Nua.
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
Boa Leitura...
"Corro de te esperar e nunca te esquecer. As estrelas me encontram antes de anoitecer. Olho a cidade ao redor, eu nunca volto atrás. Já não escondo a pressa, já me escondi demais. Eu vou contar pra todo mundo eu vou pichar suas rua. Vou bater na sua porta de noite completamente nua... Quem sabe então assim você repara em mim..."
- Já vai? – Perguntei aflita, ela mal chegara e já queria partir.
Era sempre assim, ela vinha e ia como o vento que sopra em sua eterna rotina.
Ela era tão linda. Tão misteriosa. Tão decidida... Arquiteta. 25 anos. Cabelo preto, corpo deliciosamente definido. Sua pele branca e macia como algodão. 1,65 de altura. Seu nome? Linda Fernandes. A mulher que me roubou o ar quando entrou pela porta de meu consultório. Que roubou minha calma... Meu coração.
Me chamo Melissa Soares. Sou psicóloga recém formada. Acabei de abrir meu consultório em parceria com meu amigo Diogo Drummond. Tenho 22 anos. Ruiva, 1,68 de altura.
- Já sim Mel, tenho que ir. Tenho outros projetos em andamento. Mas tenho que confessar que seu consultório está sendo o melhor trabalho que já fiz. – Ela parou diante a porta da frente e admirou por longos minutos seu trabalho antes de ir.
Todos os dias eram assim. E minha angustia só aumentava. Eu a queria como nunca quis algo, era tão intenso aquele desejo, que eu nem entendia muito bem. Eu tinha várias perguntas, mas nenhuma resposta. Conhecemos-nos há alguns meses. Viramos "amigas", tínhamos muito em comum, saímos algumas vezes. E... Bom, ficamos umas poucas vezes também. A diferença entre a gente era que eu havia me apaixonado perdidamente, ela não.
Todos os dias eu queria mais, pedia por ela a qual me proporcionou noites incríveis, mas parecia ser só... Sexo. Pelo menos da parte dela, já que da minha parte, dei todo o amor que pude dar. Entreguei-me de corpo e alma. Lembro de nossa primeira vez juntas. Estávamos em meu consultório discutindo a cor da minha sala. Ela achava que um tom mais claro ficaria melhor, já eu queria um tom mais escuro. Ou mesmo extravagante. Então se iniciou uma discussão de gosto versus coerência. Exaltamos-nos, e acabamos nos beijando. Foi tudo tão rápido e louco, que quando vimos já estávamos sem roupa alguma. Como disse foi tudo muito rápido. Rápida também foi à forma como eu me apaixonei. Ao terminar de sentir seu gosto, sorri como se tivesse tido a melhor noite de minha vida, e de fato foi. Foi tudo tão por acaso, tão espontâneo, tão delicioso!
Desde então me vejo em uma luta diária para conseguir mais um pouco daquela que provei por vezes, e que sempre peço por mais... Mas, ela não me nota. Não mais como me notava antes. Isso me dói tanto. Às vezes penso que me usou de maneira desleal, que brincou com meus sentimentos. Nem sei mais. Tantas duvidas...
- Mel, já tem horas que ela foi embora. Se concentra nesse caso. Estamos sendo pagos sabia?
- Eu sei Di, mas é que eu não sei mais o que pensar! Ela mexe comigo de tal maneira que tira toda minha concentração.
- Poxa Mel! Antes de qualquer coisa, você é uma profissional! E tem gente que precisa de você totalmente ligada. Então foca no caso do Gabriel!
- Você tem razão! Gabriel é só uma criança, e já é cheio de medos...
- Não se esqueça das inúmeras tentativas de suicídio. Os pais já não sabem mais como lhe dar com tal situação. E ele te escuta, por isso passei esse caso a você. Ele confia em você!
Olhei para Diogo, e senti suas palavras baterem em mim como uma colisão entre dois mundos. Senti-me obrigada a focar no caso, mesmo com meu emocional estando extremamente abalado com esse amor que me deixa a cada dia mais... Louca?
Passei dias estudando o caso de Gabriel, e vi que havia várias síndromes a serem tratadas. Mas o que mais me preocupava eram as tentativas de suicídio.
- Gabriel porque fez isso? – Falei docemente enquanto acariciava-lhe onde estava ferido. Ele tentou cortar os pulsos com estilete.
- Tia Mel, eu não quero mais viver! Eu sou um nada, um lixo! Não tenho amigos, meus pais têm medo de mim, nem me olham direito. A menina que eu gosto nem me da bola, pelo contrário ela parece ter nojo de mim. Sou feio...
