua língua pedindo passagem por entre meus lábios. Seus dedos encontraram o cós da minha calcinha e ergui os quadris ajudando-o.
― Vem cá ― ele me levantou, logo depois de tirar a minha calcinha e apoiei um joelho de cada lado de seu corpo, sentando em seu colo.
Edward encostou-se à cabeceira da cama e puxei sua camiseta, deixando-a cair no chão e minhas mãos percorreram seu tórax, chegando aos seus ombros largos e subindo até seu pescoço, puxando-o para encontrar seus lábios.
― Isabella... ― ele me chamou assim que minhas mãos pararam no cós da sua calça e olhei em seus olhos enquanto desabotoava o botão e abria o zíper.
Puxei sua calça junto com a boxer, revelando seu membro já duro e antes que pudesse fazer alguma coisa ele tirou minha camisola de seda. Voltei a sentar sobre seu colo e ouvi seu gemido rouco, quando nossos sexos se tocaram. Suas mãos seguraram meu corpo enquanto caia um pouco para trás, dando a ele um acesso livre a meus seios e gemi alto quando sua boca cobriu um deles enquanto sua mão massageava o outro.
― Calma... ― ele murmurou quando já não conseguia controlar minha respiração.
― Estou calma ― disse ofegante e sorri fazendo-o voltar a se recostar na cabeceira.
Apoiei-me um pouco nos joelhos, segurando em seus ombros e Edward posicionou seu membro em minha entrada. Então fui abaixando lentamente sentindo-o, sendo preenchida por ele e por reflexo levei minha mão até meu baixo ventre enquanto fechava os olhos.
― Está com dor? ― Edward perguntou, um claro tom de preocupação em sua voz e abri os olhos.
― Não ― sorri ― ... É que..., você sente isso? ― perguntei, movendo-me lentamente.
Senti suas mãos apertarem minha cintura e me abraçou forte, assim como sempre pedia para que ele fizesse.
― Se eu sinto... como é quente e apertada ― ele sussurrou bem baixinho em meu ouvido.
― Não bobo ― falei e ele riu. ― Estou perguntando o que sente.
― O que eu sinto? ― indagou e voltei a me mover, sentindo ele dentro de mim. ― Sinto sua dor ― Edward me surpreendeu ao falar isso.
― Minha dor?
― É, assim também como sinto a solidão, seu medo ― falou e me puxou, seus braços me envolvendo e ali estava protegida.
Edward me deitou e coloquei minhas pernas em volta de seu quadril, mantendo-o ali e ele começou a se mover, estocando lento, porém forte, em mim.
Capítulo 51 – Sempre juntos
Isabella's POV
Nem tudo é perfeito. De repente meu refúgio, o lugar que parecia tão certo, foi atingido por uma bola de canhão e ela acertou um dos principais pilares da construção e agora estava tudo ruindo. Isso era claro, algo estava errado. Alice mal conversava, Emmett e Edward pareciam que tinham discutido novamente, já Esme e Carlisle estavam com problemas na empresa e ambos tinham opiniões diferentes. A discórdia flutuava no ambiente, de forma traiçoeira, e analisei cada um naquela sala, sentindo-me sozinha mesmo estando entre eles. Então algo apertou minha garganta, senti como se a sala estivesse diminuindo e uma crise de pânico tomou conta de mim.
― O que está acontecendo aqui? ― perguntei, fazendo com que as breves conversas paralelas cessassem ― O que está acontecendo aqui?! Até quando vão ficam discutindo por causa dessa porcaria de faculdade? ― falei para Edward e Emmett ― Ele não podia ficar lá sozinho, se coloque no lugar dele ― então olhei para a garota com o rosto ainda machucado. ― Alice, como ainda pode querer voltar? Não adianta, não sabem viver sozinhos, vocês devem ficar juntos.
Todos me encaravam sem saber o que dizer e simplesmente levantei, caminhando até a escada e indo para o quarto, ainda sentindo a ansiedade, a angustia, o desespero. Tirei o lenço em minha cabeça, jogando-o longe e entrei no banheiro, ligando o chuveiro e entrei sob a água fria, sem me preocupar com minhas roupas. Parecia que não tinha mais para onde ir, tudo parecia errado, não me encaixava e tudo que pensei que tinha talvez não passasse de uma ilusão. Sentei-me no chão, sentindo a água levar tudo que me perturbava. Os minutos se passaram e vi a pele dos meus dedos se enrugarem, o que me fez recordar de uma vez que vi a avó de uma amiga minha, devia ter uns seis anos, ela me tratou como se também fosse sua neta...
― Isabella ― vi a porta do banheiro se abrir e levantei rapidamente ao ver Esme ― Isabella, está tudo bem?
― Está, me desculpe ― falei, desligando o chuveiro.
― Por que está se desculpando querida?
― Eu... ― olhei para minhas roupas encharcadas e suspirei.
― Aqui ― ela me passou uma toalha ― vou te esperar ― apontou para o quarto e saiu, com um sorriso doce nos lábios.
Entrei no closet, coloquei uma calça de moletom e uma blusa confortável, sentando na cadeira em frente ao espelho logo depois e suspirei tampando o rosto com as mãos.
― Carlisle me contou sobre sua mãe, que ela nunca foi uma "mãe" de verdade ― ouvi a voz de Esme e vi no espelho, seu reflexo atrás de mim.
