Numb

4 terceiro capítulo ::


Notas iniciais
obrigada a todas lendo, valeu meninas *-*' capítulo novo, espero que gostem! (está em itálico é flasback, dá pra entender)

O dia seguinte estava totalmente monótono. Enquanto Demetri e Victória organizaram alguns detalhes sobre o plano Cullen – como agora era chamado o golpe contra os Cullen –, Riley e Bella estavam no quarto após uma transa.

— Você já pensou no que vai fazer com o dinheiro? — Riley perguntou a Bella roçando os lábios em suas costas. Estavam nus e Bella ainda não estava satisfeita, mas tinha que ser no ritmo dele, para sua irritação.

— Não... E você? — Bella sussurrou, não queria estar tendo aquela conversa, mas precisava. Precisa do Riley ao seu lado, tanto para sexo quanto para seguir com seus planos, ela o manteria ao seu lado mesmo que significasse mentir para ele todos os dias. Seguia as regras da sociedade do Charlie. “Minta. Algumas pessoas não estão prontas para a verdade e preferem escutar uma mentira, então faça o que elas querem. Se for necessário para alcançar seu objetivo, minta!”

— Não sei, talvez pudéssemos gastar juntos quem sabe? Irmos morar longe... Só nós dois! — Riley sugeriu. Deixou o braço caído sobre a cintura dela, acariciando sua barriga. — Pra onde você queria ir?

— Austrália... Sempre quis ir para a Austrália. — foi sincera.

— Então vamos. Assim que pegarmos o dinheiro, vamos juntos para a Austrália, que tal?

Bella virou-se para ficar de frente para ele. Riley sorria animado, mesmo sendo perigoso e fazendo muitas coisas erradas, Bella sabia que ele era apenas um menino e que sonhava em deixar de fazer isso, se estava nesse mundo até agora era pelo irmão Demetri e por ela. Acariciou seu rosto lentamente e sorriu:

— Ótimo, eu vou adorar ficar só com você na Austrália, mas e que tal se agora você parasse de falar e usasse sua boca para outra coisa, hein? — mordeu o lábio inferior maliciosamente e Riley entendeu o recado.

Puxou o fino lençol que a cobria jogando-o longe para subir encima dela. Deixou seu corpo entre suas pernas, se apoiando nos joelhos. Deu-lhe um rápido beijo e desceu seus lábios para seu pescoço, desceu para o colo, o espaço entre seus seios. Passou a língua e fez o caminho até seu mamilo, passando a língua ao seu redor e dando um chupão nele. Voltou para o centro do seu tórax, descendo com a língua até seu umbigo com os olhos erguidos para ela, beijou seu baixo ventre. Até chegar ao seu sexo. Encarando aquele monte de Vênus totalmente depilado, uma pele lisa e convidativa, abriu suas pernas e passou a língua em seu clitóris. Bella soltou um suspiro, mas queria mais. Riley a segurava pelas coxas e roçava os lábios em seu clitóris. Bella mordia o lábio inferior esperando o contato, sentia apenas o hálito quente dele contra sua vagina e seu clitóris pulsar de prazer. Riley levou o dedo médio e o indicador unidos passando-os na sua úmida intimidade, o introduziu lentamente, fazendo Bella soltar um gemido, depois os levou a boca chupando-os com vontade. Sentindo o delicioso sabor dela, o delicioso néctar.

— Tão deliciosa... — falou baixo a olhando nos olhos.

Por fim Riley se inclinou sobre sua intimidade, deu uma longa e duradora lambida. Bella sentia sua língua quente e úmida circular seu clitóris, depois percorrer do clitóris até sua vulva. Riley sinta seu gosto invadir sua boca, seu clitóris pulsar contra sua língua, quanto mais ele a tinha mais a queria. Sua boca era habilidosa e explorava cada mínimo local de sua intimidade fazendo Bella se contorcer de prazer, ele então penetrou sua língua fazendo movimentos de vai e vem. Enquanto a penetrava com sua língua masturbava seu clitóris com os dedos. Bella sentia a ponto de gozar, levou a mão aos seios os massageando. Após mais alguns minutos naquele sexo oral, Bella foi ao orgasmo e gozou em sua boca.

