Novo Velho Mundo
9 Apenas Corra!
Notas iniciais
PO.V. Sam
[2 dias depois]
─Filhos da puta!
Dean gritou enquanto socava o ar.
─Isso não vai adiantar nada. ─ falei
Ele parou e se sentou à mesa ─ Esses idiotas alados estão me deixando puto!
─Sério? Nem deu pra notar.
Maison falou irônica enquanto comia um pacote de M&M. Fazia dois dias que “brincávamos” de gato e rato com os anjos, mas sempre que chegávamos perto eles sumiam sem deixar pistas para onde iam. Tínhamos acabado de voltar de um galpão que supostamente era onde eles deveriam estar.
─Cass, você tem certeza que não consegue localiza-los? ─ Dean perguntou para o anjo que estava distraído encarando um mapa.
─Tenho Dean, de algum jeito eles conseguiram sair do... como vocês dizem? “Radar angelical”
A sala ficou em um silêncio mortal até que eu o quebrei.
─Já que não tenho o que fazer por hoje, eu vou dormir. Maison, você vem?
Ela deu de ombros arremessando o pacote de m&m na lixeira a sua direita e veio em minha direção.
─Por que sempre que eu te peço alguma coisa você me ignora, mas quando é o Sam você faz sem pensar duas vezes? ─ Dean perguntou para ela
─Porque, como o anjinho diz, eu e Sam temos um vínculo mais profundo.
Sorri para Dean que fez uma cara de deboche e voltou a mexer no Laptop, então eu e Maison seguimos para os quartos deixando Castiel e Dean sozinhos na sala.
─É sério que temos um “vínculo mais profundo”? ─ perguntei.
Maison riu e me deu uma cutucada no braço ─ É sério “Sammy-boy” ─ Ela foi para o seu quarto me deixando sozinho no corredor.
Já passava das seis da manhã quando acordei e como de costume comecei a me arrumar para correr. Quando terminei resolvi chamar Maison para ir comigo, normalmente ela aceita e fica fazendo piadas o percurso todo e as piadas dela são tão “legais” quanto as do Dean. Eu estava prestes a bater em sua porta, mas assim que cheguei perto percebi que ela estava entreaberta.
─Maison. ─ chamei entrando no quarto ─ esta acor...
Ela se contorcia na cama como se estivesse lutando contra alguém, seus dentes estavam cerrados e seu rosto cheio de suor.
─Maison, acorda! ─ sentei ao lado da cama e comecei a sacudi-la ─ acor...
Antes que eu impedisse seu punho atingiu minha cara com força fazendo com que eu me desequilibrasse e caísse no chão
─Ai!
─Sam? ─Maison me olhava confusa ─ Eu fiz isso com você!?
─É. ─ Me levantei colocando a mão no nariz que sangrava um pouco ─ Pesadelo de novo ─ Ela virou o rosto fugindo da pergunta ─ não foi?
─Sem querer ser rude, mas não é da sua conta, Sam.
“é com certeza você não queria ser rude” pensei. Eu me sentei ao seu lado da cama fazendo com que ela se afastasse de mim.
─Acho que você já me conhece o bastante para saber que pode conversar comigo sobre isso. Mas por que não faz?
─ Eu só não quero falar sobre isso! Da para entender!?
Ficamos em silêncio por alguns minutos até que Maison finalmente decidiu sair da cama e ir correr comigo. Fiquei esperando no corredor. Quando ela saiu do quarto estava vestindo uma calça legging e uma camisa regata preta do Green Day, parecia que sempre esteve de bom humor. Eu devo ter feito cara de idiota porque ela arqueou uma das sobrancelhas e disse:
─O que você está esperando alce? Aposto que te deixo comendo poeira.
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ela saiu em disparada pelo corredor comigo logo atrás.
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─Okay, agora próxima pergunta: Qual foi a pior pegadinha que o Dean fez com você?
─ Me inscrever em um site de relacionamento gay.
─sério? Wow deve ter ganhado muitos pretendentes, hein?
─o pior eram as fotos que eles mandavam.
Nós estávamos fazendo essa brincadeira há cerca de uma hora. Tenho que admitir que era divertido, mas as perguntas estavam ficando cada vez mais constrangedoras.
─Minha vez. Na “nossa” série... Tem muitos momentos constrangedores nossos?
Ela me encarou com um sorriso malicioso.
─Quer saber, não responda. Eu já sei a resposta.
Começamos a rir, o que nos forçou a parar de correr. Ficamos parados por uns três minutos até que Maison, sem explicações, calou-se encarando o outro lado da rua. Eu segui seu olhar, mas tudo que vi foram árvores.
─O que houve?
─Nada. ─Ela se voltou para mim séria ─ Sam, por que você não vai para o Bunker? Eu preciso ficar um pouco sozinha, entende?
─Hã... okay, tudo bem. Eu te vejo lá.
Eu iria recusar a proposta, mas resolvi deixa-la. Não é um crime querer ficar um pouco sozinho.
PO.V. Maison
─Tudo bem pode parar de se esconder. Eu sei que você está ai!
Eu gritava entre as árvores. Se alguém passasse por ali, com certeza acharia que eu estava louca.
─Eu deveria saber que não conseguiria te enganar. Não é, Maison? ─ disse um rapaz de cabelos castanhos saindo de trás de um arbusto.
