Numb
15 décimo quarto capítulo + epílogo ::
Notas iniciais
O que Samantha podia fazer agora? Tinha que seguir com o plano então saiu com o Edward. Fora juntos dar um passeio no Central Park, comeram iogurtes e depois jantaram em um restaurante simples, Edward a convidou para passar a noite com ele na mansão ou no hotel, mas tudo que ela realmente queria era ir para casa e dormir. Queria que o tempo passasse rápido, tudo acabasse e voltasse a ser como antes.
***
Samantha acordou no dia seguinte extremamente desconfortável e depois da 1 hora da tarde, felizmente os três comprimidos para dormir que tomara na noite passada funcionaram e ela conseguira dormir sem ter nenhum tipo de sonho e sem problemas, apenas dormiu. Andou para o banheiro lentamente e viu seu reflexo deplorável no espelho, rosto inchado e amassado, bufou e tirou a roupa para tomar um banho gelado. Ficou por meia hora em baixo do chuveiro e então saiu para se trocar – uma calça jeans preta, blusa de alças cinza e por cima uma camisa de flanela vermelha xadrez, nos pés um par surrado de all star preto, estava pronta. Deixou os cabelos soltos e desceu.
— Olha, a madame acordou, que lindo! — Victória zombou sentada no sofá vendo televisão.
— Por que você não morre Victória? — retrucou sem a menor paciência e foi direto para a cozinha. Abriu a geladeira e pegou no congelador uma embalagem de comida pronta, colocou-a no microondas e ligou para esquentar.
— Samy? Temos mais uma coisa para fazer hoje. A última parte! — Demetri falou entrando na cozinha.
— Demetri, me deixa comer e então conversamos ok? Acabei de acordar e estou com fome, por favor!
Ele revirou os olhos, mas saiu da cozinha. Samantha tirou a comida pronta do microondas e colocou em um prato – arroz branco e strogonoff de frango –, pegou na geladeira uma lata de refrigerante, um garfo e foi para a sala. Empurrou Victória e sentou-se para comer.
— Come isso logo Samantha que nós temos que sair, já está tudo pronto. — Demetri tentou mais uma vez, dessa vez segurando duas folhas grampeadas na mão.
— Para onde vamos? — perguntou de boca cheia.
— Atrás do Cullen filho bobão quase sem dinheiro — falou zombeteiro arrancando risadas cínicas de Victória. — Do Edward. Já tive acesso a conta dele, minha querida, você vai cair para trás quando ver quantos zeros tem aquela conta, mas o problema é que a conta é bloqueada para transferências virtuais para evitar qualquer tipo de roubo, então precisamos da assinatura dele.
— Tá, mas como você pretende conseguir isso? — Samantha perguntou cética.
— Eu não, mas você vai. Só tem que dar um jeito de fazê-lo assinar esse papel, está todo escrito em irlandês então mesmo se ele ler não vai entender, minta, invente... Se vire! — sorriu.
Demetri não lhe deu nem chance de responder, apenas se levantou rindo e foi para a cozinha. Samantha sentiu o sangue ferver, voltou suas atenções para a comida no prato.
—
— Vamos Samantha! — Demetri gritou pela terceira vez do pé da escada.
— Pronto porra! Que saco. — desceu a escada batendo os pés e ambos se dirigiram a porta.
Ela não tinha a menor idéia porque ele estava indo junto, mas ele iria. Victória e Riley não estavam na sala e Samantha também não estava com paciência para perguntar onde eles estavam então apenas saiu de casa com Demetri e entraram juntos no carro (ele dirigindo e ela no banco do carona). Ele manobrou e acelerou.
— Vamos para a casa dele?
— Não, Demetri, eu já te disse que nessa hora ele deve estar no hotel. — mentiu, mas era melhor assim. Edward talvez estivesse mesmo no hotel, mas ela não deixaria Demetri ir à casa dele, vai que ele se descontrolasse e fizesse algo? Melhor assim. — Já te disse como vai ser certo? Eu vou entrar, vou dar um jeito e fazê-lo assinar, enquanto isso você vai me esperar aqui fora, está me escutando?
— Samantha...
— É do meu jeito ou esquece!
A contra gosto ele aceitou e continuou dirigindo para a parte nobre de Manhattan onde estava o hotel dos Cullen. O trânsito estava tranqüilo por isso não demoraram a chegar ao destino. Demetri estacionou o carro alguns metros do hotel e entregou as folhas a Samantha que não disse nada, apenas desceu com elas andando para o hotel. Sam sentia o coração batendo de uma maneira diferente, rápido e forte, ela estava torcendo para que ele não estivesse no hotel (assim não teria que fazê-lo assinar nada) e ao mesmo tempo torcia para que ele estivesse (assim tudo acabaria e voltaria ao normal).
— Boa tarde, Srta. Swan! — o porteiro falou sorridente enquanto ela entrava. Já tinha ido tantas vezes ali que as pessoas até a conheciam.
— Boa tarde, eu não falei para me chamar apenas de Bella? — ela disse faceira e entrou.
Andou até a recepção onde uma funcionária que ela desconhecia estava mexendo no computador, ela sorriu apertando uma vez a pequena sineta no balcão.
— Oi, boa tarde... — começou a falar hesitante para a funcionária.
Demetri a esperava ansiosamente no carro, já tinha mexido em todas as rádios do carro procurando algo legal para escutar, mas sem sucesso, então pegou um cigarro e o acendeu, deu várias tragadas e o jogou pela janela quando viu Samantha saindo do hotel com as folhas dobradas na mão e a cara séria, ela olhava para os olhos enquanto andava e entrou no carro.
— Cadê? Ele assinou? — ele perguntou ansioso sem contar o sorriso.
— Er... Não.
— O que? Samantha, o que... — puxou com violência as folhas da mão dela e estavam em branco, sem nenhuma assinatura. — O que aconteceu?
— Ele não está no hotel, vamos embora. — virou o rosto para a janela fechada.
— Você está mentindo! Ele está sim, eu perguntei para um funcionário que estava passando por aqui, o Cullen está sim no hotel!
Samantha lhe encarou com surpresa vendo seu rosto vermelho de ódio, engoliu seco.
— Eu... Eu não posso fazer isso ok? Não sei o que dizer ou como fazê-lo assinar essa droga!
— Você está desistindo Samantha?
— Estou! Eu não quero mais fazer parte disso, nem dessa droga de plano e nem vou deixar vocês continuar, é fácil.
— Você só pode estar de brincadeira com a minha cara, sua vadia!
Repentinamente ele a puxou pelos cabelos e a bateu a cabeça contra a dela fazendo com que suas testas se encontrassem com toda a força e violência que podia. Samantha desmaiou na hora com pancada, ele jogou seu corpo para a janela e a deixou ali, sentiu uma dor na cabeça e lavou a mão ao local que tinha batido e depois viu o dedo, sangue.
— Maldita! O que você tem na testa, chumbo? — perguntou retoricamente enquanto limpava o sangue da testa.
Não sabia quanto tempo ela ficaria desacordada então acelerou com o carro de volta para casa, xingando e amaldiçoando enquanto dirigia.
Parou na entrada da casa e olhou para os lados para ter certeza que não tinha ninguém olhando, deu a volta e abriu a porta do carro, com dificuldade pegou o corpo mole dela e o colocou sobre os ombros a segurando pelas pernas enquanto sua cabeça batia em suas costas. Bateu a porta do carro com o pé e andou até a entrada da casa, com dificuldade abriu e entrou.
— O que... O que aconteceu com ela? — Riley que estava no sofá se surpreendeu com a cena.
— Está desmaiada. Não está morta... Ainda! — Demetri disse com raiva.
Riley saiu de sua frente para que Demetri jogasse Samantha no sofá e assim o fez. Riley queria uma explicação, mas percebeu que o irmão não pretendia lhe dar, viu apenas ele pegar o revólver que carregava preso nas calças na parte de trás e apontar para a cabeça de Samantha.
— Ei o que você vai fazer?
— Vou matar essa vadia, desgraçada! — falou com ódio.
— Espera! Não, você não vai matar a Samy, para Demetri! Entrega-me essa arma! — pediu esticando a mão. — Vai Demetri!
Bufando ele entregou a arma para o irmão mais novo, no mesmo instante, Victória desceu as escadas e se surpreendeu ao ver Samantha desacordada no sofá e Demetri e Riley frente a frente se encarando com ódio.
— Está rolando festinha e nem me convidaram? Que isso! — riu cinicamente.
— Cala a boca, Victória, a situação é muito mais complicada!
— O que aconteceu, Demetri? Por que a Samy está desacordada e por que você queria matá-la?
— Simples, Riley, essa maldita estava pensando em nos passar pra trás. Ela ia desistir de tudo agora, tem noção?
— Não pode ser, é claro que não. Você deve estar se precipitando.
— Me precipitando? A puta entrou no hotel, não falou com o Edward e voltou dizendo que ele não estava lá.
— Vai ver ele não estava mesmo, oras.
— Como você é ingênuo, Riley. Sim, ele estava no hotel e eu me informei, ela estava desistindo e eu não vou deixar ela estragar tudo pelo que eu lutei por causa de uma paixãozinha pelo Cullen-filho, não mesmo! — falou ríspido.
— Ela não está apaixonada pelo Cullen.
— SIM, ELA ESTÁ PORRA! — gritou com ódio e respirou fundo se arrependendo de ter gritado com o irmão, ele não tinha culpa. — Tudo bem. Vamos nos livrar dela enquanto temos tempo, podemos dar um jeito de fazê-lo assinar e vamos embora, é menos uma para dividir todo o dinheiro.
