Numb
3 segundo capítulo ::
Notas iniciais
Madrugada. Tic-tac, tic-tac, tic-tac. O relógio estava vagaroso e por mais que tentasse dormir, Bella não conseguia pregar os olhos. Tragava um cigarro lentamente deitada sozinha na cama de casal de seu quarto na casa que dividia com Riley, Demetri e Victória.
Os quatro não eram realmente amigos, era um fato, estavam juntos por conveniência. Bella não dispensava Riley e Demetri porque além de ajudarem nos golpes ainda eram bons de cama, já Victória? Ela não sabia ao certo porque a mantinha no grupo, ela era inteligente em alguns momentos e ajudava nos planos quando envolviam homens, além de ser uma boa distração para Riley e Demetri pra quando ela não quisesse transar. Não tinha porque mudar tudo agora faltando tão pouco para o maior golpe que já haviam dado na vida.
— Não consegue dormir... Bella? — Riley perguntou cinicamente entrando no quarto. Usava apenas uma camisa cinza e uma boxer preta completamente justa e que marcava seu avantajado membro. Ela soltou à fumaça e sorriu.
— Não vai mais me chamar pelo meu nome e sim de Bella?
— Sim, vamos entrar no personagem. É bom pra você ir se acostumando já que agora você é Isabella Swan!
— Claro. — falou sarcástica, voltou a colocar o cigarro na boca.
— Não consegue dormir? Peso na consciência por todas as maldades que você cometeu nessa sua vida fodida?
— Consciência? — soltou uma gargalhada seca — Isso é algo que eu nunca tive criança. Riley, eu não estou a fim de conversa, então tchau.
— Pensei que poderíamos nos divertir um pouco. — mordeu o lábio inferior. Por mais que ela fosse seca e às vezes insuportável, ele gostava de foder com ela como com nenhuma outra.
— Claro, claro, então volte aqui quando tiver passado da puberdade! — disse firme e com um sorriso nos lábios, deu uma última tragada no cigarro e o apagou na mesinha de cabeceira. — Sai do meu quarto que eu quero dormir ok?
Virou o rosto para o travesseiro, ouviu apenas os passos dele saindo do quarto aos resmungos, fechou os olhos e torceu para ser tomada logo pelo sono, amanhã começaria um grande dia.
***
Edward despertou mais cedo, estava ansioso. Eram oito horas e seu primeiro compromisso do dia seria às nove horas com uma mulher que havia conhecido na noite anterior. Era um encontro diferente dos que costumava ter. Os últimos encontros tinham sido com garotas ricas e de famílias com sobrenome, filhas dos amigos de seu pai ou amiga de suas irmãs, mas agora era diferente. Tinha conhecido-a no lavabo e não sabia se ela era rica ou não, tudo que sabia sobre ela era um nome. Isabella Swan ou Bella, como aparentemente preferia ser chamada.
Tomou um banho demorado, digamos que problemas ambientais não eram uma de suas maiores preocupações. Saiu do banheiro apenas com a toalha enrolada na cintura tampando suas genitais e deixando a mostra o resto de seu corpo bem definido e exuberante. Edward era bonito. Cabelos cor de bronze bagunçados charmosamente, pele branca com várias pintas e sardas, olhos verdes, rosto bem desenhado. Era como uma estátua perfeita de mármore. Na verdade era muito mais que bonito. Beleza que lhe garantiu o título de solteiro mais bonito e cobiçado entre os herdeiros mais ricos do mundo, em uma revista de fofoca americana e bem conhecida. Ficou encarando o guarda-roupa sem saber o que vestir. Não sabia se colocava algo formal ou informal, afinal não sabia como Bella estaria. Não queria arriscar parecer um idiota, pôs a colocar a roupa de sempre, terno e gravata.
— Er, não tenho mais o que fazer! — falou consigo mesmo olhando-se no espelho ao ficar pronto. Pegou o celular encima da cama, colocou a carteira no bolso e saiu do quarto.
