Notas iniciais
Alôô! Poxa, achei que não ía conseguir postar hoje, minha internet tá uma merda... Por falar em merda, que chato o que aconteceu com o Dylan, né? Ah, eu fiquei tão angustiada, mas que bom que ele vai ficar bem. Eu particularmente adoro esse capítulo, espero que gostem também :)

Lydia deitou completamente acordada, encarando o teto do deu quarto, processando o fato de que Stiles Stilinski estava no andar de baixo dormindo em seu sofá.

Ela olhou para o relógio no seu criado mudo: eram quase 10 da manhã. Ele já devia estar acordado. Lydia saiu da cama e se posicionou em frente ao seu espelho de corpo inteiro. Ela parecia... alguém que acabara de acordar. Ela arrumou o cabelo, prendendo-o num coque bagunçado. Quanto ás suas roupas... ela deu de ombros. Seu short preto e sua blusa grande demais não eram tão ruins. Ela respirou fundo e saiu do quarto.

A casa estava num silêncio completo. Lydia estava agradecida por sua mãe não resolver aparecer no meio da noite, mesmo que tivesse certeza que ela não faria isso. Sua mãe provavelmente só chegaria em casa de noite. Foi nas pontas dos pés até a sala de estar, caso Stiles ainda estivesse dormindo. Ele estava deitado em seu estômago, com um braço e um pé pendendo para fora do sofá. Seus lábios estavam entreabertos e seu cabelo simplesmente apontava para todos os lados. Ele. Roncava levemente.

Lydia mordeu o lábio para esconder o sorriso que apareceu em seu rosto. Ela queria tirar uma foto, só para comparar aquele bobo adormecido com o idiota que ele era acordado.

XXXXX

Stiles acordou com o cheiro de waffles. Ele abriu os olhos e... não estava em seu quarto. Os eventos da noite passado o atingiram como um tapa e ele se sentou. Casa da Lydia, sofá da Lydia, travesseiro da Lydia... Stiles abalançou a cabeça. Aparentemente seus planos de evitá-la até o fim dos tempos o levaram até uma noite no sofá dela. O quão irônica a vida pode ser?

O cheiro de comida chamou sua atenção de novo e seu estômago roncou. Ela estava fazendo café da manhã para ele? Não, não. Ela tinha que comer também, claro que não estava o fazendo para ele. Stiles levantou-se e foi para a cozinha.

— Bom dia! — Lydia disse com um sorriso quando o viu.

— Dia, — ele disse, enfiando as mãos dos bolsos da cabeça, sem saber o que fazer.

— Então... — Ela tirou o avental amarelo que estava usando e gesticulando para a mesa. — Fiz café da manhã.

Stiles não olhou para a mesa, porque seus olhos estavam grudados na criatura na sua frente. Ela estava usando shorts curtos e pretos, expondo suas pernas. Junto uma blusa muito grande para ela e o cabelo preso e bagunçado, ele jurou que nunca viu uma garota tão... linda.

— Stiles?

— Sim, café, ok, — ele disse e se apressou para sentar.

Lydia riu brevemente e sentou do outro lado da mesa.

— Eu não sabia o que você comia no café, então... — Ela parou de falar e sorriu, porque Stiles já havia enterrado o garfo num waffle e o enfiado na boca. Ela riu e fez o mesmo que ele. — Gente, esse é o melhor waffle que eu já fiz.

— Eu também, — ele disse com a boca cheia. Ele mal parava para respirar enquanto comia tudo que havia em seu prato.

— Vai com calma, — ela disse, brincando.

— Foi mal, — ele se desculpou, limpando a boca com um guardanapo. — Você cozinha melhor que minha tia.

Lydia riu e corou.

— Obrigada. Café da manhã é minha especialidade.

Stiles encarou seu rosto corado. Ela era tão bonita que doía olhar.

— O que foi? — ela perguntou.

— O que? Ah, nada, — ele respondeu rapidamente, porque ele provavelmente a encarava como um maluco. — Eu tenho que, hum, ir ver meu Jeep.

— Isso acontece muito? Digo, seu Jeep quebrando e tal.

— Não. — Lydia ergueu as sobrancelhas para ele. — Algumas ve... Sim, acontece o tempo todo.

— Você não tem seguro? — ela perguntou, levantando-se e levando os pratos consigo.

— Hum, não.

— E o que você faz quando ele quebra?

Ele deu de ombros.

— Eu o conserto. Eu aprendi algumas coisas sujando as mãos, — explicou quando ela se virou para ele.

— Que legal. — Ela sorriu.