― Nunca tive uma família, muito menos uma mãe ― murmurei. ― É como se eu não tivesse um lugar, um lar.
― Você tem todos nós ― afirmou e vi o lenço que havia jogado no chão em suas mãos. ― Posso? ― perguntou e assenti.
Esme passou o lenço em minha cabeça, amarrando-o em minha nuca e as lágrimas encheram meus olhos sem que eu pudesse impedi-las.
― Querida, está tudo bem?
― É que lembrei... ― as imagens invadiam minha cabeça ― eu sempre quis que minha mãe penteasse meus cabelos e fizesse uma linda traça, mas... ― passei as mãos no rosto, limpando as lágrimas que não queriam parar de cair.
Ela estendeu as mãos para mim e as segurei, sendo puxada para um abraço, que não só me acolheu, mas que me fez sentir segura.
― Sabe, toda família tem seus altos e baixos ― falou sorrindo. ― E quero que saiba que estarei aqui, sempre que precisar de uma mãe, porque para mim você é a filha que não pude ter Isabella.
Capítulo 55 – O que você quer viver?
Uma semana depois de acordar do coma
Isabella’s POV
― Carlisle, eu não posso ter me casado com ele. Você sabe quem é Edward Cullen?! Nunca me aproximaria dele ― continuava a falar, sem acreditar naquelas fotos.
― Todos mudam. Se desse uma oportunidade para ele se aproximar, veria que Edward está diferente.
― Minha cabeça está doendo, preciso descansar ― avisei e vi Carlisle fechar o álbum, deixando-o na mesinha ao lado da minha cama.
― Fugir não resolve nada ― falou baixo antes de se levantar e sair.
Parecia que um furacão havia passado por minha mente e agora tudo estava confuso, não conseguia organizar nada... Como acordar de repente e receber a notícia que dormiu por cinco anos?
Peguei o pequeno espelho na mesinha ao meu lado e novamente me olhei, vendo os longos cabelos castanhos que emolduravam meu rosto, disfarçando as minhas bochechas que estavam um pouco afundadas por causa dos quilos que perdi e sem querer o espelho caiu sobre meu colo. Minhas mãos falhavam e minhas pernas ainda não tinham forças. Não poderia fazer aquilo que mais queria no momento, que era poder patinar para esquecer tudo o que estava acontecendo, nem que fosse apenas por alguns minutos.
Acordei ao ouvir uma movimentação no quarto e vi o rapaz ao lado da minha cama, fazendo com que eu me afastasse automaticamente. Ele colocava uma única rosa vermelha na mesinha ao meu lado e percebeu quando me assustei.
― Desculpe, eu não queria te acordar ― falou baixo e me olhou com aqueles olhos vazios, com fortes olheiras que chamava atenção em seu rosto extremamente pálido ― Sou Edwar...
― Eu sei quem você é ― falei interrompendo e desviando o olhar, sem conseguir encará-lo, sem conseguir olhar em seu rosto deformado. Carlisle estava certo, ele havia mudado.
― Eu só vim te trazer essa rosa e ver como estava ― informou e analisei as roupas que pareciam ser três números maiores do qual ele deveria usar.
Porém, por algum motivo tive o impulso de querer abraçá-lo e aquilo me assustou, era como se eu precisasse sentir que ele realmente estava ali, mas afastei esse sentimento.
― Já trouxe, e eu estou bem. Agora pode se retirar, por favor ― pedi e ele ficou parado por alguns minutos antes de sair.
Suspirei, sentindo o alívio, assim que a porta se fechou, enquanto sentia meu coração disparado, com o medo do que eu havia sentido. Aqueles olhos sem sentimento, emoção, totalmente vazios me lembravam a uma pessoa, a qual tentava esquecer todos os dias: meu pai.
Não demorou para Carlisle aparecer e como sempre perguntou se eu havia me lembrado de algo, mas como sempre... nada. Todos pareciam só esperar por isso, que eu me lembrasse dos quase dois anos que vivi antes de entrar em coma. Mas tinha duvidas sobre esses meses, que Carlisle descrevia como os melhores da minha vida. “Eu tinha ganhado uma família” ― Era isso que ele dizia, mas do que adianta ganhar uma família que não era minha, não tinham nenhum laço de sangue comigo.
― Tenho algo muito importante para falar com você, é sobre seus pais.
― Carlisle, sabe que não gosto...
― Você vai querer ouvir ― afirmou e assenti para que ele continuasse. ― Um pouco depois que descobriu sua doença, Renée acabou te contando que você foi adotada ― suas palavras ecoaram no quarto e fiquei completamente paralisada.
― Como?
― Isso mesmo, você foi adotada e descobrimos que você tem um irmão.
― O que? Um irmão?
― Calma, vou explicar tudo ― falou e de repente tive a impressão de ouvir a história da vida de alguma pessoa, mas não a minha.
Eu havia sido adotada, adotada? Sim, adotada. Mas eu tinha alguém, eu tinha meu irmão. Alguém igual a mim e por algum motivo, não consegui pensar em mais nada além disso. Eu precisava conhecê-lo, saber como ele era, conhecer suas qualidades, defeitos, do que gostava e do que não gostava. Carlisle disse que ele era dois anos mais velho do que eu, então devia ter dezoito anos... ou melhor, vinte e seis.
― Sei que são muitas informações, mas aos poucos vai conseguir organizar tudo isso.
― Espero que sim ― murmurei pensando nos cinco anos que se foram e não voltariam.