Desceu as escadas e viu as irmãs no sofá. Alice estava na poltrona sozinha lendo uma revista, enquanto sua irmã Rosalie e seu amigo Emmett se beijavam no sofá. Emmett, namorado de sua irmã mais velha, além de seu amigo de muitos anos. Era um McCarty, filho de um dos maiores e melhores jogadores de futebol americano da atualidade Christopher McCarty e da supermodelo Alison Stefan.
— Bom dia, bom dia. Emmett já aqui em casa essa hora? Não acha que é muito cedo? — perguntou arqueando a sobrancelha.
— Ele dormiu aqui. — Alice disse indiferente sem tirar os olhos da revista de moda que lia, Edward gargalhou.
— Nossa... Eu quero é novidade! — foi irônico.
— Não precisa ficar com ciúmes Edward, tem Emmett para todos.
— Claro! Quando você estará disponível para mim? — perguntou com uma piscadela, Rosalie revirou os olhos, fazendo-o rir.
— Pra onde você está indo assim tão perfumado? — Alice perguntou abaixando a revista para olhar Edward e sorriu.
— Eu? Er... — ele hesitou e se amaldiçoou por ter feito. — Lugar nenhum!
— Você hesitou cara, esse foi seu erro, você sabe que não devia ter feito isso. — Emmett falou cheio de humor, Edward assentiu.
Sentou-se no sofá revirando os olhos, agora começaria o interrogatório das irmãs Cullen. Alice e Rosalie lhe encaravam com uma expressão de curiosidade.
— E então? Para você onde está indo? — por fim, Rosalie, perguntou.
— Sair!
— Oh really? — Alice perguntou cínica. — Com quem?
— Com uma mulher... Sem suposições, ela é uma amiga!
— Aonde você a conheceu?
— Rosalie, vocês são minhas irmãs, não meus pais, então parem com esse interrogatório ok? E só porque eu sou muito legal vou responder a conheci na festa de ontem.
— Finalmente meu amigo Edward vai transar, já estava na hora né?
— Emmett! — Rosalie o repreendeu.
— O que? Ele é meu amigo, tem que apreciar as coisas boas da vida. E então Ed, você pelo menos se masturba ou está cheio de teias de aranha no meio da suas pernas? — Emmett perguntou rindo.
— Vá se foder, Emmett! — lhe mostrou o dedo médio. — Não estou indo transar, estou indo me encontrar com uma amiga. Eu não sou igual a você que pensa com as bolas e por isso só pensa em sexo! Agora com licença que eu vou embora, tenho mais o que fazer.
— Boa sorte, maninho, eu vou ficar torcendo por você! — Alice disse cruzando os dedos.
Pegou seu volvo e partiu em direção a Starbucks, faltavam quinze minutos para o horário marcado. O trânsito tão estava complicado, então demorou pouco mais de vinte minutos. Entrou no estabelecimento e sentou em uma das pequenas mesas na grande vidraça onde dava para ver quem passa na rua e o Central Park. Falou ao garçom que veio lhe atender que estava esperando uma amiga e pedia algo assim que ela chegasse, ficou esperando com o celular em mãos, olhando as horas de um em um minuto.
Bella corria de um lado para o outro terminando de se arrumar. Seu encontro com Edward era às nove horas e acordou as 08h50min, chegaria atrasada.
— Droga por que ninguém me acordou? Malditos! — Bella reclamou enquanto fechava a bota preta até o joelho que usaria.
Estava usando uma saia de cintura alta xadrez preta com vermelha, uma camiseta D&C por dentro dela. Soltou os cabelos, deixando-os cair sobre o ombro de maneira delicada e arrumada, leve maquiagem apenas dar um tom saudável a pele extremamente branca, estava pronta.
— Compre um despertador, minha querida. — Victória debochou rindo.