— Você não vai matá-la, Demetri, esquece.
— Riley...
— Não, está me escutando? Você pode ser meu irmão, mas não vou deixar, eu mato qualquer um que tentar tocar em um fio de cabelo da Samy. — falou sério. — Se quiser matar ela, vai ter que me matar também, Demetri.
Demetri entendeu que ele estava falando sério e nunca conseguiria matar o próprio irmão, mas precisava se livrar de Samantha por alguns minutos e teve um plano. Pediu para Riley a levasse para o stand de tiro (já que se tentasse se aproximar dela Riley lhe daria um soco). Riley não estava aprovando aquilo, mas era melhor que matá-la. Pegou-a com carinho no colo e desceu com ela para o stand de tiro da casa, a colocou deitada no chão com todo o cuidado possível, acariciou seu rosto sereno levemente e então saiu, deixando-a trancada ali e voltou para a sala onde Demetri terminaria de explicar o novo plano para ele e Victória.
–
–
Dor. Era tudo que Samantha conseguia sentir enquanto retomava a consciência, colocou a mão na testa onde tinha recebido a pancada e foi se levantando aos poucos. Sentiu tudo girar e a cabeça latejar, caiu de joelho com a mão na cabeça.
— Demetri seu maldito... Filho da puta. — murmurou apertando a cabeça e levantou-se.
Ele tinha a acertado com força e de surpresa, o que a irritava ainda mais. Sua cabeça latejava insuportavelmente. Foi cambaleando até a porta do stand e tentou abrir – trancada. Continuou forçando a porta pra ver se estava trancada mesmo.
— DROGA! — gritou com ódio e riu sem humor ao ter uma idéia.
Andou até o armário de armas e pegou um revólver calibre 38, colocou um pente de munição nela e um silenciador para não fazer barulho, para se garantir pegou mais dois pentes guardando-os no bolso de trás da calça jeans. Sorrindo foi até a porta e atirou duas vezes na fechadura e depois com um chute escancarou-a.
— Idiota, quando pretender me trancar me deixe longe de armas. — falou cínica.
Tirou o silenciador da arma e o jogou no chão. Aquilo era eficiente contra barulho, mas deixava a munição mais lenta, estava sozinha e não podia correr riscos. Sua cabeça latejou mais uma vez e gemeu de dor, escutou o barulho da televisão, mas antes precisava cuidar da própria cabeça. Foi para o banheiro da casa silenciosamente e abriu o pequeno armário de espelho suspendido na parede, pegou um pequeno frasco de vidro com analgésico e de dentro três comprimidos, levou-os a boca rapidamente e os engoliu com a água da torneira dali mesmo. Jogou água no rosto e viu seu reflexo no espelho, seu rosto cansado e uma marca na testa; secou o rosto com cuidado para não tocar onde tinha recebido a batida porque ainda estava dolorido. Demetri, Edward – precisava agir.
Saiu do banheiro se esgueirando com a arma na mão olhando para os lados se certificando que não tinha ninguém lá, mas tudo que escutava era o barulho da televisão. Parou na entrada da sala e viu apenas o topo da cabeça, cabelos ruivos e cacheados – Victória. Andou até ela se que percebesse, parou com a arma apontada.
— Cadê o Demetri?
— O que...
— Sem se fingir de sonsa, Victória, não faz o seu tipo. Eu fiz uma pergunta simples e quero uma resposta simples: onde está o Demetri? — perguntou firme.
— Eu não sei onde ele está Samantha. O que está acontecendo?
— Não minta para mim, ruivinha, eu sei que ele te contou algo enquanto eu estava desacordada. Eu duvido que você não tenha perguntado o que tinha acontecido, ele chegou me carregando e me jogou desacordada no stand de tiro. Onde está o Demetri?
— Já disse que não sei. — Victória respondeu sorrindo cinicamente.
— Você está mentindo! — gritou sem paciência, ainda apontando a arma para a ruiva, pegou o abajur encima da mesinha ao lado do sofá e atacou na televisão com toda a força. O abajur estourou contra o visor da televisão e a própria também acabou explodindo, Victória pulou no sofá de susto. — Eu te fiz uma pergunta Victória e o tempo está passando. Tic-tac, onde está o Demetri?
— Eu não sei Samantha, estou falando sério. — respondeu mais uma vez, mas dessa vez sem sorrir e com medo.
— Então você não me serve para absolutamente nada, Victória. Eu vou contar até três e se você não me disser juro por deus que te mato, então vamos lá. — se aproximou sorrindo de Samantha e colocou a arma em sua testa. — Um...
— Eu já disse que não sei.
— Dois... — disse firme destravando a arma e viu Victória lhe encarar com medo.
— Por-por favor... E-eu não sei o que você quer que eu responda, eu não...
— Três... — colocou o dedo no gatilho e estava pronta para atirar.
— Tudo bem, tudo bem! Tira a arma da minha cabeça e eu falo... Por favor. — pediu respirando ofegante.
— Muito bem, agora vou refazer minha pergunta uma última vez e se não responder como eu quero vou atirar na sua testa. Estamos combinadas? — perguntou sorrindo e tirou a arma da testa dela. — Onde está o Demetri?
— Ele pegou o papel que você não levou para o Cullen assinar e disse que ele mesmo faria o trabalho, foi com Riley armados atrás do Edward.
— Onde?
— Não sei, eu juro que não sei. Mas eles foram atrás dele no hotel eu acho, disse que ia levá-lo para o galpão. O mesmo do James e Laurent.
— É só isso que você sabe? — Victória assentiu, Samantha colocou novamente a arma na testa dela. — É só isso mesmo que você sabe ruiva?
— Eu juro, eu juro! — disse com os olhos fechados e a voz cheia de medo.
Samantha encarava Victória e sentia vontade de rir, ela estava cheia de medo. Seus olhos estavam marejados e percebeu que a ruiva falava a verdade, então sorriu.
— Ótimo. Agora vou fazer o que sempre tive vontade, mas não oportunidade. — sorriu e viu Victória confusa.
Puxou o braço para trás e deu um soco forte em seu rosto acertando-a no nariz, escutou no mesmo momento o “crack” do osso quebrando contra seu punho. Victória urrou de dor e sentiu o liquido quente escorrer por seu rosto, levou instantaneamente a mão ao local. Samantha a puxou pelos cabelos a derrubando do sofá encima da mesinha de centro que acabou quebrando com o peso, derrubando a ruiva no chão sobre vários cacos de vidro.
— Pronto! Obrigada pela colaboração, querida.
Saiu correndo em direção à porta com a arma em mãos, colocou-a no cós da calça pensando em como se locomoveria até a parte nobre de Manhattan. Olhava a rua em busca de um jeito... Carro. A sua vizinha estava com o carro parado na frente da casa, a chave estava na ignição, foi andando lentamente até lá e quando a mulher entrou na casa carregando um saco do mercado aproveitou, fechou o porta- malas rapidamente e entrou no carro batendo a porta, girou a chave e pisou no acelerador.
— Meu carro! Sua louca, meu carro! — escutou os gritos da dona do carro, que pulava balançando o braço para chamar atenção.
— Desculpa, é um empréstimo, eu vou devolver! Eu juro! — gritou de volta acelerando ainda mais.
–
Chegou em alguns minutos no hotel Cullen, parou alguns metros antes como tinha feito mais cedo com Demetri. Deixou os pentes de munição do revólver dentro do porta-luvas do carro e o revólver no cós da calça, fechou os últimos botões da camisa de flanela para que não percebessem a amar, então desceu do carro. Correu até a entrada e foi para a recepção, era a mesma de cedo.
— Bella, que surpresa você aqui de novo! — a mulher disse sorrindo.
— É eu sei. O Edward? Ele ainda está ai?
— Eu pensei que vocês tivessem se encontrado já. — deu uma leve risada e sorriu. — O Sr. Cullen já saiu.
— Como assim saiu?
— Faz algum tempinho que ele saiu. Se vocês não se encontraram ainda, provavelmente ele foi para a casa dele. — sorriu.
— Droga! — bateu no balcão com os punhos fechados.
— Algum problema Bella?
— Não! Quer dizer, você pode me arranjar papel, caneta e um envelope? Por favor.
A mulher assentiu e entregou a ela uma folha do bloco de notas do hotel e uma caneta, depois abriu a gaveta e pegou um envelope branco. Bella começou a escrever rapidamente, até ela mesma se surpreendeu com a rapidez que sua mão guiava a caneta para rabiscar o papel. Sua letra saiu um garrancho trêmulo, mas legível, estava bom. Assim que terminou de escrever o que queria, dobrou a folha e colocou dentro do envelope, pegou um tubo de cola que tinha ali e fechou o envelope.
— Obrigada! — Bella sorriu e saiu correndo.
Voltou para o carro em poucos segundos, manobrou o carro sem se preocupar em dar o retorno completo e foi para a pista de volta, pisou no acelerador, precisava ir para a mansão dos Cullen.
–
Não viu nenhum carro estacionado perto da casa dos Cullen, entrou na propriedade na velocidade máxima, ficou o mais próximo que pode e estacionou o carro, desceu com o envelope em mãos e a arma ainda no cós da calça, correu até a porta. Apertou a campanhinha duas vezes e começou a esmurrar a porta.
— Calma, estou indo! — ela escutou a voz da Alice que abriu a porta e se surpreendeu. — Bella!
