Notas iniciais
Esse é um capítulo especial! Maria, como eu não posso te dar um presente, então eu tentei fazer um ótimo capítulo e com muita Leonetta pra você. Espero que goste e feliz aniversário, mais uma vez! Aconselho que vocês coloquem Podemos pra tocar.

POV Violetta

E aqui estou eu, sentada numas das carteiras da escola em um momento de frustração. Era meu aniversário e ninguém, exatamente ninguém lembrou da data, nem meus pais, nem Leon, nem meus melhores amigos. Eu havia acordado super feliz e no primeiro momento em que eu abri meus olhos e não vi papai com as típicas flores me esperando acordar me fizeram desabar. Ali estava meu ponto fraco. O o esquecimento. Sai de casa e Tomas veio me buscar, e aí? Exatamente o que estão pensando, ele agiu como todos os outros dias. Cheguei na escola esperando que Leon, Camila ou Francesca lembrassem da data, mas não. Ninguém lembrou. Eu estava vermelha de raiva. Não seria exigir muito, não é? Leon e eu estávamos namorando há dois meses e a minha amizade com as meninas se fortificava a cada dia que passava.

Saí do meu momento de frustração quando o sinal tocou e eu me levantei, ignorei Leon e todas as outras pessoas que estavam ao meu redor, fui pra casa e me tranquei no quarto. Até a fome eu havia perdido, Angie veio me chamar mas eu falei que estava sem fome e depois de alguns minutos de incistência ela saiu da minha porta.

Eu só queria dormir e ficar ali trancanda o resto do dia. O dia do meu aniversário, que era pra ser tão importante estava sendo um dos piores dias da minha vida.

POV Leon

Eu não estava aguentando ver aquela carinha da Violetta, ela estava realmente um caco por termos "esquecido" o aniversário dela, mas eu não podia acabar com a surpresa que demorou tanto tempo pra ser realizada e mais tempo ainda pra treinar a Camila e fazer com que ela não nos dedurasse.

Já eram quatro da tarde e eu estava na minha escrivaninha acabando de escrever o presente da Violetta. Acabei e fui tomar um banho rápido, eu já estava atrasado. Acabei de tomar banho e me arrumei, desci rapidamente e avisei a minha mãe a hora exata da festa e implorei para que ela não esquecesse o violão.

Sai de casa e fui direto pra casa do Tomas, peguei ele e depois as meninas. Fomos pra casa da Violetta, tudo estava sendo arrumado na garagem e, como eu esperava, ela estava trancada no quarto. Colocamos uns balões de festa, colocamos um mini bar e um lugar para a comida, tinha uma caixa de som que o senhor German arranjou e algumas coisas que a Angie as meninas ajeitaram pra garagem ficar parecendo uma salão de festas.

A hora combinada para todos chegarem era sete horas, mas os convidados começaram a chegar umas seis e quinze. Minha mãe chegou trazendo o violão e eu agradesci a Deus por ela não ter esquecido, se não estragaria a minha surpresa pra Vilu.

Tudo estava preparado e a Angie se encarregaria de trazer a Violetta pra garagem, como ela ia fazer? Só Deus sabe. Eu só espero que dê tudo certo.

POV Violetta

Passei a tarde inteira trancada dentro do quarto e ninguém apareceu, nem pra perguntar se eu estava viva, o que me enfurecia ainda mais.

– Violetta, vem cá, preciso de um favor! — Ouvi Angie gritando lá de baixo. Agora precisam de mim, né? Pra um favor.

– Não dá, tô estudando! — Gritei de volta. Estudando uma ova, eu tava me entupindo de chocolate que Leon tinha me dado no outro dia quando estávamos andando pela rua e vimos um homenzinho vendendo.

– Vem logo, Violetta! É rápido! — Ela gritou novamente.

Bufei e levantei, calçei as pantufas e prendi o cabelo num coque, estava de pijama e com cara de sono. Desci e encontrei Angie com as mãos na cintura e uma cara de poucos amigos, o negocio deve tá feio, em.

– Oi, Angie. — Falei com a voz manhosa por ter levantado e saído do meu quarto.

– Eu preciso pegar umas caixas lá na garagem. — Ela falou séria.

– E pra que você quer caixas? Por que não chama o papai? — Falei com tom de preguiça. — Eu tava estudando.

– Porque eu quero a sua ajuda. — Ela falou e me olhou — E seu pai viajou, teve uma emergência em uma das filiais da empresa.