Riley subiu beijando sua barriga, quando chegou próximo ao seu rosto apenas sorriu para Bella e a beijou. Sua boca era mais calma e o beijo mais dócil. Deitou ao seu lado e foi deixando respiração dela se acalmar após o orgasmo que tinha tido. Bella queria levantar e fumar. Por mais que o sexo com ele fosse bom, não era o suficiente para fazê-la ficar deitada recebendo carinho nos cabelos até dormir, ela nunca fez isso. Ficou contando os segundos até Riley adormecer ao seu lado, retirou seu braço de sua cintura e levantou-se, totalmente nua.

Tinha perdido a noção da hora enquanto estava na cama com Riley, andou até o banheiro e tomou um banho. Colocou uma calcinha da Calvin Klein, uma blusa cinza larga até o meio das coxas com o desenho de um tigre branco e deixou os cabelos soltos e úmidos sobre o ombro. Andou até a cama para pegar o chinelo que estava ao pé dela e ficou parada observando Riley dormir – sua respiração calma e ritmada, feições serenas e um esboço de sorriso nos lábios –, dormia igual um anjo.

— É uma pena que eu não sinta nada por você Riley. — sussurrou olhando para ele.

Colocou o celular na calcinha e saiu do quarto acendendo o cigarro. Passou na porta do quarto de Demetri e escutou apenas os gemidos de Victória “Organizando alguns detalhes sobre o plano Cullen, né? Claro!”. Soltou uma risada irônica e desceu para o primeiro andar, andou até uma porta no fim do corredor e a abriu, dando em uma escada branca. Estava escuro, mas ela conhecia bem o caminho, desceu fumando até o fim da escada e acendeu a luz. Era um enorme e perfeito stand de tiro. Na parede um enorme arsenal de armas profissionais de diversos tamanhos e estilos mais muitas munições. 100 metros de distância do alvo até o ponto que ela atiraria, um grande vidro a prova de balas separavam a parte de tiros. Colocou os equipamentos de segurança – óculos e abafadores de ruídos –, pegou uma carabina puma calibre 38 não era das melhores, mas dava para passar o tempo, carregou e andou até a marca de 50 metros para atirar. O alvo era um enorme papel com desenho de um homem com marcas nos locais onde o tiro seria fatal.

Mirou e começou a atirar, sem hesitar nenhum segundo e acertou em todos os locais marcados. Ela era muito boa com armas, podia ser facilmente uma atiradora de elite, mas qual seria a graça? Não queria ficar encima de prédios atirando em bandidos, queria muito mais. Queria algo grande e que lhe proporcionasse dinheiro, seus golpes faziam isso. Ela tinha aprendido com o melhor e podia ainda escutar a voz de Charlie lhe dizendo tudo que precisava saber na hora de atirar. Lembrava-se do dia que tocou em ele lhe ensinou a atirar, tinha 13 anos.

Estava com Charlie, seu pai em vários sentidos em uma clareira no meio do nada, sem ninguém por perto a não ser seu pai e dois de seus capangas ao seu redor. Do outro lado do campo, dois homens negros e grandes arrumavam os alvos, enormes cartolinas com desenho de homem marcando os locais onde um tiro seria fatal sobre bases de madeira, depois se afastaram voltando para perto da sua Mercedes preta que estava estacionada atrás da pick up quatro por quatro de Charlie. Charlie era a pessoa que ela mais respeitava no mundo, era a única na verdade. Ele era diferente. Com certeza muitos o consideraria malvado por matar pessoas por dinheiro, vender drogas e praticar várias outras atividades ilícitas, mas somente ela sabia o quanto ele era bom. Ela lhe devia a vida, faria tudo para recompensá-lo e lhe deixar orgulhoso. Por algum motivo, que nem ela entendia, Charlie a amava e se importava com ela. Samantha não tinha sentimentos, isso lhe poupava muito sofrimento, mas se pudesse amar alguém esse alguém com certeza seria seu pai Charlie.

