Numberman
4 Implosão
Então Cisco chegou em casa, junto de Newton, para mostrar ao novo colega de quarto onde seria sua nova moradia:
– E então, Newton? O que achou? – Cisco sorriu, colocou as mãos pra trás e começou a dar saltinhos sem sair do chão. Ficou feliz de um modo fofo. Não gostava de morar sozinho.
– Sua casa é... incrível. Esses pôsteres de super-heróis, são idênticos aos que eu tenho em Hong Kong. Tua casa é tão... nerd.
– Nossa casa é nerd. Eu sou nerd. Você é nerd. E vamos morrer nerds e felizes aqui.
Cisco e Newton caíram de rir enquanto vagavam pela casa, já que mal sabiam que Petrov estava do lado de fora esperando uma oportunidade para roubar o que ele estava procurando:
– Maldição. Francisco não está sozinho. O que eu faço?
Petrov pensou um pouco e lembrou de uma bomba que estava em sua bolsa. Ele a pegou e encarou-a:
– Oi, belezinha, você deve ser ótima. Foi o Doutor Alquimia que te criou, não foi? Pois é. Eu te roubei, mas não sei o que você faz. Apenas roubei.
A pedra começou a brilhar. Uma luz laranja começou a brilhar e Petrov colocou a pedra de volta na bolsa depois que se sentiu incomodado:
– Eu vou sair e ir furtivamente até algum deles. Preciso criar uma distração. Vamos analisar...
Petrov falava sozinho, já que Albert Desmond – Doutor Alquimia – não falava sequer uma letra com ele:
– Aquele que está com Francisco tem um carro. Vou esperar ele sair e coloco isso no carro. Alguma coisa vai acontecer, mas eu não sei o que. O carro deverá explodir e então Cisco ficará louco. Uma ótima distração. Vamos lá!
Petrov vou de fininho até debaixo da sacada do quarto onde Cisco e Newton estava. Depois, se aproximou do carro e colocou a pedra no escapamento, porém no carro de Cisco e não no carro de Newton. Rapidamente voltou até o seu carro e esperou ver o resultado de sua estúpida e falha ação.
– Esse quarto vai ser o meu? – perguntou Newton, com brilho nos olhos ao ver o tamanho do cômodo, os dragões de pelúcia, os quadros com símbolos matemáticos e livros de pesquisa. O quarto dos sonhos de Newton.
– Sim, homem dos números. Esse vai ser seu quarto... Ah, desculpe-me pelo “homem dos números” e por mais algum apelido que eu possa te dar. Esse é meu defeito. Apelidar as pessoas. É... É... Eu gostei de você. E não vou morar sozinho e sim com um outro gênio, além de mim, é claro.
– Não sou um gênio, já falei. Não irei fazer muita diferença no laboratório.
Cisco olhou feio e criticou:
– Se o meu problema é com apelidos, o seu é com um enorme complexo de inferioridade. Se você não fosse útil, Harrison não o contrataria. Ele não dá ponto sem nó.
– É que... eu nunca conquistei nada. Nem acabei a faculdade ainda. E vocês já passaram da pós-graduação. Aí do nada eu sou contratado por uma empresa de pesquisa super desenvolvida e falida, ainda mais, com a missão de reergue-la.
– Você não vai carregar esse fardo sozinho. Você tem a mim, Wells e o resto da equipe. Te ajudaremos no que for necessário. E estamos procurando novas pessoas, novos heróis ou cientistas, até mesmo matemáticos. Estamos com um plano de expandir o laboratório quantativamente e temos um plano de que você gerenciará o próximo laboratório que iremos construir.
– Vocês irão construir outro laboratório?
– Sim, vamos. Aquele é pequeno se comparado com a projeção do próximo. E outra coisa, precisamos de mais celas para meta-humanos. Restam dez e existem centenas deles aqui em Central City. E temos, também, certeza de que aqui não é o único lugar que possa existir outros deles.
– Nossa, você tem razão. Pela loucura que é ser um meta-humano, muitos deles devem ter fugido com medo de serem considerado aberrações e etc.
– Sim.
O telefone de Newton começou a tocar. Era Amanda:
– Cisco, preciso ir. Adorei sua casa.
– Nossa casa.
– Isso. Nossa casa.
Newton agradeceu Cisco com um aperto de mão e entrou em seu carro, mas o mesmo estava estranho. Tinha afogado:
– Cisco! Sabe como é. Carros baratos.
Cisco riu e permitiu que seu amigo pegasse o seu carro:
– Isso!! Ele vai entrar no outro carro. Foi bom ter mexido nos dois carros.
Newton entrou no outro carro e quando ele deu a partida, o mesmo explodiu:
– KABOOM! – Petrov sorriu, saiu do carro e com sua arma deu uma coronhada em Cisco.
O carro de Cisco estava em chamas, mas essas chamas sumiram repentinamente, implodiram e entraram no corpo de Newton.
Petrov pegou a peça – pelo menos foi o que achou, após pegar uma bateria para controle de televisão mais potente que Cisco havia inventado – e foi embora.
– Newton... – Francisco acordou e avistou Newton coberto de sangue e todo queimado. – Newton... – adormeceu.
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