Novos Rumos

37 Capitulo 36 por Stephanie Potter


Olhei para Kate beijando Olívio depois virei e vi Charlotte abraçada a Cedrico enquanto conversavam com Remo e Tonks. Ambos felizes.

Minerva tinha ajeitado as mesas no Salão para as pessoas poderem sentar, comer e descansar.

Alguns Comensais da Morte fugiram, mas aurores foram atras. As famílias estavam reunidas algumas ainda triste pelas suas perdas, outra comemorando. Kingsley foi anunciado Ministro da Magia. O que eu aplaudi de pé. Ele merecia isso.

Eu sentia que desta vez as coisas entrariam no eixo. Estaríamos em tempos de paz.

O corpo de Voldemort tinha sido levado dali e estava separado dos outros.

Encontrei Vitor sentado afastado dos outros. Vi lagrimas brilhando em seus olhos.

— Vitor. — Sentei ao seu lado e o abracei beijando seu rosto. — Sinto muito meu amor.

— Guerrra é assim. — Ele murmurou depois me encarou. — Só que não posso perder mais ninguém.

— Você não vai perder. Acabou.

— Non. — Balançou a cabeça. — Non posso voltar a Bulgarria sem você. Non posso ficar sem você. Non aguento mais esse fim de namorro.

— Sinto muito. — Falei. — Achei que fosse o melhor a fazer, não queria te colocar em perigo. E eu era um perigo constante. Enquanto Voldemort estivesse vivo nunca poderíamos ficar em paz.

— Você non querria terrminar?

— Você sabe que não. Amo você Vitor. Como nunca amei ninguém. Deixei você entrar como nunca deixei ninguém. Só você conseguiu me fazer sentir algo. E eu amo ficar com você, me faz bem. Me sinto feliz. Por isso quero pedir que me desculpe. E espero que me aceite de volta.

— Só você parra me dar um pouco de felicidade. Amo você, Spphanie. E o que mais quero é estar com você.

O beijei. Não dei importância se tinha mais pessoas ali, só o beijei. Me sentindo feliz. E amada.

Ficamos abraçados conversando. Vi os Malfoy sentados em uma mesa afastados sem saber muito bem o que fazer. Não gostava deles. Mas não poderia expulsa-los. Neville estava sentado comendo com a espada ao seu lado e um monte de gente o paparicando.

Sorri por ele merecia isso e muito mais. Foi um herói!

Hermione e Rony passou por nós depois Kate e Charlotte.

— Vou ate lá e já volto. — Beijei Vitor mais uma vez e levantei.

Seguimos pelo que restou da escadaria, ao longe ouvimos Pirraça cantando.

"Vencemos, esmagamos a fera, Potter é o máximo,

Voldy já era, então agora vamos nos divertir a vera!"

— Realmente passa o sentimento da amplitude e tragédia da coisa, não é mesmo? — Rony perguntou abrindo uma porta para passarmos. Harry tirou sua capa ficando visível e fomos caminhando enquanto ele falava.

— Snape conheceu nossa mãe antes de entrar em Hogwarts, acho que você devia ver as lembranças se quiser. — Assenti. — Ele sempre foi apaixonado pela nossa mãe, mas acabaram seguindo caminhos diferentes. Primeiro ele foi para Sonserina e ela para Grifinoria. Depois ele ficou com os Comensais da Morte e ela com a Ordem da Fênix. Eu nunca te falei Steph, mas a Sibila foi quem previu minha profecia. Na verdade não era minha, era de um bebe. Ou eu ou Neville. Voldemort escolheu ir atras de mim e bom acabei sendo eu a criança da profecia. O que eu quero dizer é que Snape ouviu a profecia e correu para contar a Voldemort, só que quando descobriu que seria eu a criança pediu para ele poupar nossa mãe.

— Ele recusou é claro. — Charlotte falou e Harry assentiu.

— Então Snape veio atras de Dumbledore pedir ajuda. Em troca Dumbledore pediu que ele virasse espião. Como vocês sabem meus pais confiaram a pessoa errada o segredo e acabou acontecendo o que aconteceu. Snape veio desolado falar com Dumbledore e ele pediu que ajudasse a me proteger em troca do que sentia por minha mãe. Snape concordou. Ele fez tudo isso por nossa mãe. Ele sempre a amou. Dumbledore sabia que ia morrer, lembram da mão dele?

— Sim. — Hermione falou.

— Pois é. Snape deu alguns meses de vida. Ele sabia do Draco e pediu a Snape que o matasse para poupar alma do Malfoy. E pediu para ele matar a cobra. Que contasse a verdade a mim que eu era a ultima horcrux. Só que aconteceu errado como disse. Malfoy desarmou Dumbledore e Voldemort matou Snape em vão.

— Se o patrono de corça era dele então foi ele na Floresta? — Kate perguntou.

