Nuestro mejor momento
7 Trauma
Notas iniciais
POV Violetta
Leon não quis se separar de mim de maneira nenhuma, mas eu conhecia aquela voz. Era Diego, meu ex-namorado, quem eu amei muito até que descobri que eu não era a única garota da vida dele. Diego era um dos maiores pegadores da escola, nunca havia ficado com nenhuma garota por mais de uma semana, até que no dia do meu aniversário de quinze anos, Diego se declarou para mim, disse que eu era a garota que ele sempre sonhara e que, de todas as outras meninas da escola, eu era a única que realmente chamava a atenção dele. Eu era ingênua, acreditava em tudo o que falavam, ele era o garoto mais lindo da escola e estava afim de mim. O que eu faria a não ser acreditar? Nós ficamos durante exatos dois meses de três dias. A única coisa que ele queria era tirar a virgendade da inocente Violetta Castillo. A única coisa que ele sempre quis foi sexo. E foi sexo que ele quase conseguiu. Eu estava disposta a transar com ele no dia dos namorados, tudo estava planejado e eu iria dar a ele o que ele tanto desejava... Até que eu o vi com a Ludmila. Juntos. No banheiro da escola. Foi a pior cena que eu havia visto em toda a minha vida. Eu realmente não sabia o que fazer, as coisas estavam embaralhadas na minha cabeça e eu só conseguia chorar. Por que? O que havia sido tudo aquilo? Uma aposta? Um brincadeira? Eu realmente não conseguia entender tudo o que estava acontecendo. Saí correndo dalí enquanto chorava. Juntei todas as minhas forças naquele dia, pedi para que Tomas fosse comigo até o local em que eu havia marcado o encontro com Diego. Eu estava disposta a entrar sozinha e desmascarar ele... Pedi ao Tomas para que ficasse fora de casa e que ele me esperasse ali. Quando eu entrei na casa dele, não pude nem sequer respirar, ele sabia que eu havia visto ele com a Ludmila no banheiro, e mesmo assim me agarrou. Eu tentei me livrar de todas as formas dos seus braços. Ele não me deixou sair de lá, eu chorava enquanto tentava me desvenciliar dos seus braços. Diego rasgava minha blusa com todas as suas forças, suas mãos percorriam meu corpo contra a minha vontade e nem sequer gritar eu conseguia. Eu já estava completamente nua nos braços de Diego e ele conseguiu me penetrar. Uma única vez. Até que Tomas entrou na casa e acabou com tudo aquilo. Não pude ver o que aconteceu porque desmaiei. A única coisa que me lembro é de acordar na cama de Tomas enquanto ele e sua mãe cuidavam de mim.
Não foi simples lidar com tudo aquilo que havia acontecido, tudo sempre tinha sido um mar de horas, nossa relação era incrível, eu sentia que ele me amava tanto quanto eu o amava, mas as coisas não eram exatamente como eu imaginava...
Tudo aconteceu tão rápido e tão inesperadamente. Eu não consegui superar tudo aquilo, nem vou conseguir tão cedo. Diego não conseguiu aceitar o término, nem o fato de que ele não havia conseguido o que queria.
Não sei o que Leon estava pensando naquele exato momento mas seus olhos estavam me olhando com confusão, tristeza e raiva... Eu sei que ele não queria que nada nem ninguém tivesse atrapalhado nosso momento, eu também não queria.
Mas não podiamos ficar ignorando Diego muito tempo, me afastei um pouco de Leon e olhei para o rosto dele que não estava muito contente com o que estava acontecendo. Ele não queria me soltar, mas quando tentei me soltar ele me olhou com aqueles olhinhos lindos e eu fiz um sinal de que estava tudo bem, então Leon me soltou e eu fiquei parada ao seu lado olhando para o rosto de Diego. Eu nunca havia sentido tanta dor, angústia, raiva, tristeza e decepção. Era a primeira vez que eu o via desde o acontecido. Ele tinha sido expulso da escola alguns dias depois do ocorrido, por culpa de uma briga. E eu passei dois meses sem ir para a escola, ou seja, eu não o vi mais.