— É... — Ele se levantou. — Quer ajuda?

— Não, tudo bem, — ela respondeu abrindo a máquina de lavar pratos.

Stiles acenou com a cabeça e saiu da cozinha. Talvez, se ele consertasse o carro bem rápido e saísse logo dali, ele conseguisse continuar com seu plano.

Estava incrivelmente ensolarado do lado de fora. Depois de tanta chuva na noite anterior, ele esperava encontrar um céu cinza, mas ele estava completamente azul e sem nuvens. Andou até seu amado Jeep, tirando o casaco que colocou durante a noite. Ele ainda nem havia começado a trabalhar e já estava suando. Jogou o casaco no banco de trás, andou para a frente do carro e abriu o capô.

— Ok, bebê, — murmurou consigo mesmo. — Agora somos eu e você.

XXXXX

— Quer ajuda? — Lydia perguntou, andando em sua direção. Ele já estava há quase uma hora, e ela achou que ele talvez precisasse de um mão.

— Sim, me passa aquela coisa, por favor, — ele disse, sem levantar a cabeça.

— Que coisa?

— Aquela coisa... — Ele fez alguns gestos com a mão, o que Lydia achou que não ajudava nem um pouco. — Está na mala, — disse, jogando as chaves para ela.

Lydia acenou com a cabeça e foi para trás do carro. Ao abrir a mala, descobriu a maior coleção de coisas aleatórias que já viu. Haviam cordas, um pacote de comidas enlatadas, facas, uma lanterna gigante e até um bote inflável, entre muitas outras coisas.

— Tem, hum, muita coisa aqui, — ela disse.

— A coisa pontuda, de cabo amarelo.

Lydia procurou, e a única coisa que combinava com a descrição era uma chave de fenda. Ela a pegou e voltou para onde ele estava.

— É isso aqui?

Stiles levantou a cabeça e ela riu. Ele estava com a testa e a bochecha cobertos de graxa. Ele franziu a testa quando ela não parou de rir. Lydia tentou fazer uma cara séria quando falou.

— Tem um pouco de, hum, graxa aqui. — Ela gesticulou para a própria bochecha.

— O que... — Confuso, Stiles tocou a bochecha depois olhou para seus dedos sujos. — Que droga...

Ele começou a esfregar o rosto para limpá-lo, mas acabou deixando-o completamente preto. Lydia se curvou, a barriga doendo de tanto rir.

— Para de rir, não tem graça... — ele protestou. — Para de rir!

— Desculpa! — Ela respirou fundo e ajeitou a postura.

— Acabou?

— Acho que sim. — Ela respirou fundo novamente.

— Bom. — Stiles zerou o espaço entre eles e esfregou suas mãos sujas no rosto dela, deixando a garota com o rosto igual ao dele.

— Sai daqui!- ela gritou, se debatendo e rindo. Ele finalmente se afastou, rindo também. Ela tocou a bochecha e seus dedos ficaram sujos. — Droga, Stiles!

Ele ainda ria dela, seu rosto vermelho e olhos cheios de lágrimas.

— Desculpe por isso, — disse.

Lydia tocou em seu cabelo, que também estava sujo.

— Merda, isso nunca vai sair.

Stiles enxugou as lágrimas e respirou fundo, um sorriso ainda em seu rosto.

— Em minha defesa, você continua linda.

Ele se arrependeu no momento que as palavras sairam da sua boca. Podia sentir seu rosto corar, mas não por causa da risada. Lydia o encarava com olhos arregalados. Não acreditava que ele havia dito aquilo, e pelo visto, nem ele.

Ela não pôde evitar um sorriso de aparecer em seus lábios.

— Você deveria sorrir mais, — ela disse. Percebeu que nunca havia visto ele sorrindo de verdade, sem ser aqueles sorrisos irônicos que ele sempre dava. — Agora eu vou tentar tirar isso do meu cabelo. E a propósito, se não sair, você está morto.

Lydia sorriu de novo e se virou para entrar em casa. Stiles continuou lá, paralisado. Ele não podia ter dito aquilo. Ele se estapeou mentalmente. Idiota, idiota, idiota...

XXXXX

— Ele ainda está aí? — Allison perguntou, num tom de quem se diverte.

— Aham, — Lydia respondeu do outro lado da linha, espiando o garoto pela janela do seu quarto.

Allison riu.

— Ainda não acredito que ele dormiu aí. No seu sofá.

— Vou fingir que não ouvi a ironia na sua voz, — ela disse. — Mas sim, foi uma surp-Ai meu deus!