— Eu realmente não sei por que eu ainda te agüento, Victória, eu não sei por que ainda teimo em te manter viva e não meti logo uma bala no meio da sua testa e joguei seu corpo em um canal qualquer, ninguém sentiria falta mesmo!
Victória engoliu seco e arregalou os olhos com a ameaça, sabia que Bella era capaz. Já tinha feito coisas muito piores sem uma única gota de remorso, era fria e sem sentimentos. Bella percebeu o medo e deu uma alta risada.
— Você tem medo, mas não tem vergonha. É incrivel. — revirou os olhos e se olhou no espelho, depois pegou sua bolsa transversal. — Estou pronta, quem vai me dar carona?
— Eu levo você e te deixo alguns metros antes! — Riley se ofereceu e Bella apenas assentiu.
— Eu e Victória vamos estar logo atrás no outro carro. Bella, qualquer coisa nos ligue ok? Não faça merda e boa sorte.
Entraram na Mercedes preta e Riley acelerou já que Bella estava atrasada. Ultrapassou sinais vermelhos e costurou o trânsito, não demoraram a chegar ao central park, mas já eram 09h15min. Ele parou o carro e antes que Bella pudesse descer perguntou o que estava lhe deixando curioso:
— O que tem nessa bolsa?
— Uma coisa que eu posso usar para te matar a qualquer momento. — sorriu cinicamente: — O Edward já deve estar indo embora, então vou ir.
— Tchau, boa sorte, cachorra! — Riley falou mordendo o lábio inferior.
Bella segurou o rosto dele entre as mãos e lhe beijou. Foi um beijo urgente que fez suas línguas se entrelaçaram furiosamente. Afastaram os lábios e ela desceu do carro sorrindo, bateu a porta e acenou, virou-se e correu em direção da Starbucks, viu Edward saindo dela, mas não a viu.
— Edward! — gritou acenando.
Edward que já tinha perdido as esperanças, depois de quinze minutos de atraso, saia da cafeteria, até escutar a voz de Bella. Um largo sorriso voltou a enfeitar seu rosto. Virou-se para olhá-la. Ela não estava vestida formalmente, mas estava encantadora. Bella correu até ele e parou em sua frente fingindo estar um pouco ofegante.
— Desculpe pelo atraso, não moro tão perto daqui e foi um tanto difícil chegar. — ela riu encabulada: — Sabe aqueles dias que nada dá certo?
— Tudo bem, sem problemas, eu pensei que você tinha me dado um bolo. — confessou sorrindo e mexeu nos cabelos, um tique que tinha desde a adolescência.
— Você já estava indo embora, não é? Eu... Eu entendo.
— Não, você ainda quer tomar café comigo? Eu ainda não tomei.
— Eu te fiz esperar até agora e você ainda é simpático comigo? Uau, de que conto de fadas você saiu? — perguntou rindo e sorriu — Então vamos? Pra falar a verdade, eu estou com fome.
Entraram juntos e sentaram-se na mesa em que Edward estava antes. Bella colocou a bolsa de lado e chamaram o garçom para servir-lhes.
— Bom dia, o que desejam? — o adolescente de cabelos pretos e sorriso no perguntou educadamente.
— Eu vou querer um expresso! — Edward disse sem hesitar.
— Um expresso? Cadê sua criatividade, Edward? — Bella perguntou deixando-o confuso: — Você está na Starbucks, o paraíso do café e você pede um expresso? Eu sei que é bom, mas isso você toma em casa.
Edward riu do jeito dela, ela ergueu o cardápio lendo.
— Está bem e então, o que você me sugere? — ele perguntou sorrindo.
— Hum... Deixa-me ver aqui... — abaixou o cardápio e olhou sorrindo para o garçom: — Não vou radicalizar com o Edward então, traga dois Caffè Latte e meia dúzia de Muffins de chocolate!
— Tudo bem, só alguns minutos! — o garçom sorriu e andou de volta para a cozinha para pegar o pedido.