— E então, Samy, pronta para atirar? — ele perguntou com aquele habitual sorriso lateral sob o bigode no rosto, com a mão sobre a pick up.

— Sim, Charlie! — respondeu hesitante. Ela era uma menina esguia e com aparência doce, mas já tinha marcas incuráveis e traumas grandes. Mesmo com a pouca idade, já tinha experiência. Experiência e coragem.

Charlie sorriu e jogou o cigarro que fumava no chão o apagando com a sola do sapato, soltou à fumaça e se virou para o carro. Abriu a porta e pegou de dentro uma carabina carregada marrom, o calibre era pequeno por ser a primeira vez que Samantha atiraria com uma arma grande, só tinha atirado uma vez com uma arma pequena e controlada pelo seu instinto de sobrevivência. Entregou a arma a Samantha e viu os olhos dela brilhar ao encarar a arma, ela tinha aprendido que não devia tocar nas armas sem a permissão e dessa vez tinha. Andaram para o centro da clareira em frente ao alvo. Os dois homens ficaram apenas observando de longe, velando pelo patrão e sua filha.

— Escute-me Samy, você só precisa se concentrar. No começo pode ser difícil, mas foi assim que eu aprendi a atirar. Atirando. Respire fundo, mire e atire.

— Eu já sei atirar. — ela disse apreensiva. Sabia que não tinha porque ter medo dele, mas não conseguia evitar. Se por um lado ele era a única pessoa que ela respeitava, também era a única pessoa que ela temia.

— Claro, pequena, você pensa que atirar é apenas apertar o gatilho e torcer para acertar o alvo. — ele riu sem humor. — Pequena, estou falando sobre apertar o gatilho e acertar um alvo a metros de distância. Sem a menor dúvida de que vai acertar, sem precisar da sorte! Tente.

— E se eu não conseguir?

— E daí? Você não vai prejudicar ninguém fazendo isso... Tente, vamos! — disse calmo.

— Está bem! — ela pegou a arma e a ergueu para a altura do rosto, mirou.

— Mire. Pense no vento e na trajetória. Agora a parte difícil, você tem que sentir o tiro, não tenha pressa, você tem tempo... Não se apresse.

Ela apertou o gatilho e atirou rapidamente, errou o alvo.

— Rápido demais, você tinha tempo. Tente novamente.

— Posso fazer do meu jeito? — ela perguntou virando o rosto para ele.

— Qual seria seu jeito?

— Esse! — ela voltou a mirar e atirou cinco vezes consecutivas, mas apenas um dos tiros acertou o alvo, no lugar longe das marcas fatais.

— Não, o que é isso? — Charlie perguntou mais alto e pegou a arma de sua mão, Samy se assustou e ficou lhe olhando: — Você sabe o que você fez? Atirou cinco vezes e só acertou um tiro, lhe acertou na barriga. O local onde você acertou é fatal, Samy? Não. Então você desperdiçou cinco balas. Se fosse uma situação real você teria apenas avisado ao inimigo sua presença e agora estaria morte, você tem que ser sorrateira e atirar para acertar.

— Eu sinto muito. — disse abaixando a cabeça. Charlie lhe afagou a cabeça e voltou a entregar a arma.

— Não precisa se desculpar, criança, só aprenda uma coisa: uma bala, um tiro, um acerto. Se não puder acertar, não atire! — foi firme.

E assim seguiram as aulas de tiro. Não foi fácil, mas a pratica fez a perfeição. Com o tempo ela conseguia acertar alvos há mais de 800 metros de distância e em movimento, se tornou tão boa quanto Charlie no tiro. Ela podia atirar e matar alguém de olhos fechados, tudo em menos de um ano.

Samantha seguiu atirando no alvo em sua frente e afastou as lembranças de Charlie da cabeça, descarregou a arma no alvo, só parou quando entre os tiros escutou o toque de seu celular. Ela andou com o rifle para trás do vidro do stand de tiro, colocou-o encima do suporte e olhou o celular: Edward. Tirou o óculos de proteção, os abafadores de ruídos e atendeu.

— Alô, Edward? — perguntou fingindo animação.

