Notas iniciais
Desculpa a demora.

Pov. Mosca

Ainda não acreditava que iriamos morar no orfanato. Quando Carol apareceu no porão, pensei que nos mandaria embora. Que bom que eu estava errado, agora poderia ficar perto da minha irmã.

Ao sair da cozinha fomos todos para a sala, subi a escada e desci pelo corrimão.

Eu – Vai ser demais morar aqui. – Disse ao chegar ao chão.

Mili – Cuidado Mosca.

Eu – Que?

Mili – é perigoso você pode se machucar.

Eu – quem vai se machucar sou eu, então relaxa.

Mili – Você não acha que ta causando demais pra quem acabou de chegar? – Disse num tom irritado.

Eu – Não. – já vi que vai ser fácil irrita-la.

Ela bufou, mas não disse nada então soltei um sorrisinho vitorioso.

Binho – Mó da hora isso aqui em. – Disse sentando no sofá e apoiando o pé na mesinha da frente.

Bia – Não pode colocar o pé sujo na mesa.

Binho – Foi mal. – disse levantando as mãos e tirando o pé.

Rafa – Por que vocês não mostram o resto da casa pra gente?

Binho – Boa ideia Rafa.

Tati – a gente bem que podia começar pelo banheiro né. – disse tampando o nariz

Ana – vocês tão fedendo. – disse nem um pouco sutil e todos riram.

Eu – é por que a gente ta um bom tempo sem tomar banho.

Binho levantou-se se escondendo atrás do sofá e disse:

Binho — não, banho não.

Depois de muito trabalho fizemos Binho tomar banho e claro Rafa e eu também. Ao terminar fomos para o quarto, e bastou entrar que Chico apareceu com algumas roupas, a do Rafa ficou um pouco justa, do Binho uns três números maiores e a minha ficou boa.

Eu – Valeu Chico ficou da hora. – Sorri.

Binho – Diga por você né. — A camisa do Binho parecia mais um vestido.

Eu – ninguém mandou você ser baixinho.

Chico – Desculpa Binho, essas foram às únicas roupas que eu achei.

Depois que Chico saiu do quarto Binho se jogou na cama e disse:

Binho — vou me acostumar a morar aqui fácil.

Eu - eu também. — Disse jogando-me na cama.

Pov. Mili

Estávamos na sala conversando, quando os meninos desceram a escada correndo.

Bia- Caramba que pressa – comentou. – Pelo menos tomaram banho.

Binho – infelizmente. – disse fuzilando Rafa e Mosca com os olhos.

(barulho Alto – roaaaarl)

Ana – um monstro.- Disse pulando no sofá e agarrando a Bia.

Tati – Caramba que barulho foi esse? – disse assustada.

Mosca, Binho e Pata – A BARRIGA DO RAFA. – E então riram.

Ana – a barriga do Rafa é um monstro?

Carol – Claro que não pequena, ele só ta com fome. — disse tranquilizando a Ana. – Venham meninos vou pedir ao Chico para colocar comida pra vocês.

Depois que os meninos foram para a cozinha, Cris comentou:

- Vai ser mó legal ter os meninos aqui né.

Eu – eu não sei. – disse lembrando-me do ocorrida da escada.

Bia – ué, você não disse que ia ser divertido. – Ironizou.

Eu – mudei de ideia.

[...]

Enquanto os meninos comiam, nós conversávamos. Pata estava muito feliz e as meninas animadas, bom eu também, mas estava irritada pela forma que mosca falou comigo mais cedo.
Os meninos terminaram de comer e foram para a sala, Rafa e Binho ficaram em pé ao lado de Pata, e Mosca sentou-se entre Vivi e Cris que não paravam de olhar e sorrir para ele, enquanto o mesmo olhava disfarçadamente para mim, mas eu não teria notado se também não estivesse olhando para ele.

Carol – Meninas e meninos – Sorriu – já esta tarde é melhor dormirem. — E assim fomos.

(No dia seguinte)

Quando acordamos ficamos indignadas como que vimos, a casa estava de pernas pro ar, o computador estava travado e sujo de bolo, o chão da sala estava sujo de terra, os brinquedos jogamos pela casa e eles haviam detonado o café da manhã.

- Caramba, passou um furacão aqui? –disse Pata descendo as escadas.

- Só podem ter sido os meninos. – Disse Bia cruzando os braços.

- Vamos ter de falar com eles. – Disse, e as meninas concordaram.

Fomos até o quarto dos meninos, e eles estavam deitados conversando como se não tivessem feito nada.

- FOLGADOS! – dissemos todas.

Binho — Não entendi – Disse coçando a cabeça.

Bia – vocês são uns folgados. – disse cruzando os braços.

Cris – travaram o computador.

Vivi – sujaram a sala toda.

Eu – Detonaram o café da manhã.

Tati — e ainda deixaram os brinquedos jogados e mataram a Cremilda.

Meninos – QUEM?

Vivi – é a boneca preferida dela.

Meninos – Ah!

Mosca – olha a gente não queria estragar nada, mas aconteceu. –Disse levantando-se da cama. – E agora também moramos aqui e temos direitos como vocês, então deveriam de ser tão egoístas e aprender a dividir.

Binho – E menos chatas também.

Rafa – Vocês vão ter de se acostumar coma gente.