Bella virou-se para olhar Edward, que lhe encarava com uma mistura de admiração e curiosidade. Ela sorriu, mas mordeu o lábio inferior abafando o sorriso.
— E então...
— E então o que? — ela perguntou sorrindo.
— Eu não sei nada sobre você.
— Ao contrário de você, eu fiz meu dever de casa e sei muito sobre você. Sabia se você digitar Edward Cullen no Google aparece aproximadamente quatro milhões de resultados sobre você e sua família? — perguntou rindo.
— Esse é um dos problemas de ter uma família conhecida, a falta de privacidade!
— É, mas você é um dos herdeiros solteiros mais cobiçados do mundo. — sorriu divertida. — Aposto que deve ter várias mulheres atrás de você!
— Mas qualquer relacionamento que eu tenha acaba nas páginas de revistas e sites de fofocas, fico sobre todo esse holofote, não gosto disso.
— Pensando por esse lado deve ser insuportável.
Antes que ele conseguisse dizer algo o pedido deles chegou, dois copos com seus Caffè Latte e uma bandeja com os muffins deles. Bella abriu a tampa do copo e cheirou, sorriu e o fechou novamente dando um gole no delicioso café.
— Não repare nisso, tenho esse vicio em cheirar as coisas, sempre fui assim. E esses muffins devem estar deliciosos, adoro chocolate.
— Você é diferente.
— Eu sei e espero que você não esteja falando isso em um sentido pejorativo, então por que exatamente você acha que eu sou diferente? — perguntou e deu uma mordida no muffin que tinha em mãos.
— Mulheres são sempre loucas por dietas, vão a esses lugares e pedem apenas um chá e barrinhas de aveia, você é diferente.
— Eu odeio aveia. — ela falou com a boca cheia e riu, engolindo o que tinha na boca: — Deve ser por isso que estou cheia de celulite, porque não me preocupo com isso de aparência ou peso, gosto de ser feliz e se comer me faz feliz? Eu como mesmo, dane-se! — deu outra mordida no muffin.
— Você está certa, gosto do seu jeito de pensar! — disse sorrindo e deu um longo gole no café. — Uau, isso é bom mesmo.
— Você nunca tinha tomado um caffè latte? — Bella perguntou descrente.
— Você está perguntando como se fosse algo errado, eu sempre tomo expresso.
— Edward, nós moramos nos Estados Unidos e temos Starbucks em quase todos os lugares, como você nunca tomou um simples caffè latte? Pessoas de terno e gravata sempre perdem as coisas boas da vida.
— E quais são as coisas boas da vida? — ele perguntou interessado e mordiscou um muffin de chocolate que segurava.
“Dinheiro e sexo!”, Bella pensou antes de responder:
— Sei lá, amor? Amizade, diversão? As coisas boas da vida são aquelas que nos proporcionam felicidade e a felicidade está nas coisas pequenas! — sorriu com a facilidade e sinceridade que as palavras saltaram de sua boca, quase riu com a hipocrisia que estava dizendo, mas se controlou.
— Definitivamente, você é diferente!
— É você não sabe o quanto. — falou sugestivamente.
Do outro lado da rua dentro da Mercedes preta, Riley, Demetri e Victória, observavam os dois dentro da Starbucks. O vidro do carro com insulfilm davam-lhe segurança e privacidade, ninguém sabia o que se passava no carro.
— Vamos ficar aqui o dia todo? Não agüento mais. — Victória reclamou.
— Eles acabaram de tomar o café e estão pagando. — Riley falou segurando um binóculo contra o vidro para enxergar melhor. — Estão saindo, conversando e rindo. A Bella está sendo fantástica, como sempre!
— Bella? — Victória perguntou e gargalhou. — Não se esqueça que a doce e amável Bella é apenas um personagem que nós criamos, ela é e sempre será a Samantha! Uma vadia sem sentimentos que não se importa ou gosta de ninguém, apenas de dinheiro!
