Notas iniciais
Último do anoo hein galerinha.... Um feliz ano novoooo Uma boouaaa entrada para todos e que o ano de 2016 seja cheio de alegria, saúde, benças e renovações. Muito obrigada por tudo e até ano que vem :) Booua leituraaa Beiijos

POV Dimitri

FLASHBACK ON

Por que Romeu amava julieta? Era o modo com ela sorria? Eram seus cabelos ao vento enquanto ela corria com espirito de criança inocente?

Não... – disse-me meu inconsciente.

Não se ama cabelo, não ama roupa, não ama corpo, não ama a cor dos olhos e não se ama o físico. Ama-se o sentimento, a atenção, o carinho e isso não se vê.

Eu achei que fosse assim... Achei que amar Tasha era contemplar seu copo, como algo divino. Não sentia meu coração bater mais forte e muito menos a minha cabeça girar com seu perfume.

Agora, sozinho perto da represa, olhando para a calmaria daquela agua, eu constatei o que eu tinha acabado de fazer. Ela poderia colocar tudo a perder com Rose. Eu a tinha jogado em cima da cama e saído correndo. Eu nunca tinha rejeitado nem um olhar de Tasha e agora rejeitei seu corpo.

Eu não sabia o que diria para Rose, caso acontecesse algo. Caso a Tasha falasse algo. Eu a beijaria? Eu choraria? Eu correria? Eu desmentiria? Eu seria honesto? Falaria que estava completamente apaixonado?

Eu tinha estragado tudo... Eu a faria sofrer e tinha estragado tudo. Aquele egoísta que eu fui de aceitar a proposta pensando apenas em uma brincadeira idiota. Aquele egoísta a machucaria. Eu não queria mais ser aquele egoísta.

Eu já tinha me decidido. Beijaria Rose, essa noite. Com ou sem seu pedido. Eu a beijaria e acabaria com essa aposta.

FLASHBACK OFF

***

– Quem é Antony? – perguntei.

Tinha certeza que Rose estava cada vez mais nervosa.

O moreno olhou para mim com seus olhos verdes e deu um risinho debochado. Ele tinha traços não tão desconhecidos. Aquele sorriso de canto de boca lembrava-me alguém... Mas não tinha completa certeza até Rose respirar fundo.

Eu continuaria falando... Mas a porta do bar abriu-se novamente, revelando um garotinho com lágrimas. Rose olhou para aquele garotinho com seus olhos castanhos arregalados e logo em seguida levou a mão à boca.

O menino de aproximadamente cinco anos, correu até Rose, gritando seu nome pelo caminho. Eu percebi os olhos com lágrimas, de Rose e seu sorriso quando abraçou o garotinho de cabelos louros e olhos castanhos.

– Eu disse para ficar no carro. – disse o moreno à nossa frente. Sua voz era rígida. Pude notar uma leve semelhança também... com o menino. Rose ainda continuava em silencio abraçada ao garotinho.

O moreno tinha um ar sério, uma postura rica e roupas caras. Assim como o garotinho. Percebi quando Rose ajeitou o garotinho ao seu colo, e olhou com um ar raivoso para o moreno.

– Você não manda nele. – disse Rose. O garotinho enfiou seu rosto na curva do seu pescoço.

– Ele está sobre minha responsabilidade. – disse o moreno. Rose arfou.

– Responsabilidade? Você? – perguntou Rose, debochada. Aquele sorriso de canto de boca apareceu em Rose. Eu engoli a seco.

– O que? – perguntou o moreno. Ele sorria de modo debochado. – Quanta hipocrisia, maninha.

Rose engoliu a seco, apertando ainda mais o garotinho para si.

Maninha

Ele era irmão de Rose.

Meu coração deixou de se preocupar por alguns segundo. Afinal, eu não tinha nenhuma ameaça ou concorrente. Mas era irmão. Rose não me falou nada sobre irmãos. E aquele menino? Se ele tinha algumas semelhanças com o moreno, também poderia ser classificado como irmão de Rose.

Mas e as roupas caras?

O moreno não parecia ter idade para ser bem sucedido. Ele ainda podia depender de alguém, assim como eu dependia da minha mãe e da herança deixada pelo meu pai.

Os olhos do moreno pararam em mim depois de alguns segundos, examinando-me e então eu fiz o mesmo com ele. Seus sapatos de grife e sua roupa cara me pareceram bem melhores que as minhas.

– Quem é Antony? – perguntei novamente para Rose, tentando captar seus olhos assustados.

– Meu irmão. – disse finalmente, depois de um breve avaliação.

Eu engoli a seco.

– Nunca me falou sobre um irmão. – falei. – Nem você, e nem a Lissa.

– Ahhh... – começou Antony, interrompendo-me. – Lis... A minha garota delicia.

– Antony, para. – brigou Rose.

– Parar? – perguntou Antony. – Cadê a minha ex namorada?

– O que? – perguntei assustado. – Espera... Isso é certo?

– Lissa não é minha irmã, Dimitri. – falou. Eu engoli a seco.

O que mais Rose escondia de mim? E aquele garotinho? O que ele era, afinal? E como Janine ficava nessa história toda?

– Eu prometo de explicar tudo. – disse Rose.

– Não agora. – disse Antony. Os olhares ali voltaram para ele.

– Antony, cala a boca. – disse Rose. Já irritada. Ela virou-se novamente para mim. – Você pode ficar com o Derick? Assim que eu voltar, prometo explicar toda a confusão.

Demorei alguns segundos para acordar para a pergunta de Rose, mas finalmente consegui fita-la e respirar fundo antes de assenti calmamente. Ela colocou o garoto na banqueta que ela estava sentada à alguns segundos e passou a mão em seus cabelos.

