Numb
1 PRÓLOGO ::
Notas iniciais
Em cima de uma pequena mesinha de centro da havia um envelope A4 pardo tipo saco e ao lado um cinzeiro, uma garrafa de cerveja, três maços de cigarros e um isqueiro. Era uma casa simples de dois andares no subúrbio de Manhattan, o cheiro de cerveja e cigarro tomava conta do ar do pequeno cômodo mal iluminado que contava apenas com a pequena mesinha de centro, um sofá atrás dela e na frente uma televisão. Era um clima decadente, mas era o lugar perfeito para a organização dos golpes e de esconderijo para os quatro.
A mulher sentada no sofá deu uma última e longa tragada no cigarro que fumava, sentiu a fumaça lhe aquecer a boca, descer lentamente pela sua garganta e lhe encher os pulmões. Gostava dessa sensação de relaxamento que a nicotina lhe proporcionava. Esticou o braço e apagou o cigarro no cinzeiro. Pegou o envelope, retirou de dentro as folhas de sulfite impressas com conteúdo sobre a vida de um jovem rico e milionário, era um dossiê. Fala todos os detalhes sobre a vida do milionário herdeiro da rede Cullen de hotéis, Edward Anthony Cullen.
— Leu tudo, Samantha? Já gravou cada mínimo detalhe? Não podemos errar nisso, é a nossa grande chance! — o homem com uma voz um pouco rouca lhe disse, vindo da cozinha a passos firmes. Tinha os cabelos ralos castanhos claros, próximo a loiro, um sorriso cínico nos lábios e um olhar maligno.
— Seu vestido está pronto. Falta apenas um dia para a festa, não podemos errar em nenhum detalhe, tem que sair tudo perfeito! — outro homem falou atrás do primeiro. Era muito parecido com o primeiro, afinal eram irmãos. A mesma pele branca, cabelos um pouco mais volumosos e claros. A mesma aparência dócil e sorriso cínico.
— Calem a boca e me poupem vocês dois, eu estou nisso a muito mais tempo do que vocês e sou melhor que os dois juntos e com as mãos amarradas nas costas! — Samantha, que ainda estava terminando de ler o dossiê, reclamou.
— Ainda não sei por que ela é que está indo, eu seria muito melhor. — uma quarta voz, dessa vez feminina, ecoou na sala.
Ela descia as escadas como se estivesse em câmera lenta. Sua pele era branca, o que dava destaque e um contraste perfeito com seu longo e cacheado cabelo ruivo, além dos seus olhos azuis. Seus seios eram fartos e bem valorizados em uma camiseta branca decotada e coxas torneadas em um short jeans curto.
— É porque eles precisam de alguém com boa aparência e não uma garota que pareça uma prostituta de motelzinho de beira de estrada. — Samantha disse revirando os olhos. — Isso aqui não é um dos golpezinhos que você dá Victória. Não é como bater carteira, é algo grande e que pode mudar nossas vidas para sempre.
— É tanto dinheiro que você não vai nem saber quantos zeros tem na sua conta bancária nas Ilhas Cayman, minha cara.
— Então Samy, está tudo na ponta da língua? — Riley perguntou.
Samantha ficou em pé e sorriu cinicamente olhando para os três, quem não conhecesse realmente acharia que ela era uma doce e atraente mulher, mas era ao contrário. Era realmente muito atraente, mas nenhum pouco doce. Era perigosa. Um veneno disfarçado como um grande e último copo de água gelado no deserto. Seus cabelos compridos caiam em uma cascata castanha até o meio de suas costas, olhos verdes como duas belas esmeraldas, lábios finos e nariz bem desenhado. Era como se fosse de porcelana, parecia realmente uma pessoa dócil e inofensiva. Oh, mas era o exemplo claro de como as aparências enganavam.
— Absolutamente. — estendeu a mão para um cumprimento amigável, usou sua voz em um tom calmo e musical, um sorriso doce e afável surgiu em seu rosto e então mentiu: — Prazer, meu nome é Isabella Swan, mas pode me chamar de Bella!
Os quatro sorriram e soltaram suas risadas cínicas, estava tudo pronto e convincente. Era o plano perfeito!
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