— Cala a boca Victória ou eu mesmo faço você calar! — Riley disse firme, Victória revirou os olhos e se afundou no banco traseiro. Riley seguiu olhando os dois saírem juntos da cafeteria que pareciam bem próximos.
Victória se inclinou para frente e encaixou o corpo entre os dois bancos da frente virando o rosto para Riley.
— Olha só, Riley Bewley apaixonado pela Bella? — gargalhou e se jogou para trás voltando a encostar as costas no banco traseiro — Como você é patético.
— Eu não agüento mais você, sua bastarda! — Riley quase gritou pegando um revólver no porta-luvas do carro e virou-se, apontando para Victória. — Diz mais alguma coisa, abre sua boca de merda pra ver se eu não estouro os seus miolos.
— Parem vocês dois! Não estamos aqui por brincadeira, isso aqui pode melhorar ou foder com as nossas vidas, estão entendendo? E eu não vou para a cadeia por causa de vocês, porra! — Demetri gritou. — Me dá a arma Riley... Eu disse me dá a arma Riley, agora! — Riley fez o que ele mandou e se virou para frente a contragosto. — Parem com essa infantilidade, os dois!
Os dois se calaram com o grito de Demetri e voltaram as suas atenções para Bella e Edward que andavam lado a lado em direção ao centro do Central Park.
— E então... — dessa vez ela falou sorrindo, como se tivesse algo a perguntar.
— E então o que? — ele perguntou rindo, lembrando-se que tinha feito o mesmo na cafeteria.
— Você anda sempre assim?
— Assim como?
— Tão formal. Isso era um café amigável ou de negócios? Você está de terno e gravata, não deu nem uma afrouxada na gravata.
— Ah, eu não sabia o que vestir, patético não? — ele falou mexendo no cabelo.
— E então apostou no look pretinho básico? — ela perguntou rindo.
— Mais ou menos isso. — riu com ela, estava gostando de sua risada.
Ele sentia que ela era diferente. Diferente das outras. Seu sorriso, modo de se vestir, de falar, ela se destacava. Ela não estava fingindo ser agradável ou falava de assuntos idiotas, falava sobre o que lhe dava vontade. Não estava lhe tratando apenas como “Edward Cullen, um herdeiro milionário”, mas sim como “Edward Cullen, um ser humano como outro qualquer”.
— Você é estranho, mas gosto disso. Pessoas iguais me enjoam!
— Você também não é o que eu chamo de normal. — sorriu.
Bella fingindo indignação parou em frente a ele, fazendo com que ele parasse também e cruzou os braços.
— Você acabou de me chamar de anormal? Eu não posso acreditar nisso. Eu estava tentando ser simpática com você e você me chama de anormal? Céus!
— Eu... Eu não quis te ofender, eu só estava...
— Deixa de ser besta, estou brincando. — Bella desfez a carranca e bateu em seu braço rindo, ainda parada continuou: — Eu não sou normal comparando com as pessoas que você anda, eu sou mais legal.
— Isso eu não tenho dúvidas! — sorriu.
Ficaram se encarando em silêncio por alguns, ambos sorrindo, até o toque irritante do celular dele começar a ecoar abafado dentro do bolso do terno. Amaldiçoou, mas pegou-o no bolso e no visor mostrava “pai”, pediu um minuto para Bella e o atendeu.
— Fala pai. — disse prontamente.
— Onde você está? Por que não está aqui nessa reunião, Edward? — Carlisle gritou alterado, Edward afastou o telefone da orelha tentando evitar os gritos.
— Primeiro pare de gritar está bem? Eu estou com uma amiga, por isso não estou ai.
— Que amiga é mais importante do que a reunião com um o Mackenzie? Ele pode nos vender mais uma grande frota de hotéis. Você que começou essa negociação, preciso de você aqui Edward!
— Pra que você quer mais hotéis pai? Tudo bem, eu não vou discutir, estou indo está bem? Só preciso de alguns minutos. Tchau! — desligou sem esperar resposta.
