Now I Believe In Me
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Notas iniciais
Como é estar sozinha? Não ter ninguém que te ouça, ou ninguém que te ame? Eu estou me sentindo assim, depois que terminei com Joe. Pode ser criancice minha, mas meus sentimentos são concretos. Tudo bem que eu tenho a minha mãe, a Selena e meus amigos, mas aqui na reabilitação tá meio difícil se contentar só com isso. Romântica do jeito que eu sou, não é fácil passar por isso sem alguém que te não te veja como uma amiga, mas algo além da amizade, que ultrapasse todos os limites de um simples afeto.
Estou doente, sim e não sei por quanto tempo eu ficarei enterrada neste inferno. Eu quero cantar, compor músicas, rir com meus amigos do elenco, rir das palhaçadas Brandon e da Tiffany, enfim, quero voltar a ser livre! Mas minha saúde não permite isso. E as visitas? Bom, raramente eu vejo meus amigos e parte da minha família por aqui, afinal, eles têm mais o que fazer além ver uma pobre doente como eu. Minha mãe e minha irmã vêm aqui todos os dias, só! Mais ninguém. Vocês devem estar se perguntando o porquê de eu estar escrevendo essas baboseiras. Eu vou lhes dizer por que: não estou mais sozinha.
14 de novembro, uma data comum aqui na clínica. Drogados, depressivos, histéricos, violentos, violentados, enfim, uma salada de problemas psicológicos. Minha mãe disse que é normal ver gente assim com freqüência em qualquer lugar, eu só precisava me acostumar com aquele ambiente. Estou passando a dar ouvidos a ela, afinal, é a mesma coisa que a própria vida real, todos são esquizofrênicos, loucos e drogados, só faltava eles descobrirem que eram. Essa é a diferença entre o ambiente normal e o incomum ambiente da clínica de reabilitação. Mas enfim, eu estava lendo jornal e minha mãe chega.
- Bom dia Demi! Como está se sentindo? – diz alegremente.
- Oh mãe! Que bom te ver! – chego até ela e dou um abraço.
- O que você fez hoje? – senta-se na cama
- Bom, hoje eu tive mais uma consulta com o psicólogo.
- Sério? E como foi?
- Ele disse as mesmas coisas. Para eu manter a calma em situações inesperadas, para eu controlar as minhas emoções, enfim...
- Sei...
- E você?
- Bom, o Sterling ligou ontem para casa e perguntou como você estava.
- Sério? É verdade, ele sempre se preocupou comigo.– abri um sorriso.
- Ele disse que viria mais tarde logo após o almoço.
- Nossa! Que bom!
Neste momento ela levanta-se e dirige-se à porta.
- Então filha, eu já tenho que ir. O dever chama.
- Está bem mãe, até logo.
- Se cuida. – me abraça e retira-se dali
É verdade, meu coração encheu-se de alegria ao saber que eu receberia uma visita, e do Sterling! O que ele teria de bom para me dizer? E a série? Será que eles vão bem sem mim? Perguntava-me.
--X—
2h da tarde, acabo de almoçar e nada da tal visita. Poxa vida, raramente eu recebo visitas, eu realmente começo a ficar triste (não adianta, eu sou sensível mesmo).
- Srta. Lovato, você tem visita.
- Ahm? Visita? – levanto-me da cama.
- Hello Demi!
- Sterling!
Ele aproxima-se e me agarra em um abraço. Nossa! Nunca havia sentido aquela sensação antes! Senti-me totalmente curada só com aquele abraço, como se todas as energias positivas dele estivessem sido transmitidas para mim. Sem contar com o enorme buquê de violetas e rosas brancas que se encontrava em uma das mãos dele!
- Tome, são pra você. – direciona aquele enorme buquê para mim.
- Nossa, são lindas! Obrigada. – disse abraçando as dita cujas.
Ele passa a olhar diretamente em meus olhos e dirige a palavra.
- Tá tudo bem? – pergunta.
- Olha, é o de sempre. – viro as costas e coloco o buquê em um vaso com água. – Hoje eu tive uma consulta com o psicólogo.
- E você tem data prevista para voltar com sua vida “normal”? – diz fazendo as aspas com os dedos.
- Creio que não, mas sei que não será tão tarde. – sento-me no sofá.
- É bom mesmo, porque – senta-se ao meu lado. – aquele estúdio está muito entediante sem você. Isso segundo eu e mais o pessoal da série.
Eu começo a rir.
- Não se preocupem, não tardarei a voltar.
- É bom mesmo. – diz rindo.
- Como vai sua carreira?
- Bem, amanhã eu tenho reunião de elenco.
- Nossa, como são chatas! Boa sorte!
- Não precisa, — levanta-se. – pois, eu faltarei.
- Mas por quê? Reuniões de elenco podem ser chatas, mas são muito importantes!
- Eu prefiro vir aqui mais uma vez te visitar.
Como é? Eu ouvi direito? Disse que iria abrir mão de uma reunião de elenco para vir me visitar? Só podia estar brincando!
- Sério? –levanto-me.
- Claro! Por que eu mentiria? – diz ele abrindo um sorriso.
- Muito obrigada, você é o meu primeiro amigo que vem aqui dois dias seguidos. Geralmente ninguém tem saco para aturar minha depressão. Mas enfim. – olho para o chão.
- Então quer dizer que quase ninguém vem te visitar?
- Não! Claro! Vêm alguns fãs, alguns familiares, mas não frequentemente entendeu?
- Sei, então eu virei frequentemente! – diz ele alegremente.
- Como é?
- Isso mesmo que ouviu! Qual é o problema?
- Não, nada. É porque depois que eu vim parar aqui eu nunca...
- Nunca?
- Senti uma energia e um incentivo tão grande, sabe?
Ele se aproxima de mim e me agarra em um forte e caloroso abraço.
- Eu sempre estarei com você, Demi.
Eu fecho os olhos e começo a chorar. O loiro começa a acariciar a minha cabeça.
- Acredite em mim e eu sempre irei acreditar em você. – diz ele ainda me abraçando.
Notas finais
e AEW? GOSTARAM? ABONINARAM? REVIEWS?
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