Um mês depois
― Vamos Bella!
― Quer vir fazer?
― Se você não se esforçar, vai ficar presa aqui ― David falou sentado em minha cadeira de rodas, enquanto eu fazia os exercícios com a ajuda da fisioterapeuta.
― Não preste atenção nele, você está evoluindo muito bem ― ela falou e mostrei a língua para ele, rindo.
Esme avisou que o almoço estava pronto assim que a médica foi embora e David me ajudou, dando-me apoio enquanto andava a passos pequenos até a cozinha da casa onde Carlisle e Esme moravam, depois de terem se casado há três anos.
― Ah meu Deus! ― a mulher de traços delicados exclamou assim que me viu andando e sorri.
― Olha só! ― meu tio riu.
― Pois é, mas não posso exagerar ― falei, sentando-me com um pouco de dificuldade. ― A médica disse que tenho que ir aos poucos.
― Isso é incrível, está se recuperando muito rápido.
― O esporte ajudou, se Isabella fosse uma sedentária antes talvez não tivesse tanta facilidade na recuperação ― David informou, sentando-se ao meu lado.
Nossos almoços eram sempre assim, apenas nós quatro, por um pedido meu. Era estranho como conseguia confiar em David, ele me fazia bem. Mas era difícil me aproximar de Alice e Emmett, apesar de receber a visita deles sempre, porém eles pareciam sempre ter o objetivo de me fazer rir, já Edward era diferente. Ele vinha todo dia, para me colocar contra a parede, fazendo perguntas, mostrando fotos, vídeos, fazendo de tudo para que eu me lembrasse.
Eu não tinha um lugar. Às vezes queria voltar a Forks, mas não podia pedir isso a Carlisle, ele tinha uma nova vida, a qual não podia simplesmente abandonar. Apesar deles ali, mesmo tendo David me ajudando e me dando apoio sempre que precisava, não me sentia em casa. Eu me sentia como no meio de uma tempestade de inverno... estava com frio, com medo e sozinha.
― Precisamos conversar ― Carlisle falou, enquanto me ajudava a voltar para o quarto.
― O que houve?
― Os médicos disseram que precisa retomar sua vida, passando por tudo o que passou, talvez assim sua memória possa voltar. Mas não vai conseguir isso aqui.
― Eu não vou morar com Edward ― exclamei quando ele me ajudou a sentar em minha cama.
― Não estou dizendo que precisa morar com ele, mas poderia passar alguns dias lá, quem sabe... talvez isso possa despertar sua memória.
― Carlisle, eu não...
― Dê uma chance a ele ― pediu ― por favor.
Capítulo 59 – Nem tudo é o que parece
Isabella’s POV
Então nós três ouvimos a campainha tocar e limpei as mãos.
― Eu atendo ― avisei, saindo dali o mais rápido possível.
Encontrei com Emmett no caminho que parou, deixando que eu abrisse a porta. Porém me arrependi ao encarar os olhos verdes de Thomas.
― Eu disse que viria.
― E eu falei para não vir ― afirmei, saindo e fechando a porta, só agora notando que o carro de Carlisle não estava na garagem.
― Então é assim ― ele falou, enquanto eu caminhava pela lateral da casa, até perto do jardim. ― Isa, já estamos a mais de um mês juntos e mal consegui um beijo seu.
― E não é aqui e agora que vai conseguir. Agora, por favor, vá embora.
― Está errada, pois vim até aqui para ter a certeza que esse mês com você não foi em vão ― ele falou e empurrou-me contra a parede, seus lábios pressionando os meus, uma de suas mãos apertando meu seio e tentei gritar, mas antes mesmo de conseguir vi Thomas ser arrastado para longe de mim e jogado contra a grama.
― O que acha que está fazendo? ― a voz de Emmett era controlada e vi suas mãos fechadas em punhos, enquanto ele observava o rapaz levantar rapidamente.
― Estou beijando minha namorada, algum problema?
Com a visão embaçada pelas lágrimas vi Thomas levar um soco, mas não consegui ver mais nada, pois tinha perdido o controle. Podia sentir a pulsação acelerada de meu coração em seus ouvidos, enquanto passava minhas mãos úmidas de suor em meu rosto, tentando limpar as lágrimas e foi nesse momento que senti alguém me abraçar, me sustentar.
― Está tudo bem ― ouvi a voz de Emmett e permiti a mim mesma confiar, aceitando o conforto de seus braços.
― Me desculpe ― falei, lembrando de quando briguei com ele e ao mesmo tempo do sonho, no qual Emmett me consolava.
― Isabella? ― era o voz preocupada de David.
― Tudo bem, ele te machucou? ― aquele que ainda me sustentava quis saber e apenas neguei com a cabeça.
― Gente? ― Alice chamou e tentei secar o rosto ao entra na casa. ― Meu Deus, o que aconteceu?
― Thomas, aconteceu ― Emmett falou, fechando a porta, enquanto David assumia seu lugar ao meu lado.
― Eu estou be... ― minha voz se perdeu assim que encontrei o olhar atormentado de Edward.
― Vem, vamos para o quarto ― David tomou a frente, levando-me para a sala e ajudando-me a subir as escadas.
Sentei-me na cama, cobrindo o rosto com as mãos e senti meu irmão acariciar meus cabelos.
― Já passou Bella, está tudo bem agora.
― Não, não está e nunca estará ― afirmei, olhando em seus olhos.
