Nuestro camino
3 Capítulo 3
Notas iniciais
– Estamos sim – falei e vi ele me olhar com raiva – Mais vamos sentar um pouco estou cansada
– Vamos, também estou cansado — sentamos e me deitei com a cabeça em sua coxa
– E você e o diego? Como é o relacionamento de vocês? – León me perguntou do nada
– Uma relação normal – sorri – brigamos, se beijamos, sei lá – falei rindo
– Mais você ama ele? – ele perguntou
– Não posso falar que amo, acho que sou apaixonada por ele, mais amor é uma palavra muito forte, porque essa pergunta? – falei o olhando sem entender o porque daquelas perguntas
– Porque eu não me entendo, não sei porque aguento tudo isso da Lara se não a amo – falou como se nunca tivesse pensado nisso
– E como tem certeza que não a ama? – perguntei curiosa
– Porque não sinto nada por ela Vilu, quando a gente se beija é como se não tivesse mais amor ou ao menos carinho, não tenho paciência e não gosto de suas atitudes, entende ?
– Entendo, mais então porque ainda está com ela? – perguntei ainda mais curiosa
– Porque me acostumei, virou rotina ter ela ao meu lado, fazer tudo com ela – falou cabisbaixo
– León – falei me sentando o seu lado – então termina com ela, faça uma nova rotina para sua vida, você tem que ser feliz, eu não aguento mais vê-lo sofrer – falei encostando minha cabeça em seu ombro
– Que saudades dos seus conselhos pirralha – falou me abraçando
– Pode parar – falei séria
– O que foi? – falou assustado
– Da próxima vez que me chamar de pirralha você vai apanhar – falei séria e me levantei
– Pirralha – ele provocou
– Para León – falei
– Pirralha, pirralha, pirralha – ele falou e se levantou
– León Vargas – falei alto
– PIRRALHA – ele gritou
E fui pra cima dele, lhe dando várias bofetadas, e fazendo ele rir enquanto andava para trás, e de repente ele escorregou, fazendo com que caísse em cima dele, e por um momento senti um arrepio por todo meu corpo ao encontrar seu olhar no meu, ficamos estáticos ali, estavamos bem próximo, mais para cortar aquele clima, joguei um pouco de água na cara dele, com a garrafa que tinha em mãos e logo vi aquele sorriso surgir em seu rosto
– Pirralha – falou novamente nos levantando
– Você pode parar León – falei rindo e limpando as folhas que haviam em minha roupa
– Quer continuar aqui ou quer continuar procurando as barracas? – ele perguntou pois já havia escurecido
– Vamos continuar – falei e ele assentiu
Depois de algum tempo andando estava exausta, então decidi parar
– León vamos dormir – falei bocechando – estou tão cansada
– Vamos, acho que tenho um lençol aqui na minha mochila – ele falou procurando
– Ainda bem que a única coisa que eu tenho é água e coisas para pele – falei na esperança que ele achasse o lençol
– Aqui, achei – falou tirando o lençol da mochila – e tem dois – falou sorrindo e jogando um lençol para mim
– Valeu – falei e logo nos deitamos
(***)
Despertei com o barulho dos passarinhos na mata, assim que abri os olhos pude ver León, estava deitada em seu peito e ele me abraçava, estranhei pois dormimos um de costas para o outro, ia me levantar sem acorda-lo mais na hora que me mexi ele despertou, quando se viu com os braços envoltos a mim, ficou um tanto sem graça
– Que horas são? – falou tirando os braços de mim e se virando para o outro lado
– São sete e meia da manhã – falei sonolenta olhando no celular
– Muito cedo – falou se enrolando ainda mais no lençol
– Cedo nada León, precisamos encontrar o pessoal logo – falei me levantando
– Daqui a pouco – falou fazendo manha
– Daqui a pouco nada, agora León — falei e puxei o lençol que o cobria
– Não agora não – ele falou e puxou o lençol com força fazendo com que eu caísse em cima dele
