Nuestro Camino - Chiquittitas
17 Aceita namorar comigo?
Notas iniciais
Pov. Mili.
O Duda estava parado ali, na minha frente esperando uma resposta e tudo que eu conseguia pensar era no Mosca correndo pra fora do orfanato e a Bia indo atrás dele, devia ser eu a ir, mas não conseguia me mexer.
– Mili, você não vai responder? – Duda perguntou. Olhei em volta, as meninas me olhavam curiosas por uma resposta, mas Pata mexia no celular. Respirei fundo e tentei falar.
– Duda eu...
– Mili espera! – Pata falou da escada. Todo a olharam assustados e Duda olhou com um pouquinho de raiva.
–O que foi agora hein? – Perguntou.
– Você tem que sair comigo lembra? – Ela falou.
– Serio? Agora? – Duda falou fazendo uns gestos com as mãos.
– É importante. Tem que ser antes de você responder.
– Duda. Eu tenho que sair com ela. Quando eu voltar eu te respondo, e eu preciso pensar. – Respondi. Olhei para Pata e a segui até a porta. Minutos depois nós estávamos no parque.
– Pata o que a gente esta fazendo aqui? – Perguntei confusa.
– Você tem que saber de uma coisa. – Ela falou e apontou para frente. Segui seu dedo com os olhos e ao longe Mosca estava com a Bia, segurando uma rosa.
– Eu não entendo. Achei que... Pata? — A essa altura meus olhos já estavam marejados. Ela não falou nada e eu voltei a olhar pra frente. Bia e Mosca nos olhavam ambos sorrindo. O que poderia ser tão engraçado? Eles brincarem comigo? O Mosca falar que gosta de mim em uma carta, sair correndo quando outro me pede em namoro e agora esta rindo com minha amiga? Bia despediu-se dele com um abraço e andou em minha direção ainda rindo. Limpei o rosto, antes que alguma lágrima caísse e a esperei chegar.
– E ai, o que ela respondeu? – Bia perguntou a Pata como se eu não estivesse ali.
– Eu a tirei de lá antes que falasse. – Respondeu. Conversavam felizes como se eu realmente não estivesse ali.
– Alguém pode me explicar o que esta acontecendo? – perguntei, minha voz saiu mais baixo do que eu queria.
– Ai, Santa Mili. Você é meio lentinha né? – apenas levantei uma sobrancelha. – só vai até lá. E escuta o que ele tem a dizer. Tudo bem?
– ok. – Respirei fundo e fui em direção a Mosca.
Pov. Mosca.
É isso ai Mosca, ela ta vindo. CARAMBA ELA TA VINDO. – Pensei.
À medida que ela se aproximada mais meu coração acelerava e minhas peras ficavam bambas, a rosa tremia em minha mão, tentei esconder para que ela não visse o nervosismo que tomava conta do meu corpo. Assim que ela chegou, eu literalmente travei. Não saia uma palavra sequer da minha boca. Dei meia volta e falei:
– 20 segundos de coragem insana e algo bom vai acontecer. – sussurrei para mim. Essa é uma frase que ouvi em um filme, e desde então virou quase que um lema pra mim, sempre que falta coragem.
– O que você disse? – Ela perguntou. – Mosca você esta bem?
– Mili. – Virei-me e olhei em seus olhos. – você esta linda, na verdade você é a menina mais linda que eu já vi.
– Obrigada. – Disse envergonhada, com o sorriso mais lindo que já vi.
– Mili vem comigo, quero te mostrar uma coisa. Há isso é pra você. – disse entregando a rosa que estava em minha mão.
Pov. Mili.
Ele me levou a uma parte do parque que nunca vi antes, era lindo. Uma subida, um banco em baixo de uma árvore com pétalas vermelhas que caiam e decoravam todo o gramado em volta ao banco, e a vista era a mais linda que já vira. Ele me acompanhou até o banco sentando ao meu lado. Parecia nervoso, o que o deixa mais lindo e fofo.
– Mili eu... – tentou falar, mas não conseguiu. — Droga to nervoso. –disse levantando do banco e andou de um lado para o outro. Resmungando alguma coisa sobre coragem insana.
– Mosca? Você ta bem?
– Mili. — ele então ajoelhou em minha frente. – eu gosto de você, sempre gostei de você, a partir do momento em que te vi, sabia que você era diferente, especial e muito bonita também. Você não percebe, mas sempre que você chega perto de mim meu coração acelera e eu fico com medo que você escute as batidas tão fortes e altas que ele dá. Sempre que olho em seus olhos como estou fazendo agora, minhas mãos ficam suadas. – Ele então pegou em minha mão e pude sentir o calor que transmitia. – Mili, eu sou completamente apaixonado por você.
– Mosca...
– Mili eu quero saber se você. — Respirou fundo e continuou. — Aceita namorar comigo?
– Mosca eu...
– Mili, olhando nos meus olhos. Você aceita ou não?
– Mosca eu não posso responder agora.
– Por que não? — Disse enquanto levantava do chão.
Pov. Mosca
– Não seria justo fazer isso com o Duda, ele é um garoto muito legal e acabou de me fazer a mesma pergunta, e eu não posso simplesmente esquecer isso.
– Você... Você gosta dele?
–Não. – Disse, segurou em minha mão, olhou em meus olhos e falou. – O único garoto que eu gosto ta aqui na minha frente. – Quando ela disse isso, me senti o cara mais feliz do mundo.
– então... Você aceita?
– Não posso te responder agora. Tenho que falar com o Duda. – Ela soltou minha mão e saiu.
Eu não podia a deixa ir assim tão facilmente, segurei em seu pulso a fazendo parar a puxei pra perto de mim, tão perto. Encostei minha testa na dela, coloquei minha mão em sua cintura olhei em seus olhos.
– Mosca o que você...
– vou fazer uma coisa que há muito tempo tenho vontade de fazer. – Então a beijei, um beijo calmo, lento, cheio de amor e carinho, de primeira ela não correspondeu, mas logo se entregou. Nos beijamos por um tempo até que faltou o ar. Nos afastamos e pétalas caiam sobre nossas cabeças, ela sorria olhando-as, e eu sorria vendo-a sorrir.
Pov. Mili.
NÃO ACREDITO QUE A GENTE SE BEIJOU. – Gritei internamente. Ele me olhava de um jeito tão fofo e intenso o que me deixou muito envergonhada, porem feliz.
– Acho melhor a gente voltar. – Disse olhando o chão.
– Tudo bem. – Ele sorriu. Pegou em minha mão e eu senti um choque percorrer meu corpo fazendo meu coração acelerar. Ele olhou em meus olhos, pôs a outra mão em meu rosto e me deu um selinho demorado. – Eu vou te esperar falar com o Duda. Eu sempre vou te esperar. – dei um sorriso bobo.
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