Numberman
10 Halle Natalie O'Riley
Notas iniciais
– Caitlin?? – assustado.
Newton estava sem reação. Tinha acabado de brigar feio e diante de ti estava ela. Aquele cenário estava uma bagunça.
– O que você fez?! – perguntou ela, com os olhos arregalados. Sempre do mesmo jeito. Sensível e surpreendida facilmente.
– E-Eu não sei. Não foi eu quem começou. Foi ela. Ela queria invadir o laboratório. Eu não queria deixar, mas chegou uma hora que... tudo isso... saiu de mim, sabe.
Newton fugiu. Avallon não estava mais lá, também:
– Harrison precisa saber disso. – comentou para si mesma, enquanto olhava toda a bagunça já sabendo quem ia limpar.
***
– Como assim ela não conseguiu? – gritou Albert para Petrov, batendo a mão na mesa e fazendo todos direcionarei os olhos para o mesmo lugar.
Petrov e Albert estavam em um restaurante. Jantar de negócios. Reunião informal:
– Ela apanhou de um tal de Newton. Ela disse que ele previa seus movimentos. Devia ser um meta-humano.
– Mais um meta-humano para nos encher o saco!! Que inferno! Não aguento mais esse laboratório maldito!
Dr. Albert saiu. Petrov o seguiu.
Estavam, agora, caminhando na calçada sem rumo:
– O que o senhor pensa em fazer? – perguntou Petrov.
– O que eu penso em fazer? Eu não irei fazer nada! Nem você! Nem Avallon! Irei usar minha ferramenta de emergência!
– Não me diga que você vai chamar ela?
– É hora de convidar Halle.
– Halle Natalie O’Riley? Aquela garota chata, insuportável e gostosa? – perguntou ele furioso. Pelo jeito, parecia que ele a conhecia, porém fazia de tudo para tentar esquecer ela como se quisesse esquecer algo que já aconteceu no passado.
– Sem malícia! Ela não é para o seu bico! E ela não é afim disso. Você não faz o tipo dela. Ela gosta de caras como o Newton: esperto, bonito e elegante. Você? Fracassado há anos. Precisa de um reajuste que eu acho que nem a ciência é capaz.
Petrov ficou sentido, porém sorriu. Não se importava. Sua vida era fazer de tudo para o seu mestre. Albert.
***
Halle estava no mercado, comprando alguns mantimentos para o seu apartamento. A Tríade a deixou cansada. Foi uma manhã tensa e longa de treinamento:
– Moça, vou levar tudo isso.
– Nota fiscal americana na nota, senhora?
– SENHORA? SENHORA? EU TE CHAMEI DE MOÇA, SUA FILHA DA PUTA!
– D-Desculpe, moça! Aqui está o troco.
Halle fitou a operadora de caixa.
– Odeio essa cidade! Starling nunca foi boa. Não é agora que vai ser.
Seu celular toca e ela deixa a compra cair na rua, justo quando ele estava passando:
– Ai, moço. Desculpa. Meu telefone tocou. Sabe como é, esses cientistas loucos de hoje em dia.
Ele sorriu e respondeu:
– Cientista louco? Sei muito bem como é. – respondeu Barry.
– Nossa. Você é bonito. – elogiou ela, com o brilho nos olhos sobrepondo a frieza.
– O que você disse? – perguntou ele, deixando-a mais ofegante ainda.
– Nada não. Eu vou indo nessa. Obrigado, viu! Qual o seu nome mesmo? – ela, apaixonada à primeira vista.
– Barry Allen.
– Halle O’Riley.
* * *
Newton contou tudo para Harrison. Toda a briga com a Avallon:
– Interessante. Como a ciência: estranho e interessante ao mesmo tempo.
– Como eu posso controlar isso? A impressão que eu tenho é que há qualquer momento posso começar a surtar de novo e ver os números de novo.
– Esses números. Como eles são, mesmo?
Harrison estava interessado e ele respondeu:
– São informações. Quando acontece o surto, eu olho para um poste de luz, por exemplo, e vejo tudo sobre ele. Todas as informações que podem ser notadas por números: altura, diâmetro, espessura, temperatura da lâmpada, até o peso da estrutura. Vem tudo embaralhado, como informação.
– Isso é... excelente! Para um cientista, é um pote de ouro.
– Mais ou menos.
– Mas o que isso tem a ver com Avallon? Como você conseguiu acabar com ela apenas vendo números.
– Eu não sei. Eu olhei para o céu em determinado momento e senti o universo em mim. Quando fui ver minha força estava diferente, meu reflexo também. Como se o padrão das minhas habilidades fosse uma variável e eu tivesse triplicado tudo isso. Como se eu tivesse duplicado tudo em mim. Força, agilidade, atenção, reflexo. Tudo.
Cisco comentou:
– Você precisa de um nome. Adoro nomes.
– Cisco. Não. – Harrison.
– Cisco! SIM! – Newton.
Cisco pensou e respondeu:
– Numberman!
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