Corro em direção a Sora e tento acordá-la. Depois de um tempo chamando pelo seu nome, ela desperta em meus braços. Ainda sem recobrar direito os sentidos, me pergunta:

– Tai...? Onde estamos?

– Estamos no Digimundo. Fomos mandados pra cá por causa daquela sombra.

– Entendi... E os outros...?

– Não sei ainda o que houve com eles... Aqui só estamos Agumon, Pyomon, você e eu.

Pyomon corre em direção a sua parceira, preocupada, logo após também despertar.

– Sora! Sora! Você está bem? Se machucou?

– Estou bem Pyomon, obrigada!

– Fique com ela Pyomon. Vou ver como Agumon está. – Eu peço.

Me levanto e quando começo a andar, escuto uma voz doce e suave me chamar.

– Tai! Obrigada por se preocupar comigo...

Abro um sorriso instantâneo e respondo:

– Não precisa agradecer... Sempre que você precisar de mim estarei perto de você. Foi o que decidi fazer de agora em diante...

Sora então abaixa a cabeça. Decido continuar andando pra ver como Agumon estava. Ele já estava se levantando quando perguntei:

– Está tudo bem contigo, Agumon?

– Sim, estou.

– As coisas estão ficando cada vez mais complicadas. Como será que estão os outros?

– Tenho certeza que estão bem, você vai ver. Todos são bem fortes.

– Mas nem tanto como nós dois né?! – Falo sorrindo e em tom de brincadeira.

– Sem dúvidas! – Agumon também sorri.

Neste momento, escuto uma voz. Ela vinha do Digivice. Não sabia que esse projeto de Mini Game também falava.

– Tai?! Tai?! Por favor me responda!

Era a voz de Izzy. Fiquei bem surpreso.

– Izzy é você? Onde você está?

– Não sei bem ainda, só sei que estamos no Digimundo.

– Tem alguém com você?

– Sim, a Kari está comigo. Todos nós fomos separados. Consegui entrar em contato com eles mais cedo, o TK está com o Joe, e o Matt está com a Mimi. A Sora está com você, certo?

– Está sim. Não entendi o porquê disso tudo e também não entendi o porquê dos digivices virarem comunicadores.

– Eu reconfigurei os digivices usando o meu. Todos os Digivices podem entrar em contato direto com o meu ao apertar o botão superior esquerdo, assim eu posso repassar as informações para vocês. Quanto a essa separação, penso que aquela sombra tenha nos separado em 4 duplas para irmos atrás das tais chaves.

– Você é realmente genial Izzy. Mas não espalhe que eu disse isso okay?!

– Tá seu idiota... Os Digivices estão mostrando um ponto no mapa. Aposto que tem a ver com as chaves.

– Já vi aqui. Não temos escolha, iremos para lá!

– Kari e eu também já vamos.

– Certo. Cuide da minha irmã pra mim...

– Pode deixar Tai. – E desligou.

Quando olho para trás, Sora e Pyomon já estavam por perto e escutaram tudo. Sora então faz um comentário.

– Esse mundo... ficou tão diferente. Sem vida, nublado, vazio... Você teve mesmo coragem de vir aqui sozinho naquela vez, mesmo sabendo dessas condições e mesmo sem saber o que iria enfrentar?

– Esqueceu que sou cabeça dura? – sorrio. – Não suportei a ideia de que os Digmons estavam em perigo. Tinha que vê-los.

– Entendi... – ela diz segurando o braço e desviando o olhar. – Nós vamos de encontro a chave não é? Então vamos andando.

Sora e Pyomon dispararam andando na frente. Agumon e eu as seguimos em direção ao local indicado no mapa. É uma sensação estranha essa que estou sentido nesse momento. Tudo que tem acontecido ao Digimundo nesses últimos dias tem me deixado muito preocupado, mas quando estou com a Sora... eu me sinto tão bem, mesmo nessas adversidades. O que será isso agora? Essa sensação? Não parece ser mais como era antigamente. Não consigo nem fazer uma piada idiota perto dela, só quero parecer o mais forte que puder para mostrar que consigo protegê-la, que consigo ficar ao seu lado. E eu acho ela tão... Por que será que estou me comportando assim?

De repente, um tremor acontece. Sora se desequilibra e começa a gritar, Pyomon levanta voo mas não consegue segurar a parceira. Num impulso, corro até ela e seguro seu braço ao mesmo tempo que o chão se abre. Num puxão, a jogo para longe do buraco e caio. Com a mão direita, fico me segurando na abertura da fenda que se formou, olho pra cima na hora que escuto uma voz.

– Que rapaz corajoso salvando a linda donzela em perigo! Seria muito rude se não dissesse meu nome diante de um verdadeiro herói... Sou BioDarkdramon, e eu vim aqui para matá-los em nome do meu mestre! – E abre um sorriso sádico.

– Tai! Você está bem?! Por que fez isso seu idiota?! – Sora me pergunta gritando.

– Acho que tenho escutado muito esse adjetivo ultimamente... Pyomon! Leve Sora para um lugar seguro! Agumon e eu daremos conta, certo Agumon?

– Pode deixar Tai!

Me levanto e começo a encarar o inimigo.

– Pode vir coisa feia!