― Por que diz isso?
― Se soubesse de tudo iria concordar comigo.
― De tudo o que?
― Me deixe sozinha ― pedi, levantando-me e caminhando até a janela.
― Bella...
― Por favor, David! ― exclamei e o silêncio reinou, então ouvi a porta do quarto se fechar.
Capítulo 64 – Só você
Alice’s POV
Podia estar dormindo, descansando da festa... podia estar seguindo a ordem de David e não me intrometer, mas não.
― Não acredito, Alice ― murmurei para mim mesma, enquanto passava por outro sinal vermelho.
Tinha muita coisa em jogo ali e ele não podia simplesmente virar as costas, como se nada tivesse acontecido e então partir. Era meu dever não permitir isso. Portanto, estacionei o carro na primeira vaga que encontrei e sai correndo, entrando no aeroporto, desesperada, quase em pânico. Consegui entrar na área de embarque e eu o vi, gritando para que ele parasse.
― Edward! ― minha voz soou baixo entre o barulho de conversa e o alto falante que informava alguma coisa que não prestei atenção, porém ele se virou e sua expressão foi um misto de surpresa e confusão.
Senti meu coração se acalmar enquanto me aproximava dele e então me dei conta de que não tinha a menor ideia do que diria a ele.
― O que faz aqui? ― perguntou e encarei seus olhos.
― Você não pode ir embora ― falei.
― Alice, sei que acha que eu e Isabella ainda...
― Não me refiro a Bella, só não quero que você vá embora.
― Eu preciso ir. Não posso mais ficar aqui.
― Por favor, fique ― pedi. ― Só mais uma semana.
― Alice ― ele sorriu, sem jeito.
― Eu preciso de você ― afirmei, abraçando-o fortemente e seus braços me rodearam.
― Ok, só mais uma semana ― falou e fechei os olhos.
Consegui. Não estava me intrometendo, precisava dele aqui, só ainda não sei para o quê exatamente, mas eu precisava. Não desistiria.
Capítulo 70 – Arrependimentos
Isabella’s POV
― Eu não posso... ― sussurrei e ele parou de tocar ― Apesar de tudo que disse, eu não posso te pedir para ficar, não posso pedir que desista do seu casamento...
― Eu já desisti no momento em que te vi naquela sala, com os cabelos loiros, tão apavorada ― sorriu e seus dedos afastaram uma mecha do meu cabelo que cobria a lateral do meu rosto.
― O que? ― indaguei confusa, ele estava se referindo ao dia que nos reencontramos?
Edward fechou a tampa de madeira sobre as teclas e apoiou o braço ali, seus olhos encontrando os meus logo em seguida.
― Não estou esperando que você peça para que eu fique. Eu te pedi esse final de semana, pois acho que ainda temos muito que conversar, coisas que você precisa relembrar, coisas entre nós dois, mas isso não quer dizer que eu vá embora na segunda, eu já te disse que não pretendo ir.
― Mas e o seu casamento?
― Eu vou se explicar tudo sobre o casamento, mas não agora, não hoje. Concordou em não pensar em nada fora dessas paredes.
― Mas isso é impossível. É impossível não pensar, é assustador não saber o que irá acontecer.
― Por que não confia em mim? ― perguntou, seu olhar era carregado de preocupação e senti meus olhos se encherem de lágrimas.
― Eu confiei anos atrás e o que aconteceu Edward? ― seus olhos se desviaram dos meus, encarando o piano a sua frente ― Exatamente ― sussurrei e levantei-me, caminhando pela sala. ― Mas apesar disso eu confio em você, eu me entreguei a você Edward.
Capítulo 80 – Serei eternamente grata a vocês
Isabella’s POV
Eram cinco e meia da tarde e arrumei minhas coisas na bolsa, antes de sair, encontrando Claire e Amber na recepção.
― Oi, meninas.
― Como está a turma? ― Claire quis saber.
― Vão estar preparadas para a apresentação de final de ano ― informei e ela se animou. ― Agora, já vou indo, senão vou me atrasar.
― Aproveitem o aniversário de casamento.
― Tem como não aproveitar casada com um homem daquele? ― Amber falou e senti minhas bochechas esquentarem, apesar de já ter me acostumado com seus comentários em relação a Edward.
― Amber! ― Claire a repreender e rimos.
― O quê?! Só estou sendo sincera, o homem é um pedaço de mau caminho...
― Até segunda ― falei ainda rindo, caminhando para a porta, ouvindo elas me desejando um bom jantar ainda entre risadas dos comentários de Amber.
E assim que saí conferi o horário, enquanto caminhava até meu carro, vendo ali perto meu segurança disfarçado. Liguei o carro e dirigi até em casa, um pouco animada, mas ao mesmo tempo receosa ao pensar o que podia esperar dessa noite.
Porém, distrai-me ao chegar em casa e encontrar Alice e Tanya com várias sacolas.
― Oi, o que é tudo isso? ― perguntei, depois de cumprimentá-las, entrando casa adentro.
― Para o aniversário de vocês ― Alice contou, quando nos sentamos no sofá da sala. ― Tenho certeza que ainda não escolheu a roupa para hoje à noite.
Olhei as sacolas, espiando dentro de uma.
― Gente, não tem necessidade... ― perdi as falas quando tirei de entre algumas roupas um par de algemas.
― É só para esquentar as coisas ― Tanya sorriu.