– Pois não... — Disse Leon olhando com uma feição não muito agradável para Diego. — Em que podemos lhe ajudar?
Leon perguntou com um tom tão irônico que me assustei. — Você poderia começar soltando minha garota. — Disse Diego se aproximando e colocando o dedo em frente a Leon, aquilo não iria acabar bem, o que Diego pensa que está fazendo?
– Sua o que? — Perguntou Leon olhando para ele como se fosse voar em seu pescoço e depois olhando para mim com um rosto confuso.
– Sua nada Diego, o que você pensa que está dizendo? — Eu disse mordendo os lábios e querendo segurar a lágrima, querendo ou não aquele assunto do Diego ainda me machucava. — Você tem coragem de aparecer aqui depois de tudo o que me fez? — Me exaltei e quase gritei — Por acaso você tem merda na cabeça? — Respirei fundo — Você deveria estar preso, Hernadez. Preso.
Leon percebeu que eu não estava muito bem e com um gesto de segurança ele botou a mão por trás da minha cintura, tudo ficou tão mais simples depois daquele gesto eu senti que ele estava comigo. — E você quem é? — Diego perguntou a Leon.
– Leon, um amigo! — Disse botando a mão em seu ombro. Ele olhou nos meus olhos e sorriu meio confuso. Diego é perigoso e eu não queria que nada acontecesse com ele.
– É o que ela gosta de nos chamar... Mas eu não diria bem "amigos"! — Ele disse olhando com segurança como se estivesse mandando eu entrar na história que ele estava falando... Leon estava exagerando, eu sabia que estava. Aquilo não iria acabar bem, Diego é perigoso e principalmente quando está zangado. Respirei fundo e pedi a Deus que tudo aquilo acabasse bem e que Diego nem Leon partissem pra briga.
Diego estava com raiva e não conseguia pronunciar sequer uma palavra, Leon soltou um riso de satisfação e me tomou em seus braços mais uma vez. — Acho que devemos ir não é, princesa? Se não perderemos o filme.
Eu não conseguia falar nada. Ao ver Diego dale jeito todas as imagens daquela noite voavam pela minha cabeça. A dor estava presente em mim. Era um trauma. Dos piores. Eu não saberia disfarçar. Realmente não saberia.
– Violetta... — Leon disse parando, tirando a mão da minha cintura e olhando fixamente em meus olhos, os quais já estavam vermelhos, eu não conseguiria segurar as lágrimas por muito tempo — Quem é ele... E por que ele falou assim com você?
Leon falou com uns olhos tão confusos e tão perfeitamente lindos que eu quase me derreti em seus braços — É.. Nome dele é Diego... — Falei olhando pro chão
– É... Isso eu já percebi. — Ele disse levantando meu rosto e segurando uma de minhas mãos — Agora porque ele falou com você daquele jeito... Te tratando com uma mercadoria?
O que foi aquilo? Por que ele queria socar a cara de Diego? Leonn estava com ciumes de mim?
– Calma Leon... — Eu disse me aproximando e colocando uma mão em seu ombro. — Eu prefiro não falar disso, tá? — respirei fundo e o olhei nos olhos — Ele é um ex. Nada mais do que isso.
– E pelo visto ele não levou isso muito bem! — Leon me interrompeu e retirou uma mecha de cabelos dos meus olhos.
– É... Ele não gostou muito da ideia... — Respirei fundo. — O passado não importa. Somente o presente.
– E você não sabe o quanto isso me deixa feliz... — Leon disse tomando-me em seus braços e apertando-me contra seu peito forte — E esse presente só vai te fazer feliz... Te prometo.
– Ai é? — Disse com um rosto de brincadeira — E porque eu acreditaria nisso? — Pode parecer errado tudo isso. Eu havia acabado de encontrar com o cara que tinha tentado me estuprar e agora estava nos braços de outro, outro esse que eu nem sequer conhecia direito. Mas aquilo tudo me parecia tão certo, eu ficava tão bem comigo mesmo quando estava com ele. Leon era o meu remédio. Ele conseguia tirar todos os problemas da minha cabeça. Aquilo era o que eu precisava. Eu precisava de Leon.