— O que foi? — Allison perguntou. — Lydia, o que? O que aconteceu?

— Ai meu deus, ele... Ele está tirando a camisa... Ele... Puta merda!

Lydia piscou, de queixo caído enquanto mantinha os olhos verdes grudados no garoto do lado de fora da sua casa. Ela nunca imaginaria o que aqueles casacos escondiam. Ele era perfeito. Ele não tinha um tanquinho perfeito, e braços extremamente grandes, o tipo de cara que se encontra na capa de revistas com o corpo coberto de óleo. Stiles era magro mais ainda assim tinha músculos que evidenciavam sua força. Lydia imaginou como seria ser segurada por aqueles braços...

— Lydia? — Allison chamou.

— Oi, — a outra respondeu, saindo dos seus devaneios.

— Me diga o que vê!

— Bom... — ela começou a pensar numa forma direita para descrever Stiles sem camisa quando viu um carro parando no seu meio fio. Lydia congelou. Esquecera completamente que vivia com a mãe. — Merda!

— O que foi? Ele tem uma tatuagem?

— Não, minha mãe está aqui! Te ligo depois! — Ela desligou o celular, jogou o celular na cama e correu para fora. Reunindo toda sua força para não olhar para seu peito nu, ela correu direto para o carro que acabara de estacionar. Ela não queria que ele a pegasse o encarando e babando.

— Oi, mãe, — ela disse devagar enquanto a mulher saia do carro. Stiles ainda não havia percebido.

— Oi, querida, — Natalie beijou a filha na testa. — De quem é esse carro?

Ela se virou para o carro, se perguntando por que sua mãe não falou nada sobre o garoto sem camisa, mas de onde elas estavam ele não era visível. Bom, pelo menos ela teria tempo de explicar antes que sua mãe pirasse. — É... Hum...

De repente, houve um barulho alto de um carro sendo ligado, fazendo as duas pular.

— Porra, finalmente! — Stiles gritou de dentro do carro. Ouviu alguém arquejar, e quando se virou para trás, viu Lydia ao lado de uma mulher que parecia ser sua mãe. Merda.

Natalie respirou fundo.

— Lydia, quem é esse? — perguntou com um toque de raiva na voz.

— Esse é meu, hum... Meu amigo, Stiles, — ela respondeu. Amigo. Parecia certo.

Natalie ergueu as sobrancelhas.

— Stiles, hun? — Já não havia mais raiva em sua voz, e sim curiosidade e até animação. Ela se virou para Stiles, que havia saído do carro e estava em pé sem saber o que fazer, e sorriu. Ela deve ter dado uma olhada nele, porque ele se apressou para vestir a blusa pendurada em seu ombro e acenou com a mão.

— É um prazer finalmente conhecê-lo, — ela disse. Lydia corou. Ela estava fazendo parecer que a garota falava sobre ele toda hora, o que não era verdade, porque isso só havia acontecido uma vez.

O rosto dele também estava vermelho.

— Hum... Obrigado.

Natalie virou para a filha.

— Por que não convida seu amigo para entrar e beber algo?

— Ele, ahn... Bom... — Lydia olhou para Stiles, pedindo ajuda. De jeito nenhum ela iria contar que ele dormira ali, pelo menos não agora. Ou nunca.

— Na verdade eu já estava indo....

— É, o carro dele quebrou e...

— E eu já consertei, então... É melhor eu ir, — ele disse. — Obrigado por me emprestar seu sof- meio fio. Eu, ahn... Te vejo segunda?

Lydia acenou com a cabeça.

— Sim, claro.

— Ok, então. Tchau. — Ele acenou com a mão e entrou no carro. Mãe e filha acenaram de volta enquanto ele saía com o carro.

Natalie virou para Lydia assim que o carro saiu de vista.

— Vai me explicar o que aconteceu aqui?

— Nada, o carro dele só quebrou aqui. — A garota deu de ombros.

— Então, Sr. Cara Bonito da Detenção passa a manhã inteira consertando seu Jeep em frente a sua casa com seus músculos completamente expostos e você me diz que nada aconteceu? — Ela ergueu uma sobrancelha.

Lydia balançou a cabeça e começou a andar para casa.

— Aham.

Natalie soltou uma risada incrédula.

— Se você não tivesse saído de mim, eu me perguntaria se é mesmo minha filha.

A garota revirou os olhos.

— Jesus, mãe. Juro que você e Allison se tornariam amigas em dez minutos.

— Se ela também nota a química entre vocês dois, então nós poderíamos começar um clube.

— Mãããe...