— Oi Alice, cadê seu irmão? — perguntou nervosa e ofegante.
— Ele está no hotel Bella, o que foi? Você está pálida e suada, o que aconteceu?
— Droga.
— Entra Bella, você parece que vai ter um ataque, o que está acontecendo?
(música: http://www.youtube.com/watch?v=AGDPKQPZwIo)
Linkin Park — Numb (piano instrumental)
Alice a pegou pela mão puxando-a para dentro da casa; sentaram-se juntas no sofá. Bella coçou a testa pensando em como fazer o que tinha que ser feito. Respirou fundo para tomar coragem.
— Allie, você confia em mim? — perguntou com a voz trêmula.
— Claro que sim, Bella, o que aconteceu?
— Você vai ter que confiar em mim só mais um pouquinho, eu estou te implorando.
— Bells, por que você está chorando?
— Escuta, pega esse envelope e você só pode abrir no momento certo, está me escutando? — entregou o envelope branco a Alice. — Você não pode abrir antes ou deixar ninguém abrir, por favor!
— Pode deixar, mas...
— Não faz perguntas, por favor, eu não posso responder, mas em breve você saberá de tudo e eu prometo que vou fazer tudo acabar bem. Eu juro! — abaixou a cabeça por alguns segundos e a ergueu, lágrimas desciam pelo seu rosto lentamente. — Assim que eu sair daqui você começa a contar ok? 1 hr e 30 no máximo 1 hr e 45. Se eu não ligar ou der noticia nesse tempo você abre o envelope e faz o que está mandando, ok? Preciso da sua palavra, por favor, me promete que vai fazer isso.
— Eu juro que vou, juro. Eu estou ficando com medo Bells, o que está acontecendo?
— Vai acabar tudo bem, eu prometo. Só... Obrigada, Alice, muito obrigada! Você foi... Você foi a melhor amiga que eu já tive na vida e vou ser sempre grata a você por ter me mostrado o que é amizade verdadeira. Você é uma pessoa incrivel e eu nunca vou te esquecer.
— Bella... — Alice não sabia o que estava acontecendo, mas também chorava com a situação toda.
— Me perdoa, saiba que a partir de um momento tudo foi real, eu te juro. — disse em lágrimas e puxou Alice para um abraço.
— Eu te amo, Bella, você é a melhor amiga que eu tive também, mas...
— Eu te amo Alice, amo muito! — beijou a testa dela cuidadosamente e sorriu. — Preciso ir embora, faz o que eu te mandei ok? De 1 hr e 30 no máximo 1 hr e 45, se eu não mandar nenhuma noticia abre o envelope, eu amo você. Cuide-se!
Nem deu tempo a Alice responder, apenas levantou-se e saiu correndo em direção ao carro mais uma vez. De dentro do carro viu a Alice parada confusa sem entender nada, lágrimas escorriam pelo seu rosto e sua mão apertava o envelope. Soltou o ar com força e pisou na ré, saindo dali, virou o volante com força e saiu da propriedade.
Enquanto se afastava pensava em como agir, mas nada fazia sentindo. Sua cabeça estava tão confusa que estava difícil até de pensar, por que estava fazendo tudo isso? Balançou a cabeça afastando qualquer tipo de pensamento ou questionamento e continuou dirigindo, quando saiu da pista comum indo para a estrada sem nenhum carro pisou no acelerador deixando para trás apenas um rastro de poeira levantado.
–
Em frente ao balcão abandonado tinha um carro que ela identificou logo, o volvo do Edward. Ele estava mesmo ali. Parou poucos metros antes, destravou a arma e deixou o pente de munição cair – já que faltavam duas balas, era melhor colocar um completo –, abriu o porta luvas e pegou outro pente, colocou-o, pegou o terceiro pente e o colocou no bolso, tirou a camisa vermelha de flanela ficando apenas com a de alcinhas, estava pronta. Desceu no carro olhando para os lados e foi direto para a entrada do enorme balcão.
Parou na entrada para ver se tinha alguém, mas não ouviu nada. Respirou fundo e com a arma erguida começou a andar em frente.
— Edward! — suspirou correndo até ele.
Colocou a arma novamente no cós da calça para ficar com as mãos livres. Edward estava preso pelos pulsos no teto por cordas realmente grossas, os braços erguidos e os pés quase saindo chão, seu rosto estava na frente do braço o que deixando a mostra os ferimentos – corte acima da sobrancelha, a boca cortada e levemente inchada, sangue escorrendo. Estava desacordado então Bella começou a lhe dar tapas de leve para que acordasse.
— Edward? Vamos acorda Edward, Edward? Por favor. — suplicou enquanto mexia em seu rosto.
— Ah...
— Isso, vamos, acorda Edward. Sou eu, a Bella.
— Bella... O que... O que está acontecendo? Demetri... O que... — ele tentava falar sua voz era rouca e abafada, mas estava tudo muito confuso e sua cabeça doía.
— Shhh. Eu vou te tirar daqui, prometo, só preciso de algo para cortar essas cordas. — falou olhando ao redor buscando algo para cortar a corda.
— O que está acontecendo Bella?
— Eu não posso te explicar agora, mas...
— Eu sabia que você viria salvá-lo, Bella. Ou Samantha? Qual você prefere minha querida?— escutou a voz cínica de Demetri ecoar pelo local, se assustou com isso.
— Eu vou te tirar daqui e você vai ficar bem, eu te juro. — sussurrou para Edward.
— Vire-se para mim com os braços erguidos, querida. — Demetri mandou.
Bella respirou fundo sentindo as lágrimas escorrem novamente. Medo. Ergueu os braços lentamente e virou-se para Demetri. Ele a encarava com um sorriso cínico nos lábios e a arma apontada para ela.
— Você tinha que colocar tudo a perder, não é mesmo? Era tão simples o que tínhamos que fazer, ia acabar tudo bem, mas você tinha que por tudo a perder.
— Solta ele ou...
— Uau, você está realmente tomando as dores do seu namoradinho... Isso é patético. Romântico, mas patético! — riu cínico e voltou a ficar sério. — Ou o que?
— Eu vou te matar!
— Jura? — riu sarcasticamente. — Quem está apontando a arma aqui sou eu, querida. Mas ok, eu estou pagando para ver.
— Eu te juro. Solta ele, Demetri!
— Eu te avisei Riley, ela está completamente de quatro pelo Cullen. Ela está apaixonada!
— É verdade? — Riley perguntou com a voz trêmula e sem acreditar.
Ela se surpreendeu com sua presença ali. Ele saíra de trás de vários caixotes e sua expressão era de decepção, se aproximou dela com uma arma em punho.
http://www.youtube.com/watch?v=ige-04rHYQQ
30 seconds to mars – the kill (acoustic)
— Você está apaixonada por... Por ele?
— Riley...
— DIZ! — ele a agarrou pelo queixo com uma força exagerada e encostou a arma em sua bochecha. — Você está apaixonada por ele, Samy?
— Eu... — tudo que conseguiu fazer foi assentir em lágrimas. — Eu... Eu sinto muito.
— Como você pode? Eu te defendi! Eu te protegi! Eu fiquei do seu lado! — gritou com ódio apertando ainda mais seu queixo. — Eu declarei meu amor para você, enquanto isso você ria de mim e se divertia com o Cullen? Apaixonada por ele?!
— Riley, não foi assim... — tentou falar, mas era quase impossível, sua mandíbula doía com a força que ele a apartava.
— E a porra da suas regras?! Gratidão? Lealdade? Não se apaixonar pela vitima?! — por fim ele soltou o rosto dela.
— Riley, eu não planejei nada e... Eu sinto muito!
Riley ergueu o braço com violência e deu um tapa no rosto dela que virou a cabeça com o impulso. Sentia o lugar formigar e arder, o gosto de sangue na boca e uma dor. Ergueu o rosto com a mão no lugar da pancada, estava doendo. Não pelo tapa, já tinha recebido pancadas piores, o que doía era encarar Riley. Ele tinha lágrimas nos olhos, dor e decepção estampados em seu rosto. Com certeza isso era muito pior do um simples tapa na cara.
Ele se afastou dela se odiando por ter feito aquilo, por ter lhe batido, mas precisava extravasar a raiva que sentia. Sentou-se em uma cadeira perto deles tentando absorver tudo. Demetri se aproximou dela ainda segurando a arma e entrelaçou os dedos em seu cabelo, puxou com força fazendo-a soltar um gemido de dor. Edward encarava tudo sem entender o que estava acontecendo, mas sofria em vê-la sofrer.
— Você está vendo o que fez vadia? Meu irmão está sofrendo por sua causa e eu prometi que o protegeria, mas não consegui proteger de você. Então vamos estender esse sofrimento ao seu querido Cullen, vamos revelar tudo ao Edward.
— Para Demetri... Para... — pediu chorando temendo que Edward soubesse de tudo, não iria suportar o ódio dele.
— Ele merece a verdade, querida, então vamos dar a verdade a ele.— puxou o cabelo com força, ela urrou de dor.
— Bella... — Edward gemeu tentando se soltar, mas as cordas apertavam seu pulso.
— Bella? — Demetri riu sarcasticamente. — Ele ainda pensa que seu nome é Bella, bonitinho não é? Diz seu nome verdadeiro. — ela não falou nada, então ele puxou seu cabelo — Diz!
— Samantha! Meu nome é... Samantha. — confessou chorando. — Para Demetri, por favor.
— Parar? Haha, não querida, eu estou apenas começando. Agora você vai começar a contar tudo, absolutamente tudo para o Cullen.