Leon sorriu e colocou as mão em meus pescoço puxando-me para perto de seu rosto, meu coração batia com uma velocidade incrível, nossos rostos estavam cada vez mais próximos. Leon estava me puxando para perto dele e olhando em meus olhos — Deixa eu te mostrar... — Essas foram as últimas palavras de Leon antes de chocar seus lábios contra os meus. Não estávamos a sós na rua, mas apartir do momento em que ele me beijou, tudo que estava ao nosso redor desapareceu. Só estávamos ele e eu, juntos sem se importar com nada nem com ninguém. E dessa vez não tinha Diego nem ninguém que nos impedisse de desfrutar daquele mometo.
Leon me beijava tão meiga e lindamente que para mim aquele momento jamais acabaria. Ele se separou um pouco de mim e abriu os olhos lentamente dando aquele sorriso que faz qualquer garota perder a cabeça. Mas ele não tomou muita distância dos meu rosto, ele sorriu mais uma vez e me deu beijos repetidamente fazendo-me perder o fôlego.
POV German
Eu não queria permitir que minha filha saísse com aquele garoto. Eu não seria capaz de aguentar vê-la sofrer como ela sofreu por aquele garoto. Ele a magoou muito e a fez sofrer quando disse não amá-la e quando a traiu. Violetta é minha princesinha, ela não pode sofrer e não posso deixar com que ela sofra de novo. Eu preciso cuidar dela e evitar com que todas as pessoas façam mal a ela.
Angie estava tomando banho e eu estava na cozinha preparando o jantar. Em um momento de ciúmes desenfreados, eu abandonei tudo o que estava fazendo e andei em direção à porta. Eu precisava ir atrás da Vilu, eu precisava protegê-la daquele menino. Eu não confiava nos garotos, eu já fui um e sei como os hormônios são perigosos.
– German, sai dessa porta agora! — Puta que pariu, parece que Angie sabe o que quero fazer sempre! Bufei e virei pra ela cruzando os braços. — Meu amor, você precisa confiar na Violetta!
– Mas, Angie, eu só tava indo ver se a grama estava bem cortada. — Ela soltou uma gargalhada e desceu as escadas vindo até a mim. A desculpa tinha sido tão ruim assim?
– German, você não me engana! — Ela entrelaçou os braços no meu pescoço e se aproximou ainda mais. — Você tem que entender que a Vilu não é mais uma criança.
– Mas eu não quero que ela sofra de novo, Angie. Doi só de pensar nisso. — Angie suspirou a acariciou meu rosto fazendo com que eu fechasse meus olhos ante a carícia.
– Meu amor, ela precisa aprender a superar as coisas... As coisas mudam e o Leon é um garoto incrível. Ele não vai fazer ela sofrer, eu tenho certeza. — Ela me fez olhá-la e sorriu — Você pode fazer muitas coisas pela Violetta, mas absorver as dores dela vai ser impossível.
Tudo o que Angie falava fazia sentido. Eu deveria aprender a confiar mais em Violetta e também em Leon.
– Mas se ele machucar a minha garotinha... — Falei fechando os punhos e Angie soltou uma gargalhada enquanto se aproximava pra me beijar. Aquele beijo que me fazia esquecer de tudo.
– Você não vai fazer nada! — Ela falou ainda com os lábios colados nos meus e sorrindo. — Vem cá! — Ela disse rindo e me puxando pra cozinha — Vai preparar nosso jantar e depois nós aproveitamos a ausência dela, que tal? — Ela falou sorrindo e pulando no meu colo ao chegarmos na cozinha — Aposto que tudo isso tem um lado bom pra você não é?
Ri alto e beijei Angie. Eu não podia impedir minha filha de sofrer, nem muito menos impedí-la de conhecer garotos. Ela saberia se cuidar, pelo menos por enquanto.
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