- Epa! Feio você não é! – Afirmei em um tom sério. Convincente. Continuei. — Seus pais não têm medo de você, só estão assustados com a situação. Para eles é difícil lidar, estão confusos, mas preocupados. Eles te amam muito, acredite nisso. Não é a toa que você está aqui. – Sorri gentilmente para ele, que me escutava atentamente, como se estivesse hipnotizado. — E quem disse que você é um nada? Gabriel, olha, você agora que tem 12 anos. Usar óculos e ser tachado de "nerd" na escola não vai implicar no seu futuro. E a menina que não te nota... – Suspirei, pois também existe alguém que não me nota. – Isso só o tempo. Que um conselho? – Ele assentiu. – Faça-se notar! Seja legal. Mostre interesse pelo que ela gosta, faça-a sentir- se atraída por você.
- Tia, será que se eu fizer isso... Ela vai querer alguma coisa comigo?
- Isso eu não sei meu lindo. Mas porque não tentar? Você pode descobrir no amor um novo sentido para a vida. Dê a si mesmo essa oportunidade! Eu sei que você consegue. E se você cair, não se desespere, eu estarei aqui sempre para te reerguer!
- Obrigado Tia Mel. Sinto-me melhor. – Ele me abraçou ternamente.
Passaram-se alguns dias, Gabriel fez o que eu lhe disse, e a menina pela qual ele se apaixonou, retribuiu-lhe como forma de um amor mais puro, o qual nunca eu presenciei igual, mais lindo... Estávamos em sua festa de confraternização de fim de ano. Ele estava tão radiante, tão feliz que contagiava quem estava ao redor. Mais uma vez suspirei sentindo a ausência de Linda. Minha Linda... A qual quis roubar pra mim, a qual me roubou pra ela... Havia tempos que não a via. Acho que já somam seis meses. Foquei minha vida no caso de Gabriel, o fiz até reestruturá-lo.
Ela nem notou o tempo que ficou sem mim. Parece que eu já não faço mais parte de sua vida. Será que algum diz fiz?
Pego meu celular e ligo pra ela. Que logo me atende.
- Linda? – Perguntei em um tom inseguro, receoso.
- Mel? – Ela usou de um tom espantado. — Nossa! Quanto tempo! – Parecia surpresa.
- Sim! Faz tempo mesmo... Tanto tempo... Que a saudade foi inevitável, então resolvi ligar.
- Entendo... – Ficou calada por alguns instantes, parecia escolher as palavras certas para usar. — E como tá a vida? Como ta sua sala? Pintou de roxo não, né? — Brincou.
- Não. Na verdade TUDO está do jeito que você deixou. – Dei ênfase ao tudo, pois também me referia a minha vida que foi a sua primeira pergunta, "como tá a vida?".
- Hum... Sinal que tem bom gosto. – Ou ela fingiu não entender minha colocação, ou realmente não entendeu. — Bom Mel, eu tenho que desligar agora, mas depois nos falamos.
- Tudo bem... – Mal nos falamos, e ela já queria desligar. Sim parece que está me evitando. — Até depois então. – Disse cabisbaixa.
- Até! Beijos.
- Beijo!
O depois chegou. E com ele minhas angustias retornaram. Duas semanas passaram-se, e ela nem mais me atendia. Não entendia mais nada. Como ela pode ser tão... Linda, doce e meiga, e ao mesmo tempo tão cruel? Como pode ser aquela que me levou ao céu por alguns momentos, mas que vem me levando a vários infernos desde então. O pior é que o máximo que recebo é um e-mail dizendo que agora não dá. Que não é a hora. Que eu espere um pouco mais... Que existem outras coisas... Que me quer. Mas quase sempre eu acho que não.Já me encontro cortejando a insanidade.
Encontro-me a noite confusa. Olho a cidade ao redor, e nada lá me interessa. Por vezes ando só trocando passos com a solidão. Momentos que são meus os quais não abro mão. Procuro pensar, procuro por minha racionalidade, em vão.
Diogo e alguns amigos da época de faculdade passam por mim, e eu finjo estar bem. Eles me convidam para tomar um drink. Aceito mesmo sem vontade. Sento com eles em um barzinho que fica a céu aberto, muito lindo por sinal. Fico por algumas horas, mas não consigo me estender por mais tempo.
