Notas iniciais
Sejam Bem-Vindos à 'Now What?', leitores queridos.
FELIZ DIA DOS NAMORADOS! à você que tem um 'love', e você que não tem, não desista, seu Peeta tarda, mas não falha.
Espero que se apaixonem pelo enredo e personagens.
Alias, eu sou Karly Emanuely, mas podem me chamar de Manu.
Obrigada por lerem.
Espero que gostem.
Beijos,
Manu Schreave

“Prezado Peeta,

Eu não sei porque coloquei esse prezado se a qualquer momento você passará a me odiar, tipo muito. Mas, vamos seguir em frente, certo?

Sei que você me chamará de vadia, vagabunda, desnaturada, desgraçada, e sua mãe vai rezar para que um raio caia em cima de mim. Apesar de que eu acredito que ela já rezou para isto, e não foram poucas vezes. Mas, sinceramente, não me considero todo esse monstro horrendo. Você mesmo quando saiu do nosso antigo apartamento pela primeira vez disse que eu nunca serei uma boa mãe, então... Por que tentar? Você sempre esteve disposto a desistir de tudo pelo nosso pequeno erro, não é? Parar de beber, dar fim as noites na baladas, mas sinceramente... Eu não nasci para isso, Mellark!

Desde que você decidiu por ambos de nós que esta criança ia nascer, eu fiz de tudo para ama-lo, sabe? Para ser como aquelas mulheres estranhas que ficam conversando com a barriga, que fica contando os dias, que fica ansiosa para saber o sexo, para nascer, para finalmente segura-lo no colo. Mas, infelizmente, não nasci para isto, não nasci para passar minhas noites olhando uma criança, ou ficar sem fumar e beber pelas consequências que isto pode causar ao bebê, simplesmente não nasci para ser mãe, mas também não pedi por isto. Sinceramente, não suporto essa criança. Nesse momento, escrever essa carta me é como uma carta de alforria. Eu odeio essa criança que toma do meu leite, e gasta minhas noites, este verme.

Mas, você... Você se acha o pai exemplar, né? A única coisa que você sabia fazer era dizer “Ninguém nasce pronto, as circunstâncias que nos preparam!” e fazer as pessoas te acharem perfeito. Mas, por algum acaso as circunstâncias te fizeram passar nove meses parecendo uma bola? Ou expelir um corpo pela vagina? Até mesmo ter de alimentar um parasita?

Sei que você vai me culpar por mais mil e uma coisas, mas que diferença faz, desde o início me culpa por tudo. Me culpou por estar bêbado naquela noite e ter ido para cama comigo, culpou-me pelo esquecimento do preservativo e a falta de remédios, por não ter cuidado bem de mim mesma nos 9 meses que hospedei aquele serzinho em mim, e ainda por não saber o que uma mãe tem de saber. Apenas digo uma coisa a você: Vá a merda!

Eu nunca quis isso, desde o início eu queria ter abortado esse monstrinho, apenas fui atrás de você porque achava que pensava semelhante a mim e porque eu precisaria de uma companhia quando fosse fazer o procedimento, mas você é um maldito conservador, ou seja lá o que essas suas ideias de merda são consideradas. Apenas se vire com essa criança. Se quiser doe, deixe na porta de um orfanato, venda, trafique, faça o que quiser, a única coisa que me importa é que ele não é mais minha responsabilidade.

Aliás, não se preocupe, não passe noites em claro, aflito, eu não voltarei. Divirta-se com esse parasita que sugou meu tempo, minha energia e minha vida nos últimos 15 meses. Se quiser, retire meu nome da certidão, nunca conte a ele que existi ou o que quer que seja, não me importo.

Caso queira saber, eu não sinto muito.

Até nunca mais,

Cashmere.”

Leio e releio estas malditas frases no mínimo dez vezes, sem acreditar que estou lendo exatamente isso.

Desde o início quando anunciou que iria abortar, sempre julguei Cashmere um monstro e uma péssima mãe, isso se pudesse ser considerada mãe, mas nunca pensei que pudesse chegar a tanto. Simplesmente deixar nosso filho de seis meses na minha porta dentro de um carrinho, acompanhado apenas da chave de nosso ex-apartamento e uma carta com as palavras mais odiáveis e nojentas que já li na vida.

Não é a pior coisa que li na vida por me deixar ciente de que nunca mais verei Cash, isso é um alivio. Mas por ela ter dito tantas coisas horríveis sobre meu filho, por ter o chamado de palavras que ninguém merece ser chamado, muito menos uma criança tão pequena, um ser tão inocente e belo. Eu sofro por essa carta, sofro por Arthur nunca conhecerá a mãe, mas se Cashmere continuasse por perto, nunca seria mãe, talvez uma procriadora, nunca uma mãe. É horrível pensar que meu filho crescerá sem mãe, sem alguma presença feminina, sem alguém para dar as cartas do dia das mães, sem o melhor cafuné que alguém pode receber, sem uma mãe para ama-lo e beijar seus machucados nos joelhos.

No entanto, a única coisa que me importa é meu filho, assim tem sido nos últimos 12 meses, e assim será para o resto de minha vida. O que me preocupa em meio a tudo isso, é como cuidarei dele. Desde que nasceu, passei 4 meses dividindo um apartamento com Cash, até me cansar de sua irresponsabilidade, ciúmes, impulsividade e simplesmente saí de lá, mas não deixei de visitar meu garoto um dia sequer. Mesmo assim, nunca fiz muitas coisas, não sei como alimentar um bebê ou faze-lo parar de chorar, dar banho parece uma missão impossível e colocá-lo para dormir parece mais difícil que construir um prédio de duzentos andares, o máximo que sei é trocar fraldas.

Sou Peeta Mellark, pai solteiro, desinformado e despreparado. E a questão é...

E agora?

Notas finais
Gostaram? Desejam mais? Querem saber mais dessa história? Comentem, adoraria saber as vossas opiniões.
Caso queiram ler, tenho outras duas histórias Peetniss, podem encontra-las em meu perfil.
Entrem no grupo do face: https://www.facebook.com/groups/655117534634266/
Até o próximo.
Beijos,
Manu Schreave