Numberman

3 Laboratórios


Newton acordou em uma maca dentro do laboratório de Harrison Wells. Ao seu lado, Cisco, um gênio da engenharia mecânica e do outro, Caitlin, uma bioengenheira.

Em sua cadeira de rodas, Harrison chegou perto de Newton e perguntou:

– Então você é o famoso matemático que desmentiu algumas teorias revolucionárias? – sorriu.

– N-Não exatamente... é que...

– Não seja honesto. Sabemos de tudo o que você fez... academicamente. Pitágoras, Graham, Euler... todos foram vulneráveis o suficiente para você desmentir algumas de suas teorias. Você é um gênio, meu caro. E por isso te quero aqui.

Newton olhou para todos, inclusive Barry que estava girando em uma cadeira giratória. Não conseguia acompanhar a brincadeira. Depois respondeu Harrison:

– Trabalhar com vocês? O acelerador de partículas explodiu. O laboratório está arruinado e sinceramente, não posso criar armas, analisar sangue, desvendar crimes e sequer trabalhar ao lado do Barry. Digo, do Flash. Realmente eu não sei como ajudar.

Harrison chegou mais perto ainda. Newton deu uma evacuada:

– Newton. Somos uma equipe. Uma engenheira da genética, um engenheiro mecânico, um químico e eu. A matemática e suas fórmulas, variáveis, é sempre bem-vinda. Você vai auxiliar Cisco e Caitlin em alguns experimentos. Vamos tentar reerguer o laboratório em prol do desenvolvimento da segurança da cidade. Amenizando assim a exposição e o trabalho do Flash. Agora o veredito final é seu. Aceita ou não?

Todos olharam para Newton, o que fez refletir tudo o que fez em tua vida para estar aonde estava:

– Quando eu começo?

Todos ficaram felizes. Sorridentes e esperançosos. Barry respondeu:

– Agora mesmo. Você pode ficar em um quarto que tem aqui no laboratório.

– Eu tenho outra opção? Não desfazendo da sua, óbvio.

Cisco levantou a mão e respondeu:

– Em casa tem um quarto extra. Guardo algumas coisas, alguns experimentos, mas nada que atrapalhe a sua noite de sono.

– Gostei. Fechado.

Cisco e Newton deram um aperto de mão.

Repentinamente o alarme começou a tocar. Havia algum intruso no prédio:

– Não se preocupem. Deve ser Amanda ou Joe.

– Quem é Joe? – perguntou Newton, sem querer.

– Não se preocupe. É meu pai adotivo. Meu segundo pai. – respondeu Barry.

– Eu soube do seu passado, Barry. Eu sinto muito pelo seu pai biológico. Vamos fazer o que for possível para tirar ele de lá.

– Não se preocupe. Faremos o necessário. Por isso precisamos de você. De sua inteligência. Quanto mais cabeças pensantes, melhor. – Barry, confiante.

O “intruso” chegou e não era Joe ou Amanda:

– Oliver? – perguntou Caitlin, estranhando a presença do Arqueiro em Central City.

– Starling precisa de ajuda. De você, Flash.

Flash pegou o Arqueiro e saíram do laboratório em velocidade máxima. As páginas de pesquisas e folhetos fizeram uma chuva no laboratório:

– Essa bagunça... é normal? – perguntou Newton.

– Sim. Sempre faz isso e a gente sempre esquece de providenciar pesos alternativos para inibir essa bagunça toda.

Todos riram.

***

– Então eu coloco esse bracelete de ouro aqui... e esse outro aqui. Agora, preciso de mais algo. – comentou Albert, pegando alguma pedra em sua outra mesa.

O laboratório de Albert Desmond estava arruinado. Tudo revirado e uma bagunça sem fim. No centro uma armadura laranja com um jaleco branco.

– Essa é a pedra filosofal de que todos falam? – perguntou Alexander Petrov, um perito criminalista amigo do alquimista Albert.

– Feito! Agora só preciso de uma peça, a qual não sei onde encontrar. Preciso dela urgentemente. Já sei quem pode me ajudar.

Albert encarou Petrov.

– Por que está olhando para mim? – assustado.

– Você vai até Cisco.

– Francisco Ramon?

– Sim. Ele tem uma peça fundamental que esconde há anos.

– Se ela é tão importante assim, acha mesmo que ele vai ceder tão facilmente.

– Meu dinheiro é infinito e isso tem que servir para alguma coisa. Usa dinheiro, ameaças, seu poder persuasivo ou mate-o se necessário.

– Apenas uma pergunta, doutor.

– Pergunte antes que eu perca a vontade de responder.

– De onde conhece Ramon? As vezes vejo você procurando tudo sobre ele na internet, ou até mesmo seu histórico escolar e acadêmico. Há algo que esconde de mim? Quem é Cisco, para você?!

– Isso não importa. Apenas faça o que eu te pedi.

– Quer ele vivo ou morto. Talvez essa sua vontade de construir essa arma revolucionária impõe alguns sacrifícios.

Albert pegou uma arma estranha e apontou para Petrov:

– Vá pegar a peça antes que eu comece a fazer tudo sozinho. E você sabe, quando alguém se torna inútil para mim, o que acontece.

Notas finais
O que acharam do capítulo? Não deixem de dar o review, FAVORITAR e se gostar mesmo, recomendar. PEÇO QUE FAVORITE, POIS ATRAI NOVOS LEITORES E AJUDA MUITO NA DIVULGAÇÃO. E sobre as fichas, todas foram lidas e como eu trabalho com muitos personagens ao mesmo tempo, todos entrarão na história.