Novos Heróis [Interativa]
15 Capítulo 15 - Fria como gelo
Notas iniciais
Espero que gostem!
Quando a equipe voltou para o Javelin, encontraram Franklin mexendo nos computadores. Ele se virou e viu todos entrarem, exceto Damian.
– Hum ... cadê o ... ?
– Nem pergunte! — Dean disse, revoltado.
– Tudo bem. — Franklin se virou e começou a pilotar o Javelin de volta para o Monte da Justiça. — Ninguém vai mesmo me contar o que houve? — ele tentou perguntar mais uma vez.
– O Damian ficou nervosinho e saiu da equipe — Caroline disse.
– Ele não pode ter feito isso sem motivo — Franklin olhou para Dean.
– O que foi? Por que eu tenho que ser o motivo de ele ter ido embora?
– Você foi. — Renata disse.
– Não foi só ele. — Marlena disse — Todos nós pisamos na bola. Nós estamos acostumados a fazer tudo sozinhos, mas isso tem que mudar. Somos uma equipe agora. Temos que ficar unidos. — todos pensaram bem no que ela disse. E chegaram a conclusão de que isso era o certo a se fazer.
– Você tem razão — Summer disse. — E nós não podemos deixar ninguém da equipe para trás. — ela sorriu. — Franklin, consegue rastrear o Damian?
– Já estava fazendo isso. — ele riu — Só estava esperando vocês se tocarem. — ele olhou para o monitor e se espantou com a localização.
– O que foi? — Lyra perguntou, se aproximando do painel.
– Ele está na Rússia — Franklin disse.
– Como ele chegou na Rússia em menos de meia hora? — Leena perguntou.
– Não sei, mas vamos descobrir. — ele disse, dando meia volta com o Javelin.
– Vocês vão mesmo me arrastar para a Rússia só para trazer o nervosinho de volta?! — Dean disse.
– Ouviu o que a Summer disse — Caroline se levantou — Ninguém fica para trás.
***
Depois de dezesseis horas de voo, eles chegaram a Rússia. Estava tão frio, que todos tiveram que colocar roupas mais quentes como: Sobretudo, luvas, tocas e sapatos para a neve. Com exceção de Leena e Corvo.
– Tudo bem — Franklin pegou um aparelho em seu bolso que mostrava a localização de Damian. — Aqui diz que ele está ... naquela montanha — ele apontou para uma montanha, cheia de gelo no topo.
– Ele só pode estar brincando com a gente! — Dean disse.
– Isso está muito estranho ... — Marlena disse. Nesse instante, ela sentiu alguma coisa segurar seu pé. Ela foi puxada e arrastada pela neve, até que deu de cara com Sombra.
– Perderam alguma coisa? — ela usou seu chicote de sombra para jogar Marlena em cima de Summer. — Talvez um ... morceguinho? — a vilã riu.
– O que você fez com ele? — Marlena gritou.
– Quer descobrir? — ela transformou seu chicote em uma enorme foice negra — Venha descobrir. — Marlena correu na direção dela, desviando dos golpes dados com a foice da vilã. Ela deu um chute no rosto de Sombra, mas a vilã usou a foice para fazer um corte no braço de Marlena, que caiu de dor. Sombra ergueu a foice para cortar a cabeça da heroína, mas algo congelou sua mão. Ela se virou, e viu uma menina de cabelos brancos e pele da cor da neve.
– Вон из моего города. (Saia da minha cidade) — a menina disse.
– Quem você pensa que é fedelha?! — Sombra gritou, e tentou acertar um chute na menina, que segurou a perna dela e a jogou para longe. — Vai ter volta seus pirralhos! — a vilã gritou, então entrou em uma sombra e desapareceu. A menina se virou para os heróis, que olhavam, espantados para ela.
– Кто вы? (Quem são vocês?) — ela perguntou.
– Nós não falamos russo — Dean disse.
– São americanos. — ela disse, com um sotaque que fez Dean e Caroline rirem.
– Sim. Eu sou Summer — a heroína se aproximou da misteriosa menina.
– Sou Natalie. Pode me chamar de Kältengel.
– Chamar de quê? — Caroline perguntou.
– Anjo gelado — ela disse, dando um sorriso — O que fazem aqui?
– Nosso amigo foi sequestrado. Precisamos salva-lo. — Marlena respondeu, usando um pedaço de pano para fazer um curativo no seu braço.
– O problema é: Ele está naquela montanha — Caroline apontou para o local.
– Eu posso leva-los até lá — Natalie disse.
– Seria ótimo. — Franklin disse. Então, todos foram para a grande montanha de onde vinha o sinal rastreador de Damian. Eles andaram por horas, até que chegaram a uma subida bem espessa.
***
No topo da montanha ...
Sombra e Ás viam que os heróis estavam quase chegando ao topo.
– Hora do plano B — Sombra pegou um detonador.
– Mas o Corvo está lá em baixo — Ás disse.
– Quem liga. Ele não vai fazer falta — ela apertou o botão do detonador.
***
Enquanto subiam, os heróis ouviram o barulho de algo explodindo. Quando olharam para cima viram uma grande avalanche vindo em suas direções.
– Leena! — Caroline gritou.
– Não consigo parar! É muito gelo! — ela disse.
