Nuestro Camino
21 Prometo
Notas iniciais
Buenos Aires , ARGENTINA. Quarta — Feira 05 de Março 2014.
POV LEÓN.
– C-omo ? — sussurro para mim mesmo mas por incrível que pareça o médico ouviu — não poda ser — falo e minha voz estava saindo gasta.
– Calma Senhor Vargas , você esta pálido — fala o doutor colocando a mão em meu ombro. Me sentei no banco e coloquei minhas mãos em meus rostos e não me importei com o que estava em voltar. Chorei , sim chorei da mais pura tristeza.
– É um engano — falo e sinto as minhas pernas ficarem bambas e minha visão ficar embaçada. Cambaleei para trás e o doutor ficou com uma feição de pena tentando me ajudar.
Me sentei no banco e coloquei minhas mãos em meus rostos e não me importei com o que estava em voltar. Chorei , sim chorei da mais pura tristeza.
– Aline , traga um pouco de agua , por favor — ouço ele gritar — sinto muito senhor vargas , a queda causou muito impacto , os três tiros que ela havia tomado em suas pernas quase a fizeram perder os movimentos da mesma , pois se fosse mais um pouco para o lado ela iria ficar paraplegia. — cada palavra que ele falava era uma dor em meu peito.
– Posso vê-la — falo tirando as mãos de meu rosto e fitando por um instante o doutor que assentiu.
– Ela esta no quarto 37 — responde o doutor pegando o copo d'agua da mão de uma mulher e me entregando e logo bebi aquele líquido.
Me levantei e suspirei pesadamente a procura do quarto trinta e sete. Após andar pelo o corredor finalmente achei e agarrei a maçaneta gélida e girei encontrando a minha pequena deitada sobre a cama , seus lábios estavam secos , sua feição estava sem vida. Suas mãos estavam em sua barriga.
Me aproximei da cama , ajoelhando ao lado e passando a mão sobre o seu rosto gélido , qualquer pessoa que entraria ali , falaria que ela estava morta , mas não. Ela não estava , não só por causa da máquina que fazia pi , pi , pi , pi , mas sim porque podia sentir o seu coração batendo , podia sentir que por dentro ela estava ali , apenas descansando.
– Meu amor, você esta apenas dormindo , não é ? Apenas esta descansando , se desligando desse mundo cruel — começo já ficando com os olhos marejados e segurando em suas mãos — saiba que eu estou contigo... estou e sempre estarei, pois acredito muito no amor e naquela máxima que diz "na alegria e na tristeza, na saúde ou na doença". — paro para suspirar um pouco — no momento você está vivendo uma situação ruim, quero falar essas singelas palavras para que traga-lhe certeza do meu amor e a profunda esperança de que esta fase vai acabar logo, mesmo! — falo já derramando algumas lágrimas e não me importo com aquela frase Homem não chora , quando ele esta quase perdendo algo muito especial ele não chora , ele desaba — sei que você não deve estar se sentindo muito bem, mas neste momento é preciso mentalizar que você está aí para se recuperar e retornar à vida normal o mais rapidamente possível. Eu estou torcendo por você, porque te amo e quero vê-la saudável e feliz novamente, pronta para receber meus mais ternos carinhos. Sempre acreditei em você, sempre acreditei na sua força e na sua capacidade de dar a volta por cima, de sair de situações delicadas e desagradáveis. Sei da sua coragem, e tenho a certeza de que você vai sair dessa rapidinho. Quando você estiver recuperada, também o nosso amor estará mais fortalecido, imune a qualquer mal e a qualquer interferência nefasta ou cruel. — falo beijando a sua mão e deixando algumas lágrimas cair sobre ela — não vou perder nunca a esperança de que o futuro só lhe reservará coisas boas, e conte sempre com o meu imenso amor, pois você é uma pessoa muito especial para mim e, por isso, eu dedico todo o fervor das minhas orações para que você se restabeleça depressa. Tenho fé, pois eu tenho a certeza de que tudo vai dar certo, e nem vai demorar tanto assim! Pense em mim e guarde-me em seu coração, pois o meu só tem espaço e amor para você. Eu sei que você não vai me abandonar , nem eu e nem a nossa filha , se recupere logo , vamos sentir a sua falta , Eu e a nossa filha te amamos. — termino despejando um selinho em seus lábios.
– Foi tão , tão , tão .. maravilhoso isso — fala alguém e me viro é a enfermeira e para a minha surpresa ela estava com os olhos marejados. Sorri de canto — desculpe-me , me emocionei — completa ela dando uma risada e secando as suas lágrimas que caíram.
– Por nada , só abri o meu coração — digo olhando para a minha pequena e suspirando e logo voltando o meu olhar para a enfermeira.
– Bom , vim trocar os curativos dela — fala ela indo ao lado da cama e levantando o cobertor revelando as pernas da Vilu enfaixada , minha pequena estava cheia de hematomas pelo o corpo e também cheia de cortes.