Pego as chaves de meu bolso, vou me despedindo de meus amigos um por um, com abraços e beijos no rosto. Alguém esbarra em meu carro onde soa o alarme. Desligo o alarme. Dirijo-me ao meu carro. Entro e fecho a porta. Arranco com ele sem destino certo. Cada hora que passava, meu coração ficava mais apertado. O dia de hoje em outra data, representava o ultimo dia que a tive em meus braços. Fazia exatamente seis meses sem tocá-la. Estava bastante perturbada. Vou para casa após percorrer vários caminhos a sua procura, mas nada dela.
Entro em minha casa, e sento no sofá. Encosto meus cotovelos em meus joelhos e abaixo minha cabeça. Nada me acalma. Vejo-me só. Eu até tentei ficar calma, mas de certa forma a solidão me apressou. Decido tomar uma atitude.
-Eu vou sair atrás dela, nem que eu tenha que gritar seu nome entre os carros. Entre as ruas...
Subo para o meu quarto. Eu estava desesperada. Retiro toda minha roupa, procuro por um sobretudo preto que batia no joelho, que comprei para usar em uma conferencia nos estados unidos, claro que como agasalho. O visto, e calço botas de couro cano longo e salto fino.
Cansei de esperar, e nunca te esquecer. Olho o céu pela janela, está bastante estrelado, uma noite linda, uma lua linda... "Lua dos enamorados." — Ela me disse uma vez quando olhamos daqui mesmo, da janela de meu quarto onde a lua nos surpreendeu com seu tamanho e brilho. Parecia uma inspiração dos céus.
- Chega! Afinal o que eu to fazendo aqui ainda? Cansei de dar tantas voltas. Só serviu para me deixar tonta.
Entro novamente em meu carro. Volto para estrada, dirijo sem cansar até seu endereço. Fui pela rodovia a mais de 100 km. Mas eu não tava nem ai. Eu só queria chegar logo até minha Linda. Meu celular não parava de tocar, eram meus amigos que não concordavam com o que eu estava prestes a fazer. Eu havia contado a Diogo que me ligou enquanto eu me "arrumava", que por sua vez contou a todos o que eu iria fazer, repetindo minhas palavras angustiadas em um tom choroso, "que de hoje não passava", que eu me resolveria de vez.
- "Chega de viver como alguém que só espera um novo amor! Eu a quero! Por ela eu faço tudo. Por ela me dou por inteira. Por ela serei capaz! Outro tempo começou pra mim agora Di!" – Ele repetia exatamente como eu havia lhe dito.
Chego em sua rua. Meu coração dispara. Minha respiração fica entrecortada. Estaciono em frente a sua porta. Desço do carro. Engulo seco. Respiro fundo. Não tinha mais como voltar atrás, eu já tava ali. Bati em sua porta.
- Mel? – Abriu a porta meio sonolenta e ao mesmo tempo surpresa por me ver.
- Linda eu... Amo você! – Ela arregala os olhos com espanto.
- Mel, já ta tarde e... – Eu abro o sobretudo, e me mostro. Ela engole seco. Depois morde o lábio com desejo. – Uau! Mel, porque isso agora?
- Pra ver se você me nota! Pra mostrar que eu sou real! Que eu to aqui pronta pra te amar!
- Mel...
- Não fala nada Linda! Você sempre fala, fala, e nada acontece. Eu me apaixonei por você e disso eu tenho certeza. As incertezas que eu tenho são sobre seus sentimentos, sobre o que você quis comigo. Nunca te cobrei nada, não vim aqui como forma de forçar a barra, não é isso. É mais uma forma de protesto, um pedido de explicação... Eu acho que mereço no mínimo isso. Pelo menos saber os seus "porquês".
- Mel, eu...
- Você fica ai abrindo e fechando a boca. Eu já to angustiada. Mas não vou sair daqui até conseguir entender. Te juro que depois nunca mais você vai tornar a me ver.
- Não! Não é isso que eu quero!
- Não? Eu pensei que...
- Que eu estava brincando com você? Que fui cruel? – Eu assenti concordando. – Na verdade não foi nada disso. Eu... Eu também me apaixonei. – Fiquei com cara de "Hã?"- Foi a primeira vez que senti algo tão forte por alguém. Fiquei assustada e corri. Fugi. Por vezes pensei em te procurar, mas tive medo. Medo de me apaixonar demais, e depois te perder... Assim como aconteceu com meu pai. Que amou minha mãe mais que tudo, e ela foi embora dizendo não mais amá-lo.
- Então você achou que eu faria o mesmo? Porque me julgou dessa forma?
- Na verdade não te julguei, apenas fui movida por um pensamento generalizado de que sempre que você esta perdido de amor, seu amor vai embora te deixando toda a dor e tristeza que há no mundo.
