Novo Mundo
5 Separados
Corro em direção a Sora e tento acordá-la. Depois de um tempo chamando pelo seu nome, ela desperta em meus braços. Ainda sem recobrar direito os sentidos, me pergunta:
– Tai...? Onde estamos?
– Estamos no Digimundo. Fomos mandados pra cá por causa daquela sombra.
– Entendi... E os outros...?
– Não sei ainda o que houve com eles... Aqui só estamos Agumon, Pyomon, você e eu.
Pyomon corre em direção a sua parceira, preocupada, logo após também despertar.
– Sora! Sora! Você está bem? Se machucou?
– Estou bem Pyomon, obrigada!
– Fique com ela Pyomon. Vou ver como Agumon está. – Eu peço.
Me levanto e quando começo a andar, escuto uma voz doce e suave me chamar.
– Tai! Obrigada por se preocupar comigo...
Abro um sorriso instantâneo e respondo:
– Não precisa agradecer... Sempre que você precisar de mim estarei perto de você. Foi o que decidi fazer de agora em diante...
Sora então abaixa a cabeça. Decido continuar andando pra ver como Agumon estava. Ele já estava se levantando quando perguntei:
– Está tudo bem contigo, Agumon?
– Sim, estou.
– As coisas estão ficando cada vez mais complicadas. Como será que estão os outros?
– Tenho certeza que estão bem, você vai ver. Todos são bem fortes.
– Mas nem tanto como nós dois né?! – Falo sorrindo e em tom de brincadeira.
– Sem dúvidas! – Agumon também sorri.
Neste momento, escuto uma voz. Ela vinha do Digivice. Não sabia que esse projeto de Mini Game também falava.
– Tai?! Tai?! Por favor me responda!
Era a voz de Izzy. Fiquei bem surpreso.
– Izzy é você? Onde você está?
– Não sei bem ainda, só sei que estamos no Digimundo.
– Tem alguém com você?
– Sim, a Kari está comigo. Todos nós fomos separados. Consegui entrar em contato com eles mais cedo, o TK está com o Joe, e o Matt está com a Mimi. A Sora está com você, certo?
– Está sim. Não entendi o porquê disso tudo e também não entendi o porquê dos digivices virarem comunicadores.
– Eu reconfigurei os digivices usando o meu. Todos os Digivices podem entrar em contato direto com o meu ao apertar o botão superior esquerdo, assim eu posso repassar as informações para vocês. Quanto a essa separação, penso que aquela sombra tenha nos separado em 4 duplas para irmos atrás das tais chaves.
– Você é realmente genial Izzy. Mas não espalhe que eu disse isso okay?!
– Tá seu idiota... Os Digivices estão mostrando um ponto no mapa. Aposto que tem a ver com as chaves.
– Já vi aqui. Não temos escolha, iremos para lá!
– Kari e eu também já vamos.
– Certo. Cuide da minha irmã pra mim...
– Pode deixar Tai. – E desligou.
Quando olho para trás, Sora e Pyomon já estavam por perto e escutaram tudo. Sora então faz um comentário.
– Esse mundo... ficou tão diferente. Sem vida, nublado, vazio... Você teve mesmo coragem de vir aqui sozinho naquela vez, mesmo sabendo dessas condições e mesmo sem saber o que iria enfrentar?
– Esqueceu que sou cabeça dura? – sorrio. – Não suportei a ideia de que os Digmons estavam em perigo. Tinha que vê-los.
– Entendi... – ela diz segurando o braço e desviando o olhar. – Nós vamos de encontro a chave não é? Então vamos andando.
Sora e Pyomon dispararam andando na frente. Agumon e eu as seguimos em direção ao local indicado no mapa. É uma sensação estranha essa que estou sentido nesse momento. Tudo que tem acontecido ao Digimundo nesses últimos dias tem me deixado muito preocupado, mas quando estou com a Sora... eu me sinto tão bem, mesmo nessas adversidades. O que será isso agora? Essa sensação? Não parece ser mais como era antigamente. Não consigo nem fazer uma piada idiota perto dela, só quero parecer o mais forte que puder para mostrar que consigo protegê-la, que consigo ficar ao seu lado. E eu acho ela tão... Por que será que estou me comportando assim?
De repente, um tremor acontece. Sora se desequilibra e começa a gritar, Pyomon levanta voo mas não consegue segurar a parceira. Num impulso, corro até ela e seguro seu braço ao mesmo tempo que o chão se abre. Num puxão, a jogo para longe do buraco e caio. Com a mão direita, fico me segurando na abertura da fenda que se formou, olho pra cima na hora que escuto uma voz.
– Que rapaz corajoso salvando a linda donzela em perigo! Seria muito rude se não dissesse meu nome diante de um verdadeiro herói... Sou BioDarkdramon, e eu vim aqui para matá-los em nome do meu mestre! – E abre um sorriso sádico.
– Tai! Você está bem?! Por que fez isso seu idiota?! – Sora me pergunta gritando.
– Acho que tenho escutado muito esse adjetivo ultimamente... Pyomon! Leve Sora para um lugar seguro! Agumon e eu daremos conta, certo Agumon?
– Pode deixar Tai!
Me levanto e começo a encarar o inimigo.
– Pode vir coisa feia!
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