Now I Met A Cover Boy
6 Kendall's Goin With Me
POV Nicole
No dia seguinte do desfile, produtores de grandes modelos vieram falar comigo, oferencendo uma oportunidade melhor. Eu já tinha dinheiro e o emprego que sempre sonhei, mas senti uma dor no coração positiva, quando ele disse que podia ficar ainda melhor.
— Se quiser, pode ir à Nova York levar um acompanhante. Somente um. Se aceitar a oferta, poderá ficar lá entre um e dois meses nos desfiles locais e internacionais. Se obtiver sucesso, é provável de você quere continuar morando lá.
— Posso pensar e depois te dar a resposta? — Claro.
Aquela oportunidade seria uma entre um milhão. Quase disse sim por impulso, mas lembrei que tinha pessoas que eu amava em Los Angeles, e não seria fácil apenas deixar a cidade. Ele me passou seu telefone de contato e eu entrei de volta em casa pegar as chaves do carro. Tinha que falar com Ana.
— O QUÊ? — ela gritou assim que eu contei da oferta. — VOCÊ TEM QUE ME LEVAR, AMIGA!! SE É PRA TER ACOMPANHANTE, TEM QUE SER EU!
— Tudo bem então, vou ligar pra ele e aceitar.
Ela olhou pra baixo e diminuiu bem o tom de voz.
— Ah, desculpa, Nic, é que você é minha melhor amiga e seria difícil ficar quase dois meses sem te ver. Mas eu sou muito burra mesmo, quem decide isso é você! E antes de tudo, parabéns pela oportunidade que recebeu amiga! Fico feliz por você.
— Obrigada. Mas é isso amiga! É claro que eu vou levar você! Não tenho família em Los Angeles, todos estão na cidade em que nasci, só tenho amizade com você e algumas modelos, mas mesmo assim nossa amizade é a mais forte. Vou ligar para aquele produtor.
Ela sorriu e eu peguei o celular na minha bolsa. Antes que eu procurasse o número do produtor nos contatos e ligasse ele, o celular de Ana tocou. Resolvi esperar ela atender. Ela foi até a bancada e pegou.
— Alô? Quem é? Ah, sim, o que você precisa? Não, não tô ocupada, mas a Nic tá aqui... Ah é? Quando? Semana que vem? Tá bom então... Tchau.
Ela desligou o celular. Foi mais rápido que eu imaginava.
— Algum problema? — perguntei.
— Não, é que... Bem... Amiga, acho que vai ter que ir nessa viagem sem mim.
Ela entristeceu.
— Por quê, o que houve?
— Minha mãe acabou de me ligar dizendo que eu, meu pai e ela vamos ter que ir ver minha tia de Miami semana que vem quando ela for fazer uma cirurgia, e vamos ficar lá até ela poder se recuperar.
Eu entristeci também. Droga, Ana era a única pessoa em quem eu confiava em Los Angeles, e realmente queria levá-la na viagem da minha vida comigo. Mas ela não podia. Porque logo agora?!
Que eu me lembrasse, não tinha mais ninguém que eu pudesse levar naquela viagem. E não queria ir sozinha. Definitivamente não queria passar quase dois meses em um hotel em Nova York sem acompanhante.
— E agora, o que eu faço? — perguntei à Ana, depois de minutos de silêncio.
— Tem uma pessoa que você pode levar.
— Quem?
— Adivinhe só, ele é loiro, alto, olhos verdes, bonito, rico, legal, gosta de você e você gosta dele.
— Aff Ana, eu não vou levar o Kendall. Nem pensar.
— Ué, por quê não?
— Primeiro, esse viagem é totalmente profissional. Segundo, ele vai me desconcetrar e tirar meu foco! Você sabe como o Kendall é bobo!
Ela concordou com a cabeça. Mas persistiu.
— Corta essa Nic. Sem ser ele, você vai levar quem? Afinal, vocês já se beijaram milhões de vezes e rola um clima forte entre vocês. Vamos, Nic, confie em mim e aceite meu conselho!
Eu saí da casa da Ana e fui à em direção à casa do Kendall. Não tive muitas opções.
Toquei a campainha.
— Oi querida! Tudo bem Nicole? — a mãe dele abriu a porta.
— Oi, Sra. Schmidt! Como vai a senhora? O Kendall está em casa?
— Está sim. Pode subir as escadas e entrar no primeiro quarto à esquerda.
— Obrigada.
Eu entrei na enorme mansão, admirada novamente como a casa do Kendall era incrível.
Subi as escadas e bati na porta do quarto dele.
— Quem é? Mãe é você? Traz mais salgadinho por favor!!
Gritou com a porta fechada.
— Não, Kendall. Sou eu, a Nicole.
Tive a impressão que ouvi um engasgo ou um barulho estranho. Ele rapidamente abriu a porta sorrindo.
— Olha só quem está aqui!
Ele se aproximou segurando minha nuca e querendo me beijar. Eu recuei.
— Precisamos conversar.
Ele olhou para mim sério. Sentei na cama dele. O quarto estava uma bagunça. Kendall não fazia muito do tipo organizado.
— Pode dizer.
— Preciso fazer uma viagem profissional super importante para minha carreira de modelo com direito à um acompanhante e a Ana não poderá ir.
— E?
— E que eu estava pensando de você ir comigo.
Ele pôs o copo de refrigerante que estava na mão em cima da escrivaninha, e começou a pular
— WOO HOO!
— Não se anime. Não vai poder fazer gracinhas comigo.
— Ah, qual é, Nic. Sei que você não quer admitir, mas no fundo está feliz porque a Ana não vai poder ir. Assim você pôde arrumar desculpa pra viajar com o bonitão aqui.
Dei um tapa nele e o encarei séria.
— Isso é sério, seu idiota! Não quero saber de você atrapalhando meu trabalho nessa viagem! Isso é importante pra mim! Você vai ou não??!
— Tá bom, tá bom... Calma, Nic.
— Ótimo. Vou ligar pro produtor.
Me levantei da cama dele e estava descendo as escadas para ir embora quando ele puxou meu braço, me pressionou contra a parede, passou a mão com os dedos compridos por baixo do meu cabelo, e me roubou um beijo.
— Até mais em Nova York, Nic.
Piscou pra mim, e quando ele virou as costas, eu sorri.
Fale com o autor