Nunca Acaba

8 Capítulo 8 - precipitada demais.


Mais tarde quando Carla chegou no quarto Mary estava se arrumando.

C: nossa! Tudo isso pra visitar a mãe. – disse cruzando os braços e se escorando na parede a observando.

M: não. Tudo pra ir com meus amigos à festa.

C: mudou de idéia?

M: é. Você clareou minha mente.

C: e seu irmão?

M: eu disse que não ia e ele ficou furioso. Mas não ligo. O que importa é que sinto que hoje na festa muita coisa de bom vai rolar. E não me importa se meu pai me buscar de volta, mas ficar ao lado do Gerard hoje não tem preço.

C: ah isso com certeza amiga. – e as duas se abraçaram. – que bom que decidiu ir. Eu sabia que você não ia deixar se levar pelo louco do seu irmão.

M: se arruma logo.

C: calma, já ta tudo separadinho. Só falta o banho.

M: anda.

C: já to indo. – disse entrando no banheiro com a roupa na mão.

Mais tarde, todos já estavam prontos então foram pra festa. Quando Frank, Carla e ela chegaram na festa, Mary ficou nervosa pois já sabia que Gerard já estava lá. Os três foram adentrando no local devagar foi quando Mary o avistou e agarrou na mão de Carla.

C: o que foi?

M: ele está ali. – disse toda empolgada.

C: vai lá.

M: eu não posso. Você ficou louca?

C: eu não. Você é a louca na historia, esqueceu?

M: para Carla.

C: ok, to brincando.

M: vamos lá.

C: por que eu? O namorado é seu.

M: ah vai, aí você puxa assunto e me dá coragem pra falar com ele também...

C: ok. Nós vamos lá. – e se dirigiu ao Frank. – nem, vamos até ali conversar com o Gerard.

F: ta. – e se despediu do cara com quem conversava e eles foram até lá. – fala aê irmão. – e abraçou Gerard. – beleza?

G: essa festa está ótima.

F: ta sim. E cadê seu irmão?

G: meu irmão?

F: ele me ligou dizendo que vinha.

G: é sério?

F: é. Me ligou ainda pouco.

G: droga.

F: que foi?

G: nada. – disse ele aparentando nervoso.

C: você não vai falar com a gente não? – disse Carla na maior cara de pau.

G: foi mal. Tudo bem?

C: tudo.

G: oi Mary.

M: oi Gerard. – cumprimentou ficando sem graça.

C: OK gente, eu e o Frank vamos namorar um pouquinho. Bye-bye. – e se retirou deixando os dois a sós.

M: é...

G: é... – falaram juntos. E eles começaram a rir. – fala você.

M: não, pode falar. eu ia inventar algo estúpido pra dizer mesmo.

G: e como você está?

M: estou bem.

G: dormiu bem?

M: melhor do que nunca.

G: você quer uma bebida?

M: aceito.

G: ok. – e foi buscar depois voltou lhe trazendo um refrigerante.

M: como sabia que eu gostava desse refrigerante?

G: não sabia, só tem esse. – e ela começou a rir. – você quer sair daqui?

M: da festa?

G: ir pra um lugar mais calmo.

M: ok. – e ele a segurou pela mão e a arrastou pros fundos do salão e os dois entraram num quartinho escuro. – onde estamos?

G: aqui é onde guardam o som e outras coisas.

M: e não tem luz?

G: tem sim. – e a luz se acendeu.- pronto. Nossa!

M: que foi? – perguntou desconfiada vendo a cara que ele fazia a olhando.

G: você está linda hoje sabia?

M: ah... – respondeu sem graça. de repente a luz piscou e puf! Acabou. – ops! Acho melhor a gente... – e ela foi agarrada por ele que a beijou.

G: ainda quer sair? – perguntou ele ainda a segurando em seus braços.

M: Não. – respondeu ela ainda com a respiração ofegante. Os dois voltaram a se beijar até que por um impulso, Mary deixou escapar seus sentimentos. – eu te amo. – disse sem querer.

G: o que? – perguntou ele se afastando dela.

M: oh Meu Deus! O que foi que eu disse? – perguntou morta de vergonha. – me desculpa eu...eu não sei o que deu em mim.

G: tudo bem. Ok. Acho melhor a gente voltar pra festa, estou com sede.

M: ta. – respondeu desanimada.

De repente o lugar foi invadido por uma claridade, era a porta que Gerard abrira e a luz do lado de fora adentrou no quarto. Mary passou por ele desapontada e foi andando a procura de Carla na festa e Gerard vinha logo em seguida. Quando ela achou Carla, foi direto à ela que viu logo sua cara de descontente.

C: o que houve? – perguntou preocupada.

M: eu estraguei tudo Carla. Eu quero ir embora.

C: mas ainda é cedo.

M: eu pego um táxi. Já vou indo ta?

C: peraí então que eu vou procurar o Frank pra me despedir.

M: não, não precisa vir.

C: tudo bem. Eu não ligo de ir embora. Você está com uma cara péssima Mary. Espera aqui. – e sumiu no meio do pessoal.

Mary pensava no que tinha acontecido e como foi burra em ter deixado escapar aquela frase. O que Gerard iria pensar dela agora? Jogou tudo que parecia ter conquistado no lixo.

Mi: Mary? – Mary se virou e viu um menino de óculos grossos e cabelos castanhos todo bagunçado, era alto e magricela. Ela não o reconheceu. – Mary!

M: Você me conhece?

Mi: mas é claro. O que faz aqui? – Mary o olhou com espanto. De onde ele era? Quem era esse garoto? Fez um esforço, mas não conseguia lembrar.

M: desculpa, mas eu...

G: ei. – Gerard apareceu de repente no meio dos dois.

Mi: Gerard, é a Mary!

G: ahan. É ela mesmo, essa é a tal menina que eu te falei, lembra?

Mi: o que?

G: que eu te falei que estava saindo. Te mandei a foto dela e tudo. Tem uma memória boa, a reconheceu só por uma foto.

M: você tem uma foto minha? – perguntou Mary confusa.

G: é, eu pedi à Carla uma foto sua.

M: pra que?

G: oras, pra admirar. Por que estamos ficando, certo? – Mary ainda o olhava confusa, ele estava nervoso e falava coisa com coisa. – ah! Esse aqui é o meu irmão, Mikey.

Mi: Gerard, o que está acontecendo aqui?

G: o Frank quer falar com você. Vem agora. Com licença Mary. – e Gerard puxou seu irmão pra longe.

Mary não entendeu nada do que aconteceu. De repente o menino aparece e a conhece e depois Gerard diz que é seu irmão e que ele tinha uma foto dela. Mas ela não tinha nenhuma foto, como Carla arrumou uma foto dela?

C: vamos. – disse ela interrompendo os pensamentos de Mary.

M: oi? – disse se desligando do pensamento.

C: que foi? estava aérea.

M: é que aconteceu algo muito esquisito agora.