Meninas — A É?

Meninos – É!

Uma discussão se formou, até que eu intervi.

- Gente. –Gritei, e suas atenções se voltaram pra mim. – assim a gente não vai resolver nada. Agora os meninos também moram aqui então eles tem tanto direito quanto a gente.

Bia – Eu discordo.

Vivi – eu também.

Cris – é, moramos aqui há mais tempo então temos mais direito do que eles.

Eu – Acho que a gente tem que se organizar se não vamos chegar a lugar nenhum.

Rafa- como assim?

Eu – combinar um horário pra fazer as coisas que leva mais tempo é um bom começo. Tipo, arrumar a casa, mexer no computador.

Mosca- na rua não era assim não, aqui é cheio de regras.

Pov. Mosca

Aquele assunto já estava ficando chato, porém, mesmo estando entediado não pude deixar de reparar em Mili, mesmo sendo doce e meiga ela sabia se impor. Fui tirado de meus pensamentos quando ela disse:

Mili – E você ta na rua por acaso? – disse andando até a frente de minha cama.

Eu – Não, mas se tivesse você não estaria aqui me enchendo. – Dei um passo à frente.

Mili – Se a gente não se organizar vai ficar impossível de se conviver. –disse nervosinha, dando um passo a frente.

Eu – eu faço o que eu quero e quando eu quero, e os incomodados que se mudem. — dei mais um passo.

Mili – Você só se importa com você, não é? – Deu um passo a frente.

Eu – E se for? Não tenho que dar satisfações pra ninguém, muito menos pra “miss certinha” — Cruzei os braços.

Mili – eu só estava tentando ajudar. — Disse pondo as mãos na cintura.

Eu — e quem pediu a sua ajuda? Serio você ta muito chata, vai cuidar da sua vida.

Mili – engraçado que quando você tava no porão não pensava assim. — Deu um passo a frente.

Eu – Vai jogar na cara? – dei um passo à frente deixando um espaço pequeno entre nós

Mili – Quer saber?

Eu – o que? – Dei mais um passo deixando o espaço entre nós a centímetros do que poderia ser um beijo. Olhei em seus olhos e esqueci que não estávamos sozinhos no quarto. Ela bufou e saiu, sendo seguida pelas as outras meninas exceto Pata que permaneceu ali.

Pata – vocês deveriam baixar a bola.

Eu – qual foi Pata, vai ficar do lado delas ou do nosso?

Pata – eu não to do lado de ninguém. – Bufou ao cruzar os braços. – Mas mudando de assunto, é impressão minha ou rolo um clima entre você e a Mili. – Disse com um sorriso no rosto.

Eu – Não viaja Pata.

Pov. Mili

Já que os meninos não estavam a fim de cooperar decidimos fazer as coisas do nosso jeito, então dividimos a casa ao meio, mas não deu muito certo.
Estávamos na sala comentando o fracasso da divisão e Ana pergunta:

Ana – Gente, onde será que os meninos estão? – Um barulho se fez no andar de cima.

Meninas – No nosso quarto!- Gritamos. Corremos para o quarto, e Pata continuou sentada no sofá, ela não quis se envolver nessa “guerra” com a gente.·.

Ao chegar ao quarto os meninos tinham bagunçado tudo. Quando entramos Binho estava em frete à cama da Ana, Rafa a da Tati e Mosca a da Bia, ao nos ver eles se juntaram formando uma fila, Binho Mosca e Rafa. E nos também fizemos uma, começou na esquerda com a Tati e terminou em mim. Ficamos com tanta raiva que nossos rostos deveriam ter ficados vermelhos, os escaramos um pouco até que Bia disse:

Bia – Invadir o nosso QG é vacilo.

Rafa – Na guerra vale tudo.

Eu — Meninas – Gritei.

Mosca – Meninos. – Gritou estufando o peito sendo seguido por Binho e Rafa.

Todos – ATACAAAAR. – corremos e pegamos os travesseiros das camas e literalmente virou guerra de travesseiro.

Havia penas por todo o quarto, mas tenho que admitir foi muito divertido. Carol e Junior entraram no quarto seguidos por Ernestina que estavam no quarto dos meninos, devem ter escutado o barulho e foram ver. Ernestina quando viu a bagunça sobrou o apito, mas não antes que fosse acertada por Binho, fazendo com que ficasse cheia de penas.

Depois da bagunça que fizemos a Tia Sofia nos reuniu na sala e deu um baita sermão na gente.
Quando terminou de falar ela me puxou e depois puxou o Mosca, parando-nos um frente o outro.

Sofia – Vamos fazer uma trégua, ok? – todos concordaram – Mili você representa as meninas e Mosca você os meninos. Agora deem as mãos.

Não sei o que estava acontecendo comigo, me senti estranha o coração bateu forte. Envergonhada olhei em seus olhos, ele sorriu e eu retribuo o sorriso, ainda envergonhada olhei o chão e olhei em seus olhos de novo, foram segundos que pareciam horas.

Pov. Mosca.

Ao tocar sua mão meu coração acelerou, e ao olhar em seus olhos fiquei nervoso, tentei disfarça e um sorriso se formou em meus lábios.

Notas finais
Pela a demora, esse capitulo ficou bem grande. Comentem.