Novo Velho Mundo
5 Olho Amarelo
PO.V Dean
Passaram-se três dias desde a chegada da Maison, O que pra mim pareceu um mês. Já estava me acostumando com a presença dela, era como morar com um viciado em cafeína, ela era extrovertida e animada. Mas algumas vezes, principalmente de manhã, ela parecia triste. Ela e Sam estavam assistindo um filme no quarto dele, eu teria me juntado a eles mais depois do que aconteceu ontem decidi deixa-la um pouco longe de mim.
~Flasback On
–E mais um tiro perfeito – disse
Estava praticando tiro ao alvo com uma arma nova quando vi a morena chegar.
–Oi, baixinha – disse pra ela que ficou parada do lado da porta
–Baixinha? Quem? Eu? Acho que está me confundindo com outra pessoa.
–Que engraçado- respondi guardando a arma – O que você quer?
Ela ficou em transe encarando a arma na minha cintura- Ah... Sam, ele quer falar com você. Algo sobre um jogo que está passando na tv – ela disse ainda encarando a arma
–Entendi. Eu já estou indo – percebi que ela ficou um pouco vermelha- Quer tentar? Eu ensino – disse apontando a arma em sua direção
Ela ficou um pouco nervosa – Hum... talvez outro dia
–Espero que esse dia não chegue, Você não seria capaz de atirar de qualquer jeito
–O que você quer dizer com isso?
–Que você desmaiaria só de dar um tiro em alguém.
Ela me encarou com ódio então puxou a arma de minha cintura, a destravou e com uma expressão dura deu cinco tiros perfeitos no alvo, depois me entregou a arma ainda com raiva.
–Nunca me subestime.
Ela saiu pisando duro, e se trancou no quarto até Sam a chamar para assistir ao filme.
~Flashback Off
Ainda estava pensando naquilo quando meu celular tocou.
–Alô?
–Sou eu Dean. – Era Cass- Eu preciso de ajuda. O pneu do meu carro furou e eu não sei o que fazer.
–Também é ótimo falar com você Castiel – disse irônico – Me diz onde você está, eu e Sam podemos ir ai.
–Não estou muito longe. Acho que a uma hora de distância do Bunker.
Ele me passou o local.
–Tudo bem, já estou indo.
Desliguei o celular e fui chamar o Sam. Parei na porta de seu quarto. Maison, que estava deitada do lado de Sam, comia pipoca. eles estavam assistindo ao final de “Marley e eu”.
–Sam, o Castiel ligou e ped... Cara você ta chorando!?
Ele se assustou e começou a esfregar os olhos –Não! é que... caiu sal no meu olho.
Eu e Maison nos entreolhamos, acho que ela não tinha percebido os olhos vermelhos dele, e começamos a gargalhar.
–Ah, Sammy não sabia que você era tão sensível. – ela disse passando a mão no cabelo dele.
Ele se afastou- Eu não... esquece – disse vermelho- O que o Castiel queria?
Expliquei a situação para ele controlando o riso.
–Ta legal vamos. Maison você fica aqui. –disse
–Oque? Sem chance! – falou incrédula – Porquê?
–Não queremos que aconteça nenhum acidente interdimensional irreversível, você viu o que fizemos com a sua dimensão. — expliquei
–Aquela não era minha dimensão, na minha o Misha está vivo e eu não to nem ai.
Ela saiu pela porta me ignorando até que eu segurei seu braço fazendo-a se virar.
–Maison, você fica!
–Minha alma gêmea está precisando de mim! Eu não vou ficar!
Começamos a discutir sem parar até que Sam conseguiu convence-la, os olhinhos de cachorrinho nunca falham, e saímos com o Impala do Bunker.
PO.V. Maison
É muita ingenuidade deles pensar que eu ia ficar parada no Bunker. Quando os rapazes saíram eu corri para a garagem, precisava de um carro para pelo menos alcança-los. Quando cheguei lá me decepcionei, eles eram antigos e extravagantes demais, por sorte tinham motos ali, peguei uma azul no canto abri a garagem e sai em disparada.
Por azar eu os perdi de vista então resolvi dar uma volta pela cidade, não tinha muito o que ver, algumas lojas, supermercado, casas, uma igreja, era só mais uma cidadezinha nos EUA. Parei em um posto de gasolina para abastecer e decidi entrar na Gas n’ Sip, para beber alguma coisa. Abri uma Coca-cola e observei o lugar, tinha algumas pessoas comigo, um garoto com mais ou menos a minha idade, de cabelos cor de chocolate conversava com o caixa, um homem de cabelos longos e barba por fazer, uma mulher acalmava seu filhinho que chorava por um pirulito que tinha caído no chão. Me virei para ir pagar pela latinha, quando esbarrei no garoto que estava no caixa.
–Ah, droga foi mal – disse
–Porque não olha por onde anda? – ele parou para me encarar
–Como é que é?
Tinha olhos castanhos, era um pouco mais baixo que eu. Ele abriu um sorriso divertido mostrando vários dentes incrivelmente brancos.
–Eu estou brincando
–Nossa isso foi muito engraçado – disse irônica
–Você é nova na cidade?
–É da sua conta?
–gostei de você – disse ainda com um sorriso no rosto- e quer saber já que você parece bem legal eu pago o seu refrigerante – ele se virou para o caixa- Victor, coloca o refrigerante dela na minha conta!
–Falou, Matt.
–E ai olho amarelo, agora que paguei sua bebida você que dar uma volta comigo? –Matt era simpático mas também convencido.
–Você é irritante, mas obrigado pelo refri – disse
–irritante? Humpf, já ouvi coisas piores, mas você ainda vai gostar de mim, garanto.
Eu responderia mas percebi uma movimentação na porta e vi dois homens entrando na loja e para o meu desespero eram os dois homens que eu deveria estar esperando no Bunker.
Me joguei no chão puxando Matt comigo.
–O que foi? – ele perguntou
– fica quieto – sussurrei
Por sorte eles não nos notaram, Eu tinha que sair logo dali. Matt continuava me olhando sem entender nada, até que eu tive uma ideia.
–Ei pode me fazer um favor? – perguntei – ta vendo aqueles caras ali? você pode distrai-los enquanto saio pela porta.
–Quem são?
–Ninguém importante.
Ele ficou um pouco desconfiado- tudo bem mas eu vou cobrar, olho amarelo. – ele sorriu e foi falar com Sam e Dean.
Enquanto conversavam eu me esgueirei pela parede da loja e sai.
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Cheguei no Bunker alguns minutos antes deles, sentei em uma cadeira e fingi estar mexendo no celular.
─Maison, voltamos! ─ era a voz de Dean
─Demoraram hein. ─ disse me levantando
─Foi mal, um idiota no posto de gasolina ficou tentando nos vender ingressos para um show do Justin Timberlake.
─Nossa que saco, mas em fim vocês trouxeram o...
Antes de eu conseguir terminar a frase, vi Sam entrando junto com um cara de sobretudo e gravata. Ele se aproximou da gente sorrindo.
─Olá Mais...
E num surto de fã louca, eu me lancei em cima dele para abraça-lo fazendo com que nós dois caíssemos no chão.
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