― Falei para não trazer isso! ― Alice a repreendeu.
― Edward sempre gostou...
― Mas ele não é o mesmo daquela época.
― Exatamente por isso que eu trouxe ― a loira falou e Alice pareceu pensar, tentando entender e eu só conseguia sentir meu rosto queimando de vergonha. ― Edward sempre gostou de estar no controle, por isso o fetiche por algemas, tenho quase certeza, que nunca alguém o algemou...
― Gente, eu agradeço, pela preocupação, por terem feito isso ― eu a interrompi. ― Mas, Edward chegará a qualquer momento e preciso trocar essa roupa ― apontei para minha calça de moletom e collant de ballet, achando uma desculpa perfeita para sair daquele assunto.
― É por isso que já estamos indo ― Alice puxou Tanya e as levei até a porta. ― Mas dê uma chance as nossas compras, escolhi um lindo vestido azul marinho, você vai adorar.
― Ok, eu mando uma foto ― falei e sorri.
― Até mais.
E elas se foram. Peguei as sacolas e fui para o quarto, tomando um banho, secando os cabelos com o secador e então procurei pelo vestido azul marinho. Como sempre Alice tinha razão, a peça vestiu perfeitamente e senti-me realmente bonita ao me olhar no espelho, tendo um sobressalto ao ver Edward parado ali na porta do quarto, admirando-me.
― Você me assustou! ― falei e ele sorriu.
― Sinto muito. É que você está tão linda ― ouvi suas palavras e senti meu rosto ruborizar, vendo-o se aproximar.
Suas mãos seguraram minha cintura e seus lábios se moldaram aos meus brevemente.
― Eu vou tomar um banho... Por que não termina de se arrumar e me espera na piscina?
― Na piscina? ― indaguei e ele apenas assentiu, antes de entrar no closet.
Olhei mais algumas sacolas que Alice e Tanya tinham trazido e tinha muitas lingeries ali, de várias cores, e alguns vestidos mais ousados. E enquanto guardava as sacolas no armário, os dois pares de algemas caíram, próximos aos meus pés e encarei-os, antes de pegá-los. Escolhi os brincos, colocando-os, em seguida coloquei os scarpins escuros, pegando minha bolsa, ouvindo Edward sair do banho, então peguei minha echarpe antes de sair do quarto, descendo as escadas, seguindo para a piscina sob as estrelas, parando na porta da casa, vendo o lugar todo decorado de rosas brancas.
― Boa noite. Uma taça de champagne ― o garçom ofereceu e sorri.
― S-sim, obrigada ― falei, ainda em choque.
Havia música, vinda de algum lugar que eu não sabia, e a água da piscina parecia refletir todas as estrelas do céu, o inverno que chegava trazia uma brisa mais fria, mas as pequenas velas iluminando toda a área da piscina deixavam tudo muito acolhedor.
Caminhei até a borda da piscina, vendo a água tão calma e os pontos de luz no fundo e ao olhar para o céu vi a linda lua crescente, fazendo sorrir, antes de olhar para a taça em minha mão e tomar um pouco do champagne. E depois do que me pareceu um bom tempo, senti as mãos que eu ansiava tocarem meus ombros, e suspirei quando ele afastou minha echarpe, depositando um beijo em meu ombro.
― Estou em um sonho?
― Não, mas posso transformar qualquer sonho seu em realidade ― falou e sorri, virando-me, tocando seu rosto, deslizando os dedos por seus cabelos brevemente úmidos. ― Vem ― ele me guiou até a mesa, puxando a cadeira para mim.
Edward se sentou do outro lado da pequena mesa, ficando de frente para mim, e o jantar foi servido. Conversamos sobre muitas coisas e brindamos, não só ao nosso casamento, mas também a melhor fase que Edward estava vivendo nos negócios e finanças. Algo se formando ali naquele clima e disfarcei meu sorriso quando ele dispensou o garçom e os outros empregados, e em alguns segundos estávamos sozinhos, poucos minutos depois havia só eu e ele naquela casa enorme.
― Eu tenho algo para você ― falou, pegando algo no bolso.
― Tínhamos combinado sem presentes.
― Não é bem um presente ― explicou, mostrando o anel, tão delicado, com a pequena flor em cima. ― Na primeira vez que te ofereci esse anel você recusou, espero ouvir uma resposta diferente hoje.
Apenas sorri, esticando o braço sobre a mesa e oferecendo minha mão, então ele deslizou o anel no dedo onde deveria estar meu anel de noivado, o qual eu não usava diariamente.
Edward segurou minha mão, mas eu recuei, com a desculpa de ver o anel mais de perto. Seus olhos eram indecifráveis e uma ideia ganhava força ao poucos dentro de mim.
― É lindo ― murmurei, lentamente tirando meu pé direito do scarpin.
― Não é nada comparado ao que eu poderia te dar, se deixasse...
― Não preciso de mais jóias... ― falei, esticando minha perna ― Você já me da tudo o que eu quero ― deslizei meu pé por sua perna e vi sua surpresa, então seu sorriso malicioso.
― E qual... ― suas mãos seguraram meu pé, sob a mesa, apoiando-o em seu joelho, seus dedos deslizando por meu tornozelo ― ..., qual seu pedido hoje?
Puxei minha perna, ajeitando-me na cadeira, para então pegar minha bolsa, tirando dela os pares de algemas, colocando-os sobre a mesa. Contendo a risada.
