Novo Mundo

11 Ruínas da Verdade


Andamos por quase 50 minutos. Já conseguíamos avistar ao longe as ruínas. Era uma vista impressionante, as ruínas tinham proporções muito maiores do que imaginávamos. Era muito além das que a gente costuma ver em fotos na internet e nos livros de Geografia. E tudo brilhava como se tudo fosse revestido a ouro. Fiquei admirando tanto pelas ruínas que até esqueci por um breve momento o que fazíamos ali. Andromon então puxou conversa:

– Estamos quase chegando, essas são as Ruínas da Verdade.

– São incrivelmente bonitas. – Disse Sora também com um ar de surpresa.

– Realmente são... – Eu acabei concordando.

– Vocês estão espantados com aparência externa das ruínas, esperem então quando entrarem. – Andromon nos avisa.

– Andromon, o que têm lá dentro? – Eu pergunto.

– Eu não sei muito sobre as ruínas, a visitei só uma vez. Mas os Digimons não conseguem entrar nos níveis mais baixos sem a presença dos Digiescolhidos. Os dados que tenho dizem que lá são guardadas relíquias importantes para esse mundo, e que toda a história da criação está lá.

– E sobre as chaves? Tem algum conhecimento delas?

– Não, não ouvi falar delas, mas também não tenho conhecimento de que tipo de relíquias esse local possui.

– Entendo. – Falo decepcionado com as respostas.

– Chegamos! – Andromon exclama.

Já estávamos bem na frente da entrada das ruínas. Era realmente imensa. Acho que não irei parar de babar por esse lugar tão cedo, até passei o braço no canto da boca para conferir se não tinha saliva exposta. Olho para o Digivice e o sinal parece perto.

– Bom, vamos entrar! – E sorrio.

Todos me seguem caminho a dentro. Era realmente mais impressionante o lado de dentro que o lado de fora. Todas as paredes tinham escrituras, e fiquei curioso sobre elas. Foi ai que decidi perguntar para Andromon:

– Você sabe o que essas escrituras dizem?

– Não.

– Você parece saber muito para um robô hein!

– É impossível para um Digimon as ler. Elas foram escritas pelo Criador desse mundo, e segundo informações que possuo, ele não era um Digimon.

– E de onde você consegue essas informações?

– Gennai.

– Gennai sabe sobre o Criador?

– Basicamente só o que já te contei. Gennai, os Digimons e o Digimundo são frutos do Criador.

– E ele ainda existe? Se existe, onde está? E o que exatamente é o Criador?

– Para um humano você pergunta bem pouco não é?

– Não copie meu sarcasmo, ele é minha marca registrada!!

– Ninguém sabe o que o Criador é ou onde está, nem mesmo Gennai.

– Entendi...

Foi então que nos deparamos com um portão imenso, de cor dourada e cheio de escrituras. No centro tinha um lugar de encaixe. O formato parecia com um... Digivice! Peguei o meu às pressas e ele começou a brilhar intensamente. Sora também pegou o seu e o dela também estava brilhando. Resolvi então colocar o meu no encaixe do portão. O portão se abriu, porém uma parede se fechou atrás de nós, separando os Digimons de Sora, Pyomon, Agumon e eu.

– O que está acontecendo aqui Tai?! – Sora pergunta assustada.

– Eu ainda não sei Sora, mas a única coisa que podemos fazer é entrar. – Respondo tentando passar tranquilidade.

– Isso! Vamos lá Sora! – Pyomon e Agumon fazem coro.

Ao entrarmos, várias tochas se acenderam e notamos que estávamos em um salão imenso, e com um altar bem no centro. O local ainda tinha as escrituras nas paredes e no teto também. Havia também várias relíquias enfileiradas perto das paredes. Mas isso não era o mais impressionante de tudo... O que realmente nos impressionou foi que estávamos cara a cara com todos os outros Digiescolhidos e seus Digmons. O que todos fazem aqui?! Era para cada dupla procurar a chave mais próxima do local que caímos. Para isso acontecer, a Sombra deve ter colocado todos perto das ruínas, mas para que isso?! E falando no Diabo...

– Finalmente vocês apareceram Digiescolhidos...