Notas iniciais
Ei, este é o prólogo! Espero que gostem!

Pronto, talvez não se note.

“Estás louca ou o quê?”

“O quê.”

“Há, há, há. Que graça.”

Isto de falar comigo própria é lix@do. Tenho de parar.

Mas pronto: esquecendo o facto de eu falar sozinha, eu estou feita ao bife! Pois, como se a minha mãe não visse um buraco enorme na parede do meu quarto! Quando ela vir eu vou estar…

-Maria Raquel!

Feita ao… bife!

Olho para baixo através do buraco. Aceno e espero o ataque de raiva.

A minha mãe é polícia, por isso os seus ataques de raiva são conhecidos na vizinhança.

Ela sobe as escadas a correr com o traste do meu padrasto atrás, agarra-me na manga do vestido e leva-me para o seu gabinete. É um sítio agradável. Estantes de livros, uma secretária, uma cadeira que gira e um mini frigorífico que ela evita que eu ache. E uma porta que vai dar a uma sala de interrogatório. Ela senta-me na cadeira e aponta a luz para mim.

— O que estava tentando fazer?

-Uma janela?

-E o que você fez em vez disso?

-Um buraco.

Ela acena com a cabeça. O meu padrasto mostra-me uma tarte:

-Queres uma fatia?

A minha mãe olha para ele. Se o olhar matasse, éramos os dois cadáveres.

-Pronto, já chega! – Ela rebenta – Vais para uma escola de magia!

Eu vou para aonde?

Notas finais
E então? Que acharam?