— Oi Bella, como você está?

— Estou ótima! A que devo a honra da sua ligação?

— Er, eu liguei pra lhe fazer um convite. Estou com dois ingressos para ópera... Na verdade estava com quatro, mas dei dois para minha irmã, então estou sem companhia. Estou ligando para saber se... Se talvez você aceitaria ir comigo?

— Oh, ópera? É que... Eu nunca fui a um evento desse tipo, não sei Edward... — Que merda, fala sério. Pensou com raiva.

— O que? Tenho certeza que você vai gostar, vamos Bella?

— Está bem, eu aceito. Quando? — perguntou sorrindo.

— Hoje à noite, está muito encima?

— Não, por mim está combinado. Onde nos encontramos?

— Eu posso te buscar, só me passa seu endereço.

Bella passou o endereço para ele se desculpando por morar longe e em um bairro de pobre, Edward anotou e se despediu ansioso para encontrá-la de novo. Marcaram o horário certo, se despediram e desligaram.

— Ópera? Está de brincadeira comigo, cristo! — bufou revirando os olhos e se amaldiçoando por ter aceitado o convite.

Deixou tudo ali mesmo pegando apenas o celular e voltou para a sala. Victória e Demetri estavam comendo sanduíches, Bella se aproximou e pegou um sanduíche pronto encima da mesa, deu uma grande mordida e o deixou no lugar.

— Edward acabou de me ligar, vamos sair mais uma vez. Preciso de um vestido para hoje à noite, algo elegante!

— Para onde vocês vão? A Victória pode arranjar um.

— Ópera, nós vamos ver uma ópera. — revirou os olhos arrancando gargalhadas dos dois em sua frente.

— Tudo bem, eu vou conseguir seu vestido, pode deixar! — Victória garantiu.

— Você precisa acessar o computador dele e conectar o programa, precisamos ter acesso a todos os dados dos Cullen.

— Como querido? Coma força do pensamento? Eu não faço milagre, preciso de mais tempo. Tenha paciência!

No fim da tarde ela começou a se arrumar, quando mais se aproximava às sete horas – hora marcada para se encontraram – mais ela o amaldiçoava. Estava pensando em como não dormir assistindo uma ópera, seria uma chatice. Victória lhe deu um vestido longo azul Royal, ela não se importava como ou onde tinha o conseguido, mas tinha certeza que não foi pagando. O vestiu, deixando o tecido se assentar em seu corpo se ajustando perfeitamente a suas curvas. Era tomara-que-caia com uma faixa um pouco mais escura na cintura. Colocou um colar prateado no pescoço e um par de brincos combinando, e um dolce & gabana preto nos pés.

— E então, pronta para assistir uma ópera? — Demetri disse zombeteiro.

— Cala a sua boca, idiota! — revirou os olhos. Estava em frente ao espelho terminando a maquiagem leve e que destacava seus olhos com uma leve corzinha nas bochechas e boca. Amarrou os cabelos para trás dando destaque ao seu rosto, amarrando-os em um elegante rabo de cavalo.

— Você está linda, Bella, parece um anjo! É fascinante o modo como você consegue esconder bem seu chifre, rabo e tridente. — Victória disse sarcástica.

— É um dom. Nem todas têm o azar de ter essa sua cara permanente de vadia... Querida. — retrucou no mesmo tom e sorrindo.

— Não comecem vocês duas, vamos descer que logo Edward chega.

Os três voltaram para a sala para esperar, Riley já estava jogado no sofá bebendo uma cerveja e sorriu ao ver Bella. Era patético, mas tinha se apaixonado por ela. Sabia que ela era uma vadia sem sentimentos, mas a amava e faria tudo por ela. Alguns minutos depois escutaram uma buzina do lado de fora da casa, Victória viu discretamente e sem ser vista pela janela que era coberta pelo lado de dentro por uma cortina, avisou ser Edward. Bella pegou sua bolsa carteira e respirou fundo, estava pronta.

— Hora de pagar todos os meus pecados. O dinheiro do final vai fazer valer à pena, O dinheiro do final vai fazer valer à pena. — repetiu esse mantra em voz alta e depois em pensamento. — Tchau, até!