― Por essa você não esperava ― falei, notando sua surpresa e ele acabou rindo, só que ao contrário de mim, que tentava passar por cima da vergonha e timidez, Edward parecia muito confortável com a situação.
― Você sempre foi uma caixinha de surpresa... Nunca sei o que esperar ― contou e sorri.
― Na verdade, foi um... “presente” da Tanya. Ela disse que você sempre teve um... ― procurei a palavra, baixando o tom, sentindo meu rosto esquentar ― ...fetiche por algemas.
Ele apenas sorriu, aquele sorriso torto que fazia minha pele se arrepiar.
― E ela falou sobre achar que você nunca deixou alguém te algemar.
― Ela tem razão ― ele falou simplesmente e depois de alguns instantes completou: ― Nunca permiti que me dominassem. A primeira vez que estive a mercê do prazer de outra pessoa foi com você.
― Então, você deixaria... que eu te algemasse? Para o meu prazer? ― perguntei e ele apenas estendeu os pulsos sobre a mesa, esperando e sorri, não acreditando ― Realmente permitiria?
― Por que não deixaria?
― Não sei... eu... ― acabei rindo ― Eu nem saberia o que fazer com você algemado...
― Ah, saberia ― falou, bebendo um pouco de seu uísque, seus olhos verdes prendendo os meus. ― Não se subestime. Você saberia muito bem o que fazer.
Suas palavras fizeram meu coração se acelerar e minha respiração oscilar. Ele sorriu, consciente disso, e levantei-me, sendo recebida em seus braços, quando me sentei em seu colo. Meu nariz encostando no seu, minha boca a milímetros da sua.
― É... tem algumas coisas que... eu gostaria de fazer.
― Pode fazer qualquer coisa ― ele murmurou, seus olhos fechados, seus lábios pedindo pelos meus e puxei a algema sobre a mesa, fechando-a em seu pulso esquerdo, antes de puxar meu vestido levando sua mão para entre minhas pernas. ― Faço tudo que me pedir.
Ouvindo-o gemer baixinho quando percebeu que eu não usava nada sob o vestido e seus lábios tomaram os meus, em um beijo mais urgente, com pressa, mas eu o afastei, segurando uma das algemas, presa em seu pulso, ao me levantar e puxá-lo junto. Vi Edward virar o resto do uísque em seu copo, antes de me seguir até nosso quarto, do qual fechei a porta.
As luzes acesas e Edward parado ali perto da cama, e eu o encarei depois de respirar fundo, engolindo em seco.
― De joelhos ― falei, sentindo minha pele se arrepiar e vi um breve sorriso em seus lábios, antes dele se ajoelhar na minha frente.
Joguei minha echarpe para ele e soltei a presilha que prendia parte de meu cabelo, aproximando-me dele, passando os dedos por seus cabelos, puxando sua cabeça para trás, abaixando-me para beijá-lo, gemendo, quando sua mão subiu por minha perna e um de seus dedos deslizou para dentro de mim.
Quando percebi, eu algemava os pulsos de Edward, um em cada ponta da cabeceira. Deixando-o deitado no centro da cama, sua camisa já aberta e permiti que meus dedos passeassem por seu tórax, descendo até o cós de sua calça, abrindo-a e puxando-a, deixando-o apenas com a cueca boxer e a camisa presa em seus braços. Caminhei pelo quarto e apaguei as luzes, deixando apenas a fraca iluminação de um dos abajures.
Abri o zíper de meu vestido, fazendo-o se juntar a calça de Edward em algum lugar no chão, voltando a cama, apoiando um joelho de cada lado de seu corpo e minhas mãos em seu tórax, tomando sua boca, beijando-o lentamente, permitindo que ele aprofundasse o beijo, tornando-o mais quente, mas afastei-me antes que se tornasse muito ousado e vi ele puxar suas mãos fazendo a cabeceira da cama balançar.
— Sabe, eu adoro quando você me toca — falei baixo, permitindo que ele tivesse uma visão clara de meu corpo, enquanto meus dedos deslizavam por meus ombros. — Mas eu não sei descrever a sensação maravilhosa que é sentir suas mãos em meus seios — minhas mãos passaram por meus seios e vi aqueles olhos verdes parecendo hipnotizados, enquanto sentia seu membro duro sob mim, fazendo-me rebolar lentamente sobre sua cueca, ouvindo-o gemer e a cabeceira balançar mais uma vez.
Tê-lo tão suscetível a mim e entregue era delicioso, estar no controle me fazia estremecer de prazer e queria que ele sentisse isso também. Então decidi que era hora de derrubar barreiras, até porque meu passado resumia-se a cinzas apenas, não havia nada a temer.
Abaixei-me beijando-o, um beijo rápido, traçando um caminho com meus lábios por seu tórax, por seu abdômen definido e chegando a sua cueca.
— Isabella?
— Eu quero experimentar algo — sussurrei e vi em seus olhos preocupação, antes de serem inundados de desejo quando puxei sua cueca, envolvendo seu membro com minhas mãos.
Meus dedos deslizaram por ele, estimulando-o e uma sensação gélida passou por minha espinha quando deixei que meus lábios tocassem seu membro, ouvindo Edward gemer alto.
E quando me sentei sobre seu quadril, seu membro deslizando para dentro de mim, movendo-me lentamente, vendo-o mais uma vez esquecer-se das algemas e puxá-las, fazendo a cama balançar.