– Nem eu — Natalie disse — Corram! — todos correram na direção oposta a avalanche. Quando olharam para frente, viram um grande penhasco. Marlena levantou voo e segurou Chiara no colo. Dean e Renata usaram um aparelho que seu pai inventou para chamar as armaduras, e elas chegaram rapidamente se unindo a seus corpos. Dean segurou a mão de Summer, e Renata segurou a de Natalie. Lyra levantou voo, com Leena e Franklin nas costas.
Caroline e Corvo corriam lado a lado, quando uma pedra de gelo acertou a cabeça dele, e ele desmaiou. Ela o colocou sobre o seu ombro, quando se virou, a avalanche estava a centímetros deles. Ela se virou para o lado e viu uma enorme pedra. Sem pensar muito, ela ficou atrás da pedra e sentiu toda a avalanche passar por cima deles. Ela fechou os olhos com força, e quando abriu, viu que estavam cercada de gelo. Ela tentou não tocar em nada, com medo que aquilo desabasse a qualquer instante.
– Pessoal? — ela falou pelo comunicador — Estão todos bem?
– Caroline?! Onde você está? — Leena perguntou.
– Debaixo do gelo. O Jason também está aqui. — ela olhou para ele, que ainda estava desacordado.
– Vamos encontrar vocês — Summer disse, desligando logo em seguida.
Depois de alguns minutos, Corvo começou a acordar. Ele olhou em volta e depois olhou para Caroline.
– Onde estamos? — ele perguntou.
– Debaixo do gelo. — ela disse, calmamente.
– Que ótimo — ele disse ironicamente. Ele se levantou e tocou na camada de gelo acima deles.
– Relaxa. Já estão vindo nos buscar. — ela disse, se levantando também.
– Tanto faz — ele disse, sem demonstrar nenhum sentimento. Quase uma hora se passou, e eles ainda estavam lá. Em algum momento, um apito soou vindo do pulso do Corvo. Ele enrijeceu e desligou o alarme.
– O que foi isso?
– Nada. — ele disse.
– Não pode ser nada.
– Se eu pedir para você não olhar o que eu vou fazer, você não olha? — ele disse. Ela levantou uma das sobrancelhas.
– Você precisa ir ao banheiro? — ela riu.
– Não. — ele ficou sério. — Esquece. — ele mexeu no seu cinto de utilidades e pegou uma seringa com um líquido azul. O mesmo que ela tinha visto no quarto dele. Ele tirou a tampa e injetou no braço. Primeiro sua expressão foi de dor, depois ficou séria e firme.
– Vai me contar agora? — ela perguntou. Ele pensou por um segundo, mas concordou.
– Eu criei essa fórmula para aumentar a minha capacidade mental. Mas ela tem efeitos colaterais. — ele disse.
– Que efeitos colaterais?
– Se você usa uma vez, não pode mais parar. Seu corpo fica viciado. — ele disse, usando um tom de raiva — Se eu não injetar isso em mim mesmo a cada doze horas, eu morro. — ela ficou espantada com isso. E depois, compreensiva.
– Mas, deve ter uma cura ...
– Não tem. — ele disse, secamente. Depois disso, houve um longo período de silêncio. Caroline começou a ficar com mais frio. Já estava exposta a neve a horas. Ela viu Jason se levantar e colocar sua capa em volta dela.
– Quem diria — ela disse — O cara durão tem sentimentos? — ela riu.
– Só não consigo pensar ouvindo o barulho do seu queixo batendo. — ele disse. Nesse momento, eles ouviram um barulho vindo de cima. Logo em seguida, o gelo acima deles derreteu, virando água. Eles viram Dean e Renata derretendo o gelo com seus propulsores.
– Vocês ficaram esse tempo todo sozinhos é? — Dean gargalhou.
– Cala a boca e me tira daqui! — Caroline disse. Summer a ajudou a subir, e Franklin ajudou Jason. — Por que demoraram tanto?
– Já viu quanta neve tem aqui? A gente olhou em cada buraquinho até chegar nesse. — Marlena disse.
– É melhor continuarmos. Logo vai anoitecer — Natalie disse, e todos a seguiram até o topo da montanha. No meio do caminho, Corvo puxou Caroline de lado.
– Aquela conversa nunca existiu — ele disse.
– Não esquenta. Eu prometo não contar para ninguém. — ela disse, devolvendo a capa dele. Eles chegaram ao topo, e se depararam com uma enorme porta de gelo.
– É bem a cara dela — Leena disse, pensando na irmã.
– Vamos logo com isso — Dean usou seus propulsores para explodir a porta.
– Tão delicado — Summer disse, entrando. Ela viu que Elena estava sentada em um trono de gelo no sim da sala.
– Que bom que chegaram. — a vilã disse.
– Cadê ele? — Marlena gritou.
– Está esfriando a cabeça — ela apontou para um lado da sala, onde Damian estava completamente congelado.
– Damian! — Marlena correu na direção dele, mas algo acertou sua barriga e ela caiu no chão.
– Eu acho que não mocinha — Ás disse, balançando seu cavalinho de chumbo.
– Mas me digam, o que acharam da performance dele? — Elena disse, olhando para Dama.
– Digna de um Oscar — a vilã riu.
– Uma salva de palmas para o nosso mais novo astro. Corvo — todos olharam para ele, que andou até o lado de Dama.
– Que ideia foi essa de derrubar uma avalanche em mim? — ele perguntou com raiva.
– Não fui eu — Dama disse. Summer ficou boquiaberta.
– Então ... você era mesmo ...
– Um vilão? — Corvo sorriu — É claro que sim.
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