Abriu a porta e saiu. Edward lhe esperava com um sorriso nos lábios e ansioso. Usava um smoking preto e sapatos italianos escolhidos pelas irmãs, que eram mais ligadas a tendências e moda. Não sabia o que dizer ao ver Bella andando em sua direção, era como uma visão tão exuberante, tão linda. Deu alguns passos e a cumprimentou com beijos rápidos no rosto, sorriu:

— Você está perfeita, fantástica!

— Você está me deixando constrangida... E está muito elegante, fantástico. — sorriu timidamente.

Edward abriu a porta e deixou que ela entrasse no banco do passageiro, fechou a porta e deu a volta para o lado do motorista, fechou a porta e colocou o cinto. Acelerou em direção ao teatro onde teria a ópera.

A Broadway que é muito famosa pelos seus teatros que exibem superproduções de musicais, que muitas vezes ficam em cartaz durante vários anos. Atravessa a Times Square e é ponto de referência para 43 teatros que conformam o Circuito Broadway. E em frente a um desses teatros, o Majestic Theatre, no meio da enorme, iluminada e movimentada avenida, enquanto todos os outros espectadores entravam sorridentes e elegantes, Alice e Jasper Whitlock esperavam Edward e Bella. Esse era o combinado, esperar os dois e assim entrariam juntos.

Alice e Jasper não namoravam sério, apenas trocavam olhares e flertes, era uma relação de amizade e amor. Não era algo totalmente carnal. Jasper Whitlock é um adolescente normal e mais um herdeiro considerado um dos solteiros mais cobiçados, é filho de uma das maiores chefes de cozinha dos Estados Unidos e conhecida mundialmente, Naomi Whitlock, seu pai era um soldado e morreu no Iraque em 2004 durante a guerra quando um homem-bomba conseguiu entrar em uma tenda matando 22 pessoas, incluindo 13 soldados americanos, um deles o general Jackson Whitlock, e diversos outros prestadores de serviço.

— Será que eles vão demorar muito Alice? — ele perguntou um tanto impaciente passando a mão sobre o smoking preto que usava.

— Er... Não, olha ali o volvo do Edward. Eles chegaram! — ela disse animada e sorridente. Usava um vestido longo pink frente única e uma sandália prateada nos pés, seus cabelos longos soltos elegantemente, sua aparência era meiga.

Edward e Bella andaram graciosamente de braços dados até os dois que lhe esperavam. Alice sorriu para Bella, assim como ela para os dois.

— Bella, essa é a minha irmã Alice e o Jasper!

— Prazer, Bella! — esticou a mão para cumprimentar Alice, que a apertou.

— Prazer, sou Alice! — sorriu animada, adorava conhecer pessoas e já estava imaginando o quanto se daria bem com Bella.

— Prazer Bella, sou Jasper! — ele também a cumprimentou e então entraram no teatro.

O lugar era o melhor no teatro, o camarote mais cobiçado e mais caro do Majestic Theatre, reservado apenas para Edward Anthony Cullen. Os quatros sentaram-se lado a lado para ver o musical/ópera “o fantasma da ópera”. Edward e Jasper assistiam empolgados e encantados, Bella conseguiu se entreter um pouco, mas estava achando entediante, se controlava para não bocejar de cinco em cinco minutos. Ao seu lado percebeu que Alice também não estava achando um programa muito legal.

— Não sei como o Edward e o Jasper gostam disso... Você está gostando? — Alice sussurrou perto do ouvido de Bella para que só ela escutasse.

— Também não sei, estou achando entediante. Então vamos sorrir e uma mantém a outra acordada. Tudo para magoá-los. — falou olhando para frente para disfarçar a conversa paralela.

— Tudo bem, vai ser melhor mesmo.

A última música finalmente, para Bella e Alice, começou a ser interpretada pelo casal principal da peça. No final todos no teatro se colocaram de pé para uma grande salva de palmas. Do camarote Bella podia ver muitas mulheres enxugando as lágrimas, patéticas. Manteve o sorriso animado e falso no rosto, mas que convenceria qualquer um de seu entusiasmo de estar ali. Os três desceram juntos para perto dos carros esperando o manobrista que tinha ido os pegar.

