Novo Mundo: As Cinco Mortes
2 No Escuro
Notas iniciais
POV Rony
– Por que você não contou antes?
Gale praticamente gritou com Anúbis, apesar de eu não achar muito prudente, afinal o cara ainda era um deus, com os poderes quase que totalmente anulados, mas ainda era um deus e se Anúbis ainda estivesse com seus poderes, Gale já estaria incinerado há muito tempo, só pelo olhar assassino que ele lançava ao outro, mas em vez disso ele apenas suspirou.
Anúbis havia contado para gente seu tão grande segredo, ele nos contou que na verdade já conhecia a ilha Nublar e que esses túneis na verdade davam acesso a terrível prisão de Pain, onde ele guardava divindades e seres poderosos, para não causar problemas no mundo, o próprio Anúbis ficou preso durante algum tempo aqui, até que Cronos o sequestrou.
Claro, isso esclarecia muita coisa sobre a ilha, o por que de ser tão difícil siar daqui e o mais importante, o fato de magica não poder ser usado aqui, Pain deve ter feito todo tipo de barreira pra evitar que qualquer um deus ou outra coisa fugisse de sua prisão e fora que todos essas divindades estavam com poderem reduzidos a quase nada.
– Olha, eu só não me sentia seguro em vir aqui ok? – Anúbis falou na defensiva – Esse lugar é assustador para vocês, é muito pior para deuses, o que quer que tenha nessa ilha age de um modo horrível em mim, eu não consigo explicar.
Carter bufou – Se eu soubesse que disso eu não teria vindo aqui e se eu não tivesse vindo aqui, não estaria preso agora.
Foi a vez de Anúbis bufar – Bela lógica cunhadinho.
As coisas não estavam fáceis nos últimos minutos, depois de ficarmos presos fizemos qualquer coisa para tentar sair de lá, mas não havia jeito de derrubar aquela parede de pedras e tirando o risco de o teto cair sobre nossas cabeças de novo, caso nos tentássemos derrubar a parede, eu realmente não queria ser esmagado.
Me sentei e coloquei minha cabeça entre as pernas, era muita coisa para pensar de uma só vez, eu sentia que minha cabeça iria explodir a qualquer minuto e eu não falo só sobre estarmos presos debaixo da terra, me refiro a tudo, primeiro ao fato de eu ter ficado mais jovem do que estava no meu mundo e depois toda essa loucura de existir outros mundos. E por último, mas não menos importante, ter que sobreviver todo dia nesta ilha é o que mais me deixava louco.
A Ilha Nublar era um lugar traiçoeiro, se você não conhecesse a ilha totalmente, você poderia acabar parando no território dos raptores e acredite em mim, não são todos que saem vivos de lá para contar a historia. E agora havia mais essa, debaixo da ilha possivelmente havia um prisão cheia de deuses e coisas parecidas, isso não me soava muito bem.
– Acho que nós devemos ir explorar o local – Gale disse de súbito – Talvez se consigamos ajudar á um deus, ele nos tirará daqui.
Carter riu com ironia – Deuses não ajudam humanos por causas pequenas não, acredite em mim quando lhe digo que deuses são uma raça ingrata – E então Carter se virou para Anúbis – Sem querer ofender.
– Não ofendeu – Anúbis disse pensativo – Acho que Gale tem razão, nós precisamos dos deuses e não só para nos tirar daqui – Anúbis disse olhando para cada um de nós – Eles podem nos tirar da ilha também e além de tudo eu vi como o mundo lá fora está, um caos se instalou, nós precisamos dos deuses para restaurar um pouco da Ordem, pelo menos para que não entremos em colapso.
Franzi as sobrancelhas – Você acha mesmo que esses deuses vão nos tirar daqui? – Algo dentro de mim gritava contra aquele plano.
Anúbis encolheu os ombros – Eu não consigo ver ideia melhor, não podemos ficar esperando aqui a hora da nossa morte, nós temos que fazer algo e talvez os deuses sejam nossa melhor opção.
– Bela escolha de palavras, não a opção certa, mas sim a “melhor” – Carter falou com um sorriso cínico nos lábios – Isso me reconforta.
Suspirei – Acho que é a melhor opção por enquanto, se levantem e vamos adentrar para a morte certa, quer dizer, para dentro da caverna.
Carter mesmo depois de mais alguns protestos finalmente cedeu, cada um pegava os poucos pertences que tinham, pegamos nossas mochilas e partimos caverna adentro. Os tuneis eram ainda mais longos do que eu imaginava, depois de alguns minutos caminhando, Rony já conseguia sentir a aura de maldade que rodeava aquele lugar, era magia pura e poderosa.
