Novo Recomeço
16 Desvendando o Passado
Notas iniciais
“Orihime procurara Ulquiorra após a parte mais movimentada começar. Ulquiorra virou-se para olhá-la de frente, ainda apoiado no parapeito da varanda, o olhar estoico como sempre.
–O que está fazendo aqui? — perguntaram os dois ao mesmo tempo
Orihime riu. Ulquiorra deu um leve sorrisinho.
–Ok, Ulquiorra-san...por que veio aqui pra fora? — perguntou Orihime — Não gosta do repertório musical de lá?
–Não é isso... — respondeu Ulquiorra – Multidões não me agradam muito. Prefiro ficar um pouco distante...e você?
–Eu estava te procurando...você sumiu, saiu de perto tão repentinamente...
–Bom...eu estava pensando em já ir embora.
Orihime se surpreendeu.
–Mas...por quê?
–Bom...já fiz o que tinha que fazer. Dancei com você, assim você não passou vergonha na frente de sua família e seus amigos. Tenho que ir, agora.
Orihime fitou Ulquiorra silenciosamente.
–Você fala como se sua presença aqui fosse um incômodo.
–Mas ninguém aqui me conhece.
–Eu conheço.
Orihime tocou o rosto de Ulquiorra, de leve.
–Sei quem você é...você é um grosseirão, e um pouco arrogante também. Ah, e não vamos esquecer de fechado e anti-social.
Ulquiorra a olhou de jeito estranho. Não que estivesse se sentindo ofendido, mesmo porque aquilo tudo era bem próximo da verdade. Mas não achava que ela falaria algo assim nesse momento.
–Mas também... — continuou Orihime — Você é uma alma artística que me mostrou a beleza de tudo que me cerca. E que me ajudou a mudar meu jeito de ver tudo. E que esteve aqui quando eu mais precisei...mesmo que não precisasse, mesmo que isso fizesse você se sentir desconfortável com um ambiente com o qual não está acostumado, você veio. Você fez demais por mim, Ulquiorra-san...e não quero que vá embora.
Os dois se encararam nos olhos por alguns momentos após isso.
Então, Ulquiorra acariciou o rosto de Orihime.
–Você quer que eu fique mais um pouco? — perguntou ele
Orihime sorriu.
–Não. — ela respondeu – Quero que você nunca vá embora.
Os dois se fitaram, sorriram. Estavam a poucos centímetros de distância um do outro.
E mesmo a mais bela dança, o mais delicado movimento, nunca chegaria perto da beleza daquele beijo.”
(Fanfic Valsa escrita por kenjihyuuga, Capítulo 1: Valsa)
Ichigo não aguardou pela alvorada, dirigindo-se apressadamente com Rukia e Renji para a Sociedade das Almas. Convocando uma reunião urgente, surpreendo o próprio Comandante.
– A que se deve tamanho escândalo, Kurosaki Ichigo?
– Os arrankares pretendem invadir a Soul Society.
– O quê!?
A maioria dos presentes ficara boquiaberto enquanto alguns tentavam manter a compostura, não se abalando com a perplexidade da notícia. Uma veia latejava na testa da pequena Kuchiki, que num impulso soca o topo da cabeça do substituto de shinigami. Por sua vez, Renji limitava-se a observar a discussão, enquanto abanava negativamente a cabeça, reprovando a atitude precipitada do ruivo.
– Porque fizeste isso Rukia!?
– Baka! Como dás essa notícia, desse jeito!?
– Capitão Comandante, perdoe este alarido. De facto os arrankares planeiam uma invasão mas não é garantido que conseguiam.
– Prossiga, tenente Abarai.
– Três espadas: Ulquiorra, Grimmjow e Nelliel tentam impedir que isso ocorra, caso falhem, nós cuidaremos do resto.
– Porque havemos de confiar em espadas? Não fará isso parte do esquema deles?
– Eles estão a arriscar-se por nós, porque não haveríamos de confiar capitão Kurotsuchi?