— Caramba, isso foi demais! — Jasper elogiou entusiasmado.

— Com certeza. Vocês não acharam incrivel? — Edward acrescentou.

Bella e Alice se entreolharam e caíram na gargalhada harmoniosamente, deixando os dois sem entender nada. Cada um entrou no carro – Bella no volvo prata do Edward e Alice na Ferrari preta do Jasper – seguiram para o restaurante Whitlock’s da mãe do Jasper para jantarem. A noite foi perfeita para todos. Bella foi o mais simpática possível com Alice começando a amizade, quanto mais proximidade com os Cullen melhor e ao mesmo tempo conseguiu ficar mais próxima do Edward também.

No fim da noite Edward levou Bella para casa, pelo horário que eram. Estacionou o volvo frente à casa e ambos desceram. Bella olhou bem para casa e conseguiu ver o vulto vermelho do cabelo da Victória, eles escutaram o motor do carro e agora estavam lhe espionando, sorriu para Edward.

— Obrigada... Essa noite foi incrivel. Sua irmã e o amigo dela são pessoas muito legais, eu realmente gostei! — sorriu. Não estava mentindo, para sua própria surpresa, mas quem precisava saber?

— Eu que lhe agradeço, sua companhia foi incrivelmente prazerosa.

— Espero que me convide mais vezes para passeios como esse ou apenas para ficarmos de bobeira, eu adoro ficar com você! — sorriu largamente.

— Digo o mesmo.

— Então... Boa noite, obrigada pela carona e pelo passeio.

Ela aproximou o rosto do dele, Edward estava crente que receberia um beijo na bochecha, mas se surpreendeu quando seus lábios se tocaram. Ela pressionou seu lábio contra o dele sem abri-los, apenas um sentindo a maciez do lábio do outro. Uma onda de eletricidade passou pelos dois corpos, os deixando arrepiados, Bella se surpreendeu com a reação e Edward aprovou. Foram no máximo dez segundos, mas parecia uma eternidade. Ela o afastou, sorriu e se virou para andar. Estava quase perto da porta quando ouviu sua voz macia lhe chamar:

— Bella? — ela se virou e o viu sorrindo, quase encantando. — Boa noite!

Bella mordeu o lábio inferior, acenou e entrou. Os outros três que espreitavam pela janela, receberam-na com imensos sorrisos vitoriosos. Ela ficou olhando pela janela ele entrar no carro e partir, por fim começaram a comemoração.

— Uau, em mais algumas semanas todo o dinheiro na nossa conta, meu deus... Demais! — Victória disse animada.

— Diga adeus ao dinheiro, Edward Cullen! — Demetri cantarolou dançando sem camisa. — Vamos pegar umas cervejas e comemorar.

— Por que não está comemorando animada, Bella? Está com pena e apaixonada pela sua patética vítima? — Victória provocou.

— Ai Victória, se manter você viva não fosse parte de uma promessa que eu fiz ao seu pai, eu juro que te matava. Mas foda-se, nem você vai tirar minha alegria de hoje. Vamos apenas, comemorar! — ela sorriu: — Vou subir e trocar de roupa, então separem minha cerveja e um cigarro, hoje a noite é nossa!

Ela subiu para o quarto e começou a trocar de roupa, olhando no espelho conseguiu encarar a cicatriz rosada de cinco centímetros que carregava abaixo do seio direito. E ao lado dessa cicatriz uma tatuagem, uma frase com os dizeres “o que não me mata, me fortalece” e era verdade. Ela não morreu e tudo que aconteceu só a deixou mais forte e se orgulhava disso. Eram suas marcas do passado. Balançou a cabeça e sorriu, era passado.

Notas finais
É, qual será o passado da Bella? Hum.. Realmente vão começar a odiá-la SUDHSDUHSD ' enfim, está lendo e gostou não esqueça de comentar. Até o próximo, bjsbjs s22