Parecia que aquele lugar também deixava mais viva a memoria dos meus recentes pesadelos, tentei limpar meus pensamentos disso, mas as imagens simplesmente voltavam para mim, eu via quatro corpos caídos no chão, poças de sangue se formavam ao redor dos cadáveres, eu não sabia como, mas algo me dizia que aqueles era meus amigos, apesar de eu não conseguir reconhecer nenhum. Não pense nisso, pensei comigo mesmo, são só pesadelos.
Mas eu sabia que lá no fundo, havia um fundo de verdade naquele pesadelo e senão arranjássemos um jeito de sair dessa caverna, talvez os quatro corpos no chão que eu via em meus sonhos se tornassem realidade e um deles fosse meu.
– Vocês estão sentindo isso? – Carter perguntou – Existe muita energia nesse lugar, energia do Caos e do Duat.
Anúbis assentiu fracamente – Esse mundo era um mundo onde o Caos e o Duat não existiam, mas quando Pain trouxe todos os mundos para cá, ele não trouxe só algumas pessoas, ele também trouxe as forças que regiam os outros mundos, incluindo o Caos e o Duat, é por isso que fora da ilha você consegue usar magia.
Carter Franziu a testa – Mas por que eu não estou conseguindo usar magia agora na ilha se eu estou sentindo a força do Duat.
– Por que provavelmente é o próprio Duat que está bloqueando magia na ilha – Anúbis falou com se fosse obvio.
Depois disso nós ficamos em silêncio, o que foi suficiente para minha mente trabalhar nas palavras de Anúbis (Desde que eu havia chegado nesse mundo, trabalhar é o que minha mente mais faz), uma pergunta começava a tomar forma na minha cabeça.
– Anúbis – Falei o nome do garoto para chamar a atenção dele – Pain não levou todos os habitantes dos nossos respectivos mundos para esse certo, só os “mais importantes”, afinal o que aconteceu com quem ficou?
Ele não respondeu imediatamente, não por que ele não sabia o que responder, mas algo me dizia que o quer que fosse não era algo bom, Anúbis deu mais alguns passos e suspiros antes de responder minha pergunta.
– Foram dizimados, jogados ao esquecimento, nossos mundos não existem mais, quem ficou provavelmente levou o mesmo fim – Anúbis falou num tom sombrio.
E então mais silêncio, percebi que o túnel começava a alargar e eu já conseguia ver uma luz vermelha mais a frente no túnel, ninguém precisava falar, nós já estávamos chegando na prisão de Pain. E cada vez que eu me aproximava daquele lugar, eu sentia um desespero irracional, eu queria sair correndo dali, percebi que aquele lugar estava provocando isso em mim, bom eu não precisava de nenhuma energia maligna para ficar desesperado.
As pedras do túnel começaram a ficar avermelhadas e não por que a luz era vermelha, mas a pedra também tinha uma cor avermelhada, o túnel se alargou e de repente nós estávamos no que parecia ser o corredor de um presídio, só que a iluminação vinha de tochas vermelhas que ficavam postas na parede entre uma cela e outra. Dentro das celas, a escuridão reinava, mesmo com a iluminação das tochas, graças a isso não era possível enxergar o que havia dentro, e por mim tudo bem, eu não queria ver o que tinha lá dentro.
Anúbis era contrário a mim e tentava ao máximo quem ou o que estava dentro das celas, ele olhava e depois desviava o olhar bem rápido, Carter e Gale apenas olhavam para a frente, parecendo com medo de olhar para os lados.
– Vocês ouviram isso? – Gale falou tentando conter o nervosismo.
Carter bufou – Especifique.
Gale olhou para os lados freneticamente – Essa voz, eu ouvi alguém me chamar.
Ninguém se pronunciou, apurei meus ouvidos, mas não conseguia ouvir nada, os outros também faziam o mesmo. Quando eu decidi fazer uma piada sobre Gale e sua possível esquizofrenia, foi que eu ouvi.
A primeira coisa que eu pude concluir sobre a voz, era de que com toda certeza era uma voz feminina, eu não entendia o que a tal voz dizia, mas parecia vir da minha direita, me virei para a cela que estava a minha direita ao mesmo tempo em que todos fizeram o mesmo movimento, eles também pareciam ter ouvido a voz.
– Tem alguém aí? – Carter teve a coragem de perguntar – Quer dizer, obviamente tem alguém aí.
Anúbis franziu as sobrancelhas, uma figura começava a sair das sombras, a primeira coisa que eu notei foi a túnica dela, totalmente suja de terra e rasgada em alguns cantos, depois eu notei os cabelos pretos da mulher mal tratados que mais pareciam um ninho de ratos, a luz vermelhada provinda das tohcas só davam um ar sombrio e sinistro para a mulher, mas o que mais me chamou a atenção nela foi os olhos cinza-tempestade.
Anúbis mordeu o lábio inferior – Atena, a deusa grega da sabedoria e estratégia em batalha.