Bella tinha escutado a conversa, ele teria que ir embora. Apenas sorriu quando ele se virou para olhá-la. Edward guardou o celular no bolso e sorriu desanimado.
— Eu tenho que ir, eu tenho uma reunião de negócios. — revirou os olhos, não queria deixá-la.
— Tudo bem, eu vou ir então, adorei tomar café com você! — sorriu docilmente, sorriso que fazia Edward desmoronar, que lhe aquecia e iluminava.
— Eu posso te levar na sua casa, só tenho que ir primeiro no hotel, vou demorar menos que 30 minutos e depois te levo.
— Não precisa, sei muito bem andar sozinha, além do mais se deixar você me levar não terei um motivo pra te ver novamente, se você for embora agora vai ter que me chamar pra sair de novo para compensar sua ida.
— Vou fazê-lo com o maior prazer, será que poderia ter seu telefone?
— Com certeza, me dá seu celular que eu passo e você marca o seu aqui no meu, porfavor! — ela lhe passou seu Blackberry e ele lhe entregou seu Iphone.
Ambos anotaram seus telefones no celular do outro, salvaram e devolveram a seus respectivos donos. Encararam-se sorrindo por alguns segundos.
— Passou o telefone certo, né? Odiaria ligar empolgado para você e saber que é o telefone de uma padaria qualquer.
— É meu celular, pode testar se quiser.
— Tudo bem, eu vou confiar. Eu vou te ligar mesmo hein? Marcar para sairmos.
— Pode ligar, vou esperar sua ligação. Então tchau, até qualquer dia. — sorriu e se aproximou dando um beijo sua bochecha.
Edward sentiu seus lábios tocarem sua bochecha delicadamente e não pode deixar de sorrir, queria mais. Estava sendo precipitado? Nunca tinha se encantando tão rápido por uma pessoa. Bella ficou parada acenando vendo andando em direção ao volvo que estava estacionado do outro lado da rua, voltou a andar apenas quando ele acelerou o carro saindo de sua vista. Desfez o sorriso que carregava no rosto, nunca tinha reparado o quanto cansava ficar sorrindo tempo todo e andou em direção a Mercedes preta onde os outros estavam, abriu a porta traseira e entrou, sentando-se ao lado de Victória.
— E então, como foi? — Demetri perguntou virando para trás.
— Perfeito, ele já está totalmente encantando e só preciso de mais algumas horas com ele para fazê-lo comer em minhas mãos. — Bella sorria cinicamente.
— Você tem certeza? Como você sabe que ele vai te ligar novamente?
— Eu tenho... — teve sua frase cortada pelo toque do celular. Pegou-o no bolso e viu o visor, não pode deixar de gargalhar ao ler o nome, pediu para que eles ficassem em silêncio e o atendeu: — Alô, Edward?
Riley, Demetri e Victória fizeram uma grande esforço para não rir e atrapalhar tudo, ficaram em completo silêncio.
— Oi Bella, só queria confirmar se esse era seu telefone mesmo.
— Achou que eu tinha te enganado?
— Tem um provérbio Russo que diz: Confie, mas confira. Estava só conferindo!
— Você é inacreditável! — disse rindo. — Eu te passei meu telefone certo, agora preciso desligar vou entrar na estação de metro e não gosto de falar no telefone lá, além do mais você está dirigindo.
— Tudo bem, tchau então... Até, beijos Bella! — e desligou.
Bella guardou o telefone no bolso e olhou cínica para Victória, sorriu:
— O que você tinha falando mesmo, Vicky?
Os quatro explodiram em risadas sarcásticas. Bella e Riley desceram do carro e foram para o dele que estava estacionado na frente e ele acelerou, voltando para a casa. Estava tudo dando certo e sendo mais fácil do que esperavam. Em alguns dias, eles sabiam, Edward se arrependeria amargamente do dia que se envolveu com Bella.
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