Notas iniciais
N/Co-A: Oi, esperamos que gostem do capítulo. Comentem bastante. Agradecemos aqueles que comentaram anteriormente, vocês são a nossa força e energia para escrevermos.
Leitores fantasmas apareçam, tenho medo de fantasmas, então apareçam e venham nos conhecer e deixar nós autores damos boas vindas aos leitores novos, os que comentaram e os que irão comentar.
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Beijinhos e nos falamos nos comentários.
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P.S: Gostaria de informar que o nome Hilary Duff foi substituído pelo nome Helena Turner, somente os nomes sofreram alteração, mais a personagem é a mesma.

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Bella POV



Era estranho, como se eu estivesse em outro corpo. Sabia que não era mais humana, sentia que meus órgãos, meu coração principalmente, já havia dado a sua ultima batida. Os únicos corações que se ouviam na casa eram os das minhas filhas.



Minhas filhas.



Uma palavra tão estranha, quanto especial. Onde será que Helena estava? E Carlisle?



Minha pergunta foi respondida quando ele adentrara meu quarto, foi quando tive coragem de abrir os olhos e saber que finalmente, havia me tornado imortal.



– Seja bem vinda, minha filha. – Ao dizer essas palavras, pude ver em seu olhar o quanto significava para ele dizer essas palavras.



Sempre imaginei que quando me tornasse vampira, estaria com ele ao meu lado, mais não importa, o que interessa é que agora eu tenho as minhas filhas, minha amiga e meu pai Charlie, além de meu outro pai Carlisle ao meu lado, me apoiando.



Um dia quem sabe, possa encontrar alguém que cole o meu coração despedaçado para o amor.



– Oi Carlisle. Onde estão minhas filhas?



– Estão no andar de baixo com Helena. Antes de tudo gostaria de conversar com você, mas essa conversa pode esperar para depois que estiver saciada de sua sede.



De repente senti minha garganta queimar, precisava de algo, e eu sabia o que era: Sangue.



– Como vou caçar? Nunca fiz isso!



– Eu vou te ajudar, sou seu criador, e, além disso, te considero minha filha. Venha comigo, vou à frente e você me segue, é simples.



Ele pulou a janela, e eu o segui, saímos em alta velocidade, floresta a dentro, pulamos uma cachoeira, e logo depois perto de umas árvores ele parou.



– Aqui está bom.



– O que eu faço agora?



Ele me virou de costas para si, e segurou em meus ombros.



– Feche os olhos e se concentre. Tente ouvir tudo a sua volta e identificar os cheiros e barulhos.



Eu ouvia tudo, os animais na floresta, a água da cachoeira, os cheiros variados, e o mais importante, o pulsar do coração e o sangue correndo nas veias do leão da montanha que se aproximava. Abri os olhos de improviso, olhei para Carlisle, e notando minha expressão ele se afastou, olhei para frente e tomei impulso, correndo atrás daquilo que mataria a minha sede.



O leão se encontrava, entretido, observando a sua possível presa, uma ovelha que estava no pasto não muito longe. Quando percebi que ela iria atacar não pensei, somente pulei e cai no chão lutando contra a fera que tentava se desvencilhar. Mordi-lhe o pescoço, e suguei, o máximo que pude, quando notei, suas veias já estavam secas, e o animal havia parado de se locomover.



Levantei-me, tentando observar o estrago que as garras haviam feito, por incrível que pareça, não havia muito que lamentar só uma parte de baixo do vestido estava danificada, o restante estava intacto, o que é ótimo para uma primeira caçada, acredito eu.



– Muito bem. Sua sede esta saciada?



– Sim, melhorou muito. Será que agora posso conhecer minhas filhas?



– Claro. Vamos Helena esta nos esperando com elas.



Seguimos para casa, e eu só imaginava como elas seriam. Não importa como, eu já as amava só por existirem.



Entramos na casa, e logo vi que minhas meninas estavam em um cercadinho, posto na sala.



– Bem vinda Bella. – Disse Helena me abraçando.



– Obrigada, e minhas filhas? Quero conhecê-las.



– Tem certeza que está bem?



– Sim.



Aproximei-me e fiquei de joelhos perto do cercado, elas pareciam ter me reconhecido, pois olharam em minha direção, esticando as mãozinhas.



Peguei as duas, cada uma em um braço, e ao olhá-las, ao mesmo tempo em que me sentia feliz, também a velha dor da lembrança dele me atormentava olhando em seus olhos.