– Tudo bem , vou indo — falo dando um beijo na testa da Vilu e saindo daquele quarto.
Passei as mãos sobre os meus cabelos e cerrando as minhas pálpebras e logo ouço meu celular tocar. Olhei no visor era a Francesca. Deslizei o dedo na tela e prontamente atendi.
– León ? Maninho — fala ela.
– Oi irmãzinha — respondo sem ânimo.
– León , estamos todos aqui na casa da mamãe e do papai preocupados , até o senh.. o Germán esta aqui , só tivemos a noticia que você saiu com a Vilu , não entendemos muitos bem , você esta com ela ? — fala ela preocupada.
– Éer .. Fran , chego ai em 10 minutos , tchau — falo desligando antes que ela pudesse fazer um interrogatório.
Sai daquele hospital com os olhos devidamente vermelhos de tanto chorar e ainda mancando um pouco , fui pegar um táxi já que meu carro ficou naquela droga de lugar deserto , iria mandar alguém pegar depois para mim. Fui ao ponto de táxi e não demorou muito para aparecer um táxi , indiquei aonde queria e encostei-me na janela.
Logo já estava em frente a casa da minha mãe , paguei o taxista e sai apertando a campainha já que não tinha mais a chaves. Quem atendeu foi a minha mãe com a Juh no colo.
– Papai — fala esticando os seus bracinhos e a peguei no colo.
– Filho — minha mãe me abraça mas logo se solta — ai filho , a minha neta é uma graça , ela é igualzinha a você — fala ela dando um sorriso e a Juh deu um sorriso sapeca.
– Verdade , mãe — digo sorrindo e dando um beijo na bochecha da Juh.
Entrei em casa e quando a Fran disse que estavam todos lá , ela não estava brincando , estava mesmo , Germán estava inquieto no sofá e Federico tentava-o tranquilizar.
– LEÓN — Francesca praticamente gritou ao me ver — finalmente — completa ela.
– Papai , cadê a mamãe — pergunta ela e engoli a seco , olhei para ela e depois para todos.
– Miguel , que tal chamar a Juh , para brincar lá em cima — fala o marco e assim o Miguel fez e os dois subiram. Me sentei no sofá e todos me olharam.
– Filho , que isso no seu ombro — fala ela vendo-o enfaixado e apontando a mão bem em minha coxa. Gemi de dor. — te machuquei ? — fala ela tirando a mão da minha coxa.
– Bom .. — expliquei a todos desde que sair a delegacia até quando recebi a noticia da minha pequena.
– N-ão , não po-de s-er — fala Germán e minha mãe logo tratou de buscar um copo de agua para ele.
Todos estavam paralisados , entendia eles , a poucos minutos era eu que estava daquele jeito. Todos se encontravam na sala chorando um consolando o outro e tentei por na minha cabeça , Ela só esta dormindo .. , Ela esta descansando .. , Apenas se desligou por um tempinho do mundo cruel .. , Ela vai acordar .. , tenho esperanças. Após alguns minutos foram todos se despedindo. Marco e Fran me deixariam em casa para mim pegar algumas roupas e logo ir para o apartamento da Vilu.
( ... )
– Maninho , você tem certeza que não quer que eu fique com a Juh , não terá problema nenhuma — insisti ela mais uma vez.
– Não precisa , Fran — falo por fim.
– Tudo bem , tchau e tchau amorzinho — fala ela dando um beijo em minha bochecha e outro na Juh.
– Tchau tia — fala Juh.
– Tchau maninha — dei um beijo em sua bochecha e fechei a porta.
– Que tal eu te dar um banho ? — indago colocando a minha mochila no sofá e fazendo cócegas nela.
– Eba , sim — fala ela batendo palminhas.
Levei a Juh até o seu quarto e tirei a sua roupinha colocando. Peguei-a no colo e fui em direção ao banheiro colocando-a na banheira e a mesma começou a bater as mãozinhas na agua e começou a ri para mim mostrando os seus dentinhos. Apesar de eu estar destruído pela a Vilu , nossa filha me dava forças para ter ainda mais fé , fé que tudo vai se consertar. Dei banho na Juh e logo a tirei enrolando-a em sua toalha que era das princesas.
Peguei um pijama para ela e peguei junto uma calcinha. Com um pouco dificuldade troquei-a , minha primeira vez fazendo tudo isso e com a Vilu não estando aqui parecia que não era uma experiência completa , faltava ela ali do meu lado , me orientando , mandando eu fazer aquilo , fazer isso.
– Papa , quelo dormir com você — fala ela agarrando em meu pescoço.
– Tudo bem , só hoje — falo pegando-a no colo e indo até o meu quarto e da Vilu.
– Cadê a mama ? — indaga ela encostando a sua cabeça em meu ombro.