— Você me enlouquece — falou.
Deixei que minhas unhas marcassem seu peito e aumentei o ritmo do meu quadril, gemendo.
Vê-lo chegar ao auge de seu prazer junto comigo, sentir cada músculo de meu corpo se contrair e aquela onda de puro deleite me fazendo murmurar coisas sem sentido, enquanto minhas mãos vagavam por meu corpo, tocando, massageando e estimulando-me, enquanto Edward apenas assistia.
Tempo depois estava deitada sobre seu tórax, levemente suado, ouvindo seu coração acelerado, e minha respiração ofegante.
Esforcei-me para levantar, esticando-me até seus pulsos, abrindo as algemas, vendo como sua pele ficou marcada com a força que ele as puxou. E assim que soltei a primeira mão, ele a levou até minha cintura, deslizando-a por minhas costas, puxando-me para ele, tomando minha boca e acabei rindo contra seus lábios.
— Preciso soltar sua outra mão — falei.
— E eu preciso de um beijo de verdade.
Soltei sua outra mão e ele me abraçou com força, virando-nos, ficando sobre mim e tomando minha boca no beijo que neguei a ele durante todo o tempo em que esteve preso a cama. Edward me beijou com urgência, sua língua brincando em minha boca, de um jeito quente, excitando-me.
Capítulo 81 — Tudo valeu a pena
Isabella’s POV
Eram por volta das três da tarde e eu estava exausta, consequência de não ter dormindo noite passada, então peguei uma manta e o livro de nomes, caminhando para a sala, sentando no sofá perto da janela, por onde entrava alguns raios de sol, porém eles não aqueciam muita coisa. Os termômetros marcavam cinco graus e continuavam a cair, fazendo-me querer ficar ali encolhida, colocando a manta sobre minhas pernas e enrolando meus pés, já que vestir uma meia se tornou algo um pouco difícil nas últimas semanas, e eu também me sentia um pouco irritada para tentar achar um par de meias...
Estava irritada, nervosa, ansiosa, angustiada, triste, chateada... E quando percebi as lágrimas caíam sobre a capa do livro em minhas mãos. Senti quando minha barriga mexeu e toquei a lateral, acariciando.
― Não estou muito bem minha pequena ― falei e senti o breve chute onde minha mão afagava, o que me fez sorrir.
Sequei meu rosto e suspirei, tentando me acalmar.
― Meu amor? ― a voz grave de Edward me fez olhar imediatamente para a entrada da sala.
― O que faz aqui? ― meu tom soou rude e autoritário.
O homem de terno, carregando uma pasta na mão, olhou-me parecendo hesitante, sem saber o que falar.
― A... Eu... Na verdade, ― ele se enrolou, não sabendo se ficava ali parado ou aproximava-se ― a reunião acabou mais cedo e o clima não esta muito agradável para ficar fora de casa... Está tudo bem?
― Eu não s... ― minha voz se perdeu em meio a lágrimas, eu estava soluçando, minhas mãos cobrindo meu rosto.
― Meu anjo ― Edward se sentou ao meu lado, seus dedos segurando os meus. ― Olha para mim ― pediu.
― Não me venha falar que são os hormônios, porque eu já sei! ― exclamei e vi ele comprimir os lábios. ― Para! Não ria ― eu já estava nervosa de novo.
― Não estou rindo, meu amor.
Suspirei, secando meus olhos, sentindo-me estranha.
― Precisa se acalmar. Você teve uma noite ruim, precisa descansar, dormir um pouco e irá se sentir melhor ― sua voz pareceu me acalmar e respirei fundo, apoiando-me em seu ombro, começando a rir.
― Queria ter gravado você gaguejando ― falei e ele riu, depositando um beijo em minha mão.
― É que nos últimos meses você se tornou uma caixinha de surpresas...
Cenas aleatórias
Cena 1
Isabella’s POV
― O que foi? ― perguntei admirando Edward apenas com uma cueca boxer, enquanto ele via alguma coisa em seu celular.
― Um e-mail da Emily sobre a reunião de amanhã. ― respondeu deixando o aparelho sobre a cômoda e pegando seu copo de uísque.
― Quando vai parar com o álcool? ― questionei, segurando o lençol em frente aos meus seios, enquanto via ele se sentar na cama ao meu lado.
― Ok, parei. ― afirmou colocando o copo vazio sobre a mesinha de cabeceira e balancei a cabeça. ― Na verdade só paro quando me recompensar com algo. ― falou encostando-se sobre os travesseiro, recebendo-me em seus braços.
― Com o que? ― indaguei, automaticamente moldando meu corpo ao seu, sentindo o roçar da sua pele em meu corpo completamente nu.
― Permita que eu lhe chame de Bella. ― pediu e balancei a cabeça.
― Desculpe, mas se ficar esperando isso para parar de beber vai acabar entrando em coma alcoólico. ― falei e ele riu.
― Como eu já esperava essa resposta, então o que acha de algo como... ― deixou a frase em aberto, nos virando na cama e sustentando seu corpo sobre o meu.
― E você nunca mais irá beber? ― perguntei sorrindo.
― Não, nada de álcool. ― ele respondeu com um sorriso malicioso nos lábios.
― Vai realmente parar? ― perguntei mantendo uma expressão séria.
― Se você me ajudar... posso tentar. ― afirmou e sorri, meus dedos se enroscando no cabelo de sua nuca e puxando-o para um beijo.