Minhas pequenas tinham os olhos verdes, como os que Edward deveria ter tido quando humano, uma vez ele havia me dito isso. Elas se pareciam tanto com ele, que meu coração doía.



Apesar de tudo, mesmo com elas tão parecidas com ele, às amo mais que minha própria vida.



– Elas são lindas, parecem tanto com... – Não consegui terminar, eu sei que se terminasse e falasse seu nome em voz alta, iria desmoronar.



Carlisle olhou para mim, e eu sabia que ele entendeu a quem eu me referia.



– Sim Bella, realmente o parecido chega a ser assustador. – Disse meio sem jeito, mais a culpa não era sua se seu filho era dessa forma.



– Estão falando do pai das meninas certo?



– Sim Helena. As meninas parecem muito com meu filho.



– Imaginei que esses olhos não eram da Bella só poderiam ser da outra parte. – Disse assentindo – Mas vamos esquecer isso, e você dona Bella. Já escolheu os nomes delas?



– Sim. Já sei como vão se chamar.



– Então fala não me deixa nessa agonia mulher!



– Reneesme Carlie Swan e Elizabeth Marie Swan.



– Que nomes lindos, mas por acaso tem algum motivo pra serem esses? – Perguntou Helena intrigada.



– Sim. Reneesme Carlie, porque é a junção de Renée minha mãe e Esme, esposa de Carlisle. Carlie seria a junção de Charlie e Carlisle. Já Elizabeth é o nome da mãe biológica do pai das meninas, e o motivo de eu colocar seu nome delas, não é somente por isso, e sim, porque uma vez Carlisle me disse que ela foi muito corajosa, ao pedir a ele que transformasse seu filho, para que ele não morresse, foi um grande ato de corajem e sacrifício. Quero que minha filha tenha o nome de uma pessoa tão boa quanto ela é. E Marie era o nome da minha avó, que eu amava muito.



– Obrigada Bella. – Sabia que Carlisle estava emocionado, ele me abraçou e eu fiquei feliz, porque eu sempre o senti como outro pai pra mim.



Depois sentamos e Helena pediu pra colocar os bebês para dormir já que pareciam estar com sono.



– Pode falar Carlisle, o que queria conversar comigo antes?



– Já esta na hora de partimos Bella. Os lobos não vão demorar a descobrir que as meninas nasceram e não queremos uma guerra. Já sei para onde Helena e você pode ir, vou leva-los para ficar um tempo com uns amigos meu em Juneau. Sei que você pediu descrição quanto às meninas, mais tive de falar com eles sobre o assunto. Eles concordaram. Falei com Charlie também, não sabemos como você reagirá quando estiver perto dele, então vamos esperar uns meses, ou um ano para uma aproximação, mesmo relutante, ele aceitou o acordo.



– Entendo, apesar de saber que sentirei falta do meu pai devo concordar que preciso ficar afastada para não machucá-lo. Só espero que não tenha contado ao restante da sua família sobre minhas filhas?



– Não. E Carmem, Eleazar, Kate e Irina prometeram guardar segredo.



– Tudo bem. Quando quiser podemos ir. Não quero problemas com os lobos ou que machuquem minhas filhas e as pessoas que amo.



– Tenho outro assunto. Entendo que não queira mais saber do meu filho, e não tiro sua razão. Mas quero que as meninas levem o sobrenome Cullen. Elas são minhas netas e você é minha filha também, por favor, Bella?



Fiquei pensando por uns minutos, não poderia negar as minhas filhas o sobrenome do pai, mas pra ele ser colocado Edward teria de saber que é pai das minhas filhas e isso eu não quero.



– Não quero que ele saiba que é o pai delas.



– Ele não saberá. Eu as registrarei como minhas filhas, assim podem levar o sobrenome Cullen, e também quero acrescentar no seu nome o meu sobrenome como minha filha.



– Eu não sei Carlisle. Não quero causar confusão.



– Não causará. Só não sei como vou conseguir guardar tudo isso de Esme. Nunca menti pra ela, e me dói pensar que farei isso.



Não queria que ele mentisse para Esme, eu sabia como era ser enganada e nunca desejaria isso a ninguém e mais a ela que eu sempre considerei uma segunda mãe.



– Pode contar a ela se quiser somente peça que guarde o segredo.



– Obrigada Bella. E quanto ao sobrenome?



– Pode colocá-los. Você fez muito por mim, não vou lhe negar isso.



Levantamos-nos e ele me abraçou. Era como se eu estivesse com Charlie, com o meu pai, o que não deixava de ser verdade, eu estava com um pai, o meu segundo pai.