Olha que lindo! Ele vai e viaja no dia do aniversário da filha, parabéns. O prêmio de melhor pai vai para German Castillo!

– Tá. Vamos. — Falei ríspida e sai andando rapidamente em direção da garagem, quanto mais rápido eu voltasse para o quarto melhor.

Mas quando eu abri a porta que dava pra garagem eu quase tive um ataque de pânico, não pelo que eu estava vendo, mas pelo jeito que eles estavam me vendo. A minha classe inteira e mais alguns familiares estavam me vendo de pijama e pantufas. O que diabos aquelas pessoas estavam fazendo ali? Pera... Caralho, Violetta, deixa de ser lesada! Eu não sabia se sorria de felicidade ou se chorava de vergonha.

– Parabéns, minha princesa! — Meu pai veio me abraçar e logo depois todas as pessoas que estavam no local vieram também. Será que eles não estavam notando o meu estado? Porque nossa... Não é muito normal que uma pessoa vá para um aniversário de pijama, principalmente quando é o próprio aniversário. Mas eu não tenho culpa não é? É surpresa.

Depois que todas as pessoas se afastaram eu pude ver Leon sentado em um banquinho com um violão na mão conectado a uma caixa de som, estranhei mas continuei olhando para ele. De repente se formou um circulo ao nosso redor, Leon estava sorrindo, e eu aposto que la dentro ele queria rir da minha cara por estar daquele modo. Respirei fundo e olhei pra ele balançando a cabeça em forma de reprovação. Ele soltou uma gargalhada e então pegou o violão, ele não parava de me olhar e de sorrir. Eu não conseguia parar de sorrir e de admirar aquele garoto a minha frente.

– Pra aniversariante mais linda, incrível e bem vestida do mundo. — Ri alto e tapei o rosto de vergonha com o que ele estava falando, mas logo tive que voltar a olhar pra ele, já que havia começado a soar uma linda melodia.

A cada frase eu podia sentir e reviver os momentos que nós passamos, a cada palavra e cada frase eu voltava no tempo relembrando o que passamos, mesmo sendo em tão pouco tempo.

*flashback on*

No soy ave para volar

Y en un cuadro no se pintar

No soy poeta escultor

Tan solo soy lo que soy

*flashback*

– Me explica, Violetta. — Ele falava sorrindo enquanto eu me distraía brincando com seus dedos. Estávamos na casa da árvore passando um tempo sozinhos, começava a chover e o frio era de matar. Eu estava em seus braços e coberta pelos seus braços fortes, nunca me sentira tão protegida.

– Explicar o que, meu amor? — Olhei pra ele sorrindo. Ele havia quebrado um silêncio de minutos.

– Por que você me escolheu? — Ele sussurrava e continuava sem me olhar.

– Por que eu te escolhi? — Ri e me afastei um pouco dele pra me sentar de frente.

Ele fez um gesto com a cabeça e suspirou.

– O que eu fiz pra merecer o teu amor? — Ele me olhou nos olhos. — Eu não sou nada... Eu não sou ninguém.

– Que isso, Leon. — Falei sorrindo e acariciando seu rosto. — Você é incrível, você é a melhor pessoa que eu já conheci, você me trata bem e eu me sinto segura ao teu lado.

– O que te fez se apaixonar por mim? — Ele cruzou os braços e me analisou — Eu não escrevi poemas, eu não te entreguei flores, eu não fiz um auto retrato seu. Eu não faço nada que outras pessoas não façam.

Respirei fundo e me aproximei ainda mais dele, coloquei as duas mãos no seu rosto e o fiz me olhar fixamente.

– Leon, você não fez tudo isso por que você não é um pintor, ou um escritor, ou sei lá o que. — Sorri ao olhar nos seus olhos tão calmos, mas também tão apreensivos — Você fez o que ninguém mais faria. Você fez com que eu ficasse louca e completamente apaixonada. Você não precisa ser ou fazer todas essas coisas. Você precisa apenas ser. Ser você.

*flasback off*

Las estrellas no se leer

Y la luna no bajaré

No soy el cielo, ni el sol

Tan solo soy

*flasback on*

– Anda, Leon! — Eu falava rindo enquanto tentava fingir raiva. Leon e eu estávamos deitados em uma rede olhando as estrelas. Nossas famílias haviam planejado um fim de semana na praia e nós estávamos aproveitando, finalmente, um momento à sós.

– Hum... Octans? — Ele disse rindo.

