POV. Sam

–Sam posso fazer outra pergunta?

Ainda nem tínhamos chegado na cozinha e Maison já havia feito três, mas até que ela era legal.

–Se for sobre o porquê de eu não ser modelo de Xampu, não.

Ela riu – Não, essa pergunta é mais séria.

Ela disse a palavra “séria” com receio, como se tivesse medo da minha resposta- Pode falar.

–Quando o Dean foi pro purgatório e você ficou o que você fez?

–Muita besteira, eu pensei em viver uma vida nova. Sabia que Dean e Castiel poderiam estar vivos mesmo assim fui um pouco egoísta... mas porque a pergunta?

–Olha chegamos na cozinha! – disse desviando do assunto – finalmente, estava morrendo de fome.

Ela foi em direção a geladeira- posso? – perguntou antes de abrir

–Hã... Claro, pegue o que quiser. Vou fazer umas pesquisas no meu notebook, pode ficar à vontade

–Valeu, Sam – disse com um sorriso sincero

A deixei sozinha na cozinha, não que fosse uma boa ideia, mas a não ser que ela comesse toda a nossa comida estava tudo bem. Abri meu notebook, que estava na mesa em frente à entrada do Bunker, e comecei a pesquisar eventos estranhos que ocorreram a locais próximos daqui. Tinha acabado de achar uma matéria sobre um gato que foi “abduzido” quando ouvi a voz do Dean da cozinha.

–O que você está fazendo com a minha torta!?

“Ah, não” tinha me esquecido de alertar a Maison sobre as tortas do Dean, ela poderia comer qualquer coisa menos as tortas.

–Comendo... – ela respondeu

Corri para a cozinha e conseguiu chegar a tempo de ver a cena, Dean estava a poucos metros de Maison indignado, enquanto ela segurava um pedaço de torta num prato de costas para a geladeira.

–E quem disse que você pode comer minhas tortas?

–Sam! – ela apontou pra mim se divertindo com a situação

–Dean, tem muitas tortas na geladeira uma não vai fazer falta...

–Mas ela está comendo a única de maçã! Sabe como é difícil achar torta de maçã boa nessa época do ano?

–Eu não sei – Maison falou de boca cheia – mas deve custar caro por que isso tá ótimo.

–Quer saber? – Dean disse enquanto passava as mãos no rosto, como se quisesse esquecer essa cena- Eu não vou me estressar, pode comer a torta, você parece mesmo com fome.

Maison sorriu e voltou a comer a torta que já estava acabando.

– Isso é ótimo- Interrompi irônico- E agora que vocês se entenderam será que poderiam me ajudar na pesquisa?

Deram de ombros e me seguiram. Ficamos umas duas horas pesquisando em livros e na internet, não encontramos nenhuma atividade angelical e/ou demoníaca nas regiões próximas e isso já estava ficando irritante.

–Argh –grunhi –é frustrante! Não tem nada nesses livros sobre o feitiço que o Balthazar fez. Achou alguma coisa Dean?

Ele estava encarando atentamente a tela do notebook.

–Dean? – dessa vez Maison perguntou

Continuou sem piscar, até que Maison de mansinho foi atrás dele.

– Você ta vendo pornô? – gritou perto do ouvido dele

Num sobressalto, ele abaixou a tela do notebook.

–NÃO! Sam! Por que deixou ela fazer isso?

–Por que você não estava pesquisando? Francamente, Dean...

–Eu não achei nada! Não me culpe, e isso não é coisa para uma garota de... Quantos anos você tem mesmo?

– dezessete... e meio. Não se incomode Dean, a última coisa que eu sou é infantil e da próxima vez usa o modo anônimo é mais fácil do que ficar apagando o histórico.

–Ótimo, uma menor de idade me dando conselho sobre assistir peitos!

–Já chega – ele já estava me deixando impaciente- Não sei mais o que fazer, li esses livros inteiros e não tem nada.

Ficamos em um momento em silêncio, até que Maison o quebrou estalando os dedos.

–Já sei! Por que não ligamos para o.... –ela suspirou- Castiel...

–Primeiro: esse suspirinho foi desnecessário- Dean comentou- mas até que não é uma má ideia.

Ele já estava pegando o celular no bolso quando ela gritou.

–Espera! Ele é um anjo ainda certo? –confirmei- será que eu posso... rezar para ele? Só pra testar, entende?