- Mas eu não sou assim!
- Me desculpe... Mas eu não consigo acreditar.
- Então deixa eu te fazer acreditar... Deixa eu te mostrar que eu sou diferente! Que você é a única que faz meu coração encher-se de felicidade.
- Mel, eu te dei tão pouco...
- O que você considera pouco, eu considero muito. O pouco com você é o suficiente. Mas sua ausência me deixa sem saber o que fazer. Seu afastamento repentino não me fez bem. Por vezes chorei. Por vezes quis arrancar esse sentimento de mim, por vezes eu chamei seu nome. E você nunca veio... Te amo demais, e sei que sem você eu não vivo. Não me importa que você não me ame da mesma forma, até porque isso só acontece pelo bloqueio que você criou. O que me importa é ter você ao meu lado. E se você se diz estar apaixonada, nem que seja um pouco, se permita. Juro que te farei a mulher mais feliz do mundo, pois esse será meu objetivo, será minha meta. Você é a maior prioridade em minha vida agora!
Ela se aproxima de mim. Desamarra o sobretudo. Onde mais uma vez meu corpo fica em evidencia. Ela abre um sorriso malicioso. Morde o lábio inferior com vontade. Passa levemente sua mão por meu ombro, onde arrepio sentindo sua pele tocar a minha. Ela retira gentilmente o casaco que me envolvia, ele desce lentamente por meu corpo até o chão.
Ela beija meu pescoço, por vezes passeia com seus lábios na região, onde me provocava arrepios múltiplos. Ela adorava cada reação provocada em meu corpo por ela. Afasta meu cabelo com um leve movimento, depois encaixa seus lábios que vão de encontro a minha nuca. Um de meus pontos fracos.
Minhas mãos famintas tateavam seu corpo. Sentindo-o. Linda estava novamente ali sendo minha. E eu dela. Com esse pensamento a deixei me conduzir naquela dança de prazer, onde ambas sairiam satisfeitas. Mas, contudo, notei diferença. Dessa vez não me senti só um corpo. Dessa vez senti seu amor exalar em cada toque, em cada gesto. Suspiro... Parecia que também havia me procurado por todo esse tempo, que seu corpo pedia pelo meu nesses longos seis meses.
Devagar fui tirando suas peças de roupas. Empatada comigo em numero de roupas que foram reduzidas a zero. Ela era linda. Seu nome já definia bem. Linda...
Desceu por meu busto. Onde meus seios indicavam total estado de excitação. E não eram só eles. Senti-me molhada. E pareceu que ela leu minhas expressões, pois logo procurou por meu intimo. Estimulou-me com os dedos. Vi em seu rosto um semblante satisfeito ao sentir que me deixou bem molhadinha. Ela sorria maliciosa.
- To com vontade de te lamber... Te chupar... – Falou aos sussurros em meu ouvido.
- E porque não faz? – Disse com dificuldade na fala, já que ainda me estimulava com os dedos. – Sou toda sua. – Afirmei em meio a gemidos de prazer. Ela sorriu.
Foi me guiando até o sofá da sala, onde nos encontrávamos. E me deitou. Logo se pôs em cima. Esfregou nossos sexos em um ritmo lento, porém extremamente prazeroso. Seu ritmo me deixava louca. Eu adorava cada passo dado. Ela adorava cada cara que eu fazia. Cada reação, cada detalhe lhe era importante. Ela se inclinou para me beijar a boca. Primeiro senti a ponta de seus cabelos tocarem meus seios. Arrepiei novamente. Logo senti o gosto de seus lábios. Eram tão macios. Perdi-me naquele beijo. Que logo foi cessado, pois ela procurava por meu prazer absoluto. Logo foi descendo, parou no queixo, mordeu, beijou... Desceu pra garganta passando a língua. Mordeu antes de descer mais um pouco. Com a língua passou entre meus seios e com as mãos os apertou em seguida os massageou sensualmente. Eu estava em êxtase. Senti-me flutuar de tanto tesão.
Mais uma vez foi descendo, e como provocação foi mordendo toda a minha barriga me deixando vermelhinha. Eu adorei. Parou perto de meu umbigo e passou sua língua em volta. Ameaçando descer. Eu já estava me desesperando. Cada músculo que se contorcia em meu corpo pedia por ela, que maldosamente ameaçava, mas não ia. Adorava joguinhos. A cobrei com o olhar. Ela sorriu safada, e resolveu descer, mas passou direto, foi pra coxa.
- Filha da puta! – Soltei em meio a um gemido.