– Mesmo que os espadas digam ou não a verdade temos de nos preparar para o pior dos casos. Ordeno que todos os capitães organizem seus esquadrões para um possível ataque. Dispensados!
Com o sonoro baque do cajado imponente, sentenciando assim o veredicto do capitão do primeiro esquadrão, os capitães e tenentes saíram prontamente da sala. Prontos para obedecer às devidas instruções.
Orihime aproveitou a confusão instalada derivada do suposto ataque para se camuflar entre as pessoas, passando despercebida entre os shinigamis, não sendo reconhecida. Contudo nunca percebeu que desde o mundo humano que ela era seguida pelo misterioso rapaz de cabelos negros.
A prisão de Great Central Underground determina sentenças para um período de tempo específico. A prisão tem oito níveis que os prisioneiros são confinados em acordo com a gravidade de seus crimes. Para o uso de técnicas proibidas Kido, Tessai Tsukabishi foi condenado a ser confinado em Shugo, o nível três da prisão subterrânea. Para o crime de traição, Sousuke Aizen foi condenado a ser preso em Muken, o nível oito e final da prisão subterrânea debaixo do quartel da Primeira Divisão. A humana adentra pela prisão subterrânea, tendo o cuidado para ninguém a ver.
Todos os guardas estavam reunidos, distraídos a comentar sobre a guerra civil em Hueco Mundo. Inoue aproveita esse momento para ocultar seu poder espiritual, e camufla-se nas sombras do local, continuando seu percurso até o oitavo nível.
Uma porta enferrujada clama pela sua curiosidade e utilizando o Koten Zanshun, a fada Tsubaki elimina as correntes de reaitsu que selavam a porta. Ao adentrar pela sala arrepiante e negrume, o rugido típico ecoa pelo espaço, cativando a concentração do condenado que não fica surpreso em vê-la, antes parecia esperar por ela.
– Orihime Inoue. Quanta surpresa em vê-la por aqui.
– Eu sei quem és… Sabes ao que me refiro, Aizen.
Aizen sorri sarcasticamente. Acenando positivamente com a cabeça.
– Imperador Meiji… Meu marido numa vida passada.
– Finalmente recordaste, Princesa de Las Noches.
– Por isso mandaste o Ulquiorra levar-me para Hueco Mundo? Por vingança?
O prisioneiro mantém-se impassível, como se a conversa lhe fosse indiferente, porém sua frase seguinte vem carregada de amargura e ressentimento,
– Meu plano era recompensar o passado, podermos ficar juntos e sermos felizes. Fiquei surpreso quando encontrei o meu antigo serviçal ser agora um arrankar... Por isso ordenei que ele fosse quem te sequestrasse, para evitar que se apaixonassem. Mas o passado se repetiu, mesmo nessas condições…
Inoue dilata suas pupilas negras, abismada pela confissão do shinigami traidor. Por uns momentos sentiu-se mal por ele, culpada. Ela realmente no passado casou com ele por fachada, sempre deixou claro a sua ausência de sentimento quanto a ele. Deve ser péssimo ser trocado pelo seu general, mais horrível ainda sentir que novamente foi substituído pelo mesmo homem.
Quanto ódio não teria ele acumulado dentro de si? Rancor… É deprimente a pessoa que se ama amar outra ou simplesmente não nos corresponder. Orihime também se sentiu dessa forma quando Ulquiorra partiu e a deixou sozinha.
Vazio.
Nada fazia sentido, seus olhos não captavam a cor de seu mundo. A luz não penetrava por suas íris. Tudo se resumia a preto e branco.
– … Por isso agora quero-vos destruir, por novamente me terem traído!
Aizen consegue quebrar o feitiço que o impossibilitava de se movimentar, empunhando a sua zanpakutou pronto para perfurar o peito de Orihime, que fica petrificada no lugar pelo imprevisto.
Fatalmente, o destino tinha decidido castigar a humana por seu maior delito. Porém um par de olhos esmeralda observava minuciosamente toda a ocorrência que se desenrolava, determinado a moer as calamidades do fado
Fale com o autor