A deusa sorriu fracamente e encarou cada um de nós, mesmo aquela deusa não esta em seu melhor momento ela ainda transmitia uma aura de poder grande o bastante para me fazer quere correr dali e quando olhar de Atena pousou em mim, eu senti todo o meu corpo gritar em alerta.
– Eu estive esperando vocês por muito tempo – A deusa falou fracamente – É hora de explicar algumas coisas, antes de vocês me tirarem daqui.
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POV Hermione
– Ele está com febre.
Bianca di Angelo falou enquanto mantinha a costa da mão na testa do garoto. Aria suspirou, ela arrancou um pedaço de pano da camisa dela e saiu da caverna, Simon se ajoelhou ao lado de Bianca e checou a temperatura do garoto também, ele então engoliu em seco, Luna apenas assistia a tudo, eu diria que ela estava preocupada já que não tirava um minuto os olhos do menino, Sadie andava de um lado para o outro, Connor estava do lado de fora da caverna.
Logo após encontrarmos o garoto, ele continuou murmurando coisas e gritando, ninguém sabia o que fazer, como aquele garoto havia parado ali? Foi então que ele desmaiou, ele simplesmente caiu no chão e lá ficou, por um momento eu havia pensado que o garoto havia morrido, mas quando eu me aproximei dele eu pude ver o peito subindo e descendo, ele estava respirando.
Connor havia pegado um cobertor sabe-se lá de onde e cobriu o menino, Sadie então achou melhor levarmos para um lugar seguro, Connor e Simon carregaram o menino e nos levamos até a caverna em que nós havíamos nos “hospedado” recentemente.
O mais estranho foi chegar lá e ver que as contusões no rosto do garoto havia sumido, sem deixar nenhum rastro, na verdade o garoto parecia bem e o mais impressionante, ele estava limpo, nem parecia o garoto que havíamos encontrado há alguns minutos na floresta, mas foi então que a febre começou e aqui estávamos.
– Ele está queimando de febre – Bianca falou preocupado – Eu não entendo começou do nada, primeiro as contusões somem e agora essa febre.
Simon voltou a checar a temperatura e então rapidamente retirou a mão — Meu deus, ele está queimando em febre.
Connor entrou na caverna – Nem sinal de dinossauros, a barra está limpa – E então percebeu todo mundo olhando para o garoto – O que aconteceu?
– Ele está ardendo em febre – Aria entrou na caverna trazendo o pano molhado e colocando na testa do garoto – Gente, de onde esse garoto veio? Por que ele estava nu na floresta? E por que nós não encontramos com ele antes?
Todas essas perguntas passavam na minha mente, o aparecimento do garoto simplesmente havia bagunçado com a minha cabeça, mas eu não entendia bem o porque, toda vez que eu olhava para o garoto uma sensação estranha se apoderava de mim, eu não conseguia descrever que tipo de sensação era, mas eu sabia que era ruim.
– Você acha isso estranho não é? – Sadie se aproximou de mim e sussurrou para que apenas eu pudesse ouvir – Esse garoto aparece do nada e justamente próximo de onde nos estávamos, uma simples coincidência.
Sorri – Uma simples coincidência, você sabe que esse tipo de coisa não acontece, não é? – Sadie assentiu – Nada é por acaso, o que só me assusta mais, por que esse garoto foi deixado ali e o mais importantes, o que causou aquelas contusões nele.
– Eu garanto que não foi um dinossauro – Ela falou em um tom irônico.
– É e também tem essa sensação que eu tenho toda vez que eu olho para ele – Falei – Eu não sei explicar o que é, mas... não é algo bom.
Sadie adquiriu um sorriso malicioso no rosto – Acho que é excitação, ele é bem bonito sabia?
Fechei a cara para ela – Não é disso que eu estou falando e deixe de ser idiota Kane – Falei para ela e Sadie apenas encolheu os ombros, ainda com um sorriso no rosto – O importante é que nós temos que ficar de olho nele, pode ser uma armadilha.
– Uma armadilha de quem? Pain? – Sadie perguntou franzindo a testa.
Balancei a cabeça – Não acho que Pain seja nosso único problema, não é de hoje que eu acho que há outras... forças, nos vigiando.
Sadie assentiu, afinal, foi ela que começou a suspeitar de que mais alguém estava na ilha e que nos vigiava, foi ela que poderia jurar ter visto alguém naquele precipício de onde Travis caiu e isso me preocupava, por qual motivo Travis teria morrido, não foi um simples acidente, alguém derrubou um dos Stolls e teve motivos para isso. E agora, esse garoto aparece.
– Vocês sentiram isso? – Luna falou, o que realmente me surpreendeu – Esse tremor, acho que nós temos companhia.
A fala de Luna foi logo seguida por um rugido tão forte e profundo que fez os pelos da minha pele arrepia, um rugido bem familiar na verdade, eu troquei olhares com Sadie, nós já havíamos ficado tempo o bastante na ilha para reconhecer o rugido do T-Rex, Bianca entrou em estado alerta.