– Qual é, Leon? — bufei e levantei da rede finjindo estar brava. — Eu te mostrei milhares de vezes essa constelação!

– Mas, amor... — Ele disse se levantando e indo até a mim que já estava na areia da praia de braços cruzados e olhando pra ele que não conseguia parar de rir. — Eu sou péssimo pra aprender essas coisas, você sabe!

– Não importa! — Virei de costas pra ele ficando de frente para o mar que mal podia ser visto por culpa da leve escuridão, que só podia ser levemente visto pela ajuda da lua. — Eu tô brava.

– Meu amor! — Ele disse rindo e me abraçando por trás — Olha, eu tenho um argumento melhor.

Ele ficou na minha frente e sorriu como se pedisse para que eu o escutasse, ri e dei permissão para que ele dissesse.

– Você sabe que são muitas estrelas e constelções, eu não saberia dizer nada sobre elas. — Disse rindo — Você mesma falou que levou anos pra aprender.

Eu sorri mas ainda não fiquei satisfeita, adorava ver Leon daquela forma tentando me convencer de algo.

– Eu não saberia dizer nada nem sobre a Lua e o Sol que são só dois. — Ele falou e eu soltei uma gargalhada, Leon era realmente a pessoa mais incrível e boba que eu já havia conhecido.

Pulei nos braços dele e enlaçei as pernas na sua cintura. — Você é um idiota, Vargas! — Ri mais uma vez e o beijei.

*flashback off*

Pero hay cosas que si sé

Ven aquí y te mostraré

En tu ojos puedo ver

Lo puedes lograr, prueba imaginar

Podemos pintar, colores al alma

Podemos gritar, yeah!

Podemos volar, sin tener alas

Ser la letra en mi canción

Y tallarme en tu voz

*flashback on*

– PARA LEON, É SÉRIO, PARA! — Eu gritava enquanto me contorcia no sofá de tanta cóssegas. Leon e eu estávamos na minha casa, nós estávamos assistindo Diário de uma paixão e eu estava rindo da cara dele porque ele estava ameaçando chorar... E no que deu? Ele me matando de cóssegas, Leon havia descuberto um dos meus maiores pontos fracos: cóssegas na barriga.

– Retira o que disse! — Ele falava rindo e não parava de fazer cóssegas. Ah, eu tinha esquecido de falar da parte em que eu o chamei de mulherzinha e que ele ficou vermelho de raiva.

– Não! — Eu gritava enquanto ria, tentava me defender mas era em vão. — Leonard, para! Eu vou morrer! — Eu já estava quase perdendo o ar de tanto rir.

– Retira o que disse primeiro, Castillo!

– Ta bom, ta bom... Você não é mulherzinha. — Eu falei quase perdendo o fôlego e então ele parou. Passei algunsminutos tentando me reculperar. Ele se deitou ou meu lado rindo e me olhando nos olhos.

– Obrigado. — Ele me deu um selinho e ficou me olhando nos olhos sem parar. Eu estava com os braços apoiados nele e não parava de sorrir. — Você não tem ideia do poder que os teus olhos têm sobre mim. — ele sussurrou.

– Poder? — Falei meio confusa e o olhei nos olhos também.

– Poder. O poder de me transformar. — Ele falava baixinho e acariciava meu rosto — Quando tudo está caindo em cima de mim, quando eu tô cheio de problemas, quando eu tenho um péssimo dia ou quando eu estou triste, é só você me olhar, Violetta... Seus olhos me fazem renascer, me fazem ter vontade de enfrentar tudo, seus olhos me dão poder, me fazem sair do chão, me fazem ser uma pessoa melhor. — Ele suspirou e voltou a falar — O modo como você sorrir com o olhar me deixa louco, faz meu coração bater a mil e um sorriso se formar nos meus lábios. Seus olhos me dão a certeza que eu posso fazer qualquer coisa, me dão a certeza de que quando eu estou ao seu lado eu me transformo e que eu posso enfrentar tudo. Eu tenho toda a certeza que eu enfrentaria qualquer coisa para que, no final, eu pudesse receber o seu olhar, tão apaixonado e alegre.

*flashback off*

No soy el sol que se pone en el mar

No se nada que este por pasar

No soy un príncipe azul

Tan solo soy

*flashback on*

– Violetta, olha pra cá! — Leon gritava tentando chamar minha atenção. Estávamos sentados embaixo da árvore que fica no jardim da minha casa e ele estava tentando, de todas as formas, tirar uma foto minha. Eu estava de costas pra ele e com o livro que eu estava tentando ler no rosto. — Vai, meu amor, por favor.