– Ham .. err .. esta viajando — falo a primeira coisa que veio em minha cabeça.
– Ela não se despediu de mim — fala ela com a voz de cansaço.
– Ela te mandou um beijo — menti. — vamos dormir — coloco a na minha cama e ela agarra o seu ursinho e deitei ao seu lado.
Abracei a Juh e fiquei mexendo em seus cabelos castanhos esperando-a pegar no sono. Logo a Juh pegou no sono e foi a minha vez de pegar no sono
Buenos Aires , ARGENTINA. Quinta — Feira 06 de Março 2014.
Acordei com algo em cima de mim e abri as minhas pálpebras era a Juh que não sei como foi parar ali , estava deitada com a metade do corpo em cima da mim. Ri. Afastei ela um pouco e tratei de ir até o banheiro , me despi e adentrei no box tomando um banho e logo minha mente se ocupou com o ocorrido que aconteceu , a dor maior foi que eu vi tudo , eu vi ela caindo no chão.
Após alguns minutos no banheiro sai , enrolando uma toalha acima da minha cintura e indo até a sala pegando a minha mochila que estava em cima do sofá e pegando algumas roupas. Olhei em cima do balcão da cozinha havia um café da manhã preparado e fiquei confuso , fui até a bandeja e havia um bilhete Café da manhã preparada pela a sua querida irmã do seu coração , PS : Não é só você que tem a chave , Bom dia.
Peguei a bandeja e levei até o quarto deixando-a em cima da cama e vi a Juh toda esparramada na cama. Me troquei e logo tratei de acordar a Juh pois ela tem aula hoje.
Acordei a Juh e a mesma ainda estava sonolenta. Com muito custo ela levantou e tirei a sua roupa levando-a até o banheiro e colocando na banheira com uma água morna. Enquanto deixava ela na banheiro fui até o seu quarto procurando no seu guarda-roupa o seu uniforme da escola e logo achei , fui de volta para o quarto e deixei a roupa em cima da cama.
Tirei a Juh da banheira e coloquei-a deitada na cama enquanto a mesma brincava com o seu patinho de borracha. Tentei ser rápido pois a mesma entrava 13:00 e já era 12:30. Vesti rápido ela e coloquei-a sentada na cama.
– Vamos tomar esse café delicioso da tia Fran — falo pegando a bandeja e deixando em cima do meu colo e a mesma pegou já um pedaço de bolo e enfiou na boca — eita , vai com calma — falo rindo e a mesma deu um sorriso
Tomámos café conversando sobre o que ela aprontava com os ficantes da Vilu , terminamos e levei ela até o banheiro para escovar os dentes.
– Cadê a sua mochila , filha ? — indago e ela saiu correndo indo para o seu quarto e voltando com uma mochila de rodinhas na mão.
– Aqui , papai — fala ela sorrindo.
– Vamos — pego-a no colo porque se ela for no chão vai demorar um ano
( ... )
Estávamos no saguão e quando ia sair com a Juh no colo para ir pegar um táxi , já tinha mandado alguém ir pegar o meu carro , mas por enquanto temos que ir de táxi. Ia sair quando o porteiro me parou.
– Senhor Vargas , o seu pai mandou-lhe entregar a chave do seu carro e esse celular — falou me entregando a chave do carro e o celular da .. Vilu — ele falou que os policiais acharam o celular , o carro esta no estacionamento — completou.
– Obrigada — respondo e logo dou a meia volta entrando no elevador e descendo para o estacionamento.
Apertei no botão da chave e logo o meu carro apitou avisando-o aonde estava. Fui em direção a ele e abri a porta traseira colocando a Juh em sua cadeirinha e deixando sua mochila no seu lado.
Fui para o outro lado entrando no banco do motorista e saindo daquele estacionamento e indo até a escola da Juh.
( ... )
O Caminho todo a Juh foi cantando umas musicas que a mesma disse que a Vilu costumava a cantar para ela dormir.
– Chegamos — avisei e sai do banco do motorista indo em direção ao banco traseiro.
Tirei a Juh da cadeirinha e peguei a sua mochila. Coloquei ela no chão e ela me deu a mão para nós irmos para a escola que estava um pouquinho a frente.
– Papai — ouço ela me chamar e parando em frente a escola. Agachei em seu tamanho.
– Fala — falo ajeitando o seu uniforme.
– Quando a mamãe volta ? — fala ela e me pegou de surpresa.
– Não sei , amor — falo suspirando pesadamente.
– Vou pedir para o papai do céu para ela vota de viagem logo , pote eu quelo nós três juntos , papai — fala ela dando um sorriso e me emocionei — promete que ela vai votar logo ? Não quelo ela longe , quelo ela petinho de nós , me ajuda a pedi pala o papai do céu. Promete que ela vai votar logo papai ? — indaga me abraçando e logo me olhando.
– Prometo ..
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