Eu e Dean nos entreolhamos mas a deixamos fazer a oração.

–Valeu- ela limpou a garganta, fechou os olhos e começou- Oh grande Castiel, o anjo mais gostoso do céu...

“Oque?”

–...meu nome é Maison, não sei se isso é necessário mas em fim, eu sou amiga do Sam e do Dean, na verdade estou com eles agora e gostaríamos de saber se você, anjo, poderia nos ajudar, Por favor? Ligue para nós agora se não se importar...

Depois de ter chamado ele de gostoso, comecei a me perguntar se isso era uma boa ideia, mas até que ela se saiu bem...

–Ah! E Dean me confessou seu amor por você espero que seja correspondido, Amém.

Falei cedo demais...

–FILHA DA PUTA! – meu irmão gritou do meu lado

Maison, que abriu os olhos dourados novamente, começou a gargalhar – Desculpe, eu não resisti!

–Quantas vezes já foi numa igreja? – perguntei tentando conter o riso

–Não muitas.

PO.V. Maison

Depois de um minuto o telefone do Sam tocou, Dean ainda me encarava com raiva mas até que valeu a pena. Ele atendeu e colocou no viva-vos.

–Olá Sam! – A voz dele é perfeita

–Oi Cass, tudo bem contigo?

–Sim, estou bem

–E ai Cass. – Dean disse

–Hã – ele fez uma pausa ligeiramente tímido, o que me fez segurar o riso- Olá, Dean... Uma jovem rezou para mim, dizendo que eu era sexualmente atraente e que você me amava...

–Essa sou eu, anjinho! E ele está totalmente apaixonado por você.

Dean me deu um empurrão enquanto Sam fazia o possível para segurar a risada.

–Nossa, Dean... você é quase um irmão para mim... e eu gosto de mulheres sinto muito... (N/A: foi mal, mas isso AINDA não é uma fanfic Destiel :( )

–Estou me desfazendo em lagrimas Cass, mas eu compreendo – Dean disse irônico- mas temos coisas mais importantes para conversar.

Os rapazes contaram tudo para o anjo

–Tudo bem estou indo para o Bunker. Devo chegar ai no meu carro em quatro dias, até mais. – desligou o telefone

–Beleza – Dean disse se espreguiçando- agora que está resolvido eu vou dormir, até amanhã. — e então sumiu no corredor

–Já está tarde mesmo, vamos? – Sam me perguntou levantando-se da cadeira

Uma leve onda de pavor começou a tomar conta de mim, não iria contar para eles sobre meus pesadelos, fazia dias que não dormira direito por conta deles. De qualquer jeito me juntei a Sam e fui até meu quarto.A cama estava tão confortável que era impossível não cair no sono, estava resistindo ao máximo, não queria ter os pesadelos de novo. E mesmo assim eles voltaram...

Eu estava correndo na calçada de uma rua movimentada bem conhecida por mim. Não... eu não estava simplesmente correndo, estava fugindo. Meu rosto estava molhado de lagrimas e minha boca tremia de pavor. Eu desviava das pessoas na calçada que pareciam não me notar, então eu esbarrei em uma mulher que acabou percebendo minha presença, ela me encarou com um misto de pena e desapontamento. Desviei o olhar e voltei a correr o mais rápido que pude, sentia que a coisa que me perseguia estava perto. Virei a direita em um beco, que me era familiar, desacelerei o passo mas quando percebi onde estava já era tarde demais, uma força invisível me puxou para baixo me deixando ajoelhada, eu tentava me levantar e gritava com todas as forças mas o som não saia, eu sabia que a “coisa” estava bem atrás de mim. Depois de várias tentativas falhas acabei desistindo e me virei para encarar a “coisa” que me perseguia, então a última coisa que vi antes de tudo ficar escuro foram um par de olhos azuis.

Notas finais
De quem serão esses olhos? Do que Maison estava correndo? O que ou Quem a trouxe para esse mundo? Dean e Castiel vão se apaixonar? Não sei, talvez, quem sabe! Comente suas teorias!... em fim (kkkk) eu estava pensando em fazer uma sub-história sobre o Cass e Dean se apaixonando mas acho que fugiria um poco do foco principal, mas bromance eu garanto que vai ter ;) beijos!!