Ficamos cara a cara, e posso dizer que até rolou um clima, mais eu e León somos muito amigos, isso nunca aconteceria com a gente
– Desculpa – falou sem graça
– Tá agora levanta – falei dando um tapa nele e me levantando
#LUDMILA
– GENTE CADÊ MINHA IRMÃ – eu gritava em meio ao pessoal
– Aposto que está com León – Lara falou com raiva
– Pelo menos não está sozinha – Francesca falou
– Pessoal não se preocupe, vamos chamar o pessoal da busca, e logo encontrarão os dois – Pablo falou com o celular em mãos
– Eu vou ter que esperar quanto, para isso pablo? – Perguntei – tento ligar para ela mais só dá fora de área — estava angustiada não podia esperar o dia inteiro
– Não sei Ludmila, mais fique calma – Pablo falou e se retirou dali
Continuaram as atividades normalmente, mais não tinha vontade de fazer nada, sentei junto a naty em uma mesa para comermos
– Pensa pelo lado positivo amiga, ela está com León – falou sorrindo
– Pelo menos, se ela estiver mesmo com ele deve estar adorando – sorri
– Nem fale – Naty falou e continuamos a comer e as meninas chegaram se sentando com a gente
#LEÓN
– Será que dá pra você ficar calma Violetta – falei enquanto ela resmungava
– Como ficar calma, não aguento mais esses bichos, esse celular sem sinal, sem água porque você bebeu tudo, sem comida, sem rumo – falou desesperada
– Eu não bebi toda água – falei – eu só bebi o restinho que você me deu de sua garrafa – e ela me olhou com um olhar de fúria
– Tá León, mais precisamos fazer alguma coisa para conseguir sinal quem sabe assim conseguimos falar com alguém – falou levantando o celular na esperança de conseguir sinal
– Eu sei, mais nem sabemos onde estamos – falei pensando em o que poderiamos fazer
– Isso não poderia ficar pior né – Violetta falou se sentando
– Sempre que alguém fala isso as coisas pioram – falei se sentando
– Impossivel – ela falou rindo e logo se deitou em minha coxa – estou cansada – falou fechando os olhos
– Não mudou nada né Violetta – falei rindo lembrando de quando eramos criança
– Pode parar León – falou rindo provavelmente lembrando da nossa infância – você que não mudou nada
– Lógico que mudei – sorri – mudei em tudo – afirmei
– Verdade, você ficou muito mais sentimental do que antes, mais teimoso, mais feio – falou fazendo eu cair na risada
– Mais feio? – perguntei e ela assentiu – Até ontem falava que eu era o mais lindo da escola – falei rindo
– Tenho que rir né, nunca falei isso – falou se levantando e rindo junto comigo
– Tá bom Violetta, não precisa ter vergonha de admitir – falei e ela revirou os olhos
– Pode parar – falou sorrindo – vamos continuar vai – me deu as mãos para que eu levantasse
E assim continuamos, andamos, andamos e nada de barracas, de ninguém e o tempo começou a fechar
– Violetta vamos procurar algum lugar pra se abrigar da chuva – falei
– Não vai chover León, vamos continuar – ela falou e eu assenti
De repente escutamos o barulho do celular
– León seu celular tá tocando – ela falou empolgada e eu logo o peguei
– Não é o meu – falei assim que vi o visor normal – é o seu
Ela começou a procurar o celular feito uma louca na mochila mais não achava e quando achou ele parou de tocar, e no visor aparecia o número do Pablo
– PORQUE VOCÊ TINHA QUE TER O MESMO TOQUE DO MEU – ela gritou comigo como se eu fosse o culpado
– Eu ia saber que o celular ia pegar sinal Violetta – falei e vi ela resmungar algo mais não entendi
– Mas eu vou achar sinal agora – pegou o celular colocou ele pra cima e começou a rodar como uma tonta
Já estava procurando sinal a umas meia hora e eu sentado esperando a bonita com suas loucuras
– León da pra me ajudar – falou nervosa
– To ajudando – falei levantando o meu celular e vi ela ficar furiosa e me dar um tapa na cabeça