– Eu já volto. – ela sorriu em seu modo mais doce e fez com que o garoto sorrisse. – Eu te amo. – disse ao beijar sua testa e se afastar.

Antony olhava aquilo com pena e ao mesmo tempo tristeza. Rose me deu um sorriso nervoso e começou a guiar Antony para longe de mim. Ela o levou em direção à cozinha, nos fundos e quando percebi, eles já tinham sumido junto com as suas vozes irritadas.

Olhei para o garotinho, sem muito assunto. Sempre fui bom com crianças, mas ainda assim não sabia o melhor jeito de começar um diálogo com ele. Me mexi desconfortável, enquanto ele balançava seus pés, sem nem ao menos conseguir coloca-los no chão. Rose também tinha essa mania.

– Derick, certo? – perguntei. Ele olhou para mim com seus olhos e sorriu. Ele parecia fofo agora.

– Sim. – respondeu, com a sua vozinha de criança.

– Quantos anos você tem? – perguntei, ao sentar-me na banqueta ao lado.

– Cinco. – respondeu.

– E o que você é da Rose? – perguntei. Eu sabia que era covardia um questionário com uma criança de cinco anos, mas eu tinha que tentar.

– Irmão. – disse. – Ela é minha irmã grandona.

Eu gargalhei.

– Mais velha, certo?

– Sim. – disse, sorrindo. – O Tony também.

Eu engoli a seco.

– E a Lissa? – perguntei. Ele colocou a cabeça para o lado.

– A Lis é minha irmã. – disse.

– Tem certeza? – perguntei.

– Sim. – disse Derick. – Ela namorou com o Tony.

– Mas isso é certo? – perguntei, de modo calmo.

– Não sei. – disse, parecendo confuso. Eu sorri novamente passando a mão em seu cabelo.

– Tudo bem. – disse. – Você pode me falar mais sobre sua irmã.

Seus olhos se abriram em um brilho engraçado.

– Posso. – disse, animado.

Eu sorri, enquanto ele brincava com suas mãozinhas pequenas e começava a descrever Rose como a rainha mais bonita que a branca de neve.

***

– ... Ela é linda. – disse, de modo longo e eu sorri novamente.

Derick olhou para trás de mim e sorriu ainda mais bonito. Quando eu olhei já tinha a certeza de que Rose estava ali, se aproximando.

Ela tinha um semblante triste e um Antony irritado logo atrás dela. Ele sorriu para Derick, de modo forçado e o pegou no colo, enquanto Rose continuava parada ao meu lado. Esfregando seu braço com a mão e pensativa.

– Volto amanhã. – disse Antony.

– Até amanhã. – disse. Ela sorriu para Derick, mas não tocou nele. Antony já estava se encaminhando para a porta.

Rose olhou para mim assim que a porta bateu, ela sorriu de modo forçado assim como Antony tinha feito e virou seu corpo todo para mim, ficando de frente para os meus olhos chocolate.

– Tem algum celular para me emprestar? – perguntou.

– Tenho. – respondi, quase que no mesmo segundo.

– Obrigada. – disse, assim que eu a entreguei. Eu sorri.

Rose afastou-se por alguns minutos. Ela apertou os lábios algumas vezes e depois engolia de modo que não quisesse chorar. E depois desligou o telefone, observando a tela por alguns instantes.

– Eu liguei para a Lissa. Ela está indo pra casa. – disse, sentando-se no lugar aonde Derick ficou por meia hora.

– O que houve? – perguntei. Ela me encarou, triste.

– Meu pai sofreu um acidente de carro. – falou. Eu abri a boca em surpresa.

– Você tem pai? – perguntei. Ela deixou seus olhos arregalarem.

– Claro. – disse. – Minha mãe não é hermafrodita, camarada.

– Desculpe, foi uma pergunta idiota. – falei. – Mas ele está bem?

Ela encarou-me.

– Ele ficou viúvo. – falei.

Engoli a seco.

– Antes que eu fale algo idiota de novo, posso fazer algumas perguntas?

Ela deu um pequeno sorriso.

– Meus pais são divorciados. Eu tenho dois irmãos. Lissa é adotada. Antony não é filho da minha mãe, assim como Derick também não é, e eu sou rica.

Engoli a seco.

Acho que de todas as palavras que Rose tinha dito, só assimilei a última. Rica? E aquelas roupas? E aquele jeito tímido e porque ela trabalhava? Tinha mais coisas sobre Rose que nem mesmo imaginava descobrir.

– Acho que entendi porque Lissa não se parece com você.

Rose sorriu, sem graça.

– Ela é filha adotiva desde bebê. Os pais dela morreram quando ela era bem nova e na nossa adolescência, ela namorou com o Antony.

Eu fiquei-a.

– Obrigada por esclarecer essa parte.

Rose gargalhou.

– Bom, eles terminaram uma semana antes de virmos para Montana. Um dia te conto os motivos, mas acho que Lissa deve conta-los para Cristian primeiro. Ela e apenas ela.

– Eu sei. Eu entendo. – falei por fim. – E o que vai fazer... Em relação ao seu pai? – perguntei.

Se o meu ainda estivesse aqui, eu faria muitas coisas.

Rose respirou fundo e ficou alguns segundos pensativa olhando para o nada. Ela tinha a sua resposta, eu podia sentir. Mas sua boca formulou-a de modo calmo e cuidadoso.

– Vou para Seattle.

Notas finais
Gostaaaraaamm? Comeeentemmm! Beiijos e Até ano que vem FELIZ ANOO NOVOOOO!