— Sim. O quadro que Hermione carregava de Finneus Nigellus acabou contando a Snape onde estávamos e Snape trouxe a espada, a colocou na agua por que deveríamos mostrar bravura. — Kate revirou os olhos.

— E na Floresta proibida como foi? — Perguntei.

— Eu sabia que tinha que morrer então fui para lá. Levei a pedra da ressureição comigo, mas a deixei lá. Vi Sirius e nossos pais. Eles conversaram comigo. Me deram apoio para ir ate lá. Quando morri fui para a Estação King'Cross. La encontrei Dumbledore e uma coisa muito pequena e horrível que era na verdade Voldemort. Dumbledore e eu conversamos por um tempo. Então decidi voltar. Foi Narcisa que foi verificar se eu estava vivo. — Ele encarou Kate. — Ela colocou a mão no meu coração. Sabia que estava vivo. Perguntou baixinho se Draco estava vivo e eu confirmei. Então ela mentiu que eu estava morto. Ela sabia que único jeito de voltar ao castelo era com Voldemort achando que tinha vencido.

Finalmente chegamos a gárgula que agora estava inclinada para o lado.

— Podemos subir? — Harry perguntou.

— A vontade.

Passamos por cima dela e subimos a escada espiral. Quando entramos fomos aplaudidos pelos quadros onde estavam os diretores e diretoras de Hogwarts. Harry ergueu a mão e todos silenciaram. Ele se virou para Dumbledore.

— A coisa que estava escondida no pomo deixe-a cair na Floresta. Não sei exatamente, mas não vou sair procurando. O senhor concorda?

— Meu caro rapaz concordo. Uma decisão sabia e corajosa, mas eu não esperava menos de você. Alguém mais sabe onde caiu?

— Ninguém mais. — Dumbledore assentiu. — Mas vou guardar o presente de Ignoto.

— Naturalmente Harry sera sua para sempre ate você passa-la a diante.

— E tem mais isto. — Ergueu a varinha. — Não a quero!

— Que? — Rony perguntou. — Você é maluco?

— Eu sei que é poderosa. Mas eu era mais feliz com a minha. Portanto... — Ele pegou os pedaços de sua antiga varinha. — Reparo. — Sua varinha foi concertada então ele se virou para Charlotte. — Perante o testamento ela pertence a você.

— Ah não. Era só uma pista das Relíquias da Morte. — Charlotte falou e segurou a mão de Harry. — Você a conquistou Harry. Apoio a sua decisão.

— Então estou devolvendo a Varinha das Varinhas ao lugar de onde veio. Ela pode continuar lá. Se eu morrer de morte natural como Ignoto o seu poder sera rompido não é? O senhor anterior foi vencido. E sera o fim dela. — Dumbledore assentiu e ambos sorriram um para o outro.

— Você tem certeza disso? — Rony perguntou.

— Acho que Harry esta certo. — Hermione falou.

— A varinha não vale a confusão que provoca. Sinceramente já tive problemas suficientes para a vida inteira.

Sorri.

— Você tem razão. — Falei.

— Eu posso Harry? — Charlotte perguntou apontando para a varinha.

— É claro. Tudo que mais quero é comer algo e dormir.

Abracei meu irmão e nós saímos do gabinete do diretor. Descemos as escadas e saímos do castelo. Estava tudo sujo e destruído. Avançamos pelos destroços ate onde estava o tumulo de Dumbledore. Charlotte o abriu e colocou a varinha de volta ao lugar dela.

Voltamos e paramos observando o lago.

— Vocês pensavam que ia acontecer tudo isso quando nos mudamos para cá? — Charlotte perguntou.

— Não. — Respondi.

— Não mesmo. — Kate riu. — Esse lugar fez milagres. — Debochou me empurrando.

— Nem tudo. Algumas coisas não mudam. — Resmunguei e ela riu.

— Não. — Depois ficou seria. — Vou encontrar Olívio. Iremos ver como a mãe dele esta.

— É. — Charlotte comentou. — Vou ver como o senhor Diggory esta. Meu pai conversou com eles e a principio ele ficara como o Gui.

— Onde Remo e Tonks foram? — Kate perguntou.

— Foram ficar com Teddy é claro. — Charlotte respondeu. — E foram comemorar a vitória.

— Eu vou ficar com Vitor, acho que levarão o corpo do seu pai para a Bulgária.

Charlotte segurou minha mão.

— Vamos ficar bem. Todos.

— Vamos. — Falei segurando a mão de Kate que segurou a outra mão de Charlotte. — Vamos estar em paz agora. Aproveitar uma vida segura e melhor.

— E onde nossos pais estiverem. — Kate falou. — Estão orgulhosos de nós.

Charlotte sorriu e assentiu.

Então nos abraçamos.

Notas finais
Acabou. Foram longos meses para chegar ate aqui. Espero de coração que tenham gostado. Obrigado a todos que acompanharam e favoritaram. Amo vocês! Um grande abraço CM.