"Eu sempre fui daquelas que acreditam no amor. Sim, em príncipe encantado, amor à primeira vista, porque não? Mas eu nunca imaginei encontrar o meu dessa forma, tão de repente. Não imaginei que fosse algo tão profundo. Para mim isso era coisa de novela, de filmes, o meu seria como os outros relacionamentos que tive, com a diferença que seria eterno, mas não foi bem assim que aconteceu..."

Leighanne era uma garota como qualquer outra. Era normal, mas linda: olhos claros, cabelos loiros e um jeito tímido que conquistava a todos.

Vivia sonhando, imaginando como seria o amor da sua vida...

"Nunca acreditei no amor, até porque nunca vivi um amor de verdade. Para mim isso é coisa de quem não tem o que fazer. Me importo apenas com minha música, porque é ela que me faz sentir bem. O meu único sonho é ser reconhecido, poder subir em um palco e mostrar minha musica e junto com ela, um pedaço da minha vida e da minha alma. E eu sei que eu e meus amigos um dia conseguiremos isso”.

Brian era muito concentrado em sua música. Mas apenas nela. Não pensava em relacionamentos, tudo o que ele queria com as meninas era diversão. E só. Junto com seus amigos, se reunia na frente de um supermercado para cantar, se divertir e esquecer dos problemas da vida. Numa dessas tardes, enquanto estavam se divertindo, ele se deparou com uma linda menina de olhos azuis escondidos sob um óculos de grau, livros apertados contra o peito, passos rápidos e olhar vago. Ela levantou o olhar e logo seus olhos encontraram os de Brian. Por um momento Leigh sentiu seu mundo parar, sentiu tudo girar e não conseguia respirar. Ela não conseguia parar de admirar aquele garoto.

Quando conseguiu se recuperar, entrou no supermercado e seus olhos brilhavam. Sentia algo que nunca havia sentido. Brian continuava a tocar, mas ele realmente tinha se surpreendido com a beleza da menina. Alguns minutos depois, ele a vê saindo do mercado e percebe que ela estava olhando pra sua direção, estava tão concentrada nele que não viu o cone que havia na frente dela. Ela acabou tropeçando e derrubando todas as suas comprar no chão. Brian, então, foi ajudá-la.

- Hey, você está bem?

- Ér, sim estou, não foi nada. Apenas estava distraída e não vi isso aqui.

- Seu nome é...? — ele disse enquanto terminava de recolher as coisas do chão.

- Leighanne — Ela não conseguia parar de olhar para aquele rapaz. Parecia que algo a atraía para ele. Parecia loucura, mas ela precisava dele.

- Leighanne... Bonito nome. Assim como você! Ah, sim, meu nome é Brian, e aqueles sentados são Nick, Alex e Howie meus amigos e Kevin meu primo. Vamos até lá, que eu te apresento para eles.

- Não, ér... Eu tenho que ir, desculpe – e ela foi saindo apressadamente.

- Ei, será que um dia vamos nos ver de novo?

- Quem sabe...

Assim que Leigh sai, os quatro rapazes chegam para saber o que estava acontecendo.

- E aí Brian, quem era a mina?

- Não sei Nick – respondeu Brian.

- Como não sabe? Vocês estavam no maior papo, e deu para sentir o clima, vai rolar uns pegas né? Pode falar pra gente pô, somos seus amigos.

- Pegas? Ta louco AJ, nem sei quem é a menina direito, só vim ajudá-la. E você sabe que agora eu não estou pensando nessas coisas, quero me dedicar a nossa música, e querem saber? Vocês deveriam fazer a mesma coisa, mulheres só servem para atrapalhar...

- Tá bom, senhor eu-odeio-todas-as-mulheres! Então vamos continuar tocando já que é isso que você tanto quer...

Na volta para casa, Leigh não parava de pensar naquele menino. Será que ela o veria de novo? Ela quase nunca freqüentava aquele mercado, por uma feliz (ou infeliz) coincidência ela precisou passar lá naquele dia... E se ela nunca mais o visse? Será que teria sido melhor ter deixado o número do telefone? Mas e se ele não ligasse? Eram tantas perguntas em sua cabeça e ela sabia que não encontraria respostas para nenhuma delas. Pelo menos não naquele momento. E ficou o caminho todo se martirizando. Não, ela não podia pensar nele, era quase certo de que nunca mais o veria de novo. E desse pensamento surgiu uma lágrima em seus olhos. Ela entrou em casa, e jurou que iria encontrá-lo, custe o que custasse...