Ela ficou calada, o que podiam fazer com ela? Bater? Não era nada que lhe atingisse. Demetri puxou seu cabelo, ela abafou um gemido de dor mordendo o lábio inferior com força. Riley levantou-se, pegou um grande pedaço de madeira que estava encostado atrás do Edward e andou até ele com um olhar sem emoção alguma, ficou ao seu lado e sorriu.
— AH! — Edward gritou quando Riley lhe atingiu com a madeira bem nas costelas. Não podia se defender e gritar não resolveria, apenas sentiu dor. Ficou sem fôlego por alguns segundos então voltou a levantar o rosto.
— Se não contar, ele apanha! — Demetri disse sorrindo e satisfeito pela atitude do irmão.
— Para...
— Então mais uma vez. — Riley falou sorrindo e deu de novo com a madeira nas costelas do Edward, que urrou de dor.
— Eu vou te ajudar, por que nos aproximamos dos Cullen? Desde o começo, Bella. — falou Demetri zombeteiro e curtindo a situação.
— Tá bom... Eu estava no Canadá e tinha acabado de sair de um golpe que não dera muito certo, acabei quase morrendo e precisava de dinheiro, então acabei reencontrando Victória, filha de um amigo falecido do meu pai, e ela me contou sobre Demetri e Riley sobre os golpes deles e estávamos todos na mesma situação, precisávamos do dinheiro. Estávamos procurando alguém na internet para fazer o golpe, então vimos uma manchete sobre a família Cullen em uma revista, a família herdeira de hotéis e bancos, era perfeito, então seria o golpe da nossa vida! — falou pausadamente e com a voz trêmula.
— Continua. Agora.
— Pesquisamos sobre sua família e vimos que a única opção era se aproximar dos herdeiros: Alice Cullen, Rosalie Cullen e Edward Cullen. Só dois de vocês tinham acesso total ao dinheiro por serem maiores de idade e como Rosalie tinha namorado o jeito era se aproximar de você, eu me dispus a fazer isso. Fizeram um dossiê completo sobre você para que eu aprendesse tudo sobre sua vida e seus gostos, eu li e em alguns dias já tinha tudo gravado...
Ela parou no meio da frase e encarou Edward. Ele estava com os olhos arregalados e confusos, seus olhos brilhavam com as lágrimas que se formavam ali, decepção. Sentiu Demetri puxar seu cabelo, um sinal para que continuasse, piscou forte deixando as lágrimas escorrerem e continuou:
— Então... Então começamos a vigiar todos seus passos e da sua família, teria a inauguração do hotel e seria a oportunidade perfeita, quiçá a única. Fomos lá, roubamos o convite de um casal, e eu e Riley entramos na festa. Lá nos separamos e eu fiquei de olho em você, derrubei vinho propositalmente em você para que ficasse sozinho e me aproximei. Apresentei-me como Isabella Swan e o resto você sabe.
— É uma linda história, não Edward? — Demetri perguntou sarcástico.
— Como você pode? — Edward perguntou perplexo quase num sussurro.
— Eu sinto muito Edward, eu realmente sinto. Eu comecei isso, mas as coisas foram mudando, eu fui te conhecendo de verdade e fui me detestando a cada dia que te enganava, Edward... Eu me apaixonei de verdade.
I tried to be someone else, but nothing seemed to change.
I know now, this is who I really am inside. Finally found myself!
Fighting for a chance, I know now this is who I really am!
Riley deixou a madeira com que agredia Edward cair no chão, as palavras dela lhe atingiam como um forte soco no estômago e seu coração foi arrancado a ferro quente. Encarou Samantha por alguns segundos, seu rosto estava estampado com a dor e as lágrimas escorriam, ele não podia exigir nada. Por mais que tentasse odiá-la não conseguia, tudo que sentia por ela eram gratidão e lealdade, as regras que ela tinha lhe ensinado. Demetri lhe encarava sem entender nada, apenas o viu andar na direção dele e sair de sua visão, não sabia para onde ele estava indo e não se importava no momento, precisava da assinatura de Edward.
— Palavras, palavras, palavras... — Demetri falou debochado.
Bella olhava para os lados buscando algo. Seus olhos percorreram as bancadas, depois o chão, e no canto jogado viu o que queria: uma faca. A mão de Demetri estava firme em seu cabelo e a outra erguida apontando o revólver para o Edward ainda amarrado, respirou fundo, tinha que fazê-lo.
http://www.youtube.com/watch?v=fcs7fMmhRms
Linkin Park – Numb
— Demetri... Eu estou te dando uma chance...
— Oras Bella, por que és tão agressiva? — perguntou zombeteiro.
— Porque você é um patife idiota! — respondeu ríspida.
Jogou a cabeça para trás com violência. Acabou não atingindo o rosto de Demetri, mas foi suficiente para assustá-lo, esticou o braço e pegou a mão que estava apontando a arma e torceu seu braço, Demetri urrou de dor. Bella lhe deu um soco no pulso da mão que estava segurando a arma o que fez derrubá-la no chão e soltar o cabelo dela. Bella aproveitou e se virou para ele, deu lhe um soco no rosto com toda a força. Demetri cambaleou para trás, mas se manteve em pé e lhe deu um soco na boca. Bella ergueu o joelho acertando-lhe no meio das pernas, segurou seu rosto entre as mãos e bateu com a testa na dele, Demetri caiu no chão zonzo.
— Au, por que nos filmes isso parece mais fácil? — disse apertando a própria testa. Andou cambaleante até a faca que tinha visto no chão e a pagou, foi se aproximando de Edward que se esquivou. — Eu não vou te machucar, vou te soltar. Eu sinto muito.
— Isso...
— Eu só vou te soltar e você pode seguir sua vida ok? E faça o que quiser depois, só tenho que salvar a sua vida. Eu lhe devo isso. — disse tentando parecer seca. Se inclinou para cima dele para tentar cortar a corda, acabou encostando em sua costela, ele gemeu de dor. — Desculpa.
A corda era realmente grossa, mas ela conseguiu aos poucos cortar. Assim que o soltou ele quase foi ao chão, mas ela o segurou pela cintura, o que fez gemer de dor, ambos caíram de joelhos no chão. Ela terminou de cortar as cordas amarradas em seu pulso, deixando-o totalmente livre. Bella ergueu a mão lentamente e tocou o canto de sua boca, limpou o sangue que escorria.
— Eu sinto muito. — Bella disse lhe olhando nos olhos e sentindo as lágrimas novamente.
— Eu também! — ele respondeu sério.
— Edward... Ah! — foi interceptada no meio da frase por Demetri que lhe aplicara uma chave de pescoço e apertou. Bella sentiu o ar parar de passar por sua garganta e lhe encher os pulmões, tentava fazê-lo soltar.
— Que bom que está solto, Cullen, agora você vai fazer o que eu mando!
— Solta ela e eu faço o que você quiser, solta! — Edward pediu nervoso.
— Ela defende você, você a defende. Que lindo. — Demetri disse irônico e enquanto apertava o braço no pescoço dela, levantou Bella. — Encima da mesa tem um papel, assine e pronto.
— Não Edward não... — ela tentou falar, mas Demetri apertou o braço em seu pescoço, ela mal conseguia respirar, quem dirá falar. Metia a unha no braço dele para tentar se soltar, mas era impossível.
— Faça o que eu estou mandando e eu solto a sua querida mentirosa.
Edward assentiu e levantou-se com dificuldade, sentindo as dores das pancadas que tinha recebido de Riley nas costelas e as anteriores no rosto por Demetri. Foi andando até a mesa que Demetri tinha apontado e viu encima um papel com uma linha pra assinar e uma caneta junto. Pra que ele quer minha assinatura? Perguntou a si mesmo antes de pegar a caneta, lentamente fez a assinatura elaborada e própria que usava. Ergueu o rosto e o encarou.
— Está aqui, está assinado, agora por favor solte-a.
— É incrível como algumas pessoas nasceram para ser idiota, eu acho que você é uma delas Cullen, acho não, na verdade tenho certeza. A Samantha não vale, realmente não sei o que vê nela.
— O combinado era eu assinar e eu assinei, solte-a por favor. — pediu mais uma vez.
Demetri apertou mais uma vez o pescoço dela com toda a força possível, mas soltou e a jogou longe. Bella voou para cima vários caixotes e foi direito ao chão, gemeu de dor. Edward andou até ela e se abaixou, afastou alguns pedaços de madeira dos caixotes quebrados e a ajudou a se levantar. Tinha um corte no rosto e um no braço, além de sangue, foi abrindo os olhos aos poucos e ele a ajudou.
— Você está bem?
— Tô, mas preciso pegar aquele papel... Preciso.
— Não Bella, você precisa salvar a sua vida. Deixa isso para lá.
— Não! Aquele papel que você assinou dá para ele toda a sua parte do dinheiro dos Cullen, que é muito dinheiro, foi para evitar isso que eu me rebelei e não vou deixar que isso aconteça. — falou firme e lembrou-se no que tinha na calça. Levou a mão ao cós da calça e tirou o revólver, se sentia estúpida por não ter pensando naquilo antes.
— Bella...
— Meu nome é Samantha, Edward. — falou firme. — Se afasta!
Levantou-se sem fazer muito barulho e destravou a arma. Demetri estava tão absorto encarando o papel que lhe dava todo o dinheiro que nem percebeu que ela se levantara.
— Me dá o papel agora Demetri.
— Ou o que? — perguntou vitorioso e sorridente, mas se assustou ao vê-la segurando uma arma apontando para ele.