Cena 2
Isabella’s POV
Estava ali ouvindo as batidas do coração de Edward e o leve movimento que seu peito fazia ao respirar. Aconcheguei-me mais a ele, sentindo os raios de sol, que entravam pelas grandes portas da sacada, aquecendo minha pele exposta. Edward deslizou sua mão por minhas costas nua e gemi baixinho fazendo-o rir.
― Isso é o paraíso ― afirmei, afundando meu rosto em seu pescoço, sentido seu perfume. ― Meu paraíso particular ―sussurrei.
― Vem cá ― ele riu segurando meu joelho, puxando-o ao redor do seu quadril e nos virou, equilibrando seu peso sobre meu corpo.
Seus olhos fitaram os meus de um jeito tão romântico que me fez recordar tudo que passamos.
― O que você fez, hein? O que fez para me deixar louco assim por você? ― perguntou.
― Ah, fácil ― respondi ― primeiro fiz um bonequinho de olhos verde, escrevi meu nome em um papel, coloquei no lugar do coração dele e em seguida o coloquei em um pequeno altar. Depois disso acendi uma vela por dia durando um mês e voilà você já estava me pedindo em casamento ― expliquei e ele se afastou, sentando-se entre minhas pernas, fazendo uma expressão incrédula e puxei o lençol branco, cobrindo meus seios, já que usava apenas uma calcinha e sentei-me, mantendo uma perna sobre seu colo. ― Bem mais fácil que o golpe da barriga, não acha? ― falei e ele deixou sua cabeça pender para trás enquanto sua risada preenchia o quarto.
― Não acredito que foi tão fácil assim, sou um cara muito difícil de conquistar ― falou deixando sua mão deslizar por minha perna, indo até meu quadril e voltando ao meu joelho.
― Difícil de conquistar?! ― falei rindo ― Estamos falando do mesmo Edward Cullen que não podia ver uma minissaia?
― Ei, olha o respeito! ― ele me repreendeu, fazendo cócegas em minha barriga e deitei novamente, tentando fugir de suas mãos, que conheciam tão bem meu corpo.
― Ah! ― gritei ofegante entre risadas ― Ok, você era a pureza em pessoa.
― Não precisa exagerar ― falou e ri, vendo-o voltar a sentar, suas mãos segurando meus joelhos, puxando minhas pernas, colocando uma de cada lado de seu corpo.
Ali sentado ele tinha uma visão privilegiada de todo meu corpo e agradeci mentalmente por estar usando uma calcinha branca de renda, já que daquele jeito ficava com as pernas abertas para ele, mas quando ia puxar o lençol ele o pegou antes e senti meu rosto esquentar, enquanto cruzava os braços sobre meus seios.
― Não faz isso... ― pediu pegando minhas mãos ― ...você é tão linda ― murmurou.
― Então não me olha assim, sabe que fico... desconfortável ― falei.
― Assim como?
― Você sabe... ― murmurei e ele sorriu, seus dedos pegando o cós da minha calcinha e segurei suas mãos, nesse momento ouvimos o celular de Edward tocar. ― Não vai atender? ― perguntei e ele pareceu em dúvida.
Estiquei o braço e peguei o celular sobre a mesinha de cabeceira, vendo que era a Alice.
― Não ― Edward tirou o aparelho de minhas mãos ― Merecemos um dia de folga ― falou desligando o celular e voltando a colocá-lo na mesinha de cabeceira.
― Pode ser importante ― falei indo pegar novamente o telefone quando fui puxada para seu colo, mantendo uma perna de cada lado de seu quadril e um arrepio percorreu meu corpo assim que meus seios tocaram seu tórax. ― Acho que não é tão importante, depois eu ligo para ela... ― murmurei e ele riu.
― Não sei o que realmente fez, mas uma coisa posso afirmar: você me tem em suas mãos ― falou e senti meu coração perder uma batida, logo depois acelerando.
Tomei sua boca para mim... só para mim... Beijando seus lábios, que se moldavam perfeitamente aos meus, apertei seus ombros, puxando-o para mais perto, como se isso fosse possível.
― Meu Deus, eu te amo tanto ― ele murmurou e sorri encostando minha testa na dele, fechando os olhos.
Ele beijou minha bochecha, fazendo uma trilha até meu queixo e ao chegar a minha boca mordi suavemente seu lábio inferior. Seus dedos puxaram minha calcinha e rimos quando me atrapalhei para retirá-la.
― Como pode ser tão atrapalhada? ― perguntou rindo, puxando-me de volta para seu colo.
― Não fala assim... ― murmurei, desviando meus olhos dos seus, sentindo meu rosto esquentar e ele riu, seus dedos seguraram meu queixo e sorri tampando o rosto, sabendo que estava vermelha.
Edward beijou meu pescoço, apertando suavemente o lóbulo da minha orelha entre seus lábios e meu corpo estremeceu, minha pele se arrepiando. Gemi baixinho e ouvi sua risada rouca.
― Vai ficar me torturando? ― indaguei.
― E se eu quiser te torturar... ― falou e no mesmo momento vi sua expressão mudar ao perceber o que havia dito e em seus olhos ficou evidente o medo de ter despertado em mim alguma lembrança ruim.
― Tudo bem ― murmurei. ― Confio em você.
― Sinto muito ― falou baixo e sorri, abraçando-o e retribui seu beijo calmo enquanto lentamente ele me deitava na cama...
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