─Ta legal. O que você quer Matt? Por que está me seguindo? ─ perguntei cruzando os braços.
Ele suspirou e olhou em volta ─Quem disse que eu estava te seguindo, Olho amarelo? ─continuei encarando-o ─ por que não damos uma volta? Ai talvez você perca essa desconfiança toda sobre mim.
Mesmo com receio, eu aceitei o convite.
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─Então, da onde você é? ─Matthew me encarava curioso
─Eu nasci em Boston, mas passei a maior parte da minha vida em Nova York.
Ele ficou calado por um bom tempo até que resolveu quebrar o silêncio ─ E aqueles caras com quem você anda? Uma hora você estava se escondendo deles e na outra estavam tomando café juntos... Quem são eles?
─São... Meus primos de segundo grau. Mas e você tem família?─ disse tentando fugir do assunto.
─Sim, minha mãe. E eu sempre morei aqui, se você quer saber. ─Ele disse sorrindo para mim
Eu o ignorei e continuei andando.
─Então Sra. Green Day, além dessa banda muito ecológica, o que mais você curte?
─Você sempre da apelidos para as pessoas?
Ele parou bem na minha frente e disse sorrindo ─ é um vicio.
Eu estava prestes a empurra-lo quando ouvi bem atrás de mim o som de galhos se quebrando ─O que foi isso? ─ disse me virando
Matt fez a menção de dizer alguma coisa, mas antes que pudesse um homem apareceu entre as arvores. Ele era forte e alto, com pele morena. Mesmo parecendo ser uma boa pessoa tinha algo em seus olhos que nos forçou a ficar longe.
─Olá! ─ Ele disse ─ Vocês não teriam um telefone para me emprestar? Eu estou um pouco perdido.
─Er... Não. Sinto muito, não temos. ─ disse me afastando aos poucos.
─Tem certeza? Vocês jovens andam sempre com essas coisas. ─ao passo que chegávamos para trás, o homem se aproximava mais.
─Ela já disse que não. ─ Matt disse ─ Agora se nos der licença, nós temos que ir.
─Tenho ordens para não deixar isso acontecer.
E antes o que era um humano virou o maior Rottweiler que eu já vi.
─Corre! ─ gritei segurando Matt pelo pulso.
Nós corríamos o mais rápido possível com o cão logo atrás. Eu sabia o nome daquela criatura, mas naquele momento eu só conseguia pensar em como aquele bicho era grande.
Matt estava ao meu lado e mesmo estando assustado ele não parecia nem um pouco cansado. ─ Por aqui! ─ ele disse virando a direita em uma trilha.
Eu o segui, mas num susto acabei derrapando e caindo no chão. Minha calça rasgou na altura dos joelhos, mas não era com ela que eu estava preocupada no momento. O cão, que estava a menos um metro de distância de mim, saltou em minha direção. Por um segundo eu não pensei em nada só no pânico. Mas antes do cão, não sei, me devorar! Um galho grande acertou seu focinho com força.
─Vem!
Matt me levantou com uma das mãos e voltamos a correr. Eu olhei para trás algumas vezes, o cão estava atordoado e com vários cortes no focinho, mas não aparentava estar cansado, eu só não entendia como Matt havia conseguido bater tão forte nele. “foi a adrenalina” pensei.
Agora estávamos na beira da estrada, eu já não aguentava mais correr quando vi uma Picape se aproximando.
─Me segue ─ gritei para Matthew que estava bem do meu lado ─ Eu tive uma ideia.
Atravessamos a rua o mais rápido possível, e antes de eu me virar pude ouvir o som de uma freada brusca e de algo que parecia um cão/homem sendo jogado pelos ares por um carro à cem quilômetros por hora.
─O que foi isso!? O que era aquilo!? Por que também não está gritando!? ─ Matt me encarava desacreditado.
─Era um transmorfo.
─ Um trans- o que?
Eu estava muito cansada para isso, eu só conseguia pensar em voltar para o bunker e beber uma garrafa de Uísque.
─ A gente conversa outra hora ─ falei
Demorou um tempo para ele concordar, mas no fim trocamos nossos telefones e fomos para casa.
Quando eu cheguei ao bunker Sam estava assistindo algo no seu notebook enquanto Castiel e Dean dividiam uma caixa de rosquinhas.
─E ai, Maison. Onde você estava? ─ Dean perguntou mastigando uma rosquinha de chocolate.
─Em uma aula de adestramento de cães. ─ cuspi irônica ─Tem uísque?
─Você não pode beber... ─ Dean parou de falar olhando assustado para mim ─ O que aconteceu com a sua perna?
Eu não tinha percebido na hora, mas minha calça estava rasgada do lado esquerdo mostrando um corte feio com muito sangue escorrendo.
─Ah... então é por isso que eu sinto que vou desmaiar.
Eu iria cair de cara no chão, mas por sorte Sam rapidamente me segurou e me colocou sentada em uma cadeira.
─O que aconteceu?
Agora que tinha visto o machucado eu estava sentido uma dor excruciante na perna ─ Fui atacada por um transmorfo.
─Como? ─ Os dois disseram ao mesmo tempo
─Eu vou explicar, mas por favor alguém me trás logo aquela garrafa de uísque!
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