– Não, Leon, desiste! — Falei rindo e ainda tapando o rosto com o livro.

– Não vou desistir tão fácil, tá? Eu sou persistente! — Soltei uma gargalhada e pulei em cima dele fazendo com que ele caísse no chão, a camera foi para longe de nós. Eu estava sentada em cima dele e prendendo suas mãos no chão.

– Ai é? — Soltei uma gargalhada e ele fez bico. — Ah não, meu principe, não faz essa carinha.

– Principe? — Ele sussurrou e sorriu — Eu sou seu principe, Violetta?

Fiquei completamente vermelha e tentei disfarçar a vergonha.

– Talvez... — Soltei um gritinho logo após falar porque Leon inverteu as posições e ficou por cima de mim.

– Eu gostaria de ser o seu principe. — Ele sussurrou — Eu gostaria de ser tudo o que você deseja. Eu gostaria, muito, que você fosse a minha princesa e eu o seu principe. — Ele falou rindo e me olhando nos olhos — Do tipo de contos de fadas, que todas as garotas sonham.

– Você já é, Leon. — Falei baixinho e me soltei podendo enlaçar os braços ao redor do pescoço dele. — Você já é tudo que eu sempre quis, você já é o meu príncipe, o meu príncipe de contos de fadas.

Soltei uma risadinha e fiquei observando o sorriso que havia se formado em seu rosto, o mais lindo que eu já vi na vida. Leon acaricio meu rosto e logo me beijou. Um beijo daqueles que te fazem esquecer de tudo que está ao seu redor.

*flashback off*

Podemos pintar, colores al alma

Podemos gritar, yeah!

Podemos volar, sin tener alas

Ser la letra en mi canción

No es el destino

Ni la suerte que vino por mi

Lo imaginamos

Y la magia te trajo hasta aquí

*flashback on*

– Amor, eu tava pensando... — Eu falava enquanto soltava o celular e me virava para Leon. — Será que foi o destino que te trouxe pra mim? — Ele soltou uma risadinha e se sentou na cama para me olhar. Estávamos no quarto dele esperando as meninas e o Tomas para fazer um trabalho da escola. — Sério, seu bobo. Será que foi o destino que me fez cair naquele dia lá na rua? Será que foi ele que te fez estar ali naquele momento?

– Não sei... — Ele me olhou e ficou fazendo carinho nos meus cabelos. — Mas, sabe? Não importa. — Eu o olhei e ele soltou uma risadinha — Não importa se foi o destino ou a sorte, ou o que quer que nos trouxe até aqui. — Eu me sentei na cama e fiquei olhando em seus olhos enquanto ele falava. — O que importa é que estamos aqui, não é? O que importa é o que acontece com a gente. O que importa é essa magia. — Ele riu e seus olhos brilharam como se ele houvesse acabado de fazer a maior descoberta do mundo. — Aí está! — Ele riu e eu continuei sem entender — Não foi o destino, nem a sorte. Foi a magia. Uma magia secreta. Foi a magia que te colocou no meu caminho. Foi a magia que esteve ao nosso lado todo esse tempo.

– A magia... — Murmurei e o olhei nos olhos. — A magia.

Sorri feito boba e abracei com toda a força que podia. — Eu te amo, Leon. — Falei baixinho e respirei fundo. — Eu te amo muito.

– Eu... Eu também te amo, Violetta. — Ele falou se aproximando e logo após me beijou.

*flashback off*

Podemos pintar, colores al alma

Podemos gritar, yeah!

Podemos volar, si tener alas

Ser la letra en mi canción

Podemos pintar, colores al alma

Podemos gritar, yeah!

Podemos volar, si tener alas

Ser la letra en mi canción

Y tallarme en tu voz

Leon terminou a música, largou o violão de lado e andou em minha direção. Eu realmente não conseguia conter as lágrimas. Ele me abraçou com toda força e depois me olhou.

– Feliz aniversário, meu amor! — Ele limpou as minhas lágrimas — Eu te amo mais que tudo.

– Eu também te amo, Leon. — Falei sorrindo e me lançando em seus braços. — Eu te amo muito! — Não precisou mais de nada para que ele me beijasse e logo após uma chuva de aplausos que, se eu não estivesse não absorvida pelo beijo de Leon, me fariam corar de vergonha.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! Comentem!