- O que eu fiz? – Ainda era sínica.
- Isso é maldade sabia?
- É? Hum... É! Eu sei! Sabe que eu sou bixa má!
- Sei...
- Mas posso deixar de ser se você pedir com jeitinho. – Ela queria que eu pedisse.
- Pedir? Não! – Contrariei.
- Então vou continuar com a brincadeira. – Falou provocante.
Continuou me torturando até eu não agüentar mais.
- Me chupa! – Disse desesperada.
Ela sorriu e logo fez o que pedi. Passou sua língua em volta. Depois por cima. Então eu senti sua língua quente em meu intimo, me estimulando devagar, em movimentos circulares. Contorci-me em resposta. Fechei meus olhos e gemi alto. Ela ficou louca com minha reação. Agora me chupava com vontade, faminta. Eu gemia cada vez mais alto. Minha respiração estava cada vez mais ofegante. Meu quadril estava descontrolado, se mexia de acordo com seus estímulos. Senti penetrar em mim dois dedos, movimentos de vai e vem, e com sua língua em movimentos por ora circulares, por ora vai e vem, cada vez mais acelerados, senti meu corpo ter espasmos e fui relaxando. Logo depois sorri satisfeita. Ela veio me beijar a boca, a fim de fazer com que eu provasse meu próprio gosto. Suguei sua boca com vontade, aquilo tinha me deixado ainda mais faminta. Agora eu pedia por seu gosto. Subi em cima de minha Linda. Suguei seus seios com desejo. Ela adorou a postura. Mordi. Desci com minha mão até seu sexo, a estimulei, senti o quanto estava molhada. Penetrei-lhe dois dedos. E fui fazendo movimentos de vai e vem, alternando entre o devagar e rápido. Ela gemeu em meu ouvido. O que me deixou mais excitada.
- Me chupa gostoso, vai safada! – Falou em meu ouvido.
Logo fui descendo aquele prazeroso caminho. Não me demorei muito. Logo eu estava com minha língua em seu sexo, estimulando-a. E com meus dedos lhe penetrando. Chupei, mordi lambi... Acelero meus movimento, sinto que ela já esta perto, pois seu quadril já estava descontrolado. Ela pressionava minha cabeça contra seu sexo. Não demora muito, e sinto seus espasmos, sinto seu corpo relaxar. Ela me puxa, e me beija a boca, ela quer sentir seu próprio gosto.
- Uau! Você tem uma língua muito gostosa! – Ela fala ofegante.
- Gostosa é você, por isso minha língua tem uma atuação tão boa como você diz. Mérito seu. – Disse olhando em seus olhos.
- Como eu pude ter sido tão boba? Porque eu me afastei, se é você quem eu quero?
- Não sei... Sei que agora eu não vou mais deixar que você se afaste...
- Nem eu seria louca. Nunca mais quero ficar longe.
- Te amo Linda!
- Também te amo Mel!
- Promete nunca mais me deixar? – Perguntei ao lembrar de toda a angustia que passei durante os meses que passaram.
- Prometo! – Ela me passou confiança ao prometer.
Já se passaram alguns anos desde então. E Linda ainda está ao meu lado, me amando intensamente, com todas as suas forças. Desentendemo-nos algumas vezes, pois o amor tem disso, mas logo nos entendemos. Hoje é nosso aniversário de quatro anos. Eu vou pedi-la em casamento esta noite. Comprei lindas alianças douradas e mandei desenhar o símbolo do infinito, que é o qual escolhemos para representar o nosso amor. Estou muito ansiosa. A qualquer momento ela pode... – A porta abre. – Chegar...
- Oi amor! – Ela sorri pra mim, e logo vem ao meu encontro.
- Oi amor! – A beijei.
- 4 anos! – Ela falou empolgada.
- É... Quatro anos te amando...
- Fiz reserva naquele restaurante que você adora.
- Hum... Que linda! Mas eu só vou com uma condição!
- Qual? – Ela me olha confusa.
- A de você ir como minha noiva, aceitando essa aliança – abri a caixinha. — junto a meu pedido de casamento.
Ela fica sem palavras. Vejo lágrimas saírem de seus lindos olhos castanhos. – Amor...
- Linda Fernandes, aceita ser minha mulher? Para que eu possa te amar e respeitar pelo resto de minha vida?
Ela finge pensar. – Hum... – Entorto a boca. Ela sorri. – É claro que eu aceito! – Nos abraçamos, e subimos para o quarto... Nos amamos antes de sair para jantar. Ali eu sabia que seriamos felizes para todo o sempre.
Fim.
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