– Idiota – falou séria e olhando em volta – olha aquele lugar é alto – e apontou para um morro que havia ali
– Para Violetta você não vai conseguir sinal – falei e ela me olhou me desafiando
– Vou sim – falou indo em direção do morro e subindo o mesmo
– Violetta volta aqui – falei em um tom de advertencia
– Não, tá com medo? – ela falou de um pouco mais alto me desafiando
– Não – falei e logo fui átras dela
Subimos e quando chegamos lá, ela continuou parecendo uma retardada procurando sinal
– Eu falei que não ia ter sinal – falei rindo
– Pode parar de zombar da minha cara – falou e eu parei de rir
Ela subiu em cima de uma pedra, e levantou o celular, mais logo se desequilibrou, quase caindo morro abaixo se eu não tivesse a segurado, logo que a segurei ela me abraçou forte
– Senti que ia cair – falou em um sussuro em meu ouvido
– Eu não deixaria – falei e ela me abraçou mais forte
– Obrigada León – falou levantando cabeça de meu ombro
Ela me olhou nos olhos e pude sentir como se não houvesse mais nada no mundo apenas ela, estavamos com o rosto bem próximo e minha vontade de beijá-la era maior que tudo
– Me-me meu celular – ela falou desviando o olhar para o celular que estava lá embaixo
– O importante é que você está bem – falei a tirando de cima da pedra e colocando a mesma no chão
Ela se sentou e bufou e eu me sentei ao seu lado
– Quer uma barrinha de cereal? – perguntei
– León você tem comida na sua mochila? E não me falou nada? – falou brava
– Na verdade não sabia, devia ser de Maxi pois não coloquei nada de comer na mochila – falei e ela pegou a mochila da minha mão com força
– Me dá essa mochila aqui – falou começando a fuçar — León porque tem uma camisinha na sua mochila? – falou com o preservativo na mão
– Uma o q.. – engasguei e comecei a tossir
– Uma camisinha – falou e começou a dar risada
– Eu não coloquei isso aí, deve ser de algum dos meninos – falei guardando novamente na mochila
– Nossa então você está assim – falou rindo – por isso brigam tanto pra depois se resolver assim né – falou rindo
– Para de ser idiota – falei dando um soco leve em seu braço e pegando a mochila novamente – deve ser do Diego ele também colocou coisa na mochila – falei e logo ela parou de rir
– Do Diego não é afinal nunca faria isso com ele – falou séria
– Porque não, ele não é seu namorado? – perguntei curioso
– Sim, mais sinto que não estou preparada e não o amo a ponto de me entregar a ele – falou sem graça
– Eu pensei que já tinha se entregado pra ele – afirmei
– Não, só vou me entregar para alguém que eu ame de verdade – falou e voltou a fuçar a mochila
– Acho que vai chover – falei olhando para o céu – temos que procurar um lugar para ficar – porque o tempo estava fechando
– Então vamos – falou Violetta arrumando as coisas na mochila e me entregando a mesma
– Espera segura minha mão pra descer – falei estendendo a mão para ela
– Não não precisa – falou indo na frente
Não insisti enquanto desciamos um bicho começou a zumbir no ouvido de Violetta fazendo ela soltar-se do chão para espantar o mesmo, o que fez ela perder o equilibrio e rolar morro abaixo, então tentei descer o mais rapido possivel
– Está tudo bem? — perguntei assim que a alcancei a mesma se encontrava com cara de choro
– Meu pé León – respirou segurando o choro – tá doendo muito
Comecei a tocar seu pé e ela gritava, fora o pé tinha alguns arranhões em seu rosto, suas pernas e seus braços
– Calma Vilu – logo que falei isso escutei um trovão – temos que procurar algum lugar pra ficar – afirmei a pegando no colo
Ela me abraçou afundando a cabeça em meu peito, e logo continuei andando a procura de algum lugar que pudessemos ficar.
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