— Surpresa! — Bella disse sorrindo cinicamente e começou a se aproximar dele. — Me dá o papel ou eu atiro em você Demetri, não estou mentindo.
— Samy... Podemos negociar ou você acha que esse riquinho realmente não vai te denunciar? Acha que ele te ama e que vai viver um lindo conto de fadas com você? Qual é Samantha? Podemos dar um jeito, dividimos o dinheiro e ficamos todos bem, por que acabar com tudo por causa dele?
— Cala a boca e só me dá a folha, ok?
— Sam...
— AGORA! — gritou e colocou o dedo no gatilho.
— Então atira! Atira! — Demetri mandou, olhando para ela, mas por algum motivo Bella achava que ele estava olhando para algo acima de seu ombro. — ATIRA!
Ele continuou mandando e ela sem entender, então um tiro ecoou pelo balcão. Edward fechou os olhos com força esperando Bella cair no chão ao ser atingida.
— O que... — Bella ia começar a perguntar, mas então viu Riley segurando a arma e com a mão erguida. Seu rosto era uma máscara de dor e decepção, mas ele olhava para algo atrás dela.
Seguiu o olhar dele e viu Victória com os olhos arregalados e o sangue escorrendo do furo feito pela bala em seu peito, a arma em sua mão caiu no chão e ela também desabou. Voltou a encarar Riley e ele também a fitou, tinha salvado sua vida. Victória iria atirar nela pelas costas, era por isso que Demetri estava gritando atira, estava mandando Victória atirar e não ela mesma, Riley tinha salvado sua vida.
— Riley... — Demetri ia o repreender.
— Eu devia isso a ela, Demetri. — ele abaixou o braço e soltou a arma no chão. — No dia em que acabamos com James e Laurent ela salvou minha vida, e eu aprendi que quando alguém salva sua vida você tem uma dívida de gratidão com essa pessoa. Eu devia minha vida a Samy e acabei de pagar, não te devo mais nada... Nem lealdade... Nem gratidão.
— Obrigada. — ela sussurrou lhe encarando e viu ele se afastar nas sombras, sumira novamente.
Demetri aproveitou esse momento de descuido de Bella e foi direito na mão em que estava segurando o revólver lhe dando um golpe, que fez com que ela deixasse a arma cair no chão e ele chutou o revólver para perto do Edward (que apenas assistia sem saber o que fazer). Demetri jogou seu corpo encima do dela e os dois foram para trás com violência caindo encima de uma mesa que não agüentou o peso de ambos indo então ao chão. Bella gemeu de dor nas costas com a queda.
— Sua vadia, não vai atrapalhar meus planos! — Demetri ralhou com ela e levou as mãos ao seu pescoço, apertou.
— Não... Respiro... — gemeu enquanto arranhava os pulsos dele tentando se livrar. Subiu suas mãos então para rosto dele e começou a arranhá-lo, ele tentava virar o rosto fugindo de sua unha, mas ela conseguiu enfiar os dedos no olho dele e apertou com força. Ele afrouxou as mãos de seu pescoço e ela pode respirar novamente.
Bella colocou a mão no peitoral dele e o empurrou com força, ele acabou se desestabilizando e cambaleando para trás, ela aproveitou para girar o corpo e sair de cima dos destroços da mesa, mas viu que ele ainda estava sentado no chão e pulou encima dele, assim que as costas de Demetri trocaram o chão ela sentando-se em sua barriga, segurou-o pelo colarinho da camisa com uma mão e com a outra e começou a lhe dar socos no nariz e boca. Demetri tentava apenas se defender e revidar, mas recebia vários no rosto, colocou uma das mãos no ombro dela e a empurrou para baixo, girou com corpo e acabou encima dela mais uma vez; tentou lhe dar um soco no rosto, mas ela batia em sua mão e tentava acertar seu rosto, até conseguir lhe puxar pelo colarinho da camisa novamente – passou os braços pelo seu pescoço e fechou as pernas em sua cintura com o máximo de força que pode então Demetri se levantou.
— Me solta sua vadia! — gritou com ódio girando enquanto tentava derrubá-la, mas ela estava presa nele. — Tudo bem então, você pediu.
Andou para trás alguns centímetros e correu em direção a parede com ela no colo, Bella sentiu apenas a pancada e a dor de suas costas contra a parede com força, sentiu dificuldade para respirar e via tudo duplicado, respirou fundo e focalizou os olhos em Demetri que estava em pé sorrindo. Ela levantou-se com ódio e correu na direção dele, pulou em seu colo e começou a dar com o cotovelo em suas costas e ele lhe socava na cintura. Bella pulou de seu colo, o agarrou pela cintura e o empurrou para o chão, ambos caíram novamente. Ela começou a socá-lo no rosto mais uma vez e via o sangue escorrer por vários machucados, Demetri puxou seu cabelo o que só a enfureceu ainda mais.
Edward encarava tudo com pânico e surpresa, não sabia o que fazer. Via apenas Demetri e Bella se engalfinhado no chão, giravam com freqüência mudando de posição e vários gritos e urros de dor podia se ouvir, mas ele tinha dúvida de quem realmente estava batendo ou apanhado, mas ambos sangravam e estavam machucados.
Demetri acertou um soco na boca de Bella a deixando no chão, zonza, e levantou-se com rapidez, começou a lhe acertar chutes na barriga. Estava ofegante e continua lhe acertar na barriga. Ela sentia a dor dos golpes e o sangue na boca.
— Bella! — Edward gritou ameaçando se aproximar.
— Se aproxima e eu mato ela! — Demetri gritou de volta lhe encarando e limpou a boca que sangrava.
— Idiota... — Bella suspirou deitada e ergueu a perna acertando um chute nas genitais de Demetri, que caiu no chão segurando as partes. — Homens... Tão vulneráveis.
Ela se levantou o mais rápido que as dores no corpo lhe permitiam e olhou para Demetri no chão com total desprezo. Retribuiu-lhe os chutes fortes na barriga e deu uma forte bicuda no rosto dele, viu apenas ele caindo com o rosto ensangüentado no chão, parecia realmente desacordado. Soltou o ar ofegante e voltou a encarar Edward, que estava surpreso. Com a mão na costela atingida, que parecia fraturada, andou até os destroços da mesa e com muita dificuldade abaixou-se para pegar a folha que Edward tinha assinado, soltou um gemido de dor, depois foi cambaleante até ele.
— Pega... Pega minha arma por favor. — pediu com dificuldade apontando para o revólver, não conseguiria se abaixar novamente. Edward se abaixou por ela e pegou a arma com as mãos trêmulas, entregou a ela e ela estendeu a folha a ele. — Isso é seu. Rasgue ou faça o que quiser, mas... O dinheiro continua sendo seu... Como deve ser.
Demetri foi retomando totalmente consciência aos poucos, mas não fez barulho algum. Escutava apenas a conversa de Samantha com Edward, ainda deitado, seus olhos percorreram o chão até avistar o que procurava seu revólver calibre 22 e não estava longe. Sem fazer barulho foi rastejando para se aproximar e quando faltava pouco esticou o braço e puxou o revólver para si, precisava agora se levantar.
— Isso tudo foi pelo meu dinheiro. — Edward sussurrou sem conseguir acreditar, encarando ela nos olhos, apenas sentiu uma lágrima lhe escapar pelo olho e descer por seu próprio rosto.
— A ganância destrói. A ganância é uma cova sem fundo, que esvazia a pessoa em um esforço infinito para satisfazer a necessidade, sem nunca alcançar satisfação. — Bella falou com dificuldade tentando fugir do olhar dele, escutou um ruído, mas nem deu atenção e soltou o ar pesadamente. — Vamos embora daqui, jurei que te salvaria.
— Não vai acabar assim, não mesmo! — Demetri disse em voz alta assustando os dois.
Tudo em seguida passou com rapidez pelos olhos de Bella. Viu Demetri em pé segurando um revólver e apontando para Edward, seus olhos passaram pelo rosto assustado e inocente de Edward, pelo cheio de machucados, sangue e ódio de Demetri. Um grito saiu de sua garganta quando Demetri apertou o gatilho de revólver, ela virou-se de costas para ele e apertou o corpo contra o de Edward, dor.
— Bella! — Edward gritou quando a bala entrou nas costas dela, ela ergueu o rosto e seus olhos se encontraram. Os dela era uma mistura de surpresa e dor, mas nos lábios um sorriso nervoso. Outro tiro ecoou no balcão, Bella mais uma vez gemeu de dor e seu corpo tremeu inteiro quando outra bela adentrou seu corpo.
Ela virou-se para encarar Demetri. Acabou encostando as costas no peitoral de Edward para se manter em pé e ele sentiu a o liquido quente molhar-lhe, o sangue dela encharcando sua blusa. Demetri estava parado, os olhos dele estavam arregalados e suava muito nervoso. Ela não caíra e nem morrera, apenas estava parada em pé lhe encarando com seu habitual olhar cínico. Sabia que agora corria perigo, se ela não morresse iria matá-lo. “Maldita!” pensou com ódio, ergueu a arma e apertou o gatilho três vezes, acertando Bella em todas. A primeira no seu ombro, com o impacto o ombro dela foi para trás e voltou, na segunda na barriga e na terceira no peito. Mas mesmo assim ela continuava em pé, cinco tiros e ela ainda estava em pé.