– Acho que não estamos em perigo – Simon falou tentando esconder seu nervosismo – O T-Rex não pode entrar na caverna, certo?
Bianca fez uma careta – É claro que não, eu não sei nem se a cabeça dele entraria aqui, quanto mais ele inteiro.
Suspirei aliviada, T-Rex era um grande problema nessa ilha podiam não ser tão esperto quanto os raptores, mas eram grandes e mortais, além de serem extremamente territoriais, fugir dele sempre acarreta milhares de minutos e muito fôlego, se bem que quando você tem um dinossauros correndo atrás de você, a última coisa com que vai se importar é com o fôlego.
– Onde está Aria e Connor? –Sadie perguntou franzindo a testa – Podia jurar que eles estavam aqui há alguns segundos atrás.
Bianca fez uma expressão confusa – Não, eles acabaram de... sair para pegar mais água – Bianca arregalou os olhos e se virou para Luna – Cuide do garoto.
E então ela correu para fora da caverna, eu e Sadie nos entreolhamos e fmos atrás dela, Simon também correu ao nosso lado, lá fora da caverna, o som da cachoeira batendo contra o pequeno lago que se formava ali enchia nossos ouvidos, não se via sinal de Aria ou Connor em lugar nenhum, Bianca correu para dentro da floresta e nós fomos logo atrás dela.
Eu só torcia para não darmos de cara com nenhum T-Rex, Bianca continuou correndo e em determinado momento nós a perdermos, foi então que eu senti um puxão no meu braço e logo alguém entrou no meu campo de visão, era Aria, o cabelo estava bagunçado e ela fez um sinal de silêncio, Connor puxou Sadie e Simon também, nós estávamos atrás de uma arvore e eu percebi que Bianca estava ali também de costas para mim e agachada.
– O que vocês fizeram? – Bianca sussurrou num tom irritado.
Aria suspirou – Acho que T-Rex foi embora – Ela falou e então se virou para Bianca – Nós não fizemos nada, quando chegamos aqui ele já estava aí, nós não podemos deixa ele simplesmente aí.
Olhei para Sadie e ela olhava de boca aberta para algo que etsva anos braços de Bianca, Simon também olhava para lá e ele parecia assustado, então eu me aproximei e vi o que eles olhavam. Eu tive que reprimir um grito para não atrair de volta o T-Rex, o que Bianca segurava nas mãos era nada mais , nada menos que um filhote de T-Rex.
Eu olhava fascinada para o pequeno dinossauro, desde que eu havia chegado na ilha eu havia adquirido um fascínio por dinossauros, em especial pelos filhotes, havia algo neles de antigo e mágico. E ali estava um filhote de T-Rex do tamanho de um cachorro só que mais comprido, o animal parecia semiconsciente e saia sangue de suas pernas, algo havia perfurado no local, ele dava pequenos gemidos, baixos demais para qualquer outra criatura ouvri a não ser que estivesse bem perto, mesmo sabendo que um dia ele viraria um predador assassino, eu quis ajuda-lo.
– Não podemos deixar ele aqui – Aria falou – Ele vai morrer se ficar aqui pelo ferimento ou por outro dinossauro.
Bianca olhou de um jeito melancólico para o animal – Não podemos, ele ainda é um predador.
– Concordo com Aria, nós temos que leva-lo – Falei e todos olharam para mim, aquilo não era um decisão inteligente e eu geralmente tinha decisões inteligentes – Não podemos deixar ele aqui..
Aria assentiu varias vezes, eu olhei para Bianca fazendo um pedido mudo para ela. Bianca pareceu ceder e pediu a Connor para ajudar a levar o animal para a caverna, o pequeno T-Rex fez um gemido maior que os outros quando foi levantado pelos dois, eu olhei para todos os lados para me certificar de que nenhum predador iria nos atacar de surpresa, mas nada aconteceu.
Ótimo, agora como se já não bastasse ter um desconhecido para cuidar, agora também tínhamos um dinossauro machucado, essa ilha não parava de me surpreender.
A primeira coisa que eu notei quando eu entrei na caverna foi que o garoto simplesmente tinha desaparecido, Bianca e Connor deixaram o T-Rex deitado em um monte de panos velhos em que o garoto estava deitado. Aí veio a parte que me surpreendeu, Luna estava num canto conversando com alguém, aparentemente um garoto e quando ele se virou, eu tomei um susto, com seus cabelos castanhos e seus olhos azuis-acinzentados ele nem parecia estar doente e estava devidamente vestido, era aquele garoto.
– Perdoem-me, mas eu emprestei a roupa de um de vocês, acho que vocês não me conhecem – O garoto falou sorrindo – Meu nome é Jake.
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