— Me acerta mais cinco vezes... E eu passo os nove tiros que o... 50 cent... Levou. — ela falou com humor, mas com dificuldade e sem força. Ergueu o braço lentamente e apontou a arma para Demetri. — Sabe... Qual é a pior parte de uma pistola calibre 22? É pequena... Você pode dar quantos tiros quiser em lugares não vitais... A pessoa vai... Sofrer, mas continuar... Viva.
— Que merda. — ele esbravejou ao tentar apertar o gatilho novamente, mas sem balas.
— É como... Charlie... Dizia... Uma bala, um tiro, um acerto. Se não puder acertar, não atire! — Bella repetiu as palavras do pai com dificuldade e com lágrimas nos olhos, a dor era insuportável e sentia que cairia a qualquer momento, mas antes tinha que se livrar de Demetri, apontou e apertou o gatilho.
A cabeça de Demetri foi impulsionada para trás com a força que a bala de calibre 38 do revólver penetrou em sua testa, entrou com um furo razoavelmente pequeno, mas ao sair acabou explodindo a parte traseira de seu crânio. A sua arma foi a primeira a cair no chão e então ele caiu para trás. Sangue escorria pela sua testa e uma grande poça de sangue se formava atrás de sua cabeça, era seu fim.Morto.
Riley que estava do lado de fora do galpão o tempo inteiro apenas escutando a quebradeira e gritos, assustou-se com os tiros, voltou correndo para o balcão a tempo de ver Demetri cair no chão e Samy com as marcas das balas. Um grito se formou em sua garganta, mas ficou calado e foi até Demetri, se abaixou junto ao seu corpo com lágrimas escorrendo.
— Demetri? Não cara... Não faz isso comigo, mano. Você é tudo que eu tenho. Demetri? Você é minha família... Não. Merda! — se inclinou sobre o corpo dele rapidamente. Em lágrimas pegou o celular no bolso da calça e na mão dele tirou um anel de caveira que tinha há anos. Colocou o anel do irmão no próprio dedo e o deixou ali. Encarou-a por alguns minutos e saiu correndo do balcão, não podia salvá-los, mas podia tentar se salvar. Correu para o carro que tinha usado com Demetri, voltaria para casa e colocaria o plano B, para caso algo desse errado, em ação.
http://www.youtube.com/watch?v=0ywdK1jbztA
Rascal Flatts — Here Comes Goodbye
Bella deixou sua arma cair no chão e virou-se para Edward. Seus olhos estavam marejados e a dor estava quase vencendo, sentia as mãos dele em sua cintura e via o medo em seus olhos verdes, piscou forte deixando as lágrimas escorrerem e então ia caindo. Edward rapidamente a pegou pela cintura e os dois foram para o chão juntos. Ele colocou um braço embaixo do corpo mole dela e a outra tocava seu rosto.
— Meu deus Bella, você está sagrando muito... Droga. — ele falou nervoso tentando apertar o ferimento aberto pela bala em sua barriga, mas continuava sangrando muito e em alguns minutos sua mão estava completamente ensangüentada. E sangue continua escorrendo por seu ombro, peito e os das costas.
— Não... Se preocupe, eu estou bem... Ótima na verdade. Demetri está morto... Você está a salvo, pronto... É um final feliz! — sorriu com dificuldade.
— Final feliz? Droga Bella, você está morrendo!
— Eu sei... E acredite, eu não queria morrer agora.
— Espera que eu vou chamar ajuda, você precisa de um médico e...
— Não! — interrompeu-o e segurou a mão dele. — A Alice. Ela vai chamar a policia e a emergência em alguns minutos, não sai... Só... Fica aqui comigo.
— Bella...
— Meu nome... É Samantha. — ela disse com lágrimas nos olhos, mas sorrindo. — Edward, eu sinto tanto... Eu não queria que acabasse assim... Eu sinto muito.
— Não precisa se desculpar shhh, se poupa. — ele pediu acariciando o rosto dela. Estava mais pálida que o normal, suada, sangrando e fazia algumas caretas por causa da dor.
— Preciso sim... Eu sei... Edward acredita em mim, por favor... Acredita em mim, eu me arrependi de tudo que eu fiz. Eu sinto muito.
— Tá. — Edward assentiu nervosamente acariciando a testa dela.
— Edward... Quando eu te conheci pensei que seria apenas mais um... Eu queria apenas seu dinheiro e nada mais... Nunca pensei que um roubo pudesse ser tão... Difícil. — ela lutava contra as próprias palavras enquanto falava. Contras as palavras, contra as lágrimas, contra a dor, contra a morte. — Eu só... Queria o dinheiro... Não esperava outra coisa, mas aconteceu... Eu conheci você e te amei. Você não tem porque acreditar em mim, mas eu juro... Eu me apaixonei. Eu nunca tinha amado ninguém, mas você com toda sua bondade, amor e sinceridade... Eu só quero que você acredite em mim, eu estou te implorando, acredita em mim.
— Eu acredito Bells, eu acredito. — garantiu em lágrimas.
— Bom... — disse e parou. Ela engoliu seco e respirou fundo para retomar o fôlego. — Você é um homem bom... E se não fosse por sua bondade você estaria sem dinheiro... Ou morto.
— Eu trocaria todo meu dinheiro por mais um tempo com você. Ou que tudo que passamos tivesse sido real.
— Foi real... Começou com uma mentira, mas... Mas se tornou real, foi real enquanto eu estive apenas com você. Eu te juro!
Edward se entregou totalmente as lágrimas, inclinou o rosto encima do de Bella e colou a testa a dela.
— Não... Não chora Edward... Por favor. Eu estou bem... Você vai ficar bem... Não chora. Edward?
— Oi Bells.
— Você vai ficar bem... Eu te juro. — ela tentou sorrir, mas pareceu mais uma careta de dor. — Sabe... Eu vi minha mãe morrer para me proteger... Vi meu pai Charlie morrendo para me proteger... E agora eu estou morrendo pra te proteger... Acho que é de família e sabe? Eu estou me sentindo bem com isso.
— Você não vai morrer.
— Eu vou. Não precisa se preocupar... Não tenho medo da morte e... Nem acredito em céu e inferno. É apenas o fim... Um fim belo e incerto, só depende do ponto de vista!
— Você é boa, Bells, acabou de me salvar e se arrepender.
— Eu fiz uma coisa boa, é bom... Mas nunca viu piratas do caribe?Uma boa ação não é suficiente para redimir um homem de uma vida inteira de maldades... No meu caso mulher. — disse com humor e tentou rir, mas saiu uma tosse histérica. Ela ergueu a mão trêmula e acariciou o rosto dele. — Sorria. Eu estou feliz que a última coisa que vou ver vai ser seu rosto.
— O que vai ser do mundo sem você, Bells?
— Um lugar muito melhor.
— Mas meu mundo vai ser muito mais solitário... Eu não sei o que vou fazer sem você... Eu...
— Vai ficar tudo bem... Eu sei. Você tem uma família incrivel e que te ama... Muito. Edward o mundo é um lugar... Cruel, mas existem pessoas boas... E são essas pessoas que fazem tudo valer a pena, são pessoas como você e sua família que fazem o mundo um lugar aceitável. Não... Mude! — falou com dificuldade. — Não mude... Continue bom, amável... Só que entenda que existem pessoas que... Aproveitam de pessoas como você.
— Bella...
— Eu desejo que você... Ai. — parou no meio da frase ao sentir uma dor forte no ferimento da bala no peito, mas respirou fundo retomando o ritmo: — Que... Os seus dias sejam melhores, que as estradas dessa vida te levem onde você queira e que sempre... Sempre que tiver que fazer uma escolha... Escolha aquilo que você queria e que signifique mais para você. Eu desejo que a vida se torne tudo que você queira... Que você continue sonhando grande e que eles se realizem, mas suas preocupações e problemas pequenos... Que você nunca precise carregar mais do que pode suportar
As lágrimas desciam por seu rosto lentamente e nos dele copiosamente. Edward escutava e absorvia cada palavra com dor, podia vê-la ficando mais pálida e fria a cada segundo, o sangue escorrer e ela perder a força lutando contra a dor. Ela ergueu novamente a mão trêmula e fraca acariciando o rosto dele.
— Eu desejo que você encontre alguém... Alguém verdadeiro... Que te ame por todas as suas qualidades e defeitos... Que te ame pelo grande homem que você é. Ai... Alguém que queria as mesmas coisas que você, que você compartilhe os sonhos e vitórias, medos e derrotas, alguém que... Que você possa construir uma bela família, com filhos lindos iguais você. — sorriu chorando.
— Bells...
— Ah, diga para a sua irmã... Alice... Ela foi a minha melhor amiga... Eu a amei. E a Rose... Ela estava certa, eu sou... Sou uma vadia. — parou no meio da frase e respirou fundo. — Da próxima vez que encontrar alguém... Escolha alguém que a Rosalie aprove, ela é ótima nisso. Peça desculpas sinceras a todos que decepcionei... Eu sinto muito. Edward? O Riley...
— O que? Quem?
— O Riley. Ele não teve culpa de nada... O Riley era apenas uma vitima de outra mentira minha. Ele... Ele estava nisso apenas pelo irmão e por mim... Não o culpe. Não... O acuse, eu imploro... Eu, Victória e Demetri, fomos nós. — ela disse rápido. Já tinha feito muita coisa contra o Riley, não podia deixar que ele fosse preso, não preso sozinho. Edward assentiu. — Posso... Te pedir uma última coisa... Por favor?
— Pode. — ele assentiu várias vezes nervoso. — Pode sim.
— Uma mentira. Me dê uma mentira... Sei que não vai ser fácil, mas... Olha nos meus olhos e diga... Por favor diga que... Que me perdoou. — ela implorou lhe olhando nos olhos. Estava quase difícil respirar pela dor que sentia. — Pode mentir... Só quero ouvir... Ouvir da sua boca.
— Eu te perdôo! — segurou o rosto dela entre as mãos e lhe olhou nos olhos. Sentiu as lágrimas escorreram cada vez mais. — Eu te perdôo... Meu amor. Eu te perdôo!
— Ah... — Bella sorriu chorando, fechou os olhos absorvendo aquelas palavras, seu corpo tremia com seu choro, mas aos poucos foi parando e sorriu. — Obrigada... Eu te amo... Edward.
— Bella...
— Incrível como as coisas mudam né? A Alice me perguntou o que... Eu preferia. Morrer por quem se ama ou... Ou viver sem a pessoa amada e aqui estou eu... Morrendo... Morrendo por você. Por que... Porque eu... Eu te amo e não... Não conseguiria viver sem você. — falou com dificuldade e piscou forte deixando as lágrimas descerem por seu pálido rosto, sorriu. — Obrigada por ter me ensinado tanto e por ter me perdoado... Ai. O último beijo! Ele... Tem que ser algo eterno... Algo a ser lembrado sempre. Um último beijo, Edward.
Edward sorriu entre lágrimas e inclinou o rosto ergueu a cabeça dela com a mão que estava por baixo e colou seus lábios aos dela, com a outra apartou a mão dela e sentiu-a apertar de volta, um aperto fraco. Seus lábios macios e fracos, ela tentou se entregar ao beijo, mas não conseguiu, estava com dor e fraca demais, mas mesmo assim estava ótimo. Era suficiente.
— Eu te amo! — ela sussurrou entre o beijo e voltou a colar a boca a dele.
Ele foi sentindo aos poucos os lábios dela perder a pressão sobre os seus, aquelas mãos suadas e geladas que antes apertavam sua mão tinha cedido e agora estava mole. Edward foi aos poucos separando os lábios e ficou fitando Bella. Sua Bella. Os olhos dela eram sem vidas, estáticos e abertos, a boca dela entre aberta e seu peito já não mexia. Não respirava. Não se mexia. Não vivia.
— Bella...? Bella? Não... Não me deixa por favor... Não me deixa! NÃÃÃO! — gritou com força e chorando, se inclinou sobre o corpo sem se preocupar com o sangue dela que sujava ainda mais sua camisa. — Volta... Por favor... Eu estou implorando... Não vá... Por favor... NÃO!
Começou a chacoalhá-la, mas sem resposta, então desistiu, apenas se inclinou sobre o corpo dela e apertou em um abraço sem resposta. Chorou apertando-a contra seu corpo.
Here comes the pain, here comes me wishing things would never change
And she was right here in my arms tonight, but here comes goodbye.
— Policia! — escutou alguém gritando.
Em poucos minutos o balcão inteiro foi invadido por policias e um deles chamou pelo rádio os médicos que entraram indo direito aos corpos baleados e mortos de Victória e Demetri. Edward nem lhes deu atenção, continuou chorando abraçado ao corpo de Bella... Morta. Até que um dos policiais o ajudou a levantar e dois paramédicos musculosos e bronzeados colocaram o corpo dela em uma maca, Edward se aproximou em lágrimas e passou levemente a mão nos seus olhos, os fechando, se inclinou e beijou seus lábios mais uma vez. Uma última vez.
Edward andou desnorteado para fora do galpão. Seu rosto tinha ferimentos e ignorava a dor que sentia nas costelas, a dor no coração estava pior. Sua blusa completamente suja com o sangue de Bella, assim como suas mãos. Viu Esme nervosa parada sendo abraçada por Carlisle e ao lado Alice e Jasper.
— Edward! — Esme gritou aliviada e correu ao filho. — Sangue? Meu filho você está bem? Você foi ferido amor?
Negou com a cabeça para o alivio ainda maior de Esme. Edward virou-se a tampo de ver os paramédicos levando o corpo de Bella em uma maca dentro de um saco branco com o zíper fechado. Ele voltou a chorar. Olhou para a mãe e a dor em seu rosto falava por si mesmo, Esme abriu os braços e recebeu o filho em um abraço maternal, ele abaixou a cabeça em seu ombro voltando a chorar, seu ombro tremendo com a violência do choro. Mas do que adiantava chorar se todas as lágrimas de mundo não a trariam de volta? Era o fim.
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http://www.youtube.com/watch?v=2FrUDzQwJb0
Taylor Swift — Innocent
Riley chegou à casa que usava com os outros três vários minutos depois, por sorte escapara da policia, mas vira-os chegando ao balcão. Estacionou o carro sem muita preocupação e entrou correndo na casa, foi direto para o próprio quarto. Tirou de dentro do guarda-roupa uma mala e começou a jogar roupas nela, algumas calças e blusas, outro par de sapatos, casaco.Deixou-a encima da cama e correu para o quarto do irmão, dentro do guarda-roupa uma caixa que ele guardava o dinheiro que tinha juntado com Riley, tinha na média uns cinco mil dólares, daria para o começo. Pegou o dinheiro e outra caixa com algumas fotos deles dois juntos, pegou uma bolsa masculina de ombro que Demetri tinha e voltou para o quarto. Jogou as fotos e o dinheiro dentro da bolsa, pegou o passaporte e documentos necessários falsos, pegou a câmera digital e celular guardando-os também na bolsa. Era tudo que precisava, achou.
Com certeza ainda não era procurado pela policia, demoraria até Edward fizesse um retrato falado dele e denúncias formais, ainda tinha chances de fugir. Abriu o guarda-roupa e pegou outra roupa para se trocar, foi até o banheiro e lavou-se na pia rapidamente, os braços e rosto, trocou de roupa e desceu com a mala e a bolsa. Jogou as duas no carro, que estava ligado e com chave na ignição e voltou para dentro da casa. Pegou no canto uma grande sacola com bananas de dinamite. Demetri já tinha planejado antes o plano B com ele antes, caso algo desse errado e apenas um dos irmãos sobrevivesse, esse sobrevivente fugiria. Jogaria dinamite na casa para apagar os rastros e fugiria do país e assim Riley faria. Subiu correndo para o primeiro andar, em cada cômodo jogou uma dinamite acesa, como todas tinham pavios grandes tinha alguns minutos antes de explodisse. Quando acabou limpou as mãos e entrou no carro, fechou a porta e pisou no acelerador, tinha que ir pro aeroporto. Quando estava a uma distância razoável pode escutar o grande barulho de explosão, tinha dado certo.
Secou as lágrimas que molhavam seu rosto despercebidamente com agressividade e pisou no acelerador. Estacionou o carro ali mesmo no aeroporto e o trancou, desceu com as malas e correu até um balcão de companhia aérea. Lendo o painel em qual vôo mais próximo teria lugar.
— Ainda tem passagem para o vôo para a Austrália?
— Sim senhor, mas o vôo sai em 3 minutos. — a mulher disse sorridente.
— Ótimo! Uma passagem! No cartão de crédito! — Riley sorriu confiante, esticou para ela um cartão de crédito e identidade falsa.
— Claro Senhor... McGreen! — ela sorriu depois de ler o nome no cartão.
— Uma senhorita tão bonita com certeza pode me chamar apenas de Brian!
Em alguns poucos minutos, graças ao charme que tinha jogado na atendente, Riley estava com uma passagem para a Austrália. Os documentos e passaporte eram falsificados de uma maneira perfeita e não levantou suspeita alguma, passou direto pela revista e passou pelo portão de embarque, conseguiu entrar no avião sem problema algum. Sentou-se na janela ao lado de uma mulher grávida e no outro banco o marido dela, provavelmente. Era difícil para ele acreditar o quão rápido todo seu mundo tinha desmoronado. Sem Samantha. Sem Demetri. Sozinho torcendo para que o avião levantasse vôo logo e pudesse deixar Edward Cullen para trás.
O aviso para que apertassem aos cintos e desligassem qualquer aparelho eletrônico foram acionados e então a voz do piloto ecoou pelo alto-falante dando instruções e no fim desejou boa viagem a todos. Então o avião decolou. Riley sentiu aos poucos o coração se acalmar, encarava o anel de Demetri em seu dedo com dor, estavam mortos. Depois que o aviso foi desligado ele pegou o próprio celular e abriu a parte dos vídeos, abriu o arquivo “Samyy”
— Você quer parar de me filmar, Riley? Que chatice. — Samantha disse rindo. Ela aparecia no vídeo sorridente. Deitada na cama apenas coberta com um edredom após ter transado com Riley.
— Não, é para o nosso arquivo pessoal... E então, como foi a noite comigo? — escutou-se apenas a voz de Riley que segurava o celular filmando-a em pé na cama.
— Foi ótima. — sorriu. — Arquivo pessoal é? É pra quando eu morrer você ver isso chorando?
— Não. Você não vai morrer.
— Claro que vou, não sou imortal, Riley.
— Eu sei, mas não vai morrer agora... Não assim sem um final legal... Ainda temos que construir nossa casa, nossa família, nossa vida.
— Você sonha demais, Riley, e sonhos foram feitos para se acabarem.
— Não, sonhos são feitos para se realizarem, Samy. Tá, agora sorri e dá tchauzinho para a câmera, daqui há uns anos nossos filhos estarão vendo essa gravação e vão sorrir em ver em quanto somos felizes. — ele disse animado e virou a câmera do celular para o próprio rosto. — E o quanto o papai é bom de coma!
— Claro. — Samantha zombou. Riley voltou a colocar a câmera no rosto dela e ela deu um tchau sorrindo. E vídeo acabou.
Riley encostou a cabeça na janela e nem se importou em secar as lágrimas, apenas fechou os olhos. Teria que aprender a recomeçar, aprender a viver sozinha e com as próprias pernas, tomar decisões e continuar. Estava tudo incerto, mas de algo tinha certeza, largaria essa vida. Adeus Demetri, Adeus Samantha.
Who you are is not what you did, you're still an innocent.
***
http://www.youtube.com/watch?v=j4jM653AXh8
Westlife — Angel
— Pronto, ele dormiu! — Esme anunciou descendo do quarto do Edward.
Carlisle resolvera a parte burocrática falando com a polícia e no dia seguinte Edward deporia, então voltaram para casa. Edward subiu para o quarto transtornado com tudo que tinha acontecido. Enfurecido começara a quebrar o quarto inteiro, jogar a mobília longe, quebrou espelho e qualquer coisa que estivesse ao alcance de sua mão foi atacado longe, até cansar e sentar-se na cama chorando mais uma vez. Esme então conseguiu entrar no quarto e lhe deu um copo de água e dois calmantes para dormir, aos poucos ele se acalmou e por fim adormeceu.
— Ótimo. Deus, como isso pode acontecer. — Carlisle perguntou retoricamente e aconchegou Esme em seus braços sentados no sofá.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Não sei Carlisle, mas Edward vai precisar muito de nós. Muito!
Do lado de trás da casa Emmett e Rosalie estavam sentados juntos no banco na beira da piscina. A noite estava melancólica, mas uma lua cheia cintilante rodeada por muitas estrelas estava no céu.
— No final você tinha razão, ela era uma vadia. — Emmett concluiu baixinho.
— É, mas está certa nunca foi tão difícil. Você acha que eu estou feliz? Era isso que eu temia Emm. Meu irmão está destruído e teve que dormir na base de calmante, minha irmãzinha está chorando compulsivamente a horas nos braços do Jasper. Eu preferia estar errada a ver isso.
— Eu sei Rose, não foi sua culpa. — falou acariciando o rosto da namorada.
— Só espero que os dois superem principalmente o Edward que é o que mais vai sofrer com isso, só espero isso. — Rose então se inclinou e deitou a cabeça no peito do namorado, que a abraçou. — Antes eu pensava que quando tudo a verdade fosse revelada eu estaria rindo e gritando na cara deles “eu avisei”, mas não consigo.
— Porque você é boa, nunca faria isso.
— Pode ser, mas por dentro uma voizinha gritando “eu avisei, eu avisei” eu só queria calá-la e poder consolar meus irmãos sinceramente.
— Vai passar e tudo vai ficar bem, vai passar! — Emmett beijou a cabeça da namorada e ficou a abraçando, até escutar os ruídos de seu choro.
No quarto de Alice, Jasper já não sabia como consolá-la. Palavras não seriam suficientes, então apenas a abraçava. Ela chorava com o rosto em seu peito, às vezes quase dormia, mas acabava acordando e caindo no choro novamente e se recusava a tomar remédio, mas mesmo assim não sairia do lado dela em qualquer situação. Alice segurava nas mãos a carta da Bella e às vezes erguia sobre o rosto para reler aquele final...
“Alice... Espero que um dia você possa me perdoar de todo o coração e acreditar que eu realmente te amo como uma melhor amiga, como minha irmã! Você me ensinou muita coisa e eu serei eternamente grata. Eu te prometo que vou devolver seu irmão e se algo acontecer comigo digo novamente: Me perdoa por tudo que fiz e/ou tentei fazer com vocês, eu me arrependi de verdade e de todo o meu coração que a muito estava petrificado, mas que voltou a bater humanamente a conhecer vocês. Eu amo você!”
Então voltava a chorar no peito de Jasper. Só pensava na morte de Bella e no sofrimento do irmão, ele não merecia o que estava acontecendo. Aos poucos ela foi adormecendo e por fim dormiu, Jasper com os braços ao redor dela e deitado na cama dormiu também e daquele jeito ficaram.
Edward dormia. Seu rosto completamente molhado pelas lágrimas e seu quarto revirando como se um furacão tivesse passado por ali menos de dois minutos. Seu coração e corpo doíam, mas mesmo assim dormia. Em seus sonhos via o rosto de Bella, seu sorriso, ela ao seu lado novamente. Mas era apenas um sonho e ela se fora. Dormir era bom, amenizava a dor. Dor da perda e da descoberta da verdade, mágoa e tristeza se acumulavam e só o tempo poderia dizer quando tudo voltaria ao normal.
*********
:: EPÍLOGO ::
POV EDWARD.(a fic inteira foi em terceira pessoa, mas o epílogo será pela visão do Edward ok? Para terem um olhar mais pessoal)
http://www.youtube.com/watch?v=MshZ5TWM4us
Michael Bublé — Home
Eu andava sozinho naquele lugar. Folhas secas no chão, poucas pessoas visitando os túmulos, um grande clima de melancolia. Cemitério. Em um dos braços um buquê de rosas vermelhas e a outra mão dentro do bolso da minha calça jeans. Parei em frente ao túmulodela. Descobrira o nome verdadeiro completo dela após as investigações sobre tudo que tinha acontecido. Apenas ela, entre os três mortos, foi enterrada com nome na lapide. Victória e Demetri foram enterrados como indigente já que ninguém reclamara os corpos.
Samantha Marie Dwyer
“Minha eterna Bella”
Faz exatamente um ano que tudo aconteceu. Um ano que ela morreu. Mesmo depois de um ano lembro-me como hoje de tudo que aconteceu e de tudo que senti, mas a vida seguiu. Com todas as marcas e dores, seguimos ou pelo menos tentamos seguir em frente.
Alice no começo tentou odiá-la. Ela colocou todas as forças que tinha nessa missão “odiar Bella/Samantha”, mas ela sofria muito com isso e sempre que lia sua carta acabava chorando até que desistiu. Ela simplesmente te ama e acredita em você, você foi a melhor amiga que ela já teve e ela enche a boca para dizer isso e honrar sua memória. Rosalie não comentou nada e evitava conversava sobre isso, atualmente ela está aproveitando o noivado com Emmett em um hotel Cullen no Caribe, não tem data para casamento e tenho certeza que eles não têm pressa. E eu? Eu estou apenas viajando. Deixei o controle do hotel de Manhattan com meu pai e agora viajo pelo mundo visitando todos os hotéis. Estou realizando meu sonho e o sonho dela (que também sempre fora viajar pelo mundo), realmente segui o desejo dela e escolhi o que mais significava para mim. Realmente foi o jeito que encontrei de fugir das lembranças dela. Eu também tentei lutar contra o que sentia e tentei odiá-la com todas as minhas forças, mas falhei miseravelmente. Sempre que dizia mim mesmo que te odiava me lembrava do seu quente sorriso e ele me aquecia por completo, então lembrava que te amava e aceitei isso... Eu te amava, Bella.
Ainda encarando lápide coloquei o buque de flores encima do tumulo e sorri. Tinha aprendido a conviver com a sua ausência e suas lembranças, ainda doía pensar que você não estava mais comigo, mas talvez fosse melhor assim. Ainda desmoronava algumas vezes e chorava, mas logo me colocava em pé novamente. E assim segui. Eu aprendi a conviver com a morte e com a perda, não era um fim, mas um novo começo para mim. Definitivamente. Mesmo assim, eu ainda amo você, Bella.
Sempre que me referencio a ela como Bella posso escutar sua voz em minha cabeça dizendo “Meu nome é Samantha, não Bella”, mas eu aprendi a conviver com isso também. Samantha para mim era uma desconhecida e fora pela Bella que me apaixonei e tenho certeza que fora Bella que me amou. Samantha era apenas uma parte de seu passado, uma parte difícil que não fizera coisas boas, mas é assim, como eu disse a ela uma vez: quem ama perdoa se a outra pessoa estiver realmente arrependida. Quando se ama, ama por inteiro e não apenas as qualidades ou lado bom da pessoa. Mesmo com tudo isso eu não perdi a fé nas pessoas. Nem no mundo. Existem pessoas más que se aproveitam das boas, existem pessoas boas e existem pessoas, que assim como você, se tiverem uma chance pode mudar e é isso que me deixa mais confiante.
Quando estávamos naquele balcão e você estava morrendo em meus braços disse que te perdoava, mas não estava sendo totalmente sincero, eu tinha mágoa, mas aprendi a te perdoar e isso me faz muito bem todos os dias. Alice uma vez até me perguntara o que eu diria se soubesse que você poderia me ouvir e eu não sabia o que pretendia te dizer. Fiquei pensando nisso por horas e me vieram várias idéias na cabeça. Eu pensei em te xingar, dizer o quanto te odiava por ter me feito de idiota e traído minha confiança, iria dizer que não te perdoei e tentar te fazer sofrer, mas não seria sincero e eu sofreria com isso. E então compreendi que você pode me escutar, como quer que você esteja, e eu iria falar com seus dois lados: Samantha e Bella.
Bella... Eu te amo, com todos seus defeitos e qualidades porque quem ama, ama por completo.
Bella... Eu sinto sua falta todos os dias, nossa como eu sinto, e queria que você ainda estivesse aqui.
E Samantha... Do fundo